Agro Mato Grosso
Governo publica regras para prevenção de incêndio florestal em propriedades rurais

O governo federal definiu as regras para implementação de medidas preventivas a incêndios florestais em propriedades rurais. Entre elas, prevê a proibição do uso do fogo em pastagens, áreas agrícolas ou áreas de manejo florestal sem autorização prévia e formal do órgão ambiental.
As regras foram aprovadas pelo Comitê Nacional de Manejo Integrado do Fogo, vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, e publicadas em resolução no Diário Oficial da União desta segunda-feira, 1º de setembro. A medida ocorre após o recorde de incêndios florestais registrado no ano passado em meio à seca nas regiões Centro-Oeste e Sudeste do País.
As medidas têm o objetivo de reduzir as ações irregulares ou ilegais que possam causar incêndios florestais, reduzir a ocorrência de grandes incêndios florestais, formar e mobilizar ambientes e resilientes ao incêndios florestais e incentivar planejamentos e ações conjuntas entre proprietários rurais para compartilhamento de equipamentos, veículos, aeronaves e brigadistas ao combate de incêndios florestais, segundo a resolução.
A elaboração de aceiros, faixas sem vegetação que funcionam como barreiras para evitar a propagação dos incêndios florestais, bem como de queima controlada para fragmentação do combustível, também estarão sujeitas à orientação técnica e autorização do órgão ambiental. A resolução determina ainda como medida preventiva o uso de sistemas e dispositivos de monitoramento, comunicação e alerta para acionamento de brigadas locais particulares ou dos Corpos de Bombeiros Militares.
As regras preveem ainda o uso de aeronaves adaptadas para transporte e lançamento de água para combate ao incêndio florestal, a manutenção periódica de máquinas e equipamentos agrícolas e o uso de reservatório natural ou artificial de água e bomba com capacidade para abastecimento de equipamento, veículo ou aeronave de transporte e lançamento de água para combate a incêndio florestal.
Todos imóveis rurais, à exceção de agricultores familiares, deverão elaborar e implementar as medidas da Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo (PMIF) ou do Plano Operativo de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais.
De acordo com a resolução, produtores rurais terão o prazo de dois anos para se adequar e cumprir as novas regras. O cumprimento das medidas da Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo (PMIF) ,servirá como atenuante para possíveis penas a produtores rurais em decorrência de incêndios florestais. A resolução entra em vigor na próxima segunda-feira.
Agro Mato Grosso
Com 13,6°C, Cuiabá registra dia mais frio do ano; veja lista de cidades com as menores temperaturas

A cidade de Chapada dos Guimarães (MT) teve a menor temperatura do estado, com 10,2°C.
🥶A capital mato-grossense registrou, na manhã desta quarta-feira (24), a temperatura mais baixa deste ano. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os termômetros marcaram 13,6°C.
A cidade de Chapada dos Guimarães (MT) teve a menor temperatura do estado, com 10,2°C. Na região sul do estado, em Rondonópolis, a temperatura mínima foi de 14,7°C. Já no norte, em Sorriso, foi de 17,9°C.
Ainda de acordo com o Inmet, a temperatura na capital só deve voltar a subir a partir de domingo (28), com mínima de 21°C e uma máxima de 34°C.
Outras cidades de Mato Grosso afetadas pela frente fria nesta quarta-feira foram:
- Jauru – mínima: 13°C
- Conquista D’Oeste – mínima: 14°C
- Várzea Grande – mínima: 15°C
- Vale de São Domingos – mínima: 13°C
- Vila Bela da Santíssima Trindade – mínima: 14°C
- Salto do Céu – mínima: 13°C
- Araputanga – mínima: 13°C
- Sorriso – mínima: 17°C
- Tangará da Serra – mínima: 12.3°C
🔥’Cuiabrasa’
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Cuiabá, capital de Mato Grosso — Foto: Wesllen Ortiz
Os recordes das quedas de temperaturas em Cuiabá chamam atenção pelo fato da capital ser conhecida como uma das cidades mais quentes do país. Em outubro de 2023, Cuiabá entrou para a lista das 10 maiores temperaturas já registradas no Brasil, ao atingir 44,2°C, a maior temperatura da história do município.
Desde a década de 40, a temperatura máxima da cidade subiu 3 ºC , conforme registros feitos pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e avaliados pelo climatologista e doutor em meteorologia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Rodrigo Marques.
Ao g1, Rodrigo explicou que o histórico de Cuiabá sempre foi de temperaturas elevadas, mesmo com uma média de temperatura na casa dos 26ºC. O professor explica que o motivo deste calor extremo é uma combinação de fatores: aquecimento global, localização e falta de vegetação na capital.
Agro Mato Grosso
Jovem morre em acidente entre moto e caminhão em Lucas do Rio Verde I MT

Raissa da Silva Paiva, de 26 anos, era natural de Tailândia (PA) e havia se mudado recentemente para Mato Grosso por motivos profissionais.
Uma mulher de 26 anos morreu após um acidente de trânsito registrado nessa segunda-feira (23), por volta das 14h35, em Lucas do Rio Verde, a 333 km de Cuiabá. A vítima foi identificada como Raissa da Silva Paiva.
Segundo a Polícia Civil, a ocorrência envolveu uma moto e um caminhão. A polícia confirmou o acidente, mas não detalhou a dinâmica. As circunstâncias exatas ainda estão sendo apuradas.
Segundo informações divulgadas por amigos e familiares nas redes sociais, a vítima havia se mudado recentemente para Mato Grosso. Natural de Tailândia (PA), ela estaria vivendo na região por motivos profissionais.

Ainda de acordo com a polícia, o condutor do caminhão é um homem de 58 anos, que não teve a identidade divulgada. Não há informações sobre o estado de saúde dele.
A Polícia Civil informou que investiga as circunstâncias do acidente.
Agro Mato Grosso
TCE suspende licitação de R$ 236 milhões para usinas solares em MT por suspeita de sobrepreço

Projeto previa a implantação de sistemas de geração de energia solar em 14 municípios do estado.
O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) determinou a suspensão de uma licitação estimada em R$ 236 milhões para a implantação de sistemas de geração de energia solar em 14 municípios integrantes do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Complexo Nascentes do Pantanal (CIDESAT). A decisão é do conselheiro Antonio Joaquim e foi publicada no Diário do Tribunal nesta segunda-feira (22).
A reportagem entrou em contato com o CIDESAT, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
A determinação atende parcialmente a uma representação apresentada por uma empresa participante da Concorrência Eletrônica nº 02/2026. Apesar de não identificar, em análise preliminar, irregularidades na desclassificação da empresa autora da ação, o relator apontou indícios de possíveis problemas na formação dos preços e no dimensionamento do projeto.
Segundo o TCE, há necessidade de aprofundar a análise sobre a contratação, diante de suspeitas de sobrepreço e de eventual superdimensionamento da quantidade de energia prevista no certame.
A licitação tem como objetivo o registro de preços para futura contratação de empresa especializada na implantação de sistemas de geração de energia solar fotovoltaica conectados à rede elétrica nos municípios consorciados.
De acordo com o relator, a continuidade do processo sem uma análise mais aprofundada poderia resultar na consolidação de uma contratação potencialmente antieconômica e de difícil reversão.
Outro ponto que chamou a atenção do Tribunal foi a permanência de apenas uma empresa habilitada ao final da concorrência Conforme a decisão, a situação é semelhante à observada em uma licitação promovida pelo mesmo consórcio em 2025.
Inicialmente, cinco empresas participaram da disputa. No entanto, após sucessivas desclassificações, apenas uma permaneceu apta à contratação. Para o relator, o cenário levanta dúvidas preliminares sobre possível restrição à competitividade e eventual direcionamento da licitação.
Em dos trechos, o conselheiro ainda apontou a o risco de utilização dessas contratações como mecanismo de propagação de preços potencialmente superfaturados, prática popularmente denominada “ata barriga de aluguel”, na qual atas de registro de preços são celebradas com valores elevados e posteriormente utilizadas como referência para novos certames ou para adesões por outros órgãos e entidades públicas.
O TCE também apontou indícios de que a quantidade de energia prevista no projeto pode ser superior à necessidade real dos municípios participantes. Conforme os documentos analisados, a licitação foi estruturada para atender 14 municípios do consórcio, com demanda estimada em 33.537 quilowatts-pico (kWp), unidade utilizada para medir a capacidade máxima de geração de sistemas fotovoltaicos.
Segundo o tribunal, será necessário verificar se os quantitativos previstos são compatíveis com o consumo efetivo dos municípios.
Concorrência Pública suspensa
Com a decisão, deve ser suspensa imediatamente a Concorrência Pública nº 02/2026 e interrompidos todos os atos relacionados ao processo.
Também fica proibida a homologação do resultado, adjudicação do objeto, assinatura da ata de registro de preços, celebração de contratos e adesões decorrentes da licitação até nova deliberação do TCE.
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