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20 de junho de 2026

Sustentabilidade

Chicago/CBOT: Soja reverte baixa inicial após a fala de Trump direcionada aos produtores de soja – MAIS SOJA

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Por T&F Agroeconômica, comentários referentes à 01/10/2025
FECHAMENTOS DO DIA 01/10

O contrato de soja para novembro fechou em alta de 1,12% ou $ 11,50 cents/bushel, a $1.013,00. A cotação de janeiro encerrou em alta de 1,05% ou $ 10,75 cents/bushel, a $1.031,00. O contrato de farelo de soja para outubro fechou em baixa de 0,38% ou $ -1,00/ton curta, a $ 264,7. O contrato de óleo de soja para outubro fechou em alta de 1,80% ou $ 0,88/libra-peso, a $ 49,75.

ANÁLISE DA ALTA

A soja negociada em Chicago fechou em alta nesta quarta-feira. A soja começou o dia sendo negociada em baixa, com o avanço da colheita em meio a guerra comercial entre EUA e China, que está afetando diretamente a vendas de grãos nos EUA. Parlamentares republicanos, reunidos com o embaixador dos EUA na China, David Perdue, admitiram que os chineses não comprarão produtos agrícolas dos EUA tão cedo. “Reconhecemos que a China intencionalmente não comprou produtos agrícolas. Não esperamos que eles mudem isso. Isso faz parte do longo prazo”, disse o senador Mike Rounds, republicano de Dakota do Sul, após a coletiva de imprensa na terça-feira.

No entanto, após o presidente Trump indicar nas redes sociais hoje que “a soja será um importante tópico de discussão” quando se encontrar com o presidente chinês Xi no final deste mês, o mercado reagiu e a soja fechou com 1% de ganhos.

NOTÍCIAS IMPORTANTES
EUA-PARALIZAÇÃO DO GOVERNO (baixista)

Em meio à turbulência política nos Estados Unidos devido à paralisação do governo americano diante da falta de um acordo legislativo sobre o novo orçamento, algo que não
acontecia desde 2019, durante o mandato anterior de Donald Trump, a soja voltou a ser negociada em baixa no pregão diário de Chicago. Isto poderá atrasar relatório governamentais importantes.

RITMO ACELERADO DA COLHEITA QUE AUMENTA A OFERTA (baixista)

O ritmo acelerado da colheita no Centro-Oeste, favorecido pelo clima seco, que deve durar pelo menos mais cinco dias e à completa ausência de compras chinesas de oleaginosas americanas na atual temporada, resultado da falta de acordos comerciais concretos entre os Estados Unidos e a China em relação às tarifas impostas pela Casa Branca.

FERIADOS NA CHINA (baixista)

Acrescente-se que hoje, com a comemoração do Dia Nacional na China, inicia-se a Golden Week naquele país, período de férias que se encerra na quarta-feira, dia 8. Não há expectativa de atividade de importadores chineses neste segmento.

BRASIL-INÍCIO DO PLANTIO DE SOJA (baixista)

Por outro lado, com o avanço consolidado da colheita de soja nos EUA, o mercado começou a se voltar para o Brasil, onde teve início o plantio da safra 2025/2026 — na segunda- feira, a Conab divulgou avanço de 3,5% da área —, em uma área estimada pelo governo brasileiro em 49,08 milhões de hectares e com meta de colheita recorde de 177,67 milhões de toneladas, ante 47,35 milhões de hectares e 171,47 milhões de toneladas para a safra 2024/2025.

TRUMP PROMETE INCLUIR SOJA NO DIÁLOGO COM CHINA (altista para os EUA, baixista para o Brasil)

O presidente Donald Trump recolocou a soja no centro do debate comercial, prometendo apoiar os agricultores americanos com recursos arrecadados com tarifas e garantindo que o tema será um dos principais focos de sua próxima reunião com o presidente Xi Jinping. Seus comentários estão reacendendo as expectativas — e a volatilidade — no mercado de oleaginosas, em meio à fraca demanda chinesa e à pressão sobre os preços devido à colheita nos EUA.

CHINA AINDA PRECISA COBRIR PARTE DE NOVEMBRO E TODO DEZEMBRO (altista)

A China ainda precisa cobrir parte do embarque novembro e quase todo dezembro. As margens não estão ajudando, além da pouca oferta de soja do Brasil. A China ainda vai precisar do Brasil para cobrir a janela de transição até a safra nova, mas o volume não é grande. Em fevereiro já recomeçam os embarques brasileiros de safra nova.

BRASIL-CHUVAS NO PLANTIO (baixista)

Em termos de clima, a consultoria Climatempo previu chuvas na média ou ligeiramente abaixo da média para outubro na maior parte do Brasil. “Prevê-se chuvas abaixo da média nos estados do Centro-Oeste da Região Sul, oeste de São Paulo, Mato Grosso do Sul, norte de Goiás e Tocantins. Prevê-se chuvas ligeiramente acima da média nos estados do leste da Região Sul. Prevê-se também chuvas ligeiramente acima da média no sul e leste de São Paulo, centro-sul de Minas Gerais, norte do Rio de Janeiro e centro-sul do Espírito Santo; partes do norte do Mato Grosso, sul do Pará, Centro-Oeste e sul do Amazonas; e áreas de Rondônia e Roraima”, previu a agência.

Fonte: T&F Agroeconômica



 

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Sustentabilidade

Trigo fecha em baixa em Chicago com dólar forte e perspectiva de ampla oferta global – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou a sessão desta quinta-feira (18) em baixa, pressionada pela valorização do dólar e pelas perspectivas de ampla oferta global. Ainda assim, o contrato julho acumulou ganho de 3,24% na semana.

O mercado foi pressionado pela valorização do dólar frente às principais moedas e pelas perspectivas de ampla oferta global de trigo. O índice do dólar atingiu o maior nível em um ano após a reunião de política monetária do Federal Reserve reforçar as expectativas de elevação dos juros nos Estados Unidos.

A valorização da moeda norte-americana reduziu a competitividade do trigo dos Estados Unidos no mercado internacional, tornando o cereal mais caro para os compradores externos. Também pesou sobre as cotações a expectativa de uma grande safra na Rússia, principal exportadora mundial de trigo.

Operadores também ajustaram posições antes do feriado de Juneteenth nos Estados Unidos, que manterá os mercados de Chicago fechados nesta sexta-feira (19). Além disso, a queda do petróleo contribuiu para o movimento negativo observado ao longo da sessão.

O cenário de ampla disponibilidade global continuou limitando o impacto positivo da demanda observada recentemente em licitações internacionais. A agência estatal de grãos da Argélia (OAIC) comprou mais de 800 mil toneladas de trigo de moagem em uma licitação internacional encerrada nesta quarta-feira (18), segundo traders europeus.

As vendas líquidas norte-americanas de trigo para a temporada comercial 2026/27, iniciada em 1º de junho, somaram 400.800 toneladas na semana encerrada em 11 de junho, conforme dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O principal destino foi o Japão, com 167.400 toneladas. Para a temporada 2027/28, foram registradas vendas adicionais de 26.900 toneladas. O volume ficou dentro da faixa esperada pelo mercado, de 300 mil a 650 mil toneladas considerando as duas temporadas.

Os contratos com entrega em julho fecharam cotados a US$ 6,05 3/4 por bushel, com baixa de 7,00 centavos de dólar, ou 1,14%, em relação ao fechamento anterior. Já os contratos com vencimento em setembro encerraram a US$ 6,14 por bushel, com queda de 7,25 centavos de dólar, ou 1,16%.

Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Luciana Abdur – luciana.abdur@safras.com.br (Safras News)

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Sem Chicago, mercado de soja encerra semana travado; saiba como ficaram os preços

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Imagem de Александр Пономарев por Pixabay

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana sem movimentações relevantes. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a ausência de negociações na Bolsa de Chicago impediu uma formação mais efetiva dos preços ao longo desta sexta-feira. Segundo ele, as cotações observadas foram basicamente nominais, servindo apenas como referência para os agentes do mercado.

Silveira destaca que não houve registro de negociações expressivas ou de grandes lotes ao longo do dia. “A semana fechou sem volumes importantes rodando”, resume.

Cotações de soja

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 127,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 128,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 121,50
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 113,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 115,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 116,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 132,50
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 134,00

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão com queda de 0,19%, cotado a R$ 5,1640 para venda e a R$ 5,1620 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana variou entre R$ 5,1325 e R$ 5,1685. Apesar da baixa desta sexta-feira, a divisa acumulou valorização de 2,08% na semana.2,08% na semana.

O post Sem Chicago, mercado de soja encerra semana travado; saiba como ficaram os preços apareceu primeiro em Canal Rural.

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Sustentabilidade

Ceema/Unijuí: Mercado da soja opera entre a volatilidade externa e o avanço da safra americana – MAIS SOJA

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Em Chicago, as cotações da soja, após despencarem a partir do dia 02/06, quando o bushel chegou a US$ 11,13 nos dias 09 e 12 (a mais baixa cotação desde o dia 09/02/26), ensaiaram uma recuperação nesta semana, com o bushel alcançando US$ 11,32 no dia 17/06, para o primeiro mês cotado. Já o fechamento desta quinta-feira (18) ficou em US$ 11,22/bushel, contra US$ 11,15 uma semana antes.

Além da possibilidade de um acordo de cessar-fogo na guerra do Oriente Médio, o mercado esteve pressionado pelo clima positivo nos EUA, para a nova safra, e de olho nos juros daquele país. A manutenção do juro básico em 3,5% a 3,75% aa por lá leva muitos investidores, que esperavam um aumento nos mesmos, a buscarem comprar contratos de commodities, dentre eles o de soja, o que faz o bushel subir de valor.

Além disso, houve rumores de que a China estaria para comprar soja dos EUA, novamente. Lembrando, ainda, que no dia 30/06 teremos o relatório de área final semeada nos EUA, o que poderá definir a tendência das cotações para julho. Por outro lado, o plantio da soja nos EUA, até o dia 14/06, atingia a 95% da área prevista, contra 93% na média. Do total semeado, 88% das lavouras estavam germinadas. Soma-se a isso o fato de que a qualidade das lavouras melhorou na semana, com 66% das mesmas estando entre boas a excelentes, após recuarem para 65% na semana anterior. Outros 28% das lavouras estavam regulares e 6% ruins ou muito ruins.

Dito isso, na semana encerrada em 11 de junho, os EUA embarcaram 522.687 toneladas de soja, ficando dentro das expectativas do mercado. Em todo o atual ano comercial o volume embarcado totaliza 36,6 milhões de toneladas, ainda 20% a menos do que no mesmo período do ano anterior.

Já a Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas dos EUA informou que o esmagamento de soja no país, em maio, atingiu a 5,68 milhões de toneladas da oleaginosa, enquanto a projeção do mercado era de 5,77 milhões. Apesar de ficar abaixo do esperado, o volume é 8% maior do que no mesmo mês de 2025. Enquanto isso, os estoques de óleo de soja nos Estados Unidos estavam em 1,74 bilhão de libras, sendo 26% maiores do que um ano atrás.

Por sua vez, o acordo entre os EUA e o Irã para o término da guerra, que parece finalmente se consolidar, é positivo para os mercados e a economia mundial. Se ele for mantido, o mercado terá mais estabilidade a partir de agora, embora possa haver recuo nos valores da soja devido ao recuo nos preços do óleo de soja em Chicago, puxados pelo recuo nas cotações mundiais do petróleo. Tanto é verdade que o fechamento do óleo de soja, em Chicago, no dia 18/06, ficou em 69,69 centavos de dólar por librapeso, rompendo o piso dos 70,00 centavos pela primeira vez desde o dia 20 de abril passado. Todavia, por enquanto, a volatilidade do mercado não foi totalmente eliminada, pois há dúvidas quanto a eficácia do acordo.

Soma-se a isso as especulações climáticas sobre a safra dos EUA, pois as tendências indicariam, para julho, um clima um pouco mais seco nas regiões produtoras de soja daquele país. Enfim, no Brasil o mercado se mantém estável, com o câmbio girando entre R$ 5,05 e R$ 5,15 por dólar durante a semana. Assim, os preços, nas principais praças gaúchas, ficaram em R$ 114,00/saco, enquanto nas demais praças nacionais os mesmos giraram entre R$ 102,00 e R$ 114,00/saco.

Dito isso, a Conab, em seu boletim mensal de junho, trouxe a safra brasileira de 2025/26 para 180,2 milhões de toneladas, contra 171,5 milhões um ano antes. Isso representa um aumento de 5,1%. O Rio Grande do Sul, às voltas com nova estiagem, acabou colhendo 18,6 milhões de toneladas, contra 16,6 milhões no ano anterior, destacando que outras entidades gaúchas (Emater e iniciativa privada) avançam pouco mais de 13 milhões de toneladas colhidas no ano anterior. Segundo, ainda, a Conab, a produtividade média brasileira ficou em 61,9 sacos/hectare em 2025/26, enquanto a gaúcha atingiu a apenas 46,2 sacos.

Enfim, a exportação brasileira total de soja, em junho, está estimada em 15,3 milhões de toneladas segundo a Anec. Se confirmados, tais embarques cresceriam 1,5 milhão de toneladas em relação a junho do ano anterior.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


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