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4 de maio de 2026

Sustentabilidade

Época de semeadura da soja no Sul do Brasil – MAIS SOJA

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A época de semeadura é um dos principais fatores determinantes do potencial de produtividade de uma lavoura, pois define as condições ambientais que a cultura enfrentará em cada fase do seu desenvolvimento. Assim, a escolha da data de semeadura deve considerar quatro pilares agronômicos essenciais: a ecofisiologia da planta (crescimento e desenvolvimento), o risco climático, o sistema de produção predominante na região e as legislações vigentes.

Com o objetivo de determinar a janela ideal de semeadura em lavouras irrigadas e de sequeiro para a macrorregião Sojícola 1, que abrange as regiões edafoclimáticas (REC´s) 101, 102, 103 e 104 (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e metade do Paraná), a equipe FieldCrops conduziu um estudo baseado na análise de dados de 824 lavouras no Rio Grande do Sul (RS). O trabalho identificou diferentes janelas de semeadura e a intensidade das perdas associadas ao atraso na implantação da lavoura em função do grupo de maturidade relativa (GMR).

Os resultados mostraram que cultivares com GMR ≤ 5.5 apresentaram uma faixa ideal de semeadura mais restrita, entre 20 de setembro e 3 de novembro. Após essa data, observou-se uma redução de 30 kg ha⁻¹ por dia de atraso (Figura 1A). Para cultivares com GMR entre 5.6 e 6.4, a janela de semeadura que assegurou as maiores produtividades se estendeu até 15 de novembro, com perdas de 25 kg ha⁻¹ dia⁻¹ em semeaduras posteriores (Figura 1B). Já para cultivares com GMR ≥ 6.5, as produtividades máximas se mantiveram até 20 de novembro, sendo observada perda de 25 kg ha⁻¹ dia⁻¹ e semeaduras após essa data (Figura 1C).

Figura 1. Produtividade (t ha-1) de soja no Sul do Brasil em relação à época de semeadura (dias após 20 de setembro) para diferentes faixas de GMR. GMR ≤ 5.5 (A), GMR 5.6 a 6.4 (B) e GMR ≥ 6.5 (C). Círculos azuis representam experimentos irrigados e círculos amarelos experimentos sem irrigação. A linha sólida preta representa a função limite.
Fonte: Equipe FieldCrops
Referências bibliográficas.

WINCK, J. E. M. et al. Ecofisiologia da soja: visando altas produtividades. Santa Maria, ed. 3, 2025



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Sustentabilidade

MILHO/CEPEA: Liquidez segue limitada; preços têm leves ajustes – MAIS SOJA

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As negociações seguiram pontuais nas principais regiões de produção e comercialização de milho do Brasil, na semana passada. Pesquisadores do Cepea indicam que, enquanto compradores priorizaram a utilização dos estoques negociados antecipadamente e seguiram atentos à colheita da safra verão, vendedores, limitaram a oferta de lotes, preocupados com a irregularidade do clima no período. Neste contexto, segundo pesquisadores do Cepea, os preços registraram leves ajustes, prevalecendo as ofertas e as demandas regionais.

Entre as praças paulistas, leves valorizações foram observadas, sustentadas pela restrição de vendedores. Já no Sul e no Centro-Oeste, as quedas prevaleceram. De acordo com o Cepea, a pressão veio do avanço da colheita da safra de verão do cereal nos estados do Sul, dos elevados estoques de passagem e também da colheita robusta da soja no Centro-Oeste. Esse contexto faz com que produtores tenham maior interesse e necessidade em negociar o cereal, ainda que em patamares relativamente estáveis.

Fonte: Cepea



FONTE
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Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

Soja e milho impulsionam Paraná com estimativa de 39,1 milhões de toneladas

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A soja permanece como o grande destaque da safra paranaense, caminhando para a finalização de uma colheita robusta estimada em 21,7 milhões de toneladas, aponta a Previsão Subjetiva de Safra (PSS), divulgada nesta quinta-feira (30) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e Abastecimento.

Embora o volume seja ligeiramente inferior ao do mês passado, ele ainda supera o colhido no ciclo anterior. A área plantada consolidou-se em 5,75 milhões de hectares.

O milho também vem em um bom cenário. Embora a falta de chuvas das últimas semanas tenha mantido os produtores em alerta, o retorno das precipitações em todo Estado, nos últimos dias, mantém a expectativa de uma grande safra. Segundo o Deral, A primeira safra de milho foi finalizada com 3,9 milhões de toneladas. Já a segunda safra, que é a maior delas, já tem previsão de colheita de cerca de 17,4 milhões de toneladas, para uma área de plantio que tende a ser a mais extensa dos últimos anos, com 2,9 milhões de hectares.

O analista do Deral Edmar Gervasio destaca que os resultados, tanto da soja quando do milho, não devem apresentar cenários com muitas mudanças. “A primeira safra de milho e de soja está consolidada. Eventualmente, teremos pequenos ajustes de área e de produção, principalmente do milho, por causa das condições de clima, mas não haverá grandes mudanças desses números que já estão postos”.

“No caso da soja, as 21,7 milhões de toneladas já é uma pequena alta se a gente comparar ao ciclo anterior, mesmo com uma redução de área de plantio. Podemos considerar uma produção excelente”, explica Gervasio.

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BATATA – O boletim aponta que a batata primeira safra foi totalmente colhida. A segunda safra está a campo com 97% de área plantada e 33% da produção colhida. A colheita deve se estender pelos próximos dois meses.

TOMATE – O tomate primeira safra está com 85% da colheita finalizada. Já para a segunda safra, falta ser semeada cerca de 14% de área, sendo que a colheita já está em 36% da área total estimada. E a previsão é boa, conforme avalia o engenheiro agrônomo e analista do Deral Paulo Andrade. “A qualidade dos tomates é em torno de 90% boa. E as áreas de plantio estão estáveis”, diz.

BOLETIM CONJUNTURAL – Além dos dados de safra, o Deral divulgou o Boletim Conjuntural desta última semana de abril, detalhando o comportamento das principais culturas do Estado diante de um cenário de revisões estratégicas e desafios climáticos recentes.

Em conjunto com as análises da soja, milho e feijão, o documento destaca fruticultura, com foco no kiwi, cultura que ganha relevância no Sul e Centro-Sul do Paraná. De acordo com os números no Estado, a fruta gerou um Valor Bruto de Produção (VBP) de R$ 20,7 milhões, com destaque para o município de Antônio Olinto.

O mercado mostra alto potencial de valorização, visto que o preço médio recebido pelos produtores em 2025 (R$ 11,89/kg) foi 50,5% superior ao da safra anterior. Atualmente, o Paraná tenta ampliar sua fatia em um mercado nacional ainda dominado por importações do Chile e da Grécia.

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No setor de proteínas animais, o Paraná reafirma sua hegemonia na avicultura, consolidando-se como o maior exportador de carne de frango do país. No primeiro trimestre de 2026, as exportações paranaenses cresceram 7,7% em volume e 5% em faturamento, atingindo US$ 1,088 bilhão.

O Estado detém 42,3% do volume total exportado pelo Brasil e lidera também a produção nacional de ovos férteis para incubação, com 270,4 milhões de dúzias produzidas em 2025, uma alta de 5,5%.

Na pecuária leiteira, o cenário segue sendo com a queda de margens devido à alta nos custos de nutrição e ao aumento das importações. A relação de troca entre o leite e o farelo de soja subiu. Em março de 2025, com o litro do leite sendo comercializado a R$ 2,81, o produtor precisava de 27,7 litros para adquirir uma saca de milho (R$ 77,90), sinalizando maior custo de produção.

Fonte: AEN-PR

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Sustentabilidade

Ceema/Unijuí: Petróleo em alta e tensões no Oriente Médio impulsionam soja e farelo a níveis elevados – MAIS SOJA

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A falta de consenso, para se chegar ao final da guerra no Oriente Médio, levou o petróleo a atingir os US$ 120,00/barril, uma das mais altas cotações dos últimos anos. Com isso, o preço do óleo de soja subiu mais um pouco em Chicago, batendo recorde recente, ao fechar o dia 30/04 em 76,36 centavos de dólar por libra-peso.

Este movimento, associado a um farelo também mais firme diante de problemas na Argentina, maior exportador mundial do subproduto, elevou o preço da soja naquela Bolsa. Assim, o bushel fechou em US$ 11,82 no dia 30/04, contra US$ 11,59 uma semana antes.

Vale destacar que os demais fundamentos do mercado continuam com viés baixista, salvo o reposicionamento dos Fundos, os quais voltaram à ponta compradora após ajustes em suas carteiras e diante das indefinições no Oriente Médio. Neste sentido, o plantio nos EUA avança muito bem, tendo atingido a 23% da área até o dia 26/04, ou seja, quase dobrando em uma semana e superando largamente a média histórica que é de 12%. Naquela data, 8% das lavouras da oleaginosa já haviam germinado, contra 1% na média histórica.

Por outro lado, na semana encerrada em 23/04 os EUA embarcaram 628.826 toneladas de soja, volume que leva o total exportado, no atual ano comercial, a 32,8 milhões de toneladas, contra mais de 43 milhões em igual período do ano anterior.

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De forma geral, além da natural pressão sobre o óleo de soja, em tempos de petróleo elevado, existe, atualmente, forte demanda pelo farelo de soja, especialmente por parte de compradores europeus. Soma-se a isso uma oferta menor da Argentina. No caso do vizinho país, durante a semana a Holanda teria rejeitado dois navios de farelo de soja argentino (cf. Bloomberg) por ter “identificado material genético não aprovado no país europeu”. Aliás, isso também estaria sendo registrado em navios brasileiros de farelo de soja.

Como a Holanda é um dos maiores importadores de farelo da União Europeia, pois ela redistribui o produto para o restante da Europa, especula-se a possibilidade de aumentarem as compras do farelo estadunidense, o que fez a cotação do subproduto se elevar em Chicago. Há um receio de que esta situação se espalhe para os demais países da União Europeia. Além disso, existe demanda forte pelo farelo nos EUA, com o país também enfrentando alguns problemas logísticos.

Com isso, entre os dias 17/03 e 15/04 o farelo se valorizou 7,2% em Chicago, se mantendo, posteriormente, em níveis elevados. No Brasil, segundo a Abiove, o momento também é favorável ao farelo, pois a indústria moageira atinge boas margens no esmagamento, já que os preços internos da soja não acompanham a elevação internacional.

Estima-se que a produção total de farelo no Brasil, em 2026, atinja a 47,9 milhões de toneladas, superando em três milhões o volume do ano anterior. As exportações do subproduto deverão atingir a 24,6 milhões de toneladas, enquanto o consumo interno deverá alcançar 20,6 milhões (cf. Agrinvest Commodities).

E no Brasil, com um câmbio que se manteve entre R$ 4,95 e R$ 5,00 por dólar, os preços da soja continuaram baixos. No Rio Grande do Sul as principais praças registraram R$ 114,00/saco e no restante do país as principais regiões ficaram entre R$ 107,00 e R$ 113,00/saco, enquanto muitos locais estiveram sem cotação Por sua vez, a exportação de soja, pelo Brasil, até a quarta semana de abril, havia registrado alta de 12,5% na média diária de embarques, na comparação com abril do ano anterior.

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Até aquele momento o país havia exportado, em abril/26, um total de 13,7 milhões de toneladas. Espera-se que no total do mesmo o volume tenha alcançado 16 milhões de toneladas. Se isso vier a acontecer, será um recorde mensal, superando a marca de abril de 2021.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


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FONTE
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Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: Ceema/Unijuí

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