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VÍDEO: imagens mostram confronto da PF com garimpeiros ilegais na Terra Indígena Sararé

Ao todo, foram três embates em menos de uma semana na região. Parte do grupo fugiu do local após o conflito no território, que é um dos mais devastados do país com exploração ilegal de ouro.
Imagens de câmeras corporais dos policiais mostram o confronto com tiros de fuzil com garimpeiros ilegais que têm ligação com Comando Vermelho na Terra Indígena Sararé, na quinta-feira (25) (vídeo abaixo). O território, que fica em Pontes e Lacerda(MT), mas também alcança os municípios de Conquista D’Oeste e Vila Bela da Santíssima Trindade, se tornou um dos mais devastados do país pela exploração ilegal de ouro.
Em um dos momentos é possível ouvir o policial dizer ao restante da equipe: “Respira. Respira. O pior já passou”. Em outro trecho, as equipes entram nos túneis do garimpo e encontram diversos galões de gasolina e kits de internet Starlink.
Ao todo, foram três confrontos em menos de uma semana. Na quinta-feira (25), agentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que participam da operação, entraram em confronto com criminosos ligados ao Comando Vermelho.
Parte desse grupo é investigado, também, pela destruição provocada na Terra Indígena Yanomami, em Roraima.
No domingo (28) e na segunda-feira (29), a Polícia Federal entrou em confronto com os garimpeiros na mesma região. Nenhum policial ficou ferido, apenas um homem e uma mulher, e foram socorridos. Esse último embate provocou a retirada de alguns garimpeiros do território.
O delegado Rodrigo Vitorino Aguiar, chefe da operação, explicou como funcionava a exploração ilegal no Garimpo do Cururu, região de serra dentro da Sararé.
“O sistema deles é o de minas, com grande quantidade de minas para romper as rochas e chegar até o ouro. Por essa razão, havia uma grande concentração de garimpeiros com grupos de facções”, afirmou.
Ele ainda disse que esses túneis são um risco para os próprios garimpeiros ilegais, porque foram feitos de forma rudimentar e eventualmente pode ocorrer desmoronamento.
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Imagens mostram confronto da PF com garimpeiros ilegais na Terra Indígena Sararé — Foto: Arquivo pessoal
Outro ponto de conflito foi no Garimpo do 14, segundo os agentes. Há um ano, no mesmo lugar, outra equipe havia entrado em confronto com criminosos, e cinco morreram no local.
Nas buscas no território, os policiais e agentes encontraram túneis onde os criminosos se escondiam. No local, foi encontrado uma espécie de bunker recheado de cervejas e armamentos.
A ação ocorreu no âmbito da Operação Xapiri, deflagrada para combater o garimpo ilegal e efetuar a desintrusão de invasores, em andamento na Terra Indígena Sararé desde 1º de agosto de 2025.
Durante os últimos dois dias, a PF destruiu motores, geradores de energia, estruturas de apoio e túneis subterrâneos utilizados na extração ilegal. As equipes também apreenderam armas de fogo, munições, grande quantidade de explosivos, minério de ouro e mercúrio.
A operação coordenada pelo Ibama em parceria com Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Força Nacional, Gefron, Polícia Civil e Polícia Militar de Mato Grosso e Goiás cumpre uma determinação da Justiça Federal para expulsar os garimpeiros ilegais numa ação chamada de desintrusão, que não tem prazo para encerrar.
🔍 Desintrusão é um termo usado para explicar o processo de retirada de invasores de uma terra indígena demarcada e homologada. A operação é coordenada pelo governo federal junto com outras autoridades, como PF, Ibama e Funai.
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Operação combate garimpo ilegal na Terra Indígena Sararé em MT — Foto: Ibama
Sararé
Dos 67 mil hectares, mais de três mil já foram devastados pela exploração ilegal de ouro.
Os agentes suspeitam que há cerca de dois mil garimpeiros e membros de organizações criminosas que atuam dentro do território indígena, o que gera conflitos armados.
Em quase dois meses de operação já foram destruídas na área mais de 160 escavadeiras, centenas de motores e estruturas diversas para suporte logístico das atividades ilegais.
Desde 2023, mais de 460 escavadeiras já foram neutralizadas durante ações de fiscalização em Sararé.
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Garimpo ilegal avança na Terra Indígena Sararé no Mato Grosso. — Foto: Fábio Bispo/Greenpeace
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Inscrições para o Prêmio Ernesto Illy de café seguem abertas até 18 de setembro

As inscrições para o 36º Prêmio Ernesto Illy de Qualidade Sustentável do Café para Espresso estão abertas até 18 de setembro. Produtores de todas as regiões brasileiras podem participar com amostras da safra atual nas categorias Nacional e Regional. O concurso é promovido pela illycaffè e contempla cafés da espécie Coffea arabica nos processos Natural, Descascado ou Despolpado.
Segundo a illycaffè, os cafés inscritos passarão por avaliação de uma comissão formada por especialistas nacionais e internacionais. Entre os critérios considerados estão aparência, cor, tipo, peneira, teor de umidade, torração e sabor.
Na categoria Nacional, 40 finalistas serão selecionados e disputarão as três primeiras colocações. Os vencedores receberão viagem internacional para participar do 12º Prêmio Internacional de Café Ernesto Illy, em 2027, além de prêmios em dinheiro e diplomas.
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Na categoria Regional, os dois melhores produtores de cada uma das regiões brasileiras vencedoras também serão premiados com dinheiro e diplomas.
A divulgação dos 40 finalistas está prevista para novembro de 2026. Já a revelação dos vencedores e a entrega dos prêmios aos finalistas estão marcadas para o primeiro semestre de 2027.
A illycaffè informou que foi fundada em Trieste, na Itália, em 1933, e produz um único blend 100% arábica, composto por nove variedades diferentes. Em 2025, a empresa registrou receitas consolidadas de 700 milhões de euros.
O prêmio recebe inscrições de produtores brasileiros até 18 de setembro e terá os finalistas anunciados em novembro, com premiação programada para o primeiro semestre de 2027.
Fonte: Estadão Conteúdo
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Café sobe em julho apesar do avanço da colheita, aponta Cepea

A colheita da safra 2026/27 de café avança em todo o país, mas isso não impediu a alta dos preços em julho. Segundo levantamento do Cepea, tanto o arábica quanto o robusta encerraram o mês valorizados, em um movimento sustentado por fatores distintos em cada mercado.
No caso do café arábica, as chuvas registradas em importantes regiões produtoras aumentaram a preocupação com o ritmo da colheita e com a qualidade dos grãos. O cenário deu suporte às cotações mesmo com a entrada de mais produto no mercado.
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Os trabalhos de campo já entram na fase final. De acordo com o Cepea, cerca de 20% da área de arábica ainda aguarda colheita. Em grande parte das regiões produtoras, as atividades se concentram no recolhimento do café do chão e nos últimos talhões.
Os preços refletem esse cenário. Na terça-feira (4), o Indicador Cepea/Esalq do café arábica fechou em R$ 1.729,84 por saca de 60 kg, com alta diária de 1,03%. Apesar do avanço do dia, o indicador acumula leve queda de 0,82% em agosto, após registrar valorização de 10,48% em julho, conforme dados do Cepea apresentados na imagem enviada.
Robusta também segue valorizado
No mercado do robusta, a colheita está praticamente encerrada. Ainda assim, os preços também avançaram em julho.
Segundo o Cepea, a sustentação veio da menor produção da variedade nesta temporada e do efeito da valorização do arábica, que contribuiu para manter o mercado firme mesmo com o aumento da oferta típico do encerramento da colheita.
Na terça-feira (4), o Indicador Cepea/Esalq do robusta foi cotado a R$ 1.095,15 por saca, alta de 0,69% no dia. Em agosto, a variedade acumula ganho de 0,24%, após fechar julho com valorização de 2,90%, segundo os dados do Centro de Estudos.
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USDA aponta piora na condição do milho nos EUA e estabilidade da soja

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou, na segunda-feira (3), que 61% da safra de milho no país apresentava condição boa ou excelente no último domingo, com recuo de 2 pontos porcentuais em relação à semana anterior. Para a soja, o índice ficou em 63%, sem variação no período. O levantamento também atualizou os estágios de desenvolvimento das lavouras e o andamento da colheita de trigo.
No milho, o percentual de lavouras em condição boa ou excelente ficou abaixo dos 73% registrados um ano antes. Segundo o USDA, 90% da safra já havia formado espiga, ante 86% no mesmo período do ano passado e 87% na média dos cinco anos anteriores. Além disso, 43% das áreas estavam formando grãos, acima dos 40% de um ano antes e dos 38% da média. A parcela com formação de dentes chegou a 6%, contra 5% no ano passado e na média.
Na soja, 63% da safra estava em condição boa ou excelente, mesmo patamar da semana anterior. Um ano antes, o índice era de 69%. O USDA informou ainda que 88% das lavouras tinham florescido, ante 84% no ano passado e também na média de cinco anos. A formação de vagens alcançou 62%, acima dos 56% registrados um ano antes e dos 55% da média.
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O relatório mostrou também que a colheita do trigo de inverno atingiu 86%, em linha com a média de cinco anos e acima dos 85% observados em igual período do ano passado.
Para o trigo de primavera, 55% da safra apresentava condição boa ou excelente, avanço de 2 pontos porcentuais na semana. No ano passado, a parcela era de 48%. O perfilhamento alcançou 98%, ante 95% um ano antes e 97% na média de cinco anos. A colheita chegava a 5%, contra 4% no ano passado e 8% na média.
No algodão, 42% da safra estava em condição boa ou excelente, queda de 4 pontos porcentuais na semana. Um ano antes, o índice era de 55%. O USDA apontou ainda que 88% da safra estava florescendo, 55% havia formado maçãs e 4% já apresentava abertura de maçãs.
Os dados semanais do USDA mostram piora na condição do milho e do algodão, estabilidade da soja, melhora no trigo de primavera e avanço no desenvolvimento das principais lavouras de verão nos Estados Unidos.
Fonte: Estadão Conteúdo
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