Sustentabilidade
Arroz/Cepea: Queda do casca mantém pressão sobre beneficiado e varejo – MAIS SOJA

As quedas de preços do arroz em casca no Rio Grande do Sul ao longo de agosto seguiram pressionando as cotações nos elos superiores da cadeia produtiva (arroz beneficiado e varejo), aponta levantamento do Cepea. Segundo o Centro de Pesquisas, sazonalmente, os valores se recuperam no segundo semestre – esse movimento, porém, depende dos estoques disponíveis, que, por sua vez, são impactados pelas exportações. Entre 31 de julho e 29 de agosto, o Indicador do arroz em casca CEPEA/IRGA-RS recuou 3,06%. Na parcial do ano, a queda acumulada é de 31,5% e em 12 meses, de 41,8%.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: CEPEA
Sustentabilidade
Setor agropecuário pede R$ 570 bi para Plano Safra e cobra fim de ‘travas’ ambientais no crédito – MAIS SOJA

O presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, entregou, na terça (28), ao ministro da Agricultura, André de Paula, o documento com as principais propostas do setor para o Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2026/2027. A Confederação em conjunto com as federações de agricultura do país, entre elas a Farsul, articulam um pacote que combina um pedido recorde de recursos -R$ 570 bilhões- com uma ofensiva contra o que chamam de “entraves burocráticos e ambientais” que estão asfixiando o produtor.
O montante solicitado pela CNA representa um salto em relação aos planos anteriores, sendo R$ 359 bilhões destinados ao custeio e comercialização e R$ 111 bilhões para investimentos. A entidade também pede um reforço de R$ 3 bilhões no orçamento do Seguro Rural ainda para este ano, visando mitigar as perdas causadas por intempéries climáticas.
Um dos pontos centrais da pressão setorial, reforçado pela Farsul, é a resolução imediata dos problemas gerados pela plataforma Prodes (Programa de Monitoramento do Desmatamento da Amazônia Legal por Satélite) no Sistema Nacional de Crédito Rural. Segundo as entidades, o uso dos dados do Prodes pelas instituições financeiras tem gerado bloqueios automáticos e indevidos de crédito. O setor alega que a plataforma identifica supressão de vegetação, mas não distingue o desmatamento legal (autorizado) do ilegal, punindo produtores que atuam em conformidade com o Código Florestal.
Dívidas e o Pré-Sal
No plano legislativo, o setor declarou apoio irrestrito ao Projeto de Lei 5122/2023. O texto autoriza a utilização de recursos do Fundo Social (oriundos do pré-sal) para viabilizar linhas especializadas de renegociação de dívidas rurais. A medida é vista pela Farsul como a única saída para evitar uma crise sistêmica de inadimplência, especialmente no Rio Grande do Sul, estado que enfrenta sucessivos choques climáticos. O setor defende que o projeto prevê o uso de excedentes financeiros sem pressionar o teto de gastos do orçamento federal.
Pauta Técnica e Carbono
A lista de reivindicações levada ao Ministério também inclui temas técnicos de alta sensibilidade comercial:
- Arroz: A Farsul cobra uma atuação rigorosa do governo no controle da tipificação do arroz beneficiado. A medida visa proteger o mercado interno de distorções na classificação de grãos importados, garantindo a competitividade do produto nacional.
- Mercado de Carbono: Há uma forte pressão pela “tropicalização” das medições de balanço de carbono. Os produtores argumentam que os modelos internacionais não capturam a realidade da agricultura brasileira, que permite múltiplas safras anuais e possui alto potencial de sequestro de carbono no solo.
- Seguro e Proagro: As entidades pedem uma revisão profunda para acabar com o que chamam de subversão do seguro agrícola e do Proagro. A queixa é que o sistema atual tornou-se excessivamente caro e ineficiente, com regras que desestimulam a adesão e dificultam o pagamento de indenizações em casos de calamidade.
O documento pode ser conferido na íntegra aqui.
O ministro André de Paula agradeceu a entrega das propostas e disse que não há “tempo a perder”. “Estou disposto a marcar a minha passagem no ministério para compreender e ajudar a fortalecer o setor”. Ele informou que toda a equipe do Ministério estará à disposição da CNA para atender as demandas do agro. “Sei que o momento é desafiador, mas é uma chance de ouvir todos vocês”. O Plano Safra deve ser anunciado oficialmente entre o final de maio e o início de junho.
Também participaram da reunião, além do 1º vice-presidentes da CNA, Gedeão Pereira, e do presidente do Sistema Farsul, Domingos Velho Lopes, os vice-presidentes da Confederação Humberto Miranda, Marcelo Bertoni e Amílcar Silveira, os presidentes de Federações de agricultura e pecuária da Paraíba, Mário Borba, e de Pernambuco, Pio Guerra, o deputado federal Domingos Neto (PE), o secretário de Política Agrícola do Mapa, Guilherme Campos, o secretário-executivo, Cleber Soares, o diretor-geral do Senar, Daniel Carrara, e os diretores da CNA Sueme Mori e Rudy Ferraz.
Fonte: Farsul
Sustentabilidade
Arrecadação extra do governo federal com alta do petróleo pode resolver o endividamento rural no Brasil

Parte das receitas extraordinárias arrecadadas pela União em decorrência da subida do petróleo poderão ser destinadas às renegociações de dívidas rurais. O Projeto de Lei Complementar (PLP) 114/2026 trata dos recursos obtidos com royalties, participações especiais da União, dividendos de empresas do setor de óleo e gás e tributos federais, e o instrumento para ajudar os produtores pode ser incluído no substitutivo da proposta.
O texto foi um dos pontos discutidos na reunião-almoço da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) desta terça-feira (5). Segundo o presidente da bancada, deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), esse superávit extraordinário pode ser bem empregado não apenas para mitigar os efeitos da elevação dos combustíveis, mas em outras necessidades, como das renegociações.
“O ganho bruto da União com a alta do petróleo, com royalties, dividendos da Petrobras, tributos federais e o imposto de exportação, dá exatamente R$ 128,7 bilhões”, comentou Pedro Lupion, ao falar sobre levantamento feito pela FPA sobre o assunto. Ainda conforme os dados, mesmo descontando as renúncias fiscais com o diesel e com os demais combustíveis, sobrariam para a União R$ 41,2 bilhões até o final do ano.
A vice-presidente da Região Centro-Oeste da FPA, deputada Marussa Boldrin (Republicanos-GO), está com a relatoria do PLP 114/26. Ela explicou que a ideia não seria impor a destinação, mas abrir a possibilidade de que parte desse recurso tenha a finalidade de abarcar as dívidas rurais. Ainda conforme a parlamentar, isso traria mais uma alternativa ao Projeto de Lei 5.122/2023, em discussão no Senado e que aborda o tema.
“A senadora Tereza trouxe a sugestão para que a gente pudesse utilizar esses recursos extraordinários em paralelo ao projeto que está tramitando lá no Senado, relatado pelo senador Renan Calheiros. Vou apresentar esta possibilidade no nosso texto, além de incluir o Seguro Rural”, acrescentou Boldrin.
A deputada complementou indicando que outros pontos também devem estar presentes no relatório final, ainda sem uma previsão para ser apreciado no Plenário da Câmara dos Deputados. Entre eles está um dispositivo para garantir que os biocombustíveis continuem com benefícios fiscais mais favoráveis em relação aos combustíveis fósseis. Na prática, a medida será para garantir que a renúncia fiscal dada na gasolina e no diesel seja aplicada também, de forma proporcional, ao etanol e ao biodiesel, mantendo esses produtos renováveis mais atrativos.
Projeto do endividamento segue em negociação
No encontro desta terça, a vice-presidente da FPA no Senado, senadora Tereza Cristina (PP-MS), atualizou a bancada sobre o andamento das articulações sobre o PL 5.122/2023. As equipes técnicas da senadora e do relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL) , se reuniram com integrantes do Ministério da Fazenda na última quinta-feira (30) para tratar do assunto. No entanto, ainda não há um consenso entre o governo e os parlamentares sobre a origem dos recursos para a renegociação da dívida.
“O que o governo está trazendo para a gente é o que sobrou do dinheiro que não conseguiram aplicar do Plano Safra passado, R$ 82 bilhões. Esse é o montante, mas também não é suficiente. Que esse volume venha, mas nós precisamos no mínimo de R$ 180 bilhões”, disse a senadora.
Agora, as equipes tentam encontrar fontes para suprir a necessidade. O Fundo Social do Pré-sal, o Fundo Garantidor de Investimentos (FGI) e também os recursos extras da alta do petróleo — tratados no PLP 114/26 — estão entre as possibilidades em estudo. A intenção é colocar o projeto 5.122/23 em votação na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) na próxima semana, informou Tereza Cristina.
Conflito no Oriente Médio já soma mais de R$ 7 bilhões em custos para o agro brasileiro
Uma temática relacionada ao aumento dos preços dos combustíveis é a alta nos custos operacionais do agro no Brasil. Segundo dados da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), o custo extra com a subida do diesel nos últimos meses chega a R$ 7,2 bilhões, sem contar gastos com logística.
“Nós observamos que a cada R$ 0,25 que o preço do diesel aumenta o custo para o produtor rural lá na ponta é de R$ 1,3 bilhão”,apontou o economista-chefe da Farsul, Antônio da Luz, que participou da reunião-almoço e apresentou o estudo.
Além disso, o especialista lembrou que esse cenário tende a agravar a realidade do produtor rural, que já está impactado com dívidas. “Nós tivemos um aumento de 23% no preço do diesel. Isso traz uma preocupação não só para a colheita da primeira safra, como o plantio e a colheita da segunda safra e no plantio da primeira safra de 2026/2027”, completou.
Apesar do quadro grave, o economista também apontou que a situação traz oportunidades para o Brasil. A principal é o aumento das misturas obrigatórias — de 32% do etanol na gasolina e de 16% de biodiesel no diesel. Ele explicou que um impulsionamento das misturas pode, por exemplo, aumentar o esmagamento de soja no Brasil e agregar valor à soja, fazendo com que a commodity brasileira fique mais valorizada também no mercado internacional de exportação.
Veja o que disseram outros integrantes da FPA:
“O agro hoje é símbolo de segurança energética. E aqui nos dá garantia de perenidade na produção de grãos, porque se não fosse a produção de energia estaríamos comercializando soja a R$ 90, a saca de milho a R$ 25 no Mato Grosso. Então trouxe um novo mercado”, acrescentou o coordenador da Comissão Tributária da FPA, deputado Sérgio Souza (MDB-PR).
“Esse projeto [PLP 114/2026] é muito importante. O governo tem que entender que nós precisamos, praticamente, quase zerar os impostos para ser competitivo nas condições que está o petróleo hoje”, destacou o 2º vice-presidente da FPA no Senado, senador Jaime Bagattoli (PL-RO).
“Nós temos que superar os problemas burocráticos e ambientais. Na minha cidade, Cruz Alta (RS), nós temos três cooperativas que se uniram para fazer uma empresa de biocombustível, e não há jeito de conseguir a licença ambiental. No momento em que se agoniza com esse conflito no Irã, ter esses obstáculos é incompreensível e inaceitável”, disse o deputado Pedro Westphalen (PP-RS).
Fonte: FPA
Sustentabilidade
Bacilo de uso inédito no agro brasileiro amplia o combate biológico aos nematóides

O Brasil consolidou-se como a referência global no controle biológico de nematóides, mas o manejo da praga em diferentes culturas como soja, milho e cana-de-açúcar ainda segue desafiando os agricultores. Conhecidos como o “inimigo invisível” do solo, esses parasitas geram prejuízos anuais estimados entre US$ 5,5 e 12 bilhões no agro brasileiro. Em um cenário no qual a erradicação é inviável e os nematicidas químicos perdem efetividade, o Grupo Santa Clara inova ao introduzir o Bacillus inaquosorum em seus bionematicidas, um microrganismo inédito no mercado nacional.
A solução foi 100% desenvolvida nos laboratórios da Inflora Biociência, unidade de biológicos da Santa Clara, focada em microrganismos de alta performance, transformando P&D de ponta em soluções práticas e sustentáveis para o produtor
O grande diferencial da utilização do Bacillus inaquosorum nos bionematicidas do Grupo Santa Clara reside no domínio dos processos fermentativos para a produção de endósporos de alta qualidade — estruturas de resistência que garantem que a bactéria sobreviva a condições adversas e germine com vigor máximo no solo.
A Inflora Biociência foi pioneira em introduzir o Bacillus inaquosorum no mercado, recentemente, voltado à cultura de cana, e a empresa agora prepara outros lançamentos que contaram com o bacilo em sua composição. O modo de ação destas soluções biológicas é multifatorial: os bacilos formam um biofilme protetor nas raízes, emitem compostos orgânicos voláteis (VOCs) e lipopeptídeos que paralisam e eliminam os nematóides, além de induzir a resistência sistêmica da planta, oferecer maior cobertura e persistência no solo, e um shelf-life (tempo de prateleira) de 24 meses, diferencial competitivo para o armazenamento e logística do produtor.
O desafio tropical do controle biológico dos nematóides
O clima tropical brasileiro e o sistema de sucessão de safras (com até três safras por ano) criaram o ambiente ideal para a proliferação de novas espécies de nematóides. Na cultura da soja, mais de 95% das áreas analisadas já apresentam a ocorrência desses organismos, gerando perdas de até US$ 5 bilhões.
“A ciência só faz sentido quando se transforma em inovação de valor. Diante de um desafio que os métodos tradicionais já não conseguem conter, nossos investimentos em P&D focam em oferecer o que há de mais avançado em biotecnologia aplicada. Colocamos o cliente no centro da estratégia para garantir que a produtividade avance junto com a sustentabilidade”, destaca Giuliano Pauli, Diretor de Inovação e Marketing da Santa Clara.
O executivo destaca que o mercado de bionematicidas no Brasil cresce a taxas de 15% a 20% ao ano, superando largamente os defensivos convencionais. A adoção dessas soluções no campo saltou de 27% para mais de 40% em apenas três anos. A Santa Clara e a Inflora Biociência contribuem para vanguarda deste movimento com o desenvolvimento de produtos e soluções eficazes e sustentáveis, como os bionematicidas que utilizam o exclusivo Bacillus inaquosorum em seu mix sinérgico.
“A experiência brasileira ensina ao mundo que o caminho é o Manejo Integrado de Nematoides (MIN), combinando rotação de culturas, cultivares resistentes e agentes biológicos de alta performance. A introdução de um bacilo inédito no mercado brasileiro pelo Grupo Santa Clara não é apenas um lançamento comercial, mas um avanço biológico que oferece um caminho prático e validado para enfrentar um dos maiores desafios fitossanitários da agricultura”, afirma Pauli.
Mix com o Bacillus inaquosorum nos bionematicidadas
O bionematicida que conta com a presença do Bacillus inaquosorum foi 100% desenvolvido nos laboratórios da Inflora Biociência. É composto por três cepas, duas delas já conhecidas e utilizadas com alta eficiência no controle e manejo de pragas – o Bacillus licheniformis e Bacillus velezensis, e pelo exclusivo Bacillus inaquosorum. Juntos, eles agem em sinergia no combate aos nematóides em todas as culturas que registram a ocorrência da praga.
Os bacilos são atraídos naturalmente pelas raízes das plantas, criando uma barreira biológica inteligente, um biofilme protetor que blinda o sistema radicular. Mais do que uma proteção física, as bactérias atuam na raiz do problema, eliminando os nematoides em diferentes estágios, interrompendo seu ciclo reprodutivo e garantindo que as pragas não encontrem o caminho para as raízes.
Sobre o Grupo Santa Clara
Com sede em Ribeirão Preto (SP) e ampla experiência no agronegócio, o Grupo Santa Clara (www.santaclaragrupo.com.br) é uma das companhias líderes em inovação nos setores de Nutrição e Proteção Vegetal, com uma presença significativa no mercado nacional e internacional, com parcerias firmadas e em desenvolvimento em mais de 30 países. O Grupo é composto pela Santa Clara Agrociência, especializada em fertilizantes especiais e adjuvantes; Hydromol, voltada para fabricação de fertilizantes especiais em parcerias B2B; Linax, Centro de Inovação e Pesquisa; e Inflora Biociência, orientada para a produção e comercialização de tecnologias exclusivas na área de biodefensivos.
Todas estas empresas trabalham em sinergia para proporcionar soluções eficientes e sustentáveis para a agricultura moderna e contam com equipes qualificadas com profissionais das mais diversas áreas do agronegócio, incluindo agrônomos, químicos, biólogos, mestres, doutores e PhDs. Todos atuam lado a lado com o produtor rural, desenvolvendo alternativas eficazes para maximizar o potencial produtivo das lavouras.
No segundo semestre de 2025, o Grupo Santa Clara anunciou a entrada da BNDESPAR, empresa de participações do BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, como novo sócio da companhia. Na operação, o BNDES realizou investimentos de R$ 114 milhões e passo a contar com 19,9% de participação societária do Grupo.
Fonte: Assessoria de imprensa
Sustentabilidade23 horas agoMERCADO DE TRABALHO/CEPEA: Em 2025, agronegócio emprega mais de 26% da população ocupada no País – MAIS SOJA
Sustentabilidade22 horas agoPlantio do milho segunda safra foi concluído em Mato Grosso do Sul – MAIS SOJA
Featured24 horas agoForça Tática apreende 141 kg de drogas e causa prejuízo de R$ 2,5 milhões a facções
Featured19 horas agoCarro incompatível com renda leva Polícia Civil a prender traficante delivery em Cuiabá
Business19 horas agoCotações da soja: mercado físico não resiste à nova queda expressiva de Chicago
Business10 horas agoMato Grosso concentra 15% do faturamento agropecuário nacional
Featured21 horas agoÁrea de soja deve crescer na safra 2026/27, mas com limitações
Business18 horas agoCooperativa promove encontro de caminhoneiros para reforçar segurança no transporte

















