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5 de agosto de 2026

Business

família, tradição e mais de 170 sacas de milho por hectare

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A Fazenda Homem Mau chama atenção pelo nome, mas também pela produtividade. Sérgio Marcon e família preservam a tradição sem deixar de lado inovação e boas práticas. Com registros de rendimentos que chegam a superar 170 sacas de milho por hectare, a propriedade em São Gabriel do Oeste, em Mato Grosso do Sul, mostra como planejamento e estratégia comercial fazem diferença em tempos de desafios no agro.

O nome inusitado da fazenda nasceu ainda nos anos 1970, quando Pedro Marcon, patriarca da família, socorreu a dupla sertaneja Léo Canhoto e Robertinho em um acidente no Paraná. Em forma de agradecimento, eles o homenagearam em um espetáculo inspirado na música Homem Mau.

“De gozação, meu pai chegou aqui e começou a brincar: ‘então fica Fazenda Homem Mau’. E de lá para cá a gente manteve o nome”, conta Sérgio ao Especial Mais Milho, que integra o projeto Mais Milho do Canal Rural Mato Grosso.

A história da propriedade também se confunde com a chegada de produtores vindos do Paraná, que abriram áreas de Cerrado para a agricultura. “O início da fazenda foi em 1973, quando meu pai comprou as primeiras terras. Em 1986, após concluir a faculdade de administração, voltei e passei a tocar a lavoura para ele. Foi um aprendizado muito grande”, relembra.

Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Produtividade e estratégia

Ao longo dos anos, a fazenda, assim como o município, se consolidou na soja e no milho, com resultados cada vez mais expressivos. “Hoje temos uma produtividade no município acima de 150 sacas, posso falar com tranquilidade. Já beliscamos 200, 190 sacas em alguns talhões”, destaca Sérgio.

Mesmo em anos desafiadores, a regularidade chama atenção. “No ano passado tivemos a média geral em 132 sacas. No ano passado tivemos que desconsiderar áreas que deram baixa devido à seca, mas são produtividades que esse ano a gente trabalha acima de 170 sacas numa área de 1.650 hectares”.

Além da tecnologia aplicada no manejo, a estratégia de comercialização garante segurança. “A nossa comercialização advém de contratos antecipados. Existe também a base de troca, quando o preço está compensatório, e parte armazenamos para vender depois. Claro que já ganhamos com isso e também já perdemos”, explica.

colheita especial mais milho foto israel baumann canal rural mato grosso
Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Família e futuro

A gestão da fazenda é compartilhada entre Sérgio, o irmão Celso e o sobrinho Fernando, formado em agronomia. O trabalho em conjunto mantém a propriedade unida e produtiva, apesar de nos últimos anos Sérgio estar envolvidos com atividades de liderança do setor produtivo no município e em Mato Grosso do Sul.

“Eu participo das decisões, mas quem está no dia a dia é meu irmão e meu sobrinho. E temos uma equipe muito estruturada, com funcionários que estão conosco há mais de dez anos”, afirma.

Para Sérgio, esse equilíbrio é essencial para dar continuidade ao legado iniciado pelo pai. Alinhando tradição e inovação, a família Marcon segue em busca de melhores resultados no campo. “É um conjunto das coisas. Não dá para colher 180 sacas sem fazer investimentos na base”, completa.

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Café sobe em julho apesar do avanço da colheita, aponta Cepea

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Foto: Divulgação/Fazenda Nova Cintra

A colheita da safra 2026/27 de café avança em todo o país, mas isso não impediu a alta dos preços em julho. Segundo levantamento do Cepea, tanto o arábica quanto o robusta encerraram o mês valorizados, em um movimento sustentado por fatores distintos em cada mercado.

No caso do café arábica, as chuvas registradas em importantes regiões produtoras aumentaram a preocupação com o ritmo da colheita e com a qualidade dos grãos. O cenário deu suporte às cotações mesmo com a entrada de mais produto no mercado.

Os trabalhos de campo já entram na fase final. De acordo com o Cepea, cerca de 20% da área de arábica ainda aguarda colheita. Em grande parte das regiões produtoras, as atividades se concentram no recolhimento do café do chão e nos últimos talhões.

Os preços refletem esse cenário. Na terça-feira (4), o Indicador Cepea/Esalq do café arábica fechou em R$ 1.729,84 por saca de 60 kg, com alta diária de 1,03%. Apesar do avanço do dia, o indicador acumula leve queda de 0,82% em agosto, após registrar valorização de 10,48% em julho, conforme dados do Cepea apresentados na imagem enviada.

Robusta também segue valorizado

No mercado do robusta, a colheita está praticamente encerrada. Ainda assim, os preços também avançaram em julho.

Segundo o Cepea, a sustentação veio da menor produção da variedade nesta temporada e do efeito da valorização do arábica, que contribuiu para manter o mercado firme mesmo com o aumento da oferta típico do encerramento da colheita.

Na terça-feira (4), o Indicador Cepea/Esalq do robusta foi cotado a R$ 1.095,15 por saca, alta de 0,69% no dia. Em agosto, a variedade acumula ganho de 0,24%, após fechar julho com valorização de 2,90%, segundo os dados do Centro de Estudos.

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USDA aponta piora na condição do milho nos EUA e estabilidade da soja

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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou, na segunda-feira (3), que 61% da safra de milho no país apresentava condição boa ou excelente no último domingo, com recuo de 2 pontos porcentuais em relação à semana anterior. Para a soja, o índice ficou em 63%, sem variação no período. O levantamento também atualizou os estágios de desenvolvimento das lavouras e o andamento da colheita de trigo.

No milho, o percentual de lavouras em condição boa ou excelente ficou abaixo dos 73% registrados um ano antes. Segundo o USDA, 90% da safra já havia formado espiga, ante 86% no mesmo período do ano passado e 87% na média dos cinco anos anteriores. Além disso, 43% das áreas estavam formando grãos, acima dos 40% de um ano antes e dos 38% da média. A parcela com formação de dentes chegou a 6%, contra 5% no ano passado e na média.

Na soja, 63% da safra estava em condição boa ou excelente, mesmo patamar da semana anterior. Um ano antes, o índice era de 69%. O USDA informou ainda que 88% das lavouras tinham florescido, ante 84% no ano passado e também na média de cinco anos. A formação de vagens alcançou 62%, acima dos 56% registrados um ano antes e dos 55% da média.

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O relatório mostrou também que a colheita do trigo de inverno atingiu 86%, em linha com a média de cinco anos e acima dos 85% observados em igual período do ano passado.

Para o trigo de primavera, 55% da safra apresentava condição boa ou excelente, avanço de 2 pontos porcentuais na semana. No ano passado, a parcela era de 48%. O perfilhamento alcançou 98%, ante 95% um ano antes e 97% na média de cinco anos. A colheita chegava a 5%, contra 4% no ano passado e 8% na média.

No algodão, 42% da safra estava em condição boa ou excelente, queda de 4 pontos porcentuais na semana. Um ano antes, o índice era de 55%. O USDA apontou ainda que 88% da safra estava florescendo, 55% havia formado maçãs e 4% já apresentava abertura de maçãs.

Os dados semanais do USDA mostram piora na condição do milho e do algodão, estabilidade da soja, melhora no trigo de primavera e avanço no desenvolvimento das principais lavouras de verão nos Estados Unidos.

Fonte: Estadão Conteúdo

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CNA defende tecnologia e financiamento para adaptação climática no campo

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O vice-presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Muni Lourenço, participou nesta terça-feira (4), em São Paulo, do evento “Climate Week Brasil 2030: Economia, Clima e Competitividade”. No painel sobre agricultura, segurança alimentar e clima, ele destacou o papel do agro brasileiro na produção de alimentos e na agenda climática.

Promovido pela Times CNBC, o encontro teve o Sistema CNA/Senar entre os apoiadores e reuniu autoridades, investidores e especialistas para discutir desafios climáticos e soluções voltadas à produtividade, à sustentabilidade e ao desenvolvimento econômico.

Durante o debate, Muni Lourenço afirmou que a agropecuária é o setor da economia mais impactado pelas questões climáticas, por ser uma “indústria a céu aberto”. Segundo ele, o mesmo setor também se apresenta como provedor de soluções para o enfrentamento das mudanças climáticas.

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Na avaliação do vice-presidente da CNA, a incorporação de novas tecnologias tem permitido ampliar a produtividade agrícola sem aumento de área plantada. Ele afirmou ainda que esse processo contribui para a redução de emissões de gases de efeito estufa e para a produção sustentável de alimentos.

Muni Lourenço também defendeu financiamento para ciência e capacitação de produtores com foco na difusão de tecnologias ligadas à assistência técnica e à sustentabilidade. Entre as medidas citadas por ele estão melhorias em sistemas de previsão meteorológica e o uso de cultivares mais resistentes.

No painel, o representante da CNA relacionou essas ações à necessidade de ampliar as condições de adaptação dos produtores diante dos efeitos do clima sobre a atividade agropecuária.

A participação da CNA no evento concentrou a discussão em tecnologia, financiamento, capacitação e adaptação climática como pontos centrais para a produção agropecuária e a segurança alimentar.

Fonte: cnabrasil.org.br

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