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7 de maio de 2026

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Banco do Brasil já liberou R$ 40 bilhões em financiamentos na safra 2025/26

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O Banco do Brasil (BB) já desembolsou cerca de R$ 40 bilhões em financiamentos para o agronegócio na safra 2025/26, que começou em 1º de julho e se estende até 30 de junho de 2026.

O montante inclui operações de crédito rural, títulos agrícolas, como Cédulas de Produto Rural (CPRs), crédito agroindustrial e recursos para giro, os chamados de negócios da cadeia de valor do agro, efetivadas de julho à metade de setembro.

Os dados foram apresentados pelo vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do BB, Gilson Bittencourt, no evento “Perspectivas para a Agropecuária na Safra 2025/26”, da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), ocorrido na quinta-feira (18), em Brasília.

“O processo está evoluindo bem. Temos expectativa de que os recursos do Plano Safra vão chegar para a grande maioria e vamos conseguir contribuir para que a produção recorde da safra se concretize”, afirmou Bittencourt.

Em relação ao desempenho dos desembolsos, o executivo informou que as operações de custeio no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) estão em linha com as safras anteriores, mas com redução expressiva nas operações de investimentos.

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“O que era esperado em função da própria dificuldade de liquidez. É o momento em que os produtores estão fazendo um ajuste de caixa, especialmente com margens mais apertadas, mas sem comprometer a nova safra”, apontou.

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Já no financiamento a grandes produtores, há recuo tanto nas operações de investimento quanto de custeio, pontuou Bittencourt. “Parte disso vem sendo atendida com CPRs, fora do crédito rural contabilizada pelo Banco Central, mas está sendo financiada. E outra parte, efetivamente, com a Selic atual há maior precaução para produtores que operam com taxas livres”, avaliou.

Ele destacou, entretanto, que não é uma particularidade do Banco do Brasil, e sim uma situação enfrentada por todo o mercado.

Montante total oferecido

Ao todo, o BB vai oferecer R$ 230 bilhões em financiamentos para o agronegócio na safra atual. O valor é 2% superior ao desembolsado pelo banco na temporada anterior, 2024/25. Desse montante, R$ 106 bilhões serão destinados à agricultura empresarial (grandes produtores, cooperativas e agroindústrias) e R$ 54 bilhões vão para a agricultura familiar e médios produtores. Outros R$ 70 bilhões deverão ser distribuídos em negócios da cadeia de valor do agro.

Bittencourt comentou também sobre a perspectiva de colheita recorde de 353,8 milhões de toneladas na safra 2025/26, estimada pela Conab. “Além de olhar pela perspectiva da alimentação, mas também pelo lado da produção, a projeção apresentada neste momento é muito boa para o produtor e para o consumidor. Para o banco, também é boa pela ótica do recebimento dos nossos créditos”, afirmou, lembrando que a carteira de crédito rural do BB é de R$ 405 bilhões.

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O vice-presidente de Agronegócios do BB também minimizou o impacto da inadimplência no agronegócio, mencionando que a carteira adimplente ainda representa 96% da carteira do banco. “Efetivamente a inadimplência subiu, mas a inadimplência atinge menos de 5% do total da carteira. Os outros 95% dos produtores da nossa carteira continuam ativos com os produtores adimplentes contratando novas operações”, ponderou.

A inadimplência da carteira de agro do banco chegou a 3,49% ao fim de junho, dados mais recentes divulgados, ante 1,32% um ano antes. O indicador considera pagamentos em atraso há mais de 90 dias.

Ele lembrou ainda que está em regulamentação a Medida Provisória editada pelo governo federal, que autoriza a renegociação de dívidas rurais de produtores e cooperativas e libera R$ 12 bilhões em recursos do Tesouro em linha de crédito para as amortizações.

“Talvez saia a regulamentação até o início da próxima semana e, a partir daí, em mais alguns dias, poderemos operar as renegociações para atender a esses 4% a 5% de produtores que estão inadimplentes. E, com isso, fazer com que todo esse processo avance em termos de produção”, apontou Bittencourt.

Diante do aumento da inadimplência, embora atinja fatia pequena da carteira de crédito rural, o BB tem exigido mais garantias e uma análise de crédito mais intensa na concessão dos financiamentos, segundo Bittencourt.

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“O que é normal frente a esse aumento da inadimplência que vimos. Mas, em várias situações em que a situação está normal, não teve nenhuma mudança em relação à postura que vinha sendo adotada. Onde tem mais risco, exige uma ação mais efetiva para minimizar possíveis perdas”, relatou o vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do BB.

Bittencourt assumiu a liderança da carteira de agronegócios do Banco do Brasil há pouco mais de um mês, em 14 de agosto. A sua escolha ocorreu em meio ao fato de que o desempenho do BB vem sendo afetado pela carteira agro, que atende por um terço da carteira total do banco.

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Nova geração de cana-de-açúcar do CTC é aprovada pela CTNBio

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Foto: Governo do Estado de São Paulo

A nova geração de cana-de-açúcar geneticamente modificada desenvolvida pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), a VerdPRO2, foi aprovada pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio).

A tecnologia foi desenvolvida para enfrentar a broca-da-cana e o manejo de plantas daninhas. A broca, presente em quase todos os canaviais do país, provoca perdas estimadas em cerca de R$ 8 bilhões por ano, afetando produtividade, peso da cana e teor de açúcar.

Já o controle de plantas daninhas demanda mais de R$ 6 bilhões anuais em herbicidas e operações agrícolas. Nesse aspecto, a VerdPRO2 promete simplificar o manejo de invasoras, como grama-seda, capim colonião, capim colchão e braquiária.

Segundo o CTC, a variedade reduz riscos de fitotoxicidade, oferece maior estabilidade ao longo do ciclo da cultura e contará com mais de 14 produtos.

Chegada ao mercado

Após a conclusão dos trâmites legais, a previsão de chegada da nova geração ao mercado é na safra 2026/27. “A introdução da tecnologia será realizada em proximidade com os clientes, com o intuito de demonstrar seus benefícios e valor no canavial”, informa o CTC.

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De acordo com o Centro, essa etapa combina a experimentação com acompanhamento técnico próximo, capturando as necessidades de manejo dos clientes e gerando dados em condições reais de cultivo sobre os benefícios da tecnologia.

A primeira geração da variedade foi lançada pela companhia em 2017 e a atual é considerada fundamental para impulsionar a estratégia do CTC em desenvolver soluções capazes de dobrar a produtividade da cana-de-açúcar até 2040.

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Safra de morango avança no Rio Grande do Sul com boa sanidade, diz Emater

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Foto: Freepik

A cultura do morango apresenta bom desenvolvimento no Rio Grande do Sul, com produção em andamento nas principais regiões produtoras. Segundo o Informativo Conjuntural da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul (Emater/RS-Ascar), divulgado nesta quinta-feira (7), a predominância de dias ensolarados favoreceu a sanidade das lavouras.

A baixa temperatura e a geada observada no dia 28 de abril não causaram prejuízos à emissão de flores, ao pegamento nem ao amadurecimento dos frutos.

Na região administrativa de Caxias do Sul, a colheita ainda ocorre em pequeno volume e se concentra em lavouras de um ano. Também começaram a ser retirados os primeiros frutos de plantas inseridas em fevereiro e março, oriundas da Espanha. De acordo com a Emater/RS-Ascar, a menor oferta nesta época está relacionada à genética das plantas e ao período de renovação nos ambientes de cultivo.

Em Pelotas, os produtores estão na fase de implantação das primeiras mudas recebidas, que apresentam desenvolvimento considerado adequado. Além disso, seguem os trabalhos de limpeza de mudas de anos anteriores, reformas de estufas e preparação de novas estruturas. Em Santa Maria, o preparo de canteiros avança tanto para cultivo a campo quanto em bancada, com uso de mudas adquiridas no comércio local e também importadas do Chile.

Na região de Santa Rosa, a cultura está em fase de transplantio de mudas novas, em sua maioria importadas da Patagônia argentina e da Espanha. As plantas remanescentes da safra anterior têm baixa produtividade. Já em Soledade, chuvas e alta nebulosidade prejudicaram o crescimento de mudas recém-transplantadas e de plantas de segunda safra em fase vegetativa e reprodutiva.

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O quadro indica que o desempenho da cultura varia conforme as condições regionais de luminosidade e umidade. Onde o tempo firme predominou, houve melhor sanidade e evolução do pomar. Nas áreas com excesso de nebulosidade e chuva, o desenvolvimento ficou mais lento, o que pode influenciar o ritmo de formação das novas áreas.

A tendência de curto prazo, conforme o boletim técnico da Emater/RS-Ascar, é de continuidade da implantação e renovação das lavouras nas principais regiões produtoras. Não há, no informativo, dados de área total cultivada ou de volume estadual de produção para o morango nesta atualização.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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Setor de biodiesel diz estar pronto para ampliar mistura e gerar mais empregos

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Imagem gerada por inteligência artificial

Diante da crise internacional envolvendo combustíveis fósseis e da pressão sobre os preços da energia, o setor de biocombustíveis vê uma oportunidade para ampliar a participação do biodiesel e do etanol na matriz energética brasileira. A avaliação é de Donizete Tokarski, diretor-superintendente da União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio), em entrevista ao programa Rural Notícias.

Segundo Tokarski, o setor brasileiro está preparado para atender ao aumento gradual da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel fóssil. Atualmente, o percentual é de 15%, com previsão de avanço para 16% e meta de chegar a 20% até 2030.

“O setor está mais do que preparado. Hoje temos capacidade para produzir mais de 16 bilhões de litros de biodiesel por ano”, afirmou.

Durante a entrevista, Tokarski relacionou o cenário geopolítico internacional à importância dos combustíveis renováveis. “O biodiesel vem da terra e não da guerra”, disse, ao comentar os impactos dos conflitos internacionais sobre o petróleo e os combustíveis fósseis.

O dirigente ressaltou, no entanto, que o avanço dos biocombustíveis não deve ser tratado apenas como uma resposta momentânea à crise global, mas como uma política permanente para o país.

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Industrialização da soja

Tokarski também defendeu maior industrialização da soja dentro do Brasil. Segundo ele, o país exporta atualmente mais de 100 milhões de toneladas de soja em grão, enquanto poderia ampliar o processamento interno para gerar mais farelo, biodiesel e proteína animal.

“Nós temos que esmagar mais soja aqui no Brasil, aumentar a produção de farelo e, consequentemente, ampliar a produção de carne, que é um produto de maior valor agregado”, afirmou.

De acordo com o diretor da Ubrabio, atualmente existem cerca de 60 indústrias de biodiesel com capacidade ociosa no país, ao mesmo tempo em que o Brasil segue importando diesel fóssil.

“O importante é não importar combustível. Nós produzimos esse combustível aqui, gerando emprego, renda e desenvolvimento no interior do país”, destacou.

Impacto econômico e ambiental

Além do potencial econômico, Tokarski destacou os benefícios ambientais dos biocombustíveis. Segundo ele, o biodiesel contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa e melhora a qualidade do ar.

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Durante a entrevista, ele também citou um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) que projeta impacto de R$ 403 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro até 2030 com o avanço dos biocombustíveis previsto na Lei do Combustível do Futuro.

A legislação estabelece metas de ampliação da participação do biodiesel, etanol, diesel verde e bioquerosene na matriz energética nacional.

“O mundo exige mais alimentos e mais energia. O Brasil está pronto para fornecer energia de baixa emissão de carbono e melhorar a qualidade de vida das pessoas”, concluiu Tokarski.

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