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Plantio de soja avança lentamente e atinge 0,12%, aponta AgRural

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O plantio da safra de soja 2025/26 atingiu apenas 0,12% da área estimada, segundo dados mais recentes da AgRural. O relatório destaca que o ritmo é puxado principalmente pelo desempenho das lavouras do Paraná, mas estados como Mato Grosso e São Paulo também iniciaram o plantio, de forma gradual.

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Estimativas do plantio de soja

A consultoria estima o plantio de soja no Brasil em 48,6 milhões de hectares e a produção em 176,7 milhões de toneladas, de acordo com linhas de tendência de produtividade. Se alcançados, ambos os números seriam recordes, comparáveis com o número de 171,47 milhões de toneladas estimadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para o ciclo passado.

Milho

Por outro lado, a primeira safra de milho 2025/26 registra avanço mais expressivo, com 17% da área projetada semeada na região centro-sul do Brasil, principal produtora do cereal. Até o momento, os três estados do Sul lideram o progresso da semeadura.

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Colheita de soja no Brasil chega a 17,4% da área, aponta Conab

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Foto: Madson Maranhão/Governo do Tocantins

A colheita de soja no Brasil alcançou 17,4% da área, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgados nesta terça-feira (10). Na semana passada, os trabalhos somavam 11,2%, o que representa um aumento de aproximadamente 55,4% em relação à semana anterior. No mesmo período do ano passado, a colheita atingia 14,8%, indicando um avanço de cerca de 17,6% na comparação anual.

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Colheita de soja por região do Brasil

Por estado, o maior avanço é observado em Mato Grosso, onde a colheita já alcança 46,8% da área. Na sequência aparecem Paraná, com 14%, Tocantins e Minas Gerais, ambos com 13%, Mato Grosso do Sul, com 7%, Bahia, com 6%, Goiás, com 2,5%, São Paulo, com 2%, Piauí, com 2%, e Santa Catarina, com 1,5%.

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Soja inicia semana dividido entre alta em Chicago e pressão no Brasil; sojicultor de olho na colheita

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural

O mercado da soja iniciou a semana com movimentos distintos entre o cenário internacional e o doméstico. Em Chicago, o tom foi claramente positivo após declarações do ex-presidente Donald Trump envolvendo a China, que reacenderam expectativas de novos acordos comerciais. Segundo a plataforma Grão Direto, o mercado reagiu rapidamente, precificando a possibilidade de retomada das compras chinesas e sustentando uma forte valorização das cotações ao longo da semana.

A soja spot com vencimento em março de 2026 encerrou o período cotada a US$ 11,15 por bushel, acumulando alta expressiva de 4,79% na Bolsa de Chicago. O movimento refletiu o otimismo com a demanda externa, em especial da China, principal compradora global da oleaginosa.

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Cenário brasileiro

No Brasil, porém, o cenário seguiu ainda mais desafiador. Mesmo com o suporte externo, os preços internos permaneceram pressionados por uma combinação de dólar mais fraco, prêmios de exportação em queda e oferta elevada com o avanço saudável da colheita.

A moeda norte-americana encerrou o período em R$ 5,22, reduzindo o repasse das altas internacionais para os valores em reais e mantendo os negócios travados em diversas regiões produtoras. O resultado foi um mercado físico com mais baixas do que altas, apesar do desempenho positivo em Chicago.

O que esperar do mercado?

O principal fator de atenção da semana é a divulgação do relatório WASDE de fevereiro, do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O WASDE é o relatório mensal que reúne estimativas globais de oferta, demanda, estoques e comércio agrícola, sendo uma das principais referências para a formação de preços no mercado internacional.

O mercado adota um viés mais cauteloso diante das revisões anteriores, que elevaram os estoques finais norte-americanos e mantiveram a produção brasileira em níveis elevados, próximos de 178 milhões de toneladas.

Caso o USDA indique que a demanda global, mesmo com possíveis compras chinesas, não seja suficiente para absorver a oferta recorde, Chicago pode voltar a testar níveis mais baixos. Diante disso, o produtor deve acompanhar de perto a divulgação e a reação do mercado, avaliando oportunidades pontuais de comercialização.

Clima e impactos regionais

As condições climáticas seguem divergentes conforme a região. No Sul, as altas temperaturas e a falta de chuvas no Rio Grande do Sul e na Argentina já provocam perdas visíveis de produção, consideradas irreversíveis em algumas áreas. A quebra argentina pode oferecer algum suporte às cotações internacionais, mesmo com a entrada de uma safra robusta no Mato Grosso.

Por outro lado, o excesso de chuvas no Centro-Norte do Brasil tende a pressionar a logística, elevando custos e exigindo atenção redobrada ao momento de venda. Com a colheita mato-grossense entrando no pico, a oferta imediata segue elevada, reforçando uma pressão típica de período de safra.

Oportunidades

O foco do produtor deve permanecer na paridade de exportação, atualmente pressionada pelo dólar fraco e pelos prêmios reduzidos. Sem expectativa de grandes movimentos no câmbio no curto prazo, a tendência é de manutenção desse cenário ao longo da semana. Assim, o mercado pode enfrentar novas baixas, influenciadas tanto pelo avanço da colheita quanto, eventualmente, pelas sinalizações do relatório WASDE.

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Várzea Grande movimenta R$ 1,4 bilhão com mercado imobiliário em um ano

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Com 6.887 imóveis comercializados em 2025, o município de Várzea Grande contabilizou R$ 1,414 bilhão em movimentação financeira no setor imobiliário. Os números constam no estudo Indicadores do Mercado Imobiliário, produzido pelo Sindicato da Habitação de Mato Grosso (Secovi-MT), em parceria com a Secretaria Municipal de Fazenda e com apoio da Fecomércio-MT.

Ainda segundo o relatório, na comparação com os dados de 2024, foi registrada alta de 5,66% no número de unidades transacionadas e de 4,12% no faturamento.

Já o ticket médio apresentou queda de 1,64%, passando de R$ 208,7 mil em 2024 para R$ 205,3 mil em 2025.

O presidente do Secovi-MT e vice-presidente da Fecomércio-MT, Marco Pessoz, ressaltou que o movimento reflete o aumento na venda de imóveis de menor valor agregado, influenciado principalmente pela restrição de crédito e pela migração dos compradores para faixas de preço mais populares.

“O cenário é positivo em volume, mas exige cautela quanto à rentabilidade média dos produtos. O mercado está mais sensível ao preço, e a valorização real está concentrada nas regiões Leste e Oeste de Várzea Grande, consideradas áreas mais nobres da cidade”, afirmou Pessoz.

O levantamento também destaca a região Norte, considerada o motor do município, com 2.582 unidades vendidas e R$ 552 milhões movimentados. Já a região Sul registrou queda de 51,08% no ticket médio anual, consolidando-se como polo de habitação de interesse social, com alta absorção de unidades populares.

Pessoz afirmou ainda que a expectativa para 2026 é de estabilidade, com o mercado dependente de novos incentivos habitacionais federais e estaduais para manter o ritmo de vendas no segmento popular.

Ampliação da pesquisa

O presidente do Secovi-MT destacou a necessidade de ampliar o levantamento para outros municípios do estado, o que pode trazer mais transparência e aprofundamento sobre o mercado imobiliário regional.

“Ao ampliarmos esse levantamento para municípios como Várzea Grande, oferecemos aos gestores públicos e ao próprio mercado uma ferramenta gratuita e qualificada para depurar e corrigir dados cadastrais. Isso permite uma leitura mais fiel da realidade local e contribui para decisões mais assertivas, não só para a cidade, mas para o desenvolvimento do mercado imobiliário em todo o estado”, concluiu.

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