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o que muda e o que esperar, segundo especialistas

Nesta terça-feira (30), o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) decidiu que a Moratória da Soja, acordo firmado por tradings e exportadoras para não comercializar grãos oriundos de áreas desmatadas na Amazônia, será suspensa a partir de 1º de janeiro de 2026. Até lá, o pacto seguirá em vigor, com validade até 31 de dezembro de 2025.
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A suspensão da Moratória da Soja a partir de 2026
Para Dr. Marcelo Winter, sócio da área de Agronegócio do VBSO Advogados, a decisão indica que, a partir de janeiro, volta a vigorar a suspensão preventiva da moratória, conforme deliberado em agosto deste ano. Contudo, Winter destaca que, devido a diferentes entendimentos entre os julgadores, é possível que a decisão seja discutida novamente ao final do período, ou seja, que em janeiro surja uma nova deliberação, tornando necessário aguardar as cenas dos próximos capítulos.
“Ambos os lados saíram parcialmente satisfeitos, com os signatários garantindo a manutenção do acordo até o final do ano, enquanto o setor produtivo conseguiu evitar o cancelamento integral da decisão de agosto”, afirmou.
O advogado especializado em Agronegócio, Rafael Guazelli, avalia que a medida está estimulando o diálogo entre as empresas para encontrarem um denominador comum ou se adaptem e se preparem para a suspensão definitiva da moratória.
Confira a declaração completa do especialista:
“Logicamente, esse cenário ressalta que será necessário reavaliar a situação em janeiro, tanto sobre a suspensão judicial que interrompeu as medidas preventivas quanto sobre os resultados desse diálogo entre as entidades interessadas”, comenta Guazelli.
Passo importante para o setor
Miguel Daoud, comentarista do Canal Rural, diz que a decisão do Cade representa um passo importante para o setor, afirmando que esse é um passo importante para equilibrar produção e preservação. Ele destaca que o Código Florestal brasileiro é rigoroso e reconhecido internacionalmente.
A decisão abre um período de expectativa no setor, com todos os envolvidos atentos às próximas deliberações e negociações que definirão o futuro do acordo e do comércio de soja no país a partir de 2026.
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“Chefinho” é preso em MS após matar rival a tiros dentro de casa em Mato Grosso

Criminoso de 23 anos estava foragido da Operação Kikimora. Homicídio ocorreu durante disputa por território do tráfico na fronteira
Um homem de 23 anos, conhecido como “Chefinho”, membro de uma facção criminosa que disputa território na região de Comodoro, foi preso nesta quarta-feira (5.8), no município de Cassilândia (MS), pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, após investigação da Polícia Civil de Mato Grosso.
O suspeito é um dos alvos da Operação Kikimora, deflagrada pela Delegacia de Comodoro em maio deste ano para apurar o homicídio de Jonathan César Passos de Siqueira, conhecido como “Bin Laden”, morto a tiros dentro de casa, em abril deste ano, no bairro Cidade Verde. O criminoso estava foragido desde a deflagração da operação.
Segundo o inquérito conduzido pela Delegacia de Comodoro, o homicídio que originou as investigações está inserido em um contexto de guerra entre facções criminosas rivais pelo controle do tráfico de drogas na região de fronteira de Comodoro, ponto estratégico para o escoamento de entorpecentes.
Durante as buscas realizadas em maio, quatro pessoas ligadas à facção do suspeito preso nesta quarta-feira foram presas em flagrante. Com elas, a Polícia Civil apreendeu pistolas, munições, uma máscara usada por um dos suspeitos e a placa de um veículo associado aos crimes.
Em depoimento, os presos confirmaram o envolvimento de “Chefinho” nas ações da facção, o que reforçou os indícios que embasaram o mandado de prisão expedido contra ele.
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Com apoio de cães do Bope, projeto contra maus-tratos orienta quase 500 crianças em Cuiabá

Projeto EducaPet retomou ações do segundo semestre e levou conscientização sobre bem-estar animal aos alunos da rede municipal
EducaPet conscientiza cerca de 480 alunos sobre proteção e bem estar animal
Alunos da EMEB Aristotelino Alves Praeiro, no bairro Primeiro de Março, em Cuiabá, recepcionaram a equipe da Bem Estar Animal (BEA) e do Bope (Polícia Militar) para uma tarde de conscientização em favor dos animais. A ação, com palestra educativa e orientativa, aconteceu na tarde de quarta-feira (5), na quadra da escola, que ficou lotada com aproximadamente 480 alunos da Educação Infantil e do Ensino Fundamental. O evento marcou o reinício da programação do EducaPet para o segundo semestre. Outras quatro ações serão realizadas até o fim do ano, uma por mês.
O EducaPet é um projeto de conscientização e combate ao crime de maus tratos. “O objetivo é conscientizar as crianças para que, no presente e no futuro, elas tenham consciência e não venham a cometer tais atos. O conteúdo da palestra traz um pouco desse contexto, explica sobre o serviço da Bem Estar Animal e da nossa atuação, para que conheçam e multipliquem esse aprendizado”, explicou Maria Eduarda Reis, assessora da Bem Estar Animal, que, juntamente com a médica veterinária e assessora técnica da BEA, Maria Elisa Pereira Martins, conduziu o trabalho.
“Sem dúvidas o EducaPet é extremamente importante, porque a gente acaba plantando uma sementinha que floresce lá na frente. O que a criança aprende na escola, ela leva para dentro de casa. Então, ensinar que é preciso cuidar do animalzinho, alimentar, dar água, que não pode bater nem abandonar, é semear a conscientização. Eles acabam levando isso para casa e conseguimos alcançar um número maior de pessoas”, pontuou a veterinária.
Parceiros da ação, policiais do Bope, com dois cães treinados, a fêmea Dakota e o macho Max, integraram a programação e foram uma atração para as crianças. Todas puderam brincar com os animais e registrar o momento em fotos.
“É a primeira vez que recebemos o EducaPet na nossa escola e quero dizer que as portas já estão abertas para voltarem. É uma ação extremamente necessária. Somos educadores e super a favor da causa animal. Acredito que esse trabalho de conscientização realmente deve começar pelas escolas, para que as crianças tenham essa consciência sobre a importância do cuidado com os animais de estimação”, frisou a diretora da unidade escolar, Lucélia Pereira dos Santos.
Rebeca, de 8 anos, estava entre os participantes e ficou encantada com o evento, especialmente porque gosta de animais. Ela aproveitou a interação com os pets e participou da dinâmica jogando bolinhas para a Dakota.
Tífany, de 6 anos, declarou: “Amei, vou ajudar a cuidar dos animais”.
Dawid, de 8 anos, garantiu que entendeu a mensagem de que é preciso cuidar dos animais porque eles também sentem dor, fome e frio. Ele contou que tem um cãozinho e que cuida bem dele.
Programação
A programação acontecerá uma vez por mês, sempre no período da tarde, às 15h.
Agosto: EMEB Aristotelino Alves Praeiro
Setembro: dia 10, EMEB Gracildes de Melo Dantas
Outubro: dia 22, EMEB Dr. Fabio Firmino Leite
Novembro: dia 12, EMEB Prof. Firmo José Rodrigues
Dezembro: dia 3, EMEB Tereza de Benguela
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Prefeitura faz varredura contra placas irregulares em calçadas e multa farmácias em R$ 1,5 mil

Ação mira cavaletes e banners que atrapalham pedestres. Fiscais passaram pela Avenida Palmiro Paes de Barros orientando lojistas
A Prefeitura de Cuiabá deu continuidade à Operação Cidade Limpa na Avenida Palmiro Paes de Barros, com foco na orientação de comerciantes, remoção de publicidade irregular instalada em espaços públicos e preservação da organização urbana. A ação é realizada pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (Sorp), responsável pela fiscalização, em parceria com a Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb). A operação ocorreu a partir na quarta-feira (5).
Durante a operação, a secretária municipal de Ordem Pública, Juliana Chiquito Palhares, acompanhou as equipes e conversou diretamente com comerciantes e prestadores de serviços para esclarecer dúvidas sobre a legislação. Segundo ela, a iniciativa alia fiscalização e conscientização. “O objetivo é orientar os comerciantes sobre a prática de afixar cartazes, banners ou cavaletes em postes, árvores, canteiros centrais e calçadas, o que é proibido pela legislação municipal. A primeira abordagem é sempre orientativa, mas, em casos de reincidência, são aplicadas as penalidades previstas em lei”, afirmou.
A secretária reforçou que cavaletes e placas não podem ser instalados sobre as calçadas, que devem permanecer livres para garantir a circulação segura de pedestres. “Não invistam nesse tipo de publicidade. Pedimos que recolham esses materiais para dentro dos estabelecimentos. Caso contrário, a fiscalização aplicará a penalidade”, alertou. Juliana também destacou que a ocupação irregular de áreas públicas compromete a limpeza urbana, interfere na mobilidade e pode até causar distrações no trânsito. Além disso, há proibição específica para a fixação de materiais em árvores, prevista na legislação ambiental.
As orientações seguem o que estabelece a Lei Municipal nº 443/2017, alterada pela Lei nº 514/2022, que proíbe a instalação de publicidade em áreas públicas, como postes, pontos de ônibus, canteiros centrais e passeios públicos. Conforme explicou a coordenação de Atividades Econômicas da Sorp, a desobstrução das calçadas é fundamental para garantir o direito de circulação de toda a população, especialmente de pessoas com deficiência visual, mobilidade reduzida e demais pedestres.
A operação também mantém o caráter fiscalizador. Na etapa anterior, realizada na Avenida dos Florais e na via de acesso ao distrito de Nossa Senhora da Guia, as equipes removeram mais de 40 painéis fixos, além de banners, cartazes e placas menores. Após a retirada do material irregular, os responsáveis são identificados para aplicação das penalidades previstas na legislação.
Segundo o agente de Fiscalização e Regulação Paulo Edson Morais, quando o responsável pela irregularidade é localizado durante a fiscalização, o auto de infração é emitido imediatamente. Caso contrário, a equipe realiza o levantamento de informações para posterior identificação do infrator. Nesta quarta-feira, duas farmácias foram autuadas por publicidade irregular em via pública, com multa de R$ 1.509,10 e prazo de 10 dias para apresentação de recurso.
A iniciativa recebeu avaliação positiva de comerciantes abordados pela equipe. O vendedor autônomo Cláudio Charles Rodrigues afirmou que a orientação facilita a regularização das atividades e evita infrações por desconhecimento. Já o comerciante Valdir Pereira de Castro, que atua no ramo de compra e venda de combustíveis desde 1988, considerou importante a fiscalização. “O cumprimento das normas contribui para a organização da cidade e deve ser observado por todos”, destacou.
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