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24 de junho de 2026

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trecho de chão que corta riquezas, mas multiplica prejuízos

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Considerada de suma importância para o escoamento da produção agropecuária de Mato Grosso, a rodovia estadual MT-140 na região de Juscimeira enfrenta diversos problemas de trafegabilidade no trecho ainda não pavimentado. Produtores na região relatam que dos 90 quilômetros sem pavimentação, 25 quilômetros estão em pior estado.

Na época da seca bancos de areia escondem buracos na rodovia estadual, enquanto na época das chuvas o que se formam, segundo produtores e caminhoneiros, são “verdadeiros” atoleiros, causando prejuízos e transtornos para quem depende da estrada.

“Essa MT-140 hoje tem ligação com a MT-475 que vem de Jaciara, então é grãos que transporta, grãos para pecuaristas vem caminhão de Rondonópolis, Cuiabá, de frigoríficos”, relata o pecuarista Hugo Barth Fernandes de Paiva. Segundo ele, a promessa de pavimentação do trecho é antiga. “Desde menino eu ando nessa estrada. Meu avô já fala do problema desde muito antes”.

O pecuarista possui um rebanho bovino de 700 animais em uma área de 500 hectares na região. Ele pontua que a pavimentação da MT-140 “tem que sair do papel”.

“Na época da seca a está muito ruim. Os animais sofrem, a gente pensando em bem-estar animal tudo complica. Vai chegando as águas aí que é problema. Começa o embarque e o caminhão não consegue chegar na propriedade. Hoje os frigoríficos cobram da gente um animal que chega com hematomas. Então, por mais que façamos um bom manejo dentro da propriedade, no transporte ele vai bater e vai ter hematomas e acaba influenciando no nosso bolso o desconto”, frisa ao Patrulheiro Agro desta semana.

Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

MT-140 gera prejuízos no bolso e de relógio

De acordo com o caminhoneiro Juliano Fernandes dos Santos, para percorrer um trecho de 25 quilômetros, além dos prejuízos materiais, a falta de asfalto gera atrasos. Ele comenta que o trecho que deveria ser feito em cerca de 20 minutos se estivesse pavimentado, ele acaba levando em torno de uma hora e quarenta para fazer.

“A despesa é grande de trafegar aí. Estoura pneus demais, porque tem muita ponta de pedra no meio dessa areia. É difícil, pouco infraestrutura. É uma estrada muito usada por cavaqueiro, caminhões de grãos. Sem manutenção fica difícil de transitar”, diz Juliano à reportagem do Canal Rural Mato Grosso. “Torce tudo. O caminhão anda quebrando demais. Para nós está sendo difícil, a estrada não arruma, o frete está barato e a estrada ruim. O trem está difícil de tocar”, completa Lucas Monteiro Santana, que também é caminhoneiro.

MT-140 Juscimeira foto pedro silvestre canal rural mato grosso2
Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Situação aperta ainda mais as margens de lucro

Conforme produtores na região, a situação da estrada pesa no bolso. “Esperamos que os governantes deem uma atenção aqui para nós. Se não tomar uma atitude para arrumar, ninguém passa”, pontua Francisco Jesus Ferreira Júnior, subgerente da Girassol Agrícola, empresa que cultiva na região cerca de 8,2 mil hectares de lavoura e uma área de aproximadamente 7,5 mil hectares de eucalipto.

A Agrícola Irmãos Chiapinotto semeia uma área de 2.050 hectares de grãos entre soja e milho no município de Juscimeira. Alberto Chiapinotto comenta que a logística atual do trecho não pavimentado da MT-140 “deixa uma margem de 12% no valor do grão a menos do que em outras regiões”.

“Praticamente o lucro fica todo no transporte ou até mesmo na hora da colheita na perda do grão na lavoura porque o caminhão não chega a tempo”.

O produtor destaca ainda que “não é somente nós produtores, a parte social também está sendo afetada”. “É crítica a nossa situação. A gente vem pedindo socorro há muitos anos para as autoridades competentes. Não temos outros meios a não ser pedir auxílio do governo para pavimentar essa MT-140. O governo Mauro Mendes está fazendo muito por nós produtores rurais, mas pedimos que olhasse para nós com outros olhos aqui na região da MT-140”, pede Alberto.

Em nota, a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) informou que firmou convênio com o Cidesasul, consórcio intermunicipal da região, para manutenção de trechos não pavimentados das MTs 140, 373, 040, 469, 460 e 454, em Juscimeira. Não há projetos de pavimentação por enquanto.

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Colheita do milho de inverno 2025/26 avança para 11% da área no Brasil

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A colheita do milho de inverno 2025/26 no Brasil atingia 11% da área semeada até o último sábado, de acordo com o Boletim de Progresso de Safra da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta terça-feira (23). O avanço foi de 4,3 pontos porcentuais sobre a semana anterior. Em relação ao mesmo período da safra passada, há leve adianto de 0,7 ponto porcentual, mas o ritmo segue abaixo da média de cinco anos, de 15%.

Entre os Estados produtores, Mato Grosso lidera os trabalhos, com 20,7% da área colhida. Na sequência aparecem Tocantins, com 15%, Piauí, com 12%, e Maranhão, com 10%. No Paraná, outro importante produtor do cereal de inverno, a colheita alcançava 1% da área.

No milho verão 2025/26, a colheita chegava a 93,7% da área plantada até o último sábado, avanço de 3,3 pontos porcentuais na semana. O índice representa leve atraso de 0,8 ponto porcentual ante igual período da safra 2024/25, mas permanece acima da média dos últimos cinco anos, de 92,3%. Entre os Estados que ainda não concluíram os trabalhos estão Rio Grande do Sul, com 99% da área colhida, Bahia, com 92%, Piauí, com 80%, e Maranhão, com 63%.

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A colheita do algodão 2025/26 alcançava 2,8% da área, alta semanal de 1,1 ponto porcentual. O resultado mostra atraso de 1,2 ponto porcentual ante igual momento da safra passada e leve adianto frente à média de cinco anos, de 2,5%. A Bahia lidera os trabalhos, com 10%, seguida por Minas Gerais, com 5%. Maranhão, Piauí, Mato Grosso do Sul e Goiás registravam 3% cada, enquanto Mato Grosso havia colhido 0,5%.

No trigo 2026, a colheita começou e atingia 0,7% da área até sábado. O porcentual está abaixo dos 1,9% do mesmo período da safra passada e próximo da média quinquenal de 0,6%. Goiás é o único Estado com colheita iniciada, com 5% da área. Já a semeadura do cereal avançou para 74,3% da área, alta de 14,8 pontos porcentuais na semana, acima dos 56,6% do mesmo período do ciclo passado e da média de cinco anos, de 64,2%. Entre os principais produtores, o Rio Grande do Sul havia semeado 63% da área e o Paraná, 84%.

Os dados da Conab mostram avanço semanal nas operações de campo das principais culturas de segunda safra e de inverno, com ritmos distintos entre Estados e comparação mista em relação à safra passada e à média histórica.

Fonte: Estadão Conteúdo

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IBGE detalha seleção para vagas ligadas ao 12º Censo Agropecuário Florestal Aquícola

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realizou nesta terça-feira (23), às 10h, uma transmissão ao vivo no IBGE Digital para esclarecer dúvidas sobre dois processos seletivos simplificados que somam 9.652 vagas temporárias. Parte das contratações será destinada ao 12º Censo Agropecuário Florestal Aquícola (CAFA), operação voltada às áreas rurais em todo o país.

Durante a live, o presidente Marcio Pochmann afirmou que a entrada de novos recenseadores é importante para a continuidade das operações estatísticas. A diretora-executiva Flávia Vinhaes destacou pontos ligados à remuneração, com previsão de parcela mínima e componente variável vinculado à produtividade.

O coordenador de Recursos Humanos, Bruno Malheiros, informou que há vagas concentradas nas capitais, mas também em outros municípios, e que a distribuição deve ser consultada nos editais. Segundo ele, os cargos de analista censitário estão disponíveis apenas nas capitais e não há vagas para recenseadores neste edital, já que essa seleção será feita em processo futuro. A expectativa do instituto é superar 250 mil inscritos.

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No Edital 01/2026, são 8.238 vagas para cinco cargos de agente censitário: Agente Censitário Administrativo (ACA), Agente Censitário de Informática (ACI), Agente Censitário Regional (ACR), Agente Operacional Regional (AOR) e Agente Censitário Supervisor (ACS). As inscrições vão até 1º de julho no site do Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC). A seleção terá prova objetiva com Língua Portuguesa, Raciocínio Lógico-Quantitativo e conhecimentos específicos.

Já o Edital 02/2026 oferece 1.414 vagas, sendo 1.020 para analista censitário e 394 para agente censitário de qualidade (ACQ). As inscrições seguem até 15 de julho no site do Instituto Avalia, e a prova objetiva está marcada para 30 de agosto. As convocações estão previstas para dezembro, com contratações a partir de janeiro.

O coordenador-geral de operações censitárias, Fernando Damasco, afirmou que o 12º CAFA buscará levantar informações sobre a estrutura agrária, a organização do setor e o perfil dos trabalhadores rurais. A coleta será feita por visitas a estabelecimentos agropecuários, com expectativa de alcançar cerca de 5 milhões de unidades. Segundo ele, o instituto também implantará 948 postos censitários temporários para apoiar as equipes em campo.

Segundo o IBGE, as 8.238 vagas do Edital 01/2026 e as 394 vagas de agente censitário de qualidade do Edital 02/2026 serão destinadas ao 12º CAFA, que orienta a organização das equipes, dos postos temporários e da cobertura territorial da operação censitária rural.

Fonte: agenciadenoticias.ibge.gov.br

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SLC Agrícola decidirá em 30 dias sobre preferência em terras da Radar

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A SLC Agrícola decidirá dentro do prazo contratual se vai exercer o direito de preferência sobre áreas do portfólio da Radar vendidas pela Cosan. A informação foi confirmada nesta terça-feira (23) pelo CEO da companhia, Aurélio Pavinato, durante o World Agri-Tech South America, em São Paulo. Segundo o executivo, o prazo para a decisão é de 30 dias a partir da notificação recebida pela empresa.

Na semana passada, a SLC Agrícola informou ao mercado que recebeu notificação sobre a venda de propriedades do Grupo Radar nas quais possui contrato de arrendamento vigente para exploração agrícola em aproximadamente 17,6 mil hectares. Em comunicado, a companhia afirmou que avalia as condições comerciais da oferta.

Ao comentar o tema, Pavinato disse que a empresa vai se manifestar dentro do período previsto em contrato. “Nós vamos decidir dentro do prazo. É tudo o que eu posso falar”, afirmou. Questionado novamente sobre o assunto, reforçou que a deliberação ocorrerá dentro dos 30 dias contados a partir da notificação.

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A manifestação ocorre após a Cosan anunciar a venda de parte das propriedades agrícolas da Radar por R$ 1,85 bilhão. Os imóveis estão localizados em Mato Grosso, somam 41.214 hectares e são destinados ao cultivo de soja, milho e algodão.

A SLC mantém arrendamento em parte dessas áreas, o que sustenta o direito de preferência mencionado pela companhia. Neste momento, a empresa concentra a análise nas condições comerciais da operação.

A decisão da SLC Agrícola sobre o exercício do direito de preferência será tomada dentro do prazo contratual de 30 dias, após avaliação da oferta relacionada às áreas do portfólio da Radar em Mato Grosso.

Fonte: Estadão Conteúdo

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