Connect with us
15 de outubro de 2026

Business

família, tradição e mais de 170 sacas de milho por hectare

Published

on


A Fazenda Homem Mau chama atenção pelo nome, mas também pela produtividade. Sérgio Marcon e família preservam a tradição sem deixar de lado inovação e boas práticas. Com registros de rendimentos que chegam a superar 170 sacas de milho por hectare, a propriedade em São Gabriel do Oeste, em Mato Grosso do Sul, mostra como planejamento e estratégia comercial fazem diferença em tempos de desafios no agro.

O nome inusitado da fazenda nasceu ainda nos anos 1970, quando Pedro Marcon, patriarca da família, socorreu a dupla sertaneja Léo Canhoto e Robertinho em um acidente no Paraná. Em forma de agradecimento, eles o homenagearam em um espetáculo inspirado na música Homem Mau.

“De gozação, meu pai chegou aqui e começou a brincar: ‘então fica Fazenda Homem Mau’. E de lá para cá a gente manteve o nome”, conta Sérgio ao Especial Mais Milho, que integra o projeto Mais Milho do Canal Rural Mato Grosso.

A história da propriedade também se confunde com a chegada de produtores vindos do Paraná, que abriram áreas de Cerrado para a agricultura. “O início da fazenda foi em 1973, quando meu pai comprou as primeiras terras. Em 1986, após concluir a faculdade de administração, voltei e passei a tocar a lavoura para ele. Foi um aprendizado muito grande”, relembra.

Advertisement
Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Produtividade e estratégia

Ao longo dos anos, a fazenda, assim como o município, se consolidou na soja e no milho, com resultados cada vez mais expressivos. “Hoje temos uma produtividade no município acima de 150 sacas, posso falar com tranquilidade. Já beliscamos 200, 190 sacas em alguns talhões”, destaca Sérgio.

Mesmo em anos desafiadores, a regularidade chama atenção. “No ano passado tivemos a média geral em 132 sacas. No ano passado tivemos que desconsiderar áreas que deram baixa devido à seca, mas são produtividades que esse ano a gente trabalha acima de 170 sacas numa área de 1.650 hectares”.

Além da tecnologia aplicada no manejo, a estratégia de comercialização garante segurança. “A nossa comercialização advém de contratos antecipados. Existe também a base de troca, quando o preço está compensatório, e parte armazenamos para vender depois. Claro que já ganhamos com isso e também já perdemos”, explica.

colheita especial mais milho foto israel baumann canal rural mato grosso
Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Família e futuro

A gestão da fazenda é compartilhada entre Sérgio, o irmão Celso e o sobrinho Fernando, formado em agronomia. O trabalho em conjunto mantém a propriedade unida e produtiva, apesar de nos últimos anos Sérgio estar envolvidos com atividades de liderança do setor produtivo no município e em Mato Grosso do Sul.

“Eu participo das decisões, mas quem está no dia a dia é meu irmão e meu sobrinho. E temos uma equipe muito estruturada, com funcionários que estão conosco há mais de dez anos”, afirma.

Para Sérgio, esse equilíbrio é essencial para dar continuidade ao legado iniciado pelo pai. Alinhando tradição e inovação, a família Marcon segue em busca de melhores resultados no campo. “É um conjunto das coisas. Não dá para colher 180 sacas sem fazer investimentos na base”, completa.

Advertisement

+Confira mais notícias do projeto Mais Milho no site do Canal Rural

+Confira mais notícias do projeto Mais Milho no YouTube

+Confira outros episódios do Especial Mais Milho do projeto Mais Milho no YouTube


Clique aqui, entre em nosso canal no WhatsApp do Canal Rural Mato Grosso e receba notícias em tempo real.

Continue Reading
Advertisement

Business

Estoques de Cédulas de Produto Rural totalizaram quase R$ 600 bilhões em setembro

Published

on

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgou os dados do Boletim de Finanças do Agro referentes a setembro de 2026.

O levantamento apresenta o desempenho dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio, com destaque para os estoques de Cédulas de Produto Rural (CPR), que totalizaram R$ 597 bilhões no período.

Vale lembrar que as CPRs são títulos de crédito utilizados no agronegócio para facilitar o financiamento da produção rural. Na prática, permitem que o produtor obtenha recursos antecipadamente, assumindo o compromisso de entregar produtos agropecuários ou realizar um pagamento em uma data futura.

Ao todo, foram registradas 333 mil CPRs, com valor médio de R$ 1,79 milhão por cédula. Considerando as emissões realizadas na safra 2026/2027, entre julho e setembro, o volume de novas CPRs alcançou R$ 98 bilhões.

Já no caso da Letra de Crédito do Agronegócio (LCA), o levantamento aponta que os estoques somaram R$ 563 bilhões em setembro.

Advertisement

De acordo com as regras vigentes do Manual de Crédito Rural (MCR), pelo menos 60% desse montante, equivalente a R$ 338 bilhões, deve ser direcionado ao financiamento do setor agropecuário.

Desse total, no mínimo 45%, correspondente a R$ 152 bilhões, deve ser destinado ao crédito rural oficial. Os valores abrangem recursos relacionados à safra atual e a contratos ainda vigentes de safras anteriores.

Os estoques do Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e do Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) atingiram, respectivamente, R$ 175 bilhões e R$ 30 bilhões em setembro.

Já o patrimônio líquido dos Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas do Agronegócio (Fiagro) alcançou R$ 73 bilhões no período. Atualmente, 301 fundos dessa categoria estão em operação.

Advertisement
Continue Reading

Business

Chuva pode chegar a 107 mm em 48 horas em Itapetininga

Published

on

A Climatempo prevê chuva forte em cinco municípios de dois estados, Paraná e São Paulo, entre quarta-feira (14) e sábado (17). O maior acumulado previsto é de 107 mm em 48 horas em Itapetininga (SP), enquanto os volumes nas outras quatro cidades variam de 62 mm a 64 mm em 24 horas.

No Paraná, os acumulados previstos para quarta-feira (14) são próximos entre os três municípios. Cianorte (PR) deve receber 64 mm em 24 horas, Ubiratã (PR), 63 mm em 24 horas, e Pitanga (PR), 62 mm em 24 horas.

Em São Paulo, a previsão para Itapetininga indica 107 mm em 48 horas, com referência em quinta-feira (15). O intervalo de acumulação é diferente daquele previsto para os municípios paranaenses, onde os volumes correspondem a 24 horas.

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

Chuva forte e acumulados elevados estão associados a risco de interrupção da colheita, dificuldade nas operações com máquinas no campo, encharcamento do solo e restrição de tráfego em estradas rurais.

Advertisement

Para São José do Rio Preto (SP), a Climatempo prevê 63 mm em 24 horas no sábado (17).

Fonte: Climatempo Advisor API

Continue Reading

Business

Área de canola no Rio Grande do Sul mais que dobra em 2026

Published

on

A área cultivada com canola no Rio Grande do Sul em 2026 é estimada em 353.397 hectares, alta de 102,64% em relação aos 174.394 hectares registrados em 2025. Os dados são da Emater/RS-Ascar, citados pela Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio). Segundo a entidade, a oleaginosa vem ganhando espaço nas lavouras gaúchas e se consolidando como alternativa de matéria-prima para a produção de biodiesel.

Além de disputar espaço com culturas tradicionais de inverno, como o trigo, a canola é apontada pela Aprobio como uma opção para ampliar o aproveitamento da produção agrícola. O óleo extraído dos grãos pode ser destinado ao biodiesel, enquanto o farelo resultante do processamento é utilizado na alimentação animal.

Na abertura nacional da colheita, realizada na terça-feira (13), em Ijuí (RS), a entidade destacou o avanço da cultura no Estado e a integração potencial com diferentes segmentos da cadeia produtiva.

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

O presidente da Aprobio e da Associação das Empresas Cerealistas do Brasil (Acebra), Jerônimo Goergen, afirmou que a expansão da canola representa oportunidade de gerar mais renda ao agricultor e fortalecer a produção nacional de combustíveis renováveis. “A canola é um dos produtos no Brasil que nos possibilitam alimento e energia, e não alimento ou energia”, disse.

Advertisement

Para a Aprobio, o crescimento da área precisa ser acompanhado pelo desenvolvimento do mercado consumidor, com planejamento e maior integração entre agricultores, cerealistas e produtores de biocombustíveis. Goergen defendeu previsibilidade para consolidar a produção da matéria-prima e conectá-la às empresas cerealistas e produtoras de biocombustível.

Com a estimativa de expansão superior a 100% da área cultivada em 2026, a canola amplia participação nas lavouras de inverno do Rio Grande do Sul e reforça seu papel como matéria-prima para biodiesel e insumo para alimentação animal.

Fonte: Estadão Conteúdo

Advertisement
Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT