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17 de junho de 2026

Sustentabilidade

Preços do algodão seguiram pressionados em setembro e volume de negócios foi mediano – MAIS SOJA

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No início do mês de setembro, o mercado doméstico de algodão mostrou maior atividade, mas os preços seguiram pressionados. Compradores reduziram o apetite após o recente posicionamento, e a queda nas cotações afastou os produtores. Por isso, o volume negociado foi mediano durante todo o mês, informou a Safras Consultoria.

A demanda no varejo permanece lenta, reflexo da desaceleração econômica e das incertezas financeiras e tarifárias, o que mantém uma postura cautelosa e limita a recomposição de estoques em toda a cadeia. Esse cenário explica a falta de força do consumo e a pressão adicional sobre os preços, em um momento marcado pelo aumento da oferta global, com o fim da colheita no Brasil, o início dos trabalhos nos EUA e a chegada do algodão novo na Ásia.

No CIF São Paulo, o preço da pluma caiu para cerca de R$ 3,63 por libra-peso, representando recuo de 1,36% na comparação semanal e de 6,44% em relação ao mesmo período do mês anterior.

Em Rondonópolis, Mato Grosso, a arroba foi negociada a aproximadamente R$ 114,00, equivalendo a R$ 3,45/libra-peso, o que representa desvalorização semanal de R$ 1,26/arroba e perda mensal de R$ 9,06/arroba.

Preço do caroço em MT – Imea

O preço disponível do caroço de algodão, em Mato Grosso, no mês de setembro/25 ficou na média de R$ 914,74/t, recuo de 1,97% se comparado com o mês de agosto/25. Essa redução no comparativo mensal é reflexo da maior disponibilidade do coproduto no mercado, tendo em vista o avanço da colheita e do beneficiamento no estado.

Cabe destacar que, apesar do recuo no comparativo mensal, o preço do caroço está 53,57% superior ao registrado no mesmo período do ano passado (setembro/24). O aumento reflete a maior demanda por caroço de algodão para a produção de óleo, impulsionada pela elevação da mistura de biodiesel no diesel. Essa medida tem gerado um crescimento na demanda por parte das indústrias do setor.

Por fim, esse cenário também se reflete no preço do óleo de algodão no estado, que exibiu elevação de 35,48% em setembro/25 ante setembro/24, cotado na média de R$ 5.519,89/t. As informações partem do Imea.

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Sustentabilidade

Proteína da soja começa a ganhar valor no mercado brasileiro – MAIS SOJA

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A soja começa a ser olhada não apenas pelo volume produzido, mas também pelos atributos que carrega dentro do grão. Proteína, óleo e aminoácidos ganham importância em segmentos da cadeia produtiva, ampliando o interesse por características ligadas ao valor nutricional e industrial da matéria-prima — movimento que começa a despertar atenção também no Brasil.

Pesquisas conduzidas por José Marcos Gontijo Mandarino, pesquisador da Embrapa Soja, mostram que atributos como proteína e óleo têm influência direta sobre o valor industrial do grão, especialmente no rendimento do farelo utilizado na nutrição animal. A Embrapa Suínos e Aves também trata o tema com importância, pois o farelo de soja é uma das principais fontes proteicas para aves e suínos, podendo representar entre 65% e 70% da proteína das formulações nutricionais, dependendo do sistema produtivo.

Em mercados como Estados Unidos e Canadá, produtores já recebem bonificações por soja com características específicas, incluindo maior teor de proteína, variando entre 5% e 15%, a depender do contrato. No Brasil, embora essa remuneração ainda não seja uma prática consolidada, especialistas apontam que a qualidade intrínseca do grão tende a ganhar relevância econômica — movimento semelhante ao que ocorreu na cadeia do leite, onde atributos ligados à qualidade passaram a influenciar a remuneração do produtor.

Durante muito tempo, a armazenagem foi vista quase exclusivamente como proteção de volume. Mas começa a crescer uma discussão sobre qualidade do grão entregue à indústria. Se atributos como proteína e aminoácidos passam a ter mais valor, armazenar bem deixa de ser detalhe operacional e passa a fazer parte da estratégia econômica do produtor”, afirma Elton Stadler, CEO da Provent Brasil, empresa fabricante do Sistema de Exaustão Cycloar.

Mas há um detalhe pouco percebido nessa mudança: não basta colher um bom grão. É preciso preservar sua qualidade depois da colheita. Em um Estudo da Faculdade de Agronomia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) apontou que, após seis meses de armazenagem, silos sem controle adequado do ambiente, apresentaram aumento de 58,4% nos grãos ardidos14,5% nos fermentados, além de redução no teor de proteína e maior perda de massa dos grãos. É nesse contexto que sistemas de exaustão contínua, como o Cycloar, vem ganhando espaço nas unidades armazenadoras, há mais de 30 anos. A tecnologia atua na redução do calor acumulado, da condensação e do excesso de umidade dentro dos silos, ajudando a preservar características importantes do grão ao longo do armazenamento.

O produtor pode ter um ativo valioso nas mãos e não perceber. Se o mercado começa a olhar mais proteína e qualidade intrínseca, preservar isso dentro do silo passa a ter impacto direto no bolso do produtor”, conclui Stadler.

Fonte: Assessoria de imprensa


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Sustentabilidade

ARROZ/CEPEA: Cotações seguem pressionadas por ampla oferta – MAIS SOJA

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Os preços do arroz em casca voltaram a recuar no Rio Grande do Sul, interrompendo a reação observada no início do mês. De acordo com o Cepea, a pressão esteve atrelada à ampla disponibilidade do cereal e às dificuldades na comercialização do arroz beneficiado, fatores que reduziram o suporte da demanda externa e dos mecanismos de apoio à comercialização promovidos pela Conab.

Segundo o Centro de Pesquisas, embora a demanda internacional tenha permanecido ativa, oferecendo alternativas de comercialização a parte dos produtores, seu impacto sobre os preços foi limitado. Ao mesmo tempo, as dificuldades na venda do arroz beneficiado continuaram a restringir a atuação compradora das indústrias, reforçando a pressão sobre o cereal em casca.

Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

ALGODÃO/CEPEA: Preço interno segue mais vantajoso que paridade de exportação – MAIS SOJA

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Pelo sexto mês consecutivo, os preços do algodão em pluma continuam em baixa no mercado doméstico, mas ainda apresentam vantagem quando comparados à paridade de exportação.

Neste contexto, segundo o Cepea, enquanto alguns vendedores se mostram capitalizados e focados no cumprimento dos contratos a termo, mantendo-se firmes em suas posições, outros aproveitam para liquidar o saldo remanescente da temporada 2024/25. Com a redução dos preços internacionais, parte dos agentes também adota uma postura mais flexível, em busca de novas negociações.

Pesquisadores do Cepea destacam que lotes da safra 2025/26 já começam a chegar ao mercado spot, com destaque para origens de São Paulo e da Bahia.

Do lado da demanda, de acordo com o Cepea, indústrias ainda buscam adquirir a matéria-prima a valores inferiores, fundamentados no baixo desempenho de suas vendas. Comerciantes, por sua vez, realizam fechamentos pontuais diante de uma postura cautelosa, buscando negócios “casados”.

Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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