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Área de 165 hectares ocupada por plantas ilegais vira assentamento

O Diário Oficial da União publicou nesta terça-feira (16) a portaria que cria o assentamento Márcio Matos, localizado no município de Cafarnaum, na região Centro-Norte da Bahia, a 440 km de Salvador. A área de reforma agrária ocupa 164,6 hectares e terá 15 lotes disponíveis para famílias de trabalhadores rurais.
O imóvel rural, chamado Nova Aquino, foi destinado ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) por decreto de expropriação após a constatação de cultivos ilegais de plantas psicotrópicas no local.
Márcio Matos é o primeiro assentamento do Incra em Cafarnaum e o quinto criado na Bahia em 2025, somando 3,3 mil hectares de terras e capacidade para atender 177 famílias.
O superintendente regional do Incra na Bahia, Carlos Borges, destacou que a criação do projeto garantirá acesso à terra a novas famílias, fortalecendo o desenvolvimento rural. “Um novo assentamento significa geração de renda, segurança alimentar e fortalecimento da reforma agrária”, afirmou.
Seleção de famílias
A Divisão de Obtenção de Terras do Incra informou que o edital de seleção das famílias será publicado ainda neste ano. Os interessados poderão se candidatar gratuitamente, sendo exigida inscrição atualizada no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) e atendimento às diretrizes do Programa Nacional de Reforma Agrária (PNRA).
De acordo com laudo agronômico, o assentamento Márcio Matos possui potencial agropecuário e é adequado para cultivos de palma, mamona, milho e feijão. A área também é favorável à criação de caprinos e ovinos.
Além de Márcio Matos, foram criados na Bahia neste ano os assentamentos Anita Garibaldi, em Teixeira de Freitas; Eldorado dos Carajás e Edite Xavier, em Alcobaça; e Capitão Lamarca, em Muquém do São Francisco. Todos já possuem editais de seleção em andamento.
Business
CNA e entidades discutem desafios para a produção de arroz

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se reuniu, no fim da última semana, em sua sede na capital federal, com representantes da cadeia produtiva do arroz para discutir o cenário atual da atividade e definir prioridades para o setor. O encontro abordou temas como custos de produção, preços, importação, consumo doméstico e instrumentos de política agrícola.
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Participaram da reunião a coordenadora de Produção Agrícola da CNA, Ana Lenat, o assessor técnico Tiago Pereira, o presidente da Câmara Setorial do Arroz do Ministério da Agricultura e Pecuária, Henrique Dornelles, e representantes de entidades da orizicultura.
Henrique Dornelles relatou que o mercado do arroz enfrenta baixa remuneração ao produtor, com a saca de 50 quilos comercializada a R$ 53, valor abaixo do preço mínimo definido pela Companhia Nacional de Abastecimento, de R$ 63.
Segundo ele, os preços pagos ao produtor também estão abaixo do custo de produção, estimado em mais de R$ 90 por saca. Além disso, o produto nacional enfrenta concorrência do arroz importado no mercado interno, o que pressiona ainda mais as cotações.
Fernando Rechsteiner, diretor vice-presidente da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul, destacou a redução da área cultivada no Estado, principal produtor do país, diante das atuais condições de mercado e produção.
Roberto Fagundes, vice-presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul, afirmou que a classificação do grão é um ponto central da cadeia produtiva. Segundo ele, o modelo atual impacta o produtor por meio de descontos e não garante que as informações sobre qualidade sejam repassadas de forma clara ao consumidor nas embalagens.
O assessor técnico da CNA, Tiago Pereira, informou que a Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas acompanha os temas apresentados e avaliará a inclusão das demandas como prioridades na agenda de trabalho.
Ana Lenat destacou que a entidade atuará junto ao Poder Executivo nas discussões relacionadas à qualidade do produto e à promoção do arroz brasileiro.
As entidades definiram o aprofundamento de estudos técnicos sobre custos de produção, instrumentos de política agrícola, critérios de classificação e competitividade internacional, com o objetivo de estruturar propostas voltadas ao fortalecimento da orizicultura.
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‘Fruta do amor’ ganha espaço na agricultura de São Paulo

Conhecida como “fruta do amor”, a lichia tem ampliado seu espaço no mercado na região de Avaré, deixando de ser uma fruta restrita às festas de fim de ano. Novos métodos de conservação, processamento e o cultivo de variedades tardias permitem aos produtores estender o período de comercialização. A estratégia também reduz perdas e diversifica as fontes de receita ao longo do ano.
Tradicionalmente associada ao consumo entre novembro e janeiro, a fruta passa por mudanças na dinâmica produtiva. Técnicas de congelamento e liofilização ganham relevância, sobretudo para aproveitar frutos fora do padrão exigido pelo mercado externo. A adoção dessas práticas ocorre em paralelo ao investimento em diversificação varietal.
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No município de Itaí (SP), propriedades de agricultura familiar concentram parte desse movimento. Com apoio técnico da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), produtores ampliaram áreas cultivadas e introduziram novas variedades. Além da bengal, comum nos mercados do Sudeste, outras opções vêm sendo exploradas, como gigante, coração, crocante, fogo, ouro, tutti-frutti e laranja.
A diversificação impacta características comerciais do produto. Enquanto a Bengal apresenta peso médio em torno de 20 gramas, a variedade gigante pode alcançar 40 gramas por fruto. Já a variedade coração se diferencia pela facilidade de abertura da casca, atributo valorizado pelo consumidor.
A expansão para o mercado internacional trouxe ajustes operacionais. A exigência por padronização estética elevou o descarte de frutas com pequenas imperfeições visuais. Para contornar o problema, produtores intensificaram o processamento da polpa, destinada ao congelamento em ultra-congeladores. Parte da produção também é liofilizada, originando produtos com maior prazo de validade.
Além do consumo in natura, a fruta passa a integrar novos segmentos. A polpa processada abastece indústrias de alimentos, enquanto derivados ampliam o portfólio comercial. Entre os produtos desenvolvidos estão snacks, geleias e bebidas destiladas.
O avanço produtivo ocorre dentro do contexto da Cadeia Produtiva Local (CPL) da lichia, que reúne municípios do sudoeste paulista. Em 2025, o projeto recebeu recursos estaduais voltados ao fortalecimento de pequenos produtores. Segundo técnicos da CATI, a região apresenta condições favoráveis à fruticultura e calendário de colheita distinto de outros polos globais.
De acordo com a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, a produção fora da janela tradicional de mercados internacionais cria oportunidades comerciais. A oferta em períodos de menor disponibilidade global contribui para ampliar a competitividade.
Origem do título “fruta do amor”
A lichia possui forte simbolismo histórico na China. Registros remetem à Dinastia Tang, no século VIII, quando o fruto era associado a gestos de prestígio e devoção. A tradição cultural ajudou a consolidar a imagem da fruta como símbolo de sorte e prosperidade.
Atualmente, o consumo no Brasil mantém perfil sazonal, mas o avanço tecnológico altera gradualmente essa característica. O uso de técnicas de conservação e processamento amplia a presença do produto ao longo do ano e abre novas possibilidades de mercado.
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Agro Mato Grosso
Chuvas provocam 3 acidentes envolvendo veículos de carga no mesmo dia em MT

Os casos ocorreram nas rodovias MT-100, MT-235 e E-60, em diferentes regiões do estado. Os tombamentos deixaram animais mortos, motorista ferido e pistas tomadas por lama e carga espalhada.
Três acidentes envolvendo caminhões e carretas foram registrados nesta quinta-feira (12) em ruma rodovia e outras duas estradas de Mato Grosso, após trechos ficarem escorregadios e em más condições por causa da chuva. Os casos ocorreram nas rodovias MT-100, MT-235 e E-60, em diferentes regiões do estado.
Os tombamentos deixaram animais mortos, motorista ferido e pistas tomadas por lama e carga espalhada. Confira os casos abaixo:
🐂 MT-100
O caminhão que transbordava gado acabou tombando devido as condições da estrada, deixando três animais mortos e cinco feridos. O veículo transbordava cerca de 55 animais, e a queda ocasionou um prejuízo de cerca de R$150 mil reais.
O representante da empresa que realizava o transporte afirmou que a estrada está em um estado crítico de conservação.
“É uma estrada muito crítica, né? Como choveu e existe uma má conservação da estrada, facilita o tombamento. No local tinha muito barro, estava muito lisa. A carreta foi tombando para o lado, chegou em um barranco e tombou”, afirmou o representante da empresa.
Em nota, a prefeitura de Araguaiana afirmou que enviou equipes para auxiliar no resgate e que obras já estavam sendo realizadas no trecho.
“Informamos que assim que tomamos conhecimento do ocorrido, na tarde de ontem (12), enviamos imediatamente uma equipe ao local para averiguar a situação e prestar todo o apoio necessário. Ressaltamos que, desde o início da semana, a Secretaria de Obras já vinha realizando trabalhos de apoio e manutenção das estradas, com o objetivo de facilitar a retirada do gado do município e garantir melhores condições de trafegabilidade”, afirmou.
🛣️ MT- 235
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Com o tombamento, resíduos de soja se espalharam pelo acostamento. O material se misturou à água acumulada na pista, formando lama e dificultando o resgate. — Foto: Reprodução
A pista da MT-235, ficou completamente cheia de lama após um caminhão de soja tombar próximo ao Rio Sucuruína, em Campo Novo do Parecis, a 402 km de Cuiabá, nesta quinta-feira (12). Com o tombamento, resíduos de soja se espalharam pelo acostamento. O material se misturou à água acumulada na pista, formando lama e dificultando o resgate do motorista, que ficou com a perna presa na cabine.
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso foi acionado por volta das 13h para atender à ocorrência. No local, os militares encontraram o motorista consciente e orientado, mas preso às ferragens.
O motorista apresentava um corte na cabeça e recebeu curativo para conter o sangramento. Com apoio de terceiros e o uso de um caminhão, os bombeiros elevaram a cabine e conseguiram liberar a perna da vítima.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) já estava no local e assumiu o atendimento médico. Após ser estabilizado, o motorista foi levado para uma unidade de saúde.
🛣️Rodovia E-60
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A rodovía E60 que dá acesso à comunidade indígena da reserva do Xingu ficou alagada em MT
Uma carreta tombou na rodovia E60, que dá acesso à zona rural e a uma comunidade indígena da reserva do Xingu, entre os municípios de Peixoto de Azevedo e Matupá, no norte de Mato Grosso. O acidente ocorreu nesta quinta-feira (12), após a estrada ficar alagada.
A prefeitura de Matupá, à 696 km de Cuiabá, responsável pela manutenção do trecho, decretou situação de emergência no município devido às fortes chuvas que comprometeram as estradas rurais e escolas da região.
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