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21 de junho de 2026

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o que muda e o que esperar, segundo especialistas

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Nesta terça-feira (30), o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) decidiu que a Moratória da Soja, acordo firmado por tradings e exportadoras para não comercializar grãos oriundos de áreas desmatadas na Amazônia, será suspensa a partir de 1º de janeiro de 2026. Até lá, o pacto seguirá em vigor, com validade até 31 de dezembro de 2025.

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A suspensão da Moratória da Soja a partir de 2026

Para Dr. Marcelo Winter, sócio da área de Agronegócio do VBSO Advogados, a decisão indica que, a partir de janeiro, volta a vigorar a suspensão preventiva da moratória, conforme deliberado em agosto deste ano. Contudo, Winter destaca que, devido a diferentes entendimentos entre os julgadores, é possível que a decisão seja discutida novamente ao final do período, ou seja, que em janeiro surja uma nova deliberação, tornando necessário aguardar as cenas dos próximos capítulos.

“Ambos os lados saíram parcialmente satisfeitos, com os signatários garantindo a manutenção do acordo até o final do ano, enquanto o setor produtivo conseguiu evitar o cancelamento integral da decisão de agosto”, afirmou.

O advogado especializado em Agronegócio, Rafael Guazelli, avalia que a medida está estimulando o diálogo entre as empresas para encontrarem um denominador comum ou se adaptem e se preparem para a suspensão definitiva da moratória.

Confira a declaração completa do especialista:

“Logicamente, esse cenário ressalta que será necessário reavaliar a situação em janeiro, tanto sobre a suspensão judicial que interrompeu as medidas preventivas quanto sobre os resultados desse diálogo entre as entidades interessadas”, comenta Guazelli.

Passo importante para o setor

Miguel Daoud, comentarista do Canal Rural, diz que a decisão do Cade representa um passo importante para o setor, afirmando que esse é um passo importante para equilibrar produção e preservação. Ele destaca que o Código Florestal brasileiro é rigoroso e reconhecido internacionalmente.

A decisão abre um período de expectativa no setor, com todos os envolvidos atentos às próximas deliberações e negociações que definirão o futuro do acordo e do comércio de soja no país a partir de 2026.

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Max Russi fica sem fala em inauguração da ferrovia com Alckmin

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Cerimonial da Presidência cortou discursos de deputados estaduais, federais e do senador Jayme Campos.

O cerimonial da Presidência da República deixou parlamentares estaduais e federais sem direito a discurso durante a inauguração do primeiro trecho da Ferrovia Estadual de Mato Grosso, neste sábado (20), em Dom Aquino. Entre os vetados estavam o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (PSB), outros deputados estaduais e o senador Jayme Campos (União).

Apesar de alguns nomes constarem na lista inicial de autoridades, apenas o senador Carlos Fávaro (PSD) falou em nome dos parlamentares. A decisão gerou mal-estar entre lideranças políticas presentes ao evento, que contou com a participação do vice-presidente Geraldo Alckmin e do governador em exercício Otaviano Pivetta.

O episódio chamou atenção justamente em um momento de intensas articulações para as eleições de 2026.

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Bombeiros encerram inscrições para 150 vagas de brigadistas; veja quais são as próximas fases

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Prazo terminou no sábado (20). Candidatos inscritos para as 29 cidades passarão por avaliação de currículo e Teste de Aptidão Física com bomba nas costas

Encerra-se neste sábado (20.6) o prazo de inscrição para o processo seletivo do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) para a contratação de brigadistas temporários, que irão reforçar as ações de prevenção e combate aos incêndios florestais durante o período de estiagem. São ofertadas 150 vagas, distribuídas em 29 municípios do estado.

 

As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas presencialmente nos locais indicados no edital. A remuneração ofertada é de R$ 2,6 mil, além dos valores proporcionais referentes ao terço constitucional de férias e ao 13º salário. Os contratos terão duração de quatro meses, com jornada em escala de 12 horas de trabalho por 36 horas de descanso.

 

As 150 vagas são ofertadas para os seguintes municípios: Cuiabá, Poconé, Gaúcha do Norte, Alto Paraguai, Feliz Natal, Nova Maringá, Nova Ubiratã, União do Sul, Cláudia, Barra do Garças, Confresa, Nova Xavantina, Água Boa, Canarana, Querência, Cáceres, Mirassol d’Oeste, Pontes e Lacerda, Vila Bela da Santíssima Trindade, Comodoro, Aripuanã, Colniza, Juara, Castanheira, Tangará da Serra, Brasnorte, Alta Floresta, Colíder e Guarantã do Norte.

 

Podem participar do processo seletivo candidatos alfabetizados, com idade entre 18 e 50 anos, que possuam conhecimentos básicos no manuseio de ferramentas agrícolas. Candidatos com Carteira Nacional de Habilitação (CNH) nas categorias D ou E receberão pontuação adicional na avaliação curricular.

 

Entre as atribuições dos brigadistas estão o apoio às operações de combate aos incêndios florestais, a abertura e a manutenção de aceiros, estradas e caminhos utilizados pelas equipes, a realização de rondas em áreas rurais, além da conservação de equipamentos e ferramentas empregados nas ações.

 

Fases do processo seletivo

 

O processo seletivo será composto por duas etapas: Avaliação Curricular e Teste de Aptidão Física (TAF). A análise curricular avaliará a experiência profissional na área, cursos de brigadista e a posse de CNH nas categorias D ou E. Já o TAF consistirá em uma caminhada de 2,4 quilômetros, transportando uma bomba costal de combate a incêndio com peso de até 24 quilos quando abastecida.

 

A classificação final será definida pela soma das notas da Avaliação Curricular e do TAF, este último com peso dois. Após a contratação, os aprovados passarão por um Curso de Capacitação de Brigadistas antes de iniciarem as atividades nos municípios designados pela corporação.

 

Inscrição

 

Lista de documentos necessários exigidos para a inscrição estão disponíveis aqui.

Locais de inscrição e o cronograma detalhado do processo seletivo, estão disponíveis no edital.

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Agro Mato Grosso

Governo de MT e Rumo inauguram 1º trecho da Ferrovia Estadual: “MT é um exemplo do que o Brasil pode fazer”

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Primeiro trecho da Ferrovia Estadual foi entregue em Dom Aquino e avança na integração logística da produção de Mato Grosso ao país

O Governo de Mato Grosso e a Rumo inauguraram, neste sábado (20), o primeiro trecho da 1ª Ferrovia Estadual de Mato Grosso. São 162 quilômetros de extensão, ligando Rondonópolis ao novo terminal ferroviário instalado na BR-070, em Dom Aquino, com investimento de R$ 5 bilhões nesta primeira etapa.

Considerada a maior ferrovia em execução no Brasil, o projeto terá 740 quilômetros de extensão quando concluído, conectando Rondonópolis a Lucas do Rio Verde, passando por 16 municípios mato-grossenses e com ramal previsto para Cuiabá.

Durante a entrega, o governador Otaviano Pivetta destacou o papel do Governo de Mato Grosso na criação das condições para o desenvolvimento econômico do Estado.

“Mato Grosso é um exemplo do que o Brasil pode fazer. Enquanto a Rumo construiu 162 quilômetros de ferrovia, nós vamos concluir mais de 7 mil quilômetros de asfalto novo nas rodovias estaduais até o final do ano. Investimos R$ 28 bilhões em infraestrutura para melhorar a vida do nosso povo”, afirmou.

Ele também ressaltou os avanços fiscais e institucionais do Estado nos últimos anos. “Recebemos um Estado considerado insolvente e hoje Mato Grosso tem nota triplo A há três anos. Saímos das últimas posições na educação e hoje estamos entre os melhores do país. Quando o governo faz o dever de casa, o desenvolvimento acontece”, completou.

O presidente da Rumo, Pedro Palma, destacou a construção conjunta do projeto. “A visão de futuro é importante, mas ela não basta. É preciso conhecimento, parceria e coragem para transformar projetos em realidade. O modelo criado por Mato Grosso foi fundamental para que esse investimento saísse do papel e chegasse até aqui”, destacou.

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, destacou a importância da ferrovia para a competitividade da produção brasileira. “Essa ferrovia liga Mato Grosso ao Porto de Santos, reduzindo custos logísticos e aumentando a competitividade da produção brasileira. A ferrovia melhora o transporte, ajuda o meio ambiente, reduz custos e impulsiona o desenvolvimento econômico do país”, disse.

O presidente do conselho de administração da Cosan, Rubens Ometto, ressaltou o impacto da integração logística. “É uma parceria que mostra o que o Brasil é capaz de fazer quando iniciativa privada e poder público trabalham juntos. Esse projeto conecta a produção de Mato Grosso ao Porto de Santos e ao mundo. É a verdadeira ferrovia do grão, que também traz fertilizantes, exporta algodão e movimenta a indústria do etanol. Essa entrega representa muito mais do que novos trilhos, gera empregos e cria condições para que as pessoas construam aqui as suas vidas”, pontuou.

O ministro dos Transportes, George Santoro, parabenizou os envolvidos. “Essa obra representa um avanço importante para a logística do país e para o setor produtivo”, disse.

Terminal Ferroviário

As obras tiveram início em novembro de 2022 e mobilizaram mais de 65 empresas contratadas e cerca de 5 mil trabalhadores. Somente na construção do terminal, foram gerados mais de 800 empregos diretos e indiretos.

Para o prefeito de Dom Aquino, Carlim Amarelo, a chegada da ferrovia representa uma transformação regional. “Estamos diante de uma obra que fortalece Mato Grosso e muda a história da nossa região. Dom Aquino passa a integrar uma importante rota logística nacional, ampliando oportunidades para produtores, empresas e para toda a população”, afirmou.

A cerimônia contou com a presença de autoridades federais, estaduais e municipais, entre elas senadores, deputados federais, deputados estaduais, prefeitos da região, empresários, representantes do setor produtivo e outras lideranças.

 

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