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Nutrição foliar impulsiona canaviais em SP e fortalece agricultura sustentável

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A série Repórter Nutrição desembarcou em Ibitinga (SP), município conhecido pelos bordados, mas que também se destaca pela força da agricultura. Foi lá que o produtor rural Adriano Henrique Ballera abriu as porteiras de sua fazenda para mostrar como a nutrição foliar tem transformado a produtividade e a sustentabilidade de suas lavouras de cana-de-açúcar e amendoim.

Ballera faz parte de uma família que cultiva a terra há gerações e defende que a produção só é possível em equilíbrio com a natureza.

“A gente vive da natureza. O que a gente mais quer é ter uma planta sadia e entregar um produto de qualidade para o consumidor. E a sustentabilidade traz economia para a gente”, afirma o produtor.

Além da cana, carro-chefe da propriedade, o amendoim ocupa papel estratégico no manejo, ajudando a renovar o solo e manter o equilíbrio produtivo.

Produtividade em menor área

Com área limitada, o produtor viu na adubação foliar uma forma de elevar os resultados.
“Eu sou pequeno produtor. Preciso ter um melhor retorno com a mesma área. A planta rebrota mais rápido, fica mais forte e a gente consegue manter o canavial por mais cortes”, conta Ballera.

Segundo ele, as condições climáticas também reforçam a importância da tecnologia: “Ultimamente chove menos. Então, se consigo uma planta bem nutrida, ela starta sozinha e produz melhor”, destaca.

Foto: Fabrício Lopes

Tecnologia e sustentabilidade lado a lado

Os fertilizantes foliares de última geração da Yara Brasil aumentam a eficiência da nutrição da cana e ainda reduzem os impactos ambientais. Essa combinação tem garantido mais produtividade, longevidade do canavial e qualidade no produto final.

Para Raphael Gonçalves Martins, diretor de Desenvolvimento de Mercado da Yara Brasil, o setor de nutrição foliar vive um momento de forte expansão.

“Esse é um mercado que cresce bastante. A adesão do agricultor já é muito alta. Hoje não temos novos nutrientes sendo descobertos, então a grande estratégia é a tecnologia de formulação para garantir eficiência e estimular o potencial produtivo das plantas”, afirma.

Estratégia de futuro

O investimento em adubação foliar já mostra resultados concretos na fazenda de Adriano. Com lavouras mais resistentes, produtivas e de qualidade superior, ele vê na prática uma ferramenta de futuro para a agricultura.

“A nutrição foliar me auxiliou muito. Quanto mais você consegue investir, melhor é a produção. Isso me fez querer usar foliar, principalmente nessas aplicações”, diz o produtor.

A experiência em Ibitinga revela como tradição e inovação podem caminhar juntas no campo. Com tecnologia, responsabilidade e gestão eficiente, a nutrição foliar com a tecnologia da Yara Brasil se consolida como aliada essencial para o agricultor brasileiro que busca mais produtividade e sustentabilidade.

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Preços dos fertilizantes começam o ano com alta de até 20%, mostra levantamento

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Foto: Reprodução

Os preços dos fertilizantes começaram o ano em alta, segundo relatório da Stonex. De acordo com o relatório, na última semana de janeiro as cotações da ureia nos portos brasileiros estavam cerca de 10% acima do nível observado no mesmo período de 2025. Já os preços do SSP e do cloreto de potássio (KCl) registraram altas próximas de 20% na mesma comparação anual.

Conforme explica o analista de Inteligência de Mercado, Tomás Pernías, esse movimento de valorização não se restringe ao Brasil. Segundo ele, a alta dos fertilizantes em relação ao início de 2025 também é observada, em maior ou menor grau, em outros mercados, o que indica um fenômeno de caráter global.

“Entre os fatores que sustentam esse patamar mais elevado de preços estão elementos sazonais, como a preparação para as aplicações agrícolas em diversos países, e fatores geopolíticos difíceis de antecipar, como a escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã”, realça o analista.

Neste contexto, o Oriente Médio é uma região estratégica para os nitrogenados, e qualquer instabilidade tende a gerar volatilidade e reforçar um viés altista nas cotações.

Nos Estados Unidos, o início do ano marca a retomada das compras para a temporada de primavera, com aumento das importações entre fevereiro e abril, período tradicionalmente mais aquecido. Esse fortalecimento da demanda norte-americana costuma pressionar os preços tanto no mercado doméstico quanto nos países fornecedores.

A China também atravessa um período sensível no primeiro semestre. Conforme levantamento da StoneX, apesar de ser grande produtora, o impacto sazonal sobre as importações é mais limitado, com exceção do KCl, cujas compras tendem a crescer nos primeiros meses do ano. O principal efeito chinês ocorre pelo lado das exportações.

“Em momentos estratégicos, as autoridades costumam restringir as vendas externas para priorizar o abastecimento interno, o que reduz a oferta global e intensifica a disputa por cargas”, destaca Pernías. Para alguns fertilizantes, a expectativa é de que essas restrições se estendam ao menos até meados do segundo semestre de 2026.

Outro fator relevante é a demanda indiana. Caso a Índia anuncie uma nova rodada nas próximas semanas, essa demanda poderá coincidir com um período-chave para mercados como Estados Unidos, Canadá, China e Europa, reforçando o sentimento altista.

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Homem usa drone como ‘helicóptero’ no interior do Pará; veja vídeo

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Foto: redes sociais

O piloto de drone agrícola Hudson Vinícius viralizou nas redes sociais após aparecer utilizando um drone de grande porte como meio de transporte no interior do Pará.

O equipamento não está habilitado para o transporte de pessoas, e seu uso para essa finalidade impõe sérios riscos de segurança. O drone utilizado no vídeo foi desenvolvido para pulverização de lavouras e dispersão de insumos.

Segundo Hudson, o registro é real e foi publicado para rebater comentários que apontavam o uso de inteligência artificial ou montagem no vídeo.

A cena gerou ampla repercussão nas redes sociais, com discussões sobre limites de segurança no uso de drones no agronegócio.

O Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag) informou que apresentou denúncia formal à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em relação às infrações e aos prováveis riscos registrados no vídeo.

“A entidade repudia de maneira veemente a atitude registrada no vídeo, que não apenas evidencia riscos à segurança das pessoas e ao meio ambiente, como confronta diretamente os princípios de responsabilidade, profissionalismo e compromisso com a segurança que norteiam o setor aeroagrícola brasileiro”, informa nota do Sindag.

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Custo elevado de produção pressiona algodão e área recua 8% em Mato Grosso

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Os custos elevados de produção seguem pressionando a rentabilidade das lavouras de algodão em Mato Grosso. Motivo que impulsiona uma redução de 8,06% na área no atual ciclo em relação à safra 2024/25. Diante disso, as perspectivas apontam um decréscimo de 15,16% na produção de pluma.

As projeções constam em relatório divulgado na segunda-feira (2) pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Segundo o levantamento, a previsão é semear 1,42 milhões de hectares nesta safra 2025/26 com a fibra. Como destacado pelo Canal Rural Mato Grosso recentemente, até o dia 30 de janeiro 67,75% da extensão projetada já havia recebido as sementes.

A queda na área é observada “em todas as regiões”, pontua o Instituto. A mais acentuada é na região Nordeste de 84,3 mil hectares para 60,6 mil, retração de 28,04%. Já na região Norte 15,55%, devendo a área ficar em 21,4 mil hectares. Na região Centro-Sul do estado a previsão é de 10,81%.

Produção de algodão recua em mais de 15%

Em relação à produtividade, conforme o Imea, foi mantida a metodologia de média ponderada das safras anteriores, ficando em 290,88 arrobas por hectare, 7,69% inferior ao observado na safra 2024/25.

Com isso, considerando a menor projeção de área de cultivo, a produção de algodão em caroço foi estimada em 6,21 milhões de toneladas, queda de 15,13% no comparativo com a safra passada, quando 7,32 milhões de toneladas foram colhidas.

Já a produção de pluma ficou prevista na nova revisão em 2,56 milhões de toneladas, volume 15,16% abaixo das 3,01 milhões de toneladas colhidas no ciclo 2024/25.


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