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7 de novembro de 2026

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decisão do STF pode destravar corredor que vai mudar a logística do agro

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O futuro da Ferrogrão voltou ao centro do debate no Supremo Tribunal Federal (STF) e mexe com os ânimos do setor produtivo. A expectativa é de que a decisão possa destravar um corredor de exportação estratégico para o agronegócio e reduzir gargalos logísticos no Centro-Oeste.

Sonho antigo para escoar a produção, a ferrovia tem 933 quilômetros projetados entre Sinop, em Mato Grosso, e o porto de Miritituba, no Pará. O corredor ligaria o coração do agro ao Arco Norte, encurtando distâncias até os portos e reduzindo custos de transporte. Estudos apontam que a Ferrogrão pode movimentar mais de 50 milhões de toneladas por ano.

O julgamento da Ferrogrão (ADI 6553) no STF foi retomado nesta quinta-feira (02). O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, durante a sessão realizou um resumo do processo parado desde 2023, lembrou a complexidade do mesmo e sugeriu o desenvolvimento de estudos adicionais sobre a viabilidade econômica e socioambiental pelo Ministério dos Transportes.

Durante a sessão foram ouvidas sustentações orais das partes envolvidas. Ao final da sessão, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, suspendeu o julgamento e o mesmo será retomado na próxima quarta-feira, 08 de outubro.

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Foto: Pixabay

Expectativa no campo e nas autoridades

O presidente da Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra), Pedro Sales, diz que a confiança é alta após os estudos complementares apresentados no processo. “Nós estamos muito otimistas porque acreditamos que foram extremamente contundentes”, afirmou ao Canal Rural Mato Grosso ao destacar que a obra é aguardada há décadas.

Para o secretário de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso (Sinfra-MT), Marcelo de Oliveira, a obra é vital diante do crescimento da produção. Segundo ele, sem ferrovia e sem concorrência ferroviária não há como avançar, e o governo federal precisa fazer sua parte.

No setor produtivo, a leitura é de que a Ferrogrão não é apenas logística, mas também sustentabilidade. O presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Lucas Costa Beber, lembra que o projeto pode evitar a emissão de mais de 3,4 milhões de toneladas de carbono por ano, diminuindo 40% das emissões e poupando mais de R$ 8 bilhões.

“Temos que parar de ficar falando em um monte de projetos que são quase inconcebíveis como a Bioceânica, que depende de política de vários países, e falar daquilo que é palpável”, defendeu.

A superintendente de Inteligência de Mercado da Infra S.A., Lilian de Alencar Pinto Campos, reforça que novos estudos de viabilidade técnica e ambiental começaram a ser feitos em 2023 e foram concluídos em 2024 e submetidos ao Judiciário.

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“Temos outras instâncias técnicas do governo já preparando o projeto para um eventual leilão para uma concessão. Temos que avançar de forma jurídica e regulatória. Estamos construindo estruturas de governança que asseguram matrizes de riscos mais sofisticadas para dar amplitude aos investimentos privados”.


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curso gratuito oferece 400 vagas para formação de baristas

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A Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) e a Nescafé disponibilizam 400 vagas gratuitas para um curso introdutório de barismo, com inscrições abertas até 20 de novembro. A formação é on-line, tem seis videoaulas e busca ampliar a qualificação profissional de interessados em trabalhar com cafés especiais.

Intitulado Primeiros Passos no Café Especial, o curso será ministrado por Rogério Oliveira, masterbarista da Nestlé Professional. As inscrições devem ser feitas pela plataforma BSCA Academy.

O conteúdo inclui conceitos de cafés especiais, montagem de cardápio de bebidas, manuseio da máquina de espresso, regulagem do moinho e técnicas de extração. A capacitação também apresenta orientações para o preparo de espresso e o desenvolvimento de habilidades para quem deseja atuar como barista. Ao final, os participantes recebem certificado de conclusão.

Segundo Vinicius Estrela, diretor executivo da BSCA, a iniciativa busca ampliar o acesso à formação no setor.

“A educação em cafés especiais tem sido um vetor de transformação dessa comunidade no Brasil e a parceria com a Nescafé ocorre exatamente nesse sentido de ampliar a entrega de capacitação de qualidade a profissionais de um setor que cresce a dois dígitos ao ano”, afirma.

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Barbara Velo, gerente de Coffee Expertise da Nestlé Brasil, destaca que o curso também pretende contribuir para a entrada de novos profissionais no mercado de trabalho.

BSCA e Nescafé apoiam Campeonato Brasileiro de Barista

Além do curso, a Nescafé apoiará o Campeonato Brasileiro de Barista, organizado pela BSCA durante a Semana Internacional do Café (SIC) 2026, em Belo Horizonte (MG), de 11 a 13 de novembro.

A competição avalia o desempenho dos participantes no preparo de cafés espressos, bebidas com leite vaporizado e criações autorais, chamadas de bebidas de assinatura.

Cada competidor tem até 15 minutos para apresentar quatro espressos, quatro bebidas com leite vaporizado e quatro bebidas de assinatura. Os juízes avaliam critérios como sabor, qualidade e persistência da crema — camada de espuma que se forma na superfície do espresso —, equilíbrio entre café e leite, criatividade e domínio dos equipamentos e ingredientes.

O vencedor será o campeão brasileiro de barista e terá a oportunidade de representar o país no World Barista Championship, campeonato mundial da categoria marcado para Tóquio, no Japão, de 28 de abril a 1º de maio de 2027. As despesas da participação serão custeadas, segundo as informações divulgadas pela organização.

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A Nescafé também terá uma representante na disputa: a barista Pamela Santiago, que conta com consultoria técnica da equipe Sabino Coffee.

*Com informações da assessoria de imprensa

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Conab instala linhas de vida móveis em unidades do RN e do PI

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) concluiu a instalação de linhas de vida móveis em dez unidades armazenadoras do Rio Grande do Norte e do Piauí. Os equipamentos foram adotados para reforçar a segurança de empregados e terceirizados em atividades executadas a mais de dois metros do solo. A medida integra a adequação da estatal à Norma Regulamentadora nº 35 (NR-35), voltada ao trabalho em altura.

O sistema conecta o operador a um ponto seguro da estrutura e, em caso de desequilíbrio ou queda, atua para impedir o impacto contra o chão ou níveis inferiores. Segundo a Conab, a medida também fortalece a segurança jurídica nas relações de trabalho.

No Piauí, o investimento em seis conjuntos de linhas de vida móveis somou R$ 376 mil, por meio do Pregão Eletrônico nº 90.015/2025. As unidades de Floriano e Picos receberam um conjunto cada. Parnaíba recebeu dois equipamentos, sendo um para a unidade do município e outro para a Unidade Satélite de Vendas de Piripiri. Em Teresina, os dois conjuntos restantes foram instalados nas estruturas do 1º Distrito Industrial e do bairro Itararé.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

No Rio Grande do Norte, a aquisição contemplou as unidades de Assú, Caicó, Currais Novos, Mossoró, Umarizal e Natal Caiapós. O investimento foi de R$ 318 mil, viabilizado pelo Pregão Eletrônico nº 90.002/2026.

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De acordo com o superintendente regional da Conab no Rio Grande do Norte, Sebastião José de Arruda Júnior, a falta de um sistema adequado de ancoragem limitava a altura das pilhas de sacarias a dois metros, o que restringia o aproveitamento total do espaço nos galpões. Com a instalação dos novos equipamentos, essa limitação foi superada.

Arruda Júnior afirmou que a mudança permite elevar as pilhas com segurança e ampliar a capacidade de armazenagem de milho, cestas de alimentos e outros produtos. Ele também destacou que o modelo móvel reduz em cerca de 80% o custo da ancoragem em relação às estruturas fixas convencionais, que exigem cabos de aço em todo o galpão.

Com a instalação das linhas de vida móveis, a Conab reforça a segurança no trabalho em altura em unidades armazenadoras do Rio Grande do Norte e do Piauí e amplia o uso da capacidade operacional dos galpões.

Fonte: gov.br

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Roberto Rodrigues revela seu maior sonho para o agro

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O ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues foi homenageado com o prêmio Semeador da Paz, durante o Fórum Planeta Campo 2026, realizado nesta sexta-feira (6), em São Paulo. O reconhecimento celebra a trajetória de um dos principais nomes do agronegócio brasileiro, que dedicou décadas ao fortalecimento do cooperativismo, à modernização da agricultura e à defesa da segurança alimentar.

Em um vídeo exibido durante a homenagem, Rodrigues relembrou momentos importantes de sua carreira e destacou o papel que o Brasil pode desempenhar na produção mundial de alimentos. Para ele, o desenvolvimento do agronegócio brasileiro representa também uma oportunidade de contribuir para a paz mundial.

“Se nós alimentarmos o mundo, nós seremos também, o Brasil será também o campeão mundial da paz. E esse é o único legado que eu sonho em deixar ainda”, afirmou.

A declaração resume uma das principais bandeiras defendidas pelo ex-ministro: transformar o potencial produtivo do país em uma estratégia nacional voltada à segurança alimentar.

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, também homenageou Roberto Rodrigues e destacou sua contribuição para transformar a agricultura brasileira em referência internacional.

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“Roberto Rodrigues foi um dos personagens que mudou a agricultura brasileira, que a tornou referência para o mundo inteiro”, afirmou Alckmin.

Alckmin também falou sobre a atuação de Rodrigues em questões relacionadas às mudanças climáticas e ao combate à fome, além de sua trajetória nos setores público, acadêmico, industrial e científico.

Além disso, o vice-presidente agradeceu pelo trabalho desenvolvido em prol do Brasil e dos brasileiros.

Origem

A ligação de Roberto Rodrigues com a agricultura começou ainda na infância. Filho de um profissional ligado à pesquisa agrícola, ele cresceu na Estação Experimental de Cordeirópolis, no interior de São Paulo, onde seu pai trabalhava.

“A ligação com a agronomia e com a agricultura era muito íntima. Cresci na fazenda desde que nasci, na Estação Experimental de Cordeirópolis, onde meu pai era chefe, e passei a infância toda na roça, vivendo intensamente a vida rural”, recordou.

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Entre 1961 e 1965, estudou na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), instituição que considera determinante para sua formação pessoal e profissional. “A Esalq foi, na verdade, a grande escola da minha vida”, afirmou.

Sua trajetória ganhou projeção nacional com a atuação no cooperativismo e na articulação de entidades representativas do setor agropecuário.

À frente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Rodrigues participou, ao lado de Alysson Paolinelli, então presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), e Flávio Telles de Menezes, que presidia a Sociedade Rural Brasileira (SRB), da criação da Frente Ampla da Agropecuária, que reuniu mais de 70 entidades.

“Acabei criando, por causa disso, a atual Frente Parlamentar da Agropecuária”, lembrou.

Participação na criação da Agrishow

Outro marco destacado no vídeo foi sua participação na criação da Agrishow, feira realizada em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, que se consolidou como um dos principais eventos de tecnologia agropecuária da América Latina.

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Rodrigues relembrou as articulações para viabilizar o projeto, envolvendo a Secretaria de Agricultura de São Paulo e a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag).

“Vamos fazer uma feira dinâmica lá em Ribeirão Preto. A Secretaria de Agricultura vai entrar com a estação experimental”, contou, ao recordar a proposta que deu origem ao evento.

A atuação no cooperativismo também levou Rodrigues ao cenário internacional. Ele se tornou o primeiro não europeu a presidir a Aliança Cooperativa Internacional (ACI), além de representar pela primeira vez o segmento agrícola no comando da organização. “Levei o Brasil, a brasilidade para a ACI”, destacou.

Em 2002, assumiu a presidência da Abag, ampliando sua participação nas discussões sobre políticas públicas e desenvolvimento do agronegócio.

Modernização da agricultura brasileira

À frente do Ministério da Agricultura, Rodrigues participou de decisões relacionadas à modernização da produção agropecuária brasileira.

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Entre os avanços destacados em seu depoimento está a aprovação da legislação de biossegurança, que estabeleceu regras para a utilização de organismos geneticamente modificados no país.

“Isso mudou o Brasil, gente. Se você olhar os gráficos de produção agrícola…”, afirmou, fazendo um gesto ascendente com a mão para ilustrar o crescimento da atividade.

O ex-ministro também relembrou a defesa de um modelo de produção baseado na integração entre lavoura, pecuária e floresta, associado a políticas de crédito rural e mecanismos de garantia de preços.

“Era um projeto para o Brasil, da integração entre lavoura, pecuária e floresta. Um projeto de política, crédito rural, preço de garantia, um projeto completo”, explicou.

Durante a retrospectiva, Rodrigues também prestou reconhecimento a Alysson Paolinelli, ex-ministro da Agricultura e um dos nomes associados à transformação da produção agropecuária brasileira.

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“Eu devo dizer que o meu ídolo é o Alysson Paolinelli. Ele é que acendeu o farol do futuro, das expectativas”, declarou.

Uma história ligada ao Canal Rural

A trajetória de Roberto Rodrigues também está diretamente relacionada à história do Canal Rural, que completa 30 anos em 11 de novembro de 2026.

Inaugurado em 1996, o canal surgiu em um período de transformação da agropecuária brasileira, ampliando o espaço dedicado à informação, à tecnologia e aos desafios enfrentados pelos produtores rurais.

Rodrigues esteve entre os fundadores e primeiros apresentadores da emissora.

“O Canal Rural surge nesse contexto, o contexto da decolagem do Brasil para o primeiro mundo”, afirmou na época da inauguração.

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Três décadas depois, sua trajetória permanece associada a iniciativas que contribuíram para a organização institucional, a representação política e a expansão da agricultura brasileira.

A homenagem com o prêmio Semeador da Paz reconhece essa contribuição e reforça a mensagem defendida pelo ex-ministro: a capacidade brasileira de produzir alimentos pode representar não apenas uma oportunidade econômica, mas também um instrumento para promover a segurança alimentar e a paz no mundo.

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