Connect with us
5 de maio de 2026

Business

Empaer destaca integração e reestruturação tecnológica da empresa no evento com a participação de 11 países

Published

on

Foram firmados um total de 103 termos de cooperação com municípios mato-grossenses

Diretor-presidente da Empresa de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Suelme Fernandes destacou a importância da integração entre as secretarias do Governo do Estado, a modernização tecnológica e o desenvolvimento de gestão e acompanhamento do serviço de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), durante participação de abertura da 2ª Edição GreenFarm 2025, no Parque Novo Mato Grosso, nesta quarta (17.9). A feira, segue até sábado (20), e tem a finalidade de reforçar o protagonismo de Mato Grosso no cenário global do agronegócio, com a expectativa de R$ 200 milhões em negócios e a participação de 11 delegações internacionais.

“É a integração entre as secretarias, trabalhando de forma articulada. Trabalhamos juntos porque o Estado é um só. Estamos fazendo cooperação com os municípios, dialogando na medida do possível as questões do governo federal, sem precisar disputar. A gente tem que celebrar as cooperações, tirar o debate político partidário da Empaer, para que ela seja uma empresa de entrega. A Empaer tem muito a oferecer em nível de tecnologia”, frisou.

Segundo dados da Empaer, foram firmados um total de 103 termos de cooperação com municípios mato-grossenses, sendo que 43 já foram publicados no Diário Oficial do Estado. Os demais estão sendo analisados pelos técnicos da empresa. A expectativa é firmar parcerias com as 142 prefeituras do Estado.

Num primeiro momento, a Empaer passou por ajustes para adequação ao termo de integração com a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), a qual é vinculada. Em seguida, com a instituição do Índice Municipal da Agricultura Familiar (IAF), as prefeituras passaram a procurar a empresa pública para firmar termos de parceria, em regime de cooperação mútua na base, de acordo com o interesse da administração municipal. O presidente reforçou que a Empaer desenvolveu um Sistema de Acompanhamento e Gerenciamento das Atividades da Empaer, o SAGAE. “O sistema é revolucionário em nível de Brasil, nós conseguimos observar o trabalho de campo em Vera, de Alto Araguaia, de Vila Bela da Santíssima Trindade, de Colniza, ou de qualquer município, por meio de um aplicativo. O extensionista faz cheking ao entrar na propriedade e checkout ao sair”, frisa. O Sagae faz o relatório no trabalho a ser desenvolvido, tem médias, dados quantitativos. “Permite que daqui, de forma remota, qualquer um acompanhar o tempo todo, o trabalho que vem sendo na ponta. Esse aplicativo é referência nacional para outras empresas”, frisou.

Conforme Suelme, a empresa passou por uma enorme modernização. “Nós temos muitos pacotes tecnológicos que vão ser oferecidos aqui no debate da feira. As soluções encontradas para o café, tipo Mato Grosso, coloca Mato Grosso em quinto lugar na produção nacional, e tem um grande potencial para surpreender nos próximos anos. O Noroeste do Estado está completamente vocacionado para o café, e nós estamos entrando mais forte na pesquisa sobre o cacau, para podermos ter essas duas comodities também no cenário das grandes exportações brasileiras”.

Advertisement

Suelme destacou a necessidade de ajudar o produtor de pequena escala a crescer no mercado. “O pequeno produtor não está sendo visto só na ideia de agricultura familiar, a gente quer agricultures de pequenas propriedades, sem ideologias. E, para fechar, o governo Mauro Mendes deixou disponível para este ano R$ 109 milhões para financiar projetos da pequena agricultura familiar, hoje a gente tem crédito disponível na bancada da Empaer. O agricultor que quer vencer na vida, pode financiar 50 mil de com garantia do Estado,tem até 150 mil para a pequena agroindústria”.

O diretor-presidente aproveitou para convidar o público a frequentar a Feira da Agricultura Familiar na GreenFarm. “Temos tanta tecnologia que o queijo tipo Mato Grosso foi pra França e nós já ganhamos mais de 35 medalhas de qualidade num concurso mundial de queijo, que é uma parceria nossa, da Sedec, do Indea, enfim, convido todos vocês a visitar nossa feira da agricultura familiar, vocês vão ver o melhor mel do Brasil nessa bancada, uma das melhores produções de queijo do mundo. Nessas bancas há a melhor castanha do Pará exportada do Brasil que é produzida ano Vale do Juruena, fora cachaça e embutidos”, concluiu.

Com entrada gratuita, a GreenFarm 2025 acontece vai até 20 de setembro, em Cuiabá. O público pode visitar a feira das 8h às 21h nos dias 17, 18 e 19, e das 8h às 17h no sábado (20). A programação completa está disponível no site greenfarmbrasil.com.br.

Continue Reading
Advertisement

Agro Mato Grosso

Lucas do Rio Verde estabelece modelo de produção agrícola com milho como pilar

Published

on

Da ciência no campo à industrialização, o município consolidou uma cadeia que gera energia, proteína e valor

Lucas do Rio Verde construiu, ao longo das últimas décadas, uma trajetória que vai além da produção agrícola. O município consolidou um modelo baseado em conhecimento, planejamento e capacidade de transformação, tendo o milho como um dos principais pilares desse processo.

As bases desse avanço foram lançadas no início dos anos 2000, quando a Fundação Rio Verde iniciou os primeiros experimentos voltados à safrinha, hoje consolidada como segunda safra. Naquele momento, ainda sem a estrutura atual, a pesquisa agrícola no município partia de uma convicção simples: era preciso produzir mais milho.

Entre os estudos conduzidos, uma mudança técnica se mostrou decisiva. A redução do espaçamento entre linhas de 90 para 45 centímetros, aliada ao aumento da população de plantas, elevou a produtividade em até 50% sem aumento de custo. Inicialmente vista com desconfiança, a prática foi validada em campo e rapidamente se consolidou. Hoje, esse modelo é utilizado em praticamente toda a produção de milho em Mato Grosso e no Cerrado brasileiro.

Com essa base técnica consolidada, o município avançou para um novo estágio: agregar valor à produção. O milho deixou de ser apenas grão e passou a ser transformado dentro do próprio território, conectando agricultura, indústria e proteína animal em uma cadeia integrada.

Os números mais recentes evidenciam essa força. Na safra 2025/2026, conforme dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), de (março de 2026), Lucas do Rio Verde cultivou 147.097 hectares de milho, com produtividade média de 7.250 kg por hectare, resultando em uma produção de 1.066.521 toneladas.

Advertisement

Esse desempenho está inserido em um contexto ainda maior: Mato Grosso é hoje o maior produtor de milho e de etanol de milho do Brasil , consolidando-se como o principal polo dessa cultura no país.

Embora parte da produção brasileira seja exportada, cerca de dois terços do milho permanecem no mercado interno, sustentando diferentes cadeias produtivas. Desse volume, aproximadamente 60% são destinados à produção de proteína animal, cerca de 22% à produção de etanol e os 18% restantes abastecem diversos segmentos industriais, segundo a Associação Brasileira de Milho e Sorgo (Abramilho).

Em Lucas do Rio Verde, essa lógica se materializa de forma integrada. A escala produtiva sustenta um setor industrial importante, com capacidade instalada para produzir mais de 600 milhões de litros de etanol de milho por ano, consolidando o município como referência em bioenergia. Paralelamente, a produção de DDGs fortalece a nutrição animal, ampliando a eficiência da pecuária e garantindo o aproveitamento integral do milho.

Essa integração se estende à agroindústria de proteína. O município conta com unidades de abate de suínos e aves, que utilizam o milho e seus derivados como base nutricional, fechando um ciclo produtivo completo, do campo à mesa.

Mais do que volumes expressivos, o que se consolida no município é um modelo de desenvolvimento. Um modelo que nasce na pesquisa, ganha escala no campo, se fortalece na indústria e retorna em forma de valor agregado para toda a economia local.

Advertisement

Para o prefeito Miguel Vaz, o milho representa muito mais do que uma cultura agrícola. “Lucas do Rio Verde mostra, na prática, que é possível produzir com eficiência, agregar valor e transformar isso em qualidade de vida para as pessoas. O milho é parte da nossa história e também do nosso futuro”, destacou.

Mais do que produzir, Lucas do Rio Verde mostra como transformar. E é essa transformação que sustenta seu desenvolvimento e projeta seu papel como referência.

Continue Reading

Business

Novo Desenrola Rural deve ampliar e facilitar renegociação de dívidas, diz ministra

Published

on


Foto: Agência Brasil

O Governo Federal anunciou, nesta segunda-feira (4), uma nova etapa do programa Desenrola Rural. Segundo a ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, a iniciativa chega com condições ampliadas para atender mais produtores.

“O Desenrola Rural é retomado em condições ainda mais facilitadas, com maior abrangência”, afirmou a ministra. Ela destacou ainda a inclusão de novos públicos: “No caso dos assentados da Reforma Agrária, incluímos a possibilidade de renegociação de dívidas do Procera”.

A medida será formalizada por decreto previsto para publicação ainda nesta semana e amplia o prazo de adesão até 20 de dezembro de 2026.

A nova fase do Desenrola Rural amplia as condições de renegociação de dívidas. O programa oferece descontos, prazos mais longos e novas possibilidades de liquidação dos débitos.

Os parcelamentos podem chegar a até dez anos, conforme o valor e o tipo da dívida.

Advertisement

Outro ponto é a retomada do crédito rural. Agricultores com contratos firmados até 31 de dezembro de 2015, com risco integral da União, poderão acessar novas operações pelo Pronaf, mesmo inadimplentes, desde que não estejam inscritos na Dívida Ativa da União.

Quem pode aderir ao programa?

Podem aderir ao programa agricultores familiares, assentados da reforma agrária, pescadores artesanais, povos e comunidades tradicionais e cooperativas da agricultura familiar.

É necessário ter dívidas em atraso há mais de um ano.

As formas de renegociação variam conforme o tipo de débito:

  • Dívidas na Dívida Ativa da União devem ser negociadas pelo site Regularize;
  • Débitos do Pronaf ou com bancos devem ser tratados diretamente com as instituições financeiras;
  • Créditos de instalação podem ser quitados junto ao Incra, com condições específicas.

Mais de R$ 23 bilhões já foram renegociados

Criado em 2025, o Desenrola Rural já beneficiou mais de 500 mil agricultores familiares. Segundo o governo, mais de R$ 23 bilhões em dívidas foram renegociados.

Para o secretário de Agricultura Familiar e Agroecologia, Vanderley Ziger, a nova etapa amplia o alcance da política. “Estamos ampliando as condições para que mais agricultores regularizem sua situação, voltem a acessar crédito e sigam produzindo”, afirmou.

Advertisement

O post Novo Desenrola Rural deve ampliar e facilitar renegociação de dívidas, diz ministra apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Novo método com uso de luz promete revolucionar análise de solos e reduzir custos no agro

Published

on


Foto: Ana Maria Vieira da Silva / Embrapa

Um novo método para análise de solos coesos, desenvolvido pela Universidade Federal do Ceará em parceria com a Embrapa Meio Ambiente, resultou em patente concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial. A tecnologia utiliza espectroscopia de reflectância, técnica baseada na interação da luz com o solo, combinada a ciclos de umedecimento e secagem, permitindo diagnósticos mais rápidos e com menor custo.

O método foi desenvolvido no âmbito de pesquisa liderada pela doutoranda Ana Maria Vieira da Silva, com orientação do professor Raul Shiso Toma e participação do pesquisador Luiz Eduardo Vicente.

A inovação está na forma de preparação das amostras. Diferentemente dos métodos tradicionais, que utilizam solo seco e peneirado, a nova abordagem simula condições naturais ao submeter o material a ciclos de umedecimento e secagem antes da análise espectral.

Esse procedimento permite gerar dados mais representativos sobre a composição físico-química do solo, especialmente em relação a componentes como argilas e substâncias amorfas, associados ao caráter coeso.

Além disso, o uso da luz como principal insumo dispensa parte das análises químicas convencionais, que costumam ser mais lentas, caras e geradoras de resíduos laboratoriais.

Advertisement

Aplicação pode avançar do laboratório para o campo

Inicialmente voltado à pesquisa científica, o método tem potencial para ser aplicado em condições de campo e em estufas, permitindo análises mais rápidas e acessíveis para experimentos agrícolas.

A tecnologia também pode contribuir para o desenvolvimento de soluções voltadas ao manejo de solos, como condicionadores, biochars e hidrogéis, que ajudam a reduzir a resistência do solo e melhorar seu desempenho produtivo.

Solos coesos limitam produtividade agrícola

O caráter coeso do solo é definido pelo Sistema Brasileiro de Classificação de Solos e está associado a camadas endurecidas abaixo da superfície. Essas condições dificultam o crescimento das raízes, reduzem a infiltração de água e limitam a circulação de oxigênio.

Esse tipo de solo é comum em diversas regiões do país, com maior concentração nos Tabuleiros Costeiros, faixa que vai do Amapá ao Rio de Janeiro e que possui relevância para a produção agrícola e logística.

Segundo pesquisadores envolvidos no estudo, a análise e o manejo adequado desses solos são fundamentais para melhorar a produtividade e garantir sistemas agrícolas mais sustentáveis.

Advertisement

O post Novo método com uso de luz promete revolucionar análise de solos e reduzir custos no agro apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT