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5 de agosto de 2026

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Justiça suspende decisão que proibia uso do herbicida 2,4-D no RS

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O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) suspendeu, de forma provisória, a decisão que proibia o uso do herbicida 2,4-D em áreas da Campanha Gaúcha. Além disso, a proibição restringia a aplicação em regiões próximas a pomares de maçã e vinhedos. A medida foi tomada a última quinta-feira (25) pelo desembargador Francesco Conti, da 4ª Câmara Cível.

A decisão atende recurso apresentado pelo governo estadual contra sentença da Vara Regional do Meio Ambiente, que havia determinado a proibição até a criação de um sistema de monitoramento e fiscalização efetivo.

Proibição do uso do herbicida: entenda o caso

A proibição do 2,4-D foi solicitada por entidades ligadas à fruticultura, como a Associação Gaúcha de Produtores de Maçã e a Associação de Vinhos Finos da Campanha Gaúcha. Os representantes alegaram que a deriva do produto, que é o deslocamento do defensivo agrícola pelo vento. De acordo com essas entidades, o uso causa prejuízos ambientais e econômicos a culturas sensíveis.

O Estado, no entanto, argumentou que a decisão judicial traria efeitos negativos para o setor agrícola, especialmente por ter sido emitida às vésperas do plantio da safra 2025/26. Após a proibição, representantes de produtores de grãos manifestaram preocupação, uma vez que muitos já haviam adquirido insumos e equipamentos com base no manejo que inclui o uso do 2,4-D.

Fundamentação jurídica

Ao analisar o pedido, o desembargador Francesco Conti considerou que a suspensão era necessária até o julgamento definitivo do recurso. Ele destacou a complexidade do caso, que envolve diferentes interesses econômicos, ambientais e sociais.

Segundo o magistrado, uma proibição imediata de um insumo amplamente utilizado no controle de plantas daninhas poderia gerar impactos econômicos imprevisíveis. “O planejamento agrícola é de longo prazo e envolve a compra antecipada de sementes, fertilizantes e defensivos”, ressaltou.

Conti também apontou falhas na sentença anterior, como a ausência de clareza sobre quais municípios compõem a Campanha Gaúcha, o que poderia gerar insegurança jurídica. O mérito da questão será novamente avaliado pelo colegiado da 4ª Câmara Cível, que deverá analisar de forma detalhada as responsabilidades do Estado e eventuais medidas de fiscalização.

Ibraoliva entra como colaborador no processo

Nos próximos dias, o Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva) deve ingressar como amicus curiae na ação que discute a proibição do herbicida. O termo em latim significa “amigo do juiz” e se refere a entidades que colaboram com informações relevantes para a análise judicial. O objetivo é reforçar os argumentos técnicos e jurídicos apresentados pelos fruticultores, especialmente pelos vitivinicultores da Campanha Gaúcha.

Além de atuar no processo, o Instituto elaborou uma minuta de notificação extrajudicial para ser utilizada por seus associados. O documento pode ser enviado a vizinhos solicitando que o herbicida não seja aplicado, informando também os riscos para a saúde humana e os danos potenciais às oliveiras.

Em nota, o diretor jurídico do Ibraoliva, Jorge Buchabqui, explica que a entrada da entidade no processo é uma medida preventiva para evitar prejuízos e possíveis ações judiciais. “Cada associado pode adaptar o modelo às suas condições locais e enviar aos vizinhos, reduzindo riscos e prevenindo conflitos futuros”, explicou. Ele acrescentou que já existem olivicultores que ingressaram com ações contra vizinhos em razão do uso do produto.

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Inscrições para o Prêmio Ernesto Illy de café seguem abertas até 18 de setembro

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As inscrições para o 36º Prêmio Ernesto Illy de Qualidade Sustentável do Café para Espresso estão abertas até 18 de setembro. Produtores de todas as regiões brasileiras podem participar com amostras da safra atual nas categorias Nacional e Regional. O concurso é promovido pela illycaffè e contempla cafés da espécie Coffea arabica nos processos Natural, Descascado ou Despolpado.

Segundo a illycaffè, os cafés inscritos passarão por avaliação de uma comissão formada por especialistas nacionais e internacionais. Entre os critérios considerados estão aparência, cor, tipo, peneira, teor de umidade, torração e sabor.

Na categoria Nacional, 40 finalistas serão selecionados e disputarão as três primeiras colocações. Os vencedores receberão viagem internacional para participar do 12º Prêmio Internacional de Café Ernesto Illy, em 2027, além de prêmios em dinheiro e diplomas.

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Na categoria Regional, os dois melhores produtores de cada uma das regiões brasileiras vencedoras também serão premiados com dinheiro e diplomas.

A divulgação dos 40 finalistas está prevista para novembro de 2026. Já a revelação dos vencedores e a entrega dos prêmios aos finalistas estão marcadas para o primeiro semestre de 2027.

A illycaffè informou que foi fundada em Trieste, na Itália, em 1933, e produz um único blend 100% arábica, composto por nove variedades diferentes. Em 2025, a empresa registrou receitas consolidadas de 700 milhões de euros.

O prêmio recebe inscrições de produtores brasileiros até 18 de setembro e terá os finalistas anunciados em novembro, com premiação programada para o primeiro semestre de 2027.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Café sobe em julho apesar do avanço da colheita, aponta Cepea

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Foto: Divulgação/Fazenda Nova Cintra

A colheita da safra 2026/27 de café avança em todo o país, mas isso não impediu a alta dos preços em julho. Segundo levantamento do Cepea, tanto o arábica quanto o robusta encerraram o mês valorizados, em um movimento sustentado por fatores distintos em cada mercado.

No caso do café arábica, as chuvas registradas em importantes regiões produtoras aumentaram a preocupação com o ritmo da colheita e com a qualidade dos grãos. O cenário deu suporte às cotações mesmo com a entrada de mais produto no mercado.

Os trabalhos de campo já entram na fase final. De acordo com o Cepea, cerca de 20% da área de arábica ainda aguarda colheita. Em grande parte das regiões produtoras, as atividades se concentram no recolhimento do café do chão e nos últimos talhões.

Os preços refletem esse cenário. Na terça-feira (4), o Indicador Cepea/Esalq do café arábica fechou em R$ 1.729,84 por saca de 60 kg, com alta diária de 1,03%. Apesar do avanço do dia, o indicador acumula leve queda de 0,82% em agosto, após registrar valorização de 10,48% em julho, conforme dados do Cepea apresentados na imagem enviada.

Robusta também segue valorizado

No mercado do robusta, a colheita está praticamente encerrada. Ainda assim, os preços também avançaram em julho.

Segundo o Cepea, a sustentação veio da menor produção da variedade nesta temporada e do efeito da valorização do arábica, que contribuiu para manter o mercado firme mesmo com o aumento da oferta típico do encerramento da colheita.

Na terça-feira (4), o Indicador Cepea/Esalq do robusta foi cotado a R$ 1.095,15 por saca, alta de 0,69% no dia. Em agosto, a variedade acumula ganho de 0,24%, após fechar julho com valorização de 2,90%, segundo os dados do Centro de Estudos.

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USDA aponta piora na condição do milho nos EUA e estabilidade da soja

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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou, na segunda-feira (3), que 61% da safra de milho no país apresentava condição boa ou excelente no último domingo, com recuo de 2 pontos porcentuais em relação à semana anterior. Para a soja, o índice ficou em 63%, sem variação no período. O levantamento também atualizou os estágios de desenvolvimento das lavouras e o andamento da colheita de trigo.

No milho, o percentual de lavouras em condição boa ou excelente ficou abaixo dos 73% registrados um ano antes. Segundo o USDA, 90% da safra já havia formado espiga, ante 86% no mesmo período do ano passado e 87% na média dos cinco anos anteriores. Além disso, 43% das áreas estavam formando grãos, acima dos 40% de um ano antes e dos 38% da média. A parcela com formação de dentes chegou a 6%, contra 5% no ano passado e na média.

Na soja, 63% da safra estava em condição boa ou excelente, mesmo patamar da semana anterior. Um ano antes, o índice era de 69%. O USDA informou ainda que 88% das lavouras tinham florescido, ante 84% no ano passado e também na média de cinco anos. A formação de vagens alcançou 62%, acima dos 56% registrados um ano antes e dos 55% da média.

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O relatório mostrou também que a colheita do trigo de inverno atingiu 86%, em linha com a média de cinco anos e acima dos 85% observados em igual período do ano passado.

Para o trigo de primavera, 55% da safra apresentava condição boa ou excelente, avanço de 2 pontos porcentuais na semana. No ano passado, a parcela era de 48%. O perfilhamento alcançou 98%, ante 95% um ano antes e 97% na média de cinco anos. A colheita chegava a 5%, contra 4% no ano passado e 8% na média.

No algodão, 42% da safra estava em condição boa ou excelente, queda de 4 pontos porcentuais na semana. Um ano antes, o índice era de 55%. O USDA apontou ainda que 88% da safra estava florescendo, 55% havia formado maçãs e 4% já apresentava abertura de maçãs.

Os dados semanais do USDA mostram piora na condição do milho e do algodão, estabilidade da soja, melhora no trigo de primavera e avanço no desenvolvimento das principais lavouras de verão nos Estados Unidos.

Fonte: Estadão Conteúdo

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