Connect with us
17 de junho de 2026

Business

Área de 165 hectares ocupada por plantas ilegais vira assentamento

Published

on

O Diário Oficial da União publicou nesta terça-feira (16) a portaria que cria o assentamento Márcio Matos, localizado no município de Cafarnaum, na região Centro-Norte da Bahia, a 440 km de Salvador. A área de reforma agrária ocupa 164,6 hectares e terá 15 lotes disponíveis para famílias de trabalhadores rurais.

O imóvel rural, chamado Nova Aquino, foi destinado ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) por decreto de expropriação após a constatação de cultivos ilegais de plantas psicotrópicas no local.

Márcio Matos é o primeiro assentamento do Incra em Cafarnaum e o quinto criado na Bahia em 2025, somando 3,3 mil hectares de terras e capacidade para atender 177 famílias.

O superintendente regional do Incra na Bahia, Carlos Borges, destacou que a criação do projeto garantirá acesso à terra a novas famílias, fortalecendo o desenvolvimento rural. “Um novo assentamento significa geração de renda, segurança alimentar e fortalecimento da reforma agrária”, afirmou.

Seleção de famílias

A Divisão de Obtenção de Terras do Incra informou que o edital de seleção das famílias será publicado ainda neste ano. Os interessados poderão se candidatar gratuitamente, sendo exigida inscrição atualizada no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) e atendimento às diretrizes do Programa Nacional de Reforma Agrária (PNRA).

De acordo com laudo agronômico, o assentamento Márcio Matos possui potencial agropecuário e é adequado para cultivos de palma, mamona, milho e feijão. A área também é favorável à criação de caprinos e ovinos.

Além de Márcio Matos, foram criados na Bahia neste ano os assentamentos Anita Garibaldi, em Teixeira de Freitas; Eldorado dos Carajás e Edite Xavier, em Alcobaça; e Capitão Lamarca, em Muquém do São Francisco. Todos já possuem editais de seleção em andamento.

Continue Reading

Business

Preços do arroz voltam a cair no RS com oferta elevada e demanda enfraquecida

Published

on


Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Os preços do arroz em casca registraram nova queda no Rio Grande do Sul, interrompendo o movimento de recuperação observado no início de junho. A avaliação é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), que aponta o aumento da oferta disponível e as dificuldades na comercialização do arroz beneficiado como os principais fatores de pressão sobre o mercado.

Segundo os pesquisadores, a ampla disponibilidade do cereal tem mantido os compradores cautelosos, em um momento em que as indústrias enfrentam dificuldades para escoar o produto beneficiado. Esse cenário reduz o interesse por novas aquisições de matéria-prima e contribui para o recuo das cotações.

Demanda externa não sustenta preços

De acordo com o Cepea, a demanda internacional segue ativa e continua oferecendo alternativas de comercialização para parte dos produtores. No entanto, o efeito das exportações sobre os preços internos tem sido limitado diante da oferta elevada disponível no mercado doméstico.

Além disso, os mecanismos de apoio à comercialização promovidos pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) perderam força como fator de sustentação das cotações.

Indústrias mantêm postura cautelosa

Outro fator que pesa sobre o mercado é a dificuldade na venda do arroz beneficiado. Com menor fluidez nos negócios, as indústrias têm reduzido o ritmo das compras de arroz em casca, ampliando a pressão sobre os preços pagos ao produtor.

Na avaliação do Cepea, a combinação entre oferta abundante, demanda industrial enfraquecida e menor impacto dos mecanismos de sustentação do mercado mantém o cenário desafiador para as cotações do cereal no estado.

O post Preços do arroz voltam a cair no RS com oferta elevada e demanda enfraquecida apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Chuvas interrompem colheita e impulsionam preços do café arábica

Published

on


Foto: Marcelo Camargo/ABr

Depois de iniciar junho em forte queda, os preços do café arábica voltaram a subir na segunda semana do mês, impulsionados pelas chuvas registradas nas principais regiões produtoras do país. A avaliação é de pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo o Cepea, o avanço da colheita da safra 2026/27 pressionou as cotações do arábica no início do mês. No entanto, a partir do dia 10 de junho, o mercado passou a reagir diante das precipitações que atingiram áreas produtoras, afetando o ritmo dos trabalhos no campo e reduzindo pontualmente a oferta da variedade.

Além de dificultar a colheita, as chuvas nesta fase do ciclo também acendem um alerta para a qualidade dos grãos. De acordo com os pesquisadores, agentes do setor têm relatado problemas relacionados à qualidade e ao tamanho dos grãos colhidos, com desempenho inferior ao observado na temporada passada.

O cenário ocorre mesmo diante de estimativas oficiais que apontam para uma safra recorde de café no Brasil.

Robusta segue mais firme

No mercado do café robusta, os preços seguem mais sustentados em comparação ao arábica. Conforme o Cepea, a firmeza das cotações está relacionada às projeções de uma safra menor que a registrada na temporada anterior.

Com expectativa de oferta mais restrita, a variedade tem encontrado suporte adicional no mercado, mantendo os preços em patamares mais elevados.

O post Chuvas interrompem colheita e impulsionam preços do café arábica apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

No G7, Brasil cobra da União Europeia revisão de restrições às exportações de carne

Published

on


Imagem gerada por IA para o Canal Rural

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu nesta terça-feira (16) com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e com o presidente do Conselho Europeu, António Costa, para pedir a revisão das restrições a produtos brasileiros, incluindo carne e materiais siderúrgicos.

O encontro ocorreu em Évian, na França, onde o presidente do Brasil participa como convidado da Cúpula do G7, grupo formado por Estados Unidos, Japão, Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Canadá e União Europeia.

Segundo Lula, em postagem nas redes sociais, o Itamaraty vai trabalhar em conjunto com funcionários da Comissão Europeia “para identificar as dificuldades” em relação aos produtos.

“Nos comprometemos a buscar soluções que contemplem as preocupações europeias, seja de ordem sanitária, fitossanitária e de proteção da sua indústria de aço, bem como os legítimos interesses exportadores do Brasil, em consonância com o acordo Mercosul-União Europeia”, escreveu o presidente.

Veto a partir de setembro

A União Europeia decidiu proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil no último dia 6. O veto entraria em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

A decisão foi anunciada em maio, depois da entrada em vigor do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia.

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias do bloco, especialmente a de não utilizar, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

O post No G7, Brasil cobra da União Europeia revisão de restrições às exportações de carne apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT