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Empaer destaca integração e reestruturação tecnológica da empresa no evento com a participação de 11 países

Foram firmados um total de 103 termos de cooperação com municípios mato-grossenses
Diretor-presidente da Empresa de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Suelme Fernandes destacou a importância da integração entre as secretarias do Governo do Estado, a modernização tecnológica e o desenvolvimento de gestão e acompanhamento do serviço de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), durante participação de abertura da 2ª Edição GreenFarm 2025, no Parque Novo Mato Grosso, nesta quarta (17.9). A feira, segue até sábado (20), e tem a finalidade de reforçar o protagonismo de Mato Grosso no cenário global do agronegócio, com a expectativa de R$ 200 milhões em negócios e a participação de 11 delegações internacionais.
“É a integração entre as secretarias, trabalhando de forma articulada. Trabalhamos juntos porque o Estado é um só. Estamos fazendo cooperação com os municípios, dialogando na medida do possível as questões do governo federal, sem precisar disputar. A gente tem que celebrar as cooperações, tirar o debate político partidário da Empaer, para que ela seja uma empresa de entrega. A Empaer tem muito a oferecer em nível de tecnologia”, frisou.
Segundo dados da Empaer, foram firmados um total de 103 termos de cooperação com municípios mato-grossenses, sendo que 43 já foram publicados no Diário Oficial do Estado. Os demais estão sendo analisados pelos técnicos da empresa. A expectativa é firmar parcerias com as 142 prefeituras do Estado.
Num primeiro momento, a Empaer passou por ajustes para adequação ao termo de integração com a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), a qual é vinculada. Em seguida, com a instituição do Índice Municipal da Agricultura Familiar (IAF), as prefeituras passaram a procurar a empresa pública para firmar termos de parceria, em regime de cooperação mútua na base, de acordo com o interesse da administração municipal.
Conforme Suelme, a empresa passou por uma enorme modernização. “Nós temos muitos pacotes tecnológicos que vão ser oferecidos aqui no debate da feira. As soluções encontradas para o café, tipo Mato Grosso, coloca Mato Grosso em quinto lugar na produção nacional, e tem um grande potencial para surpreender nos próximos anos. O Noroeste do Estado está completamente vocacionado para o café, e nós estamos entrando mais forte na pesquisa sobre o cacau, para podermos ter essas duas comodities também no cenário das grandes exportações brasileiras”.

Suelme destacou a necessidade de ajudar o produtor de pequena escala a crescer no mercado. “O pequeno produtor não está sendo visto só na ideia de agricultura familiar, a gente quer agricultures de pequenas propriedades, sem ideologias. E, para fechar, o governo Mauro Mendes deixou disponível para este ano R$ 109 milhões para financiar projetos da pequena agricultura familiar, hoje a gente tem crédito disponível na bancada da Empaer. O agricultor que quer vencer na vida, pode financiar 50 mil de com garantia do Estado,tem até 150 mil para a pequena agroindústria”.
O diretor-presidente aproveitou para convidar o público a frequentar a Feira da Agricultura Familiar na GreenFarm. “Temos tanta tecnologia que o queijo tipo Mato Grosso foi pra França e nós já ganhamos mais de 35 medalhas de qualidade num concurso mundial de queijo, que é uma parceria nossa, da Sedec, do Indea, enfim, convido todos vocês a visitar nossa feira da agricultura familiar, vocês vão ver o melhor mel do Brasil nessa bancada, uma das melhores produções de queijo do mundo. Nessas bancas há a melhor castanha do Pará exportada do Brasil que é produzida ano Vale do Juruena, fora cachaça e embutidos”, concluiu.
Com entrada gratuita, a GreenFarm 2025 acontece vai até 20 de setembro, em Cuiabá. O público pode visitar a feira das 8h às 21h nos dias 17, 18 e 19, e das 8h às 17h no sábado (20). A programação completa está disponível no site greenfarmbrasil.com.br.
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Cecafé destaca rastreabilidade para atender exigências do mercado externo

O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) afirmou nesta terça-feira (4), em São Paulo (SP), que a cafeicultura brasileira vem ampliando mecanismos de rastreabilidade e monitoramento socioambiental para atender às exigências dos mercados internacionais. O tema foi apresentado no I Encontro Brasileiro de Direitos Humanos e Empresas (DH&E Brasil 2026), realizado na Cinemateca Brasileira.
Segundo o Cecafé, a agenda de empresas e direitos humanos ganhou peso estratégico diante da pressão regulatória e da reconfiguração das cadeias produtivas globais. No evento, o diretor-geral da entidade, Marcos Matos, afirmou que o setor tem reforçado instrumentos de controle para responder a exigências como as do Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR).
Matos destacou que, em 2023, o Cecafé lançou a Plataforma de Monitoramento Socioambiental Cafés do Brasil. A ferramenta reúne exportadores e utiliza bases oficiais do governo para verificar aspectos como cumprimento do Código Florestal, regularidade fundiária, ausência de desmatamento e respeito às normas trabalhistas e de direitos humanos. De acordo com a entidade, o sistema permite rastrear o café até o polígono de produção da propriedade e gerar documentação auditável para comprovar a conformidade socioambiental dos embarques.
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O diretor-geral também afirmou que o trabalho preventivo da entidade inclui capacitação, prevenção e diálogo com produtores e trabalhadores. Entre as iniciativas citadas estão o Programa Trabalho Sustentável (PTS), desenvolvido em parceria com autoridades fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), e a Mesa Nacional de Diálogo pelo Trabalho Decente na Cafeicultura. Segundo o Cecafé, o PTS capacitou mais de 600 multiplicadores técnicos em boas práticas trabalhistas em 2026.
Na apresentação, Matos informou ainda que aproximadamente 99% das inspeções realizadas na cafeicultura encontram condições de conformidade com padrões de proteção dos direitos humanos. Para os compradores internacionais, a orientação apresentada foi priorizar informações já disponíveis em bases oficiais brasileiras e evitar exigências duplicadas aos exportadores.
O Cecafé defendeu que o cruzamento de notas fiscais com dados georreferenciados do Cadastro Ambiental Rural (CAR), além de informações sobre embargos ambientais, áreas protegidas e inspeções trabalhistas, permite identificar a origem do café, o produtor responsável e consolidar evidências para processos de devida diligência na exportação.
Fonte: cecafe.com.br
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