Connect with us
24 de junho de 2026

Sustentabilidade

Sem principal referencial, negócios de soja devem seguir escassos no Brasil – MAIS SOJA

Published

on


O mercado brasileiro de soja deve seguir com negócios escassos, cenário que se manteve por toda a semana passada. A Bolsa de Mercadorias de Chicago está fechada pelo feriado do Dia do Trabalho nos Estados Unidos, o que deixa a oleaginosa sem o seu principal referencial. Já o dólar abriu com estabilidade frente ao real, favorecendo ainda mais a falta de interesse em comercializar.

Na sexta-feira, o mercado brasileiro de soja teve o mesmo ritmo da semana inteira, com poucas ofertas no físico. De acordo com o analista de Safras & Mercado, Rafael Silveira, os produtores estão firmes nas pedidas, o que mantém o spread alto entre comprador e vendedor.

A soja disponível aparece só em algumas indicações nominais, sem negócios de fato. A safra antecipada também teve pouca movimentação nos últimos dias, apontou.

Na Bolsa de Mercadoria de Chicago (CBOT), as oscilações foram pequenas, com um pouco de volatilidade, mas nada relevante. Conforme Silveira, os prêmios ajustaram levemente e, no físico, os preços ficaram entre estáveis e um pouco mais altos em algumas praças, mas só como referência, sem negócios reportados.

No mercado físico, a saca de 60 quilos subiu de R$ 133,00 para R$ 134,00 em Passo Fundo (RS) e o preço voltou para R$ 135,00 em Santa Rosa (RS). No porto de Rio Grande (RS), o valor seguiu em R$ 139,00.

Em Cascavel (PR), a cotação aumentou de R$ 134,00 para R$ 135,00. No porto de Paranaguá (PR), a cotação subiu de R$ 139,00 para R$ 140,00.

Em Rondonópolis (MT), o preço reduziu de R$ 127,00 para R$ 126,00. Em Dourados (MS), a cotação foi mantida em R$ 127,00. Já em Rio Verde (GO), a saca subiu de R$ 124,00 para R$ 125,00.

CHICAGO

* A Bolsa de Mercadorias de Chicago está fechada por feriado do Dia do Trabalho.

CÂMBIO

* O dólar comercial registra baixa de 0,06%, a R$ 5,4184. O Dollar Index registra perda de 0,07%, a 97.704 pontos.

INDICADORES FINANCEIROS

* As principais bolsas da Ásia encerram em sentidos opostos. Xangai, +0,46%. Tóquio, -1,24%

* As bolsas da Europa operam mistas. Paris, -0,03%. Frankfurt, +0,39%. Londres, +0,09%.

* O petróleo tem preços mais altos. Outubro do WTI em NY: US$ 64,85 o barril (+1,31%).

AGENDA

—–Segunda-feira (1/09)

– Feriado nos EUA – Dia do Trabalho

– Estimativa de produção de soja, milho e algodão do MT – Imea

—-Terça-feira (2/09)

– Eurozona: A leitura revisada do índice de preços ao consumidor de agosto será publicada às 6h pelo Eurostat.

– O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga, às 9h, o PIB referente ao 2 trimestre.

– Dados sobre as lavouras do Paraná – Deral, na parte da manhã.

– Inspeções de exportação semanal dos EUA – USDA, 12h.

– Relatório de condições das lavouras nos Estados Unidos – USDA, 17h.

—–Quarta-feira (3/09)

– Eurozona: A leitura do índice de preços ao produtor de julho será publicada às 6h pelo Eurostat.

– O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga, às 9h, a Pesquisa Industrial Mensal referente a julho.

– EUA: O Livro Bege será publicado às 15h pelo Federal Reserve.

—–Quinta-feira (4/09)

– Estimativa de safra de café do Brasil – Conab, 9h.

– EUA: O saldo da balança comercial de julho será publicado às 9h30 pelo Departamento do Comércio.

– EUA: A posição dos estoques de petróleo até sexta-feira da semana passada será publicada às 13h pelo Departamento de Energia (DoE).

– O Ministério do Desenvolvimento, da Indústria, do Comércio e Serviços divulga, às 15h, os dados consolidados de agosto, seguidos por coletiva de imprensa.

– Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura, na parte da tarde.

– Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 15hs.

– Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.

—–Sexta-feira (5/09)

– Eurozona: A leitura revisada do PIB do segundo trimestre será publicada às 6h pelo Eurostat.

– O IBGE divulga, às 9h, o Índice de Preços ao Produtor- Indústrias extrativas e de transformação referente a julho.

– Exportações semanais de grãos dos EUA – USDA, 9h30.

– EUA: O relatório oficial de empregos do país (payroll) de agosto será publicado às 9h30 pelo Departamento do Trabalho.

– A Anfavea divulga, às 11h, os dados de exportação, importação e produção de veículos referente a agosto.

Fonte: Rodrigo Ramos / Safras News



 

Continue Reading

Sustentabilidade

Política de pisos mínimos eleva em 16% os custos do frete – MAIS SOJA

Published

on


O tabelamento do frete continua provocando impactos relevantes sobre a competitividade da indústria brasileira. Sondagem realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que 94% das empresas industriais que contratam o serviço de transporte rodoviário de cargas identificam efeitos negativos sobre seus custos de frete.  

A pesquisa também revela preocupação do setor com a Medida Provisória nº 1.343/2026, que ampliou os mecanismos de fiscalização e endureceu as penalidades para o descumprimento das tabelas fixadas pela Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas. O levantamento aponta que 86% das empresas que utilizam o transporte rodoviário para escoar suas mercadorias contratam serviços de frete, seja de forma exclusiva ou combinada com frota própria. O resultado evidencia a abrangência dos efeitos da política e das novas exigências regulatórias sobre o setor produtivo.  

Para o diretor de Relações Institucionais da CNI, Roberto Muniz, os resultados reforçam a necessidade de aperfeiçoar o ambiente regulatório do transporte de cargas no país e preservar condições que favoreçam a competitividade da economia. 

“O gasto com transporte e logística é um dos principais componentes do Custo Brasil. Quando intervenções regulatórias limitam a livre negociação entre embarcadores e transportadores, toda a cadeia produtiva é impactada. Precisamos avançar para um ambiente regulatório que promova eficiência, segurança jurídica e previsibilidade para quem produz, investe e gera empregos no país”, afirma Muniz.Segundo a sondagem, 64% das empresas classificam os impactos da política de pisos mínimos sobre os custos de transporte como altos ou muito altos. Entre as pequenas e médias empresas, a percepção é ainda mais intensa: cerca de sete em cada dez avaliam que os efeitos do tabelamento têm elevada magnitude. Outro resultado que chama atenção é a avaliação da metodologia utilizada para definição dos pisos mínimos.  

Oito em cada dez empresas consideram que as regras de cálculo adotadas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) estão parcial ou totalmente desalinhadas da realidade operacional do transporte rodoviário de cargas. “Os empresários apontam que a metodologia atualmente utilizada não consegue refletir adequadamente a diversidade das operações de transporte realizadas no país. Esse aspecto se torna ainda mais relevante, uma vez que a tabela é referência para fiscalização e aplicação de sanções”, aponta analista de infraestrutura da CNI Paula Bogossian.  

As empresas estimam ainda que a política elevou, em média, 16,4% os custos do frete rodoviário em comparação a um cenário de livre negociação. Os impactos, contudo, não são homogêneos. A magnitude dos efeitos varia conforme o porte da empresa, a região do país e o setor produtivo. 

Fonte: CNI, disponível em Fecoagro/SC



FONTE

Autor:CNI, disponível em Fecoagro/SC

Site: Fecoagro/SC

Continue Reading

Sustentabilidade

Trapoeraba: características, desafios de controle e estratégias de manejo. – MAIS SOJA

Published

on


Em função de suas características morfológicas e fisiológicas, a trapoeraba (Commelina benghalensis) tem se destacado como uma das plantas daninhas de maior complexidade nos sistemas de produção agrícola. A expansão das áreas infestadas, associada às características reprodutivas da espécie, tem dificultado o controle eficiente, favorecendo a persistência e a manutenção das populações em áreas agrícolas.

Até o momento, não há relatos de resistência de Commelina benghalensis a herbicidas no Brasil (Heap, 2026). Entretanto, em algumas regiões, observa-se tolerância da espécie a determinados herbicidas, reduzindo a eficiência do controle químico e aumentando os desafios no manejo. Originária do Sul e Sudeste Asiático, a trapoeraba apresenta ampla distribuição mundial, estando presente em diferentes ambientes agrícolas e competindo com diversas culturas (Figura 1).

Figura 1. Distribuição de países com infestações de Commelina benghalensis.
Fonte: GBIF (2026)

Dentre as características mais marcantes da trapoeraba, destaca-se a produção de sementes da parte aérea e sementes subterrâneas, que contribuem significativamente para a sobrevivência da espécie e manutenção das populações daninhas, além disso, a planta ainda pode se reproduzir por meio do caule. A maior parte das sementes provém da parte aérea, onde de 73 a 79% são consideradas pequenas, 19 a 22% são consideradas sementes grandes, e as sementes subterrâneas representam de 1 a 3% do total (Borion et al., 2026).

Figura 2. Sistema radicular da trapoeraba com sementes subterrâneas.
Foto: Eric Prostko, University of Georgiam

Além de dificultar o controle eficiente da espécie, essa característica contribui para a ampliação dos fluxos de emergência da trapoeraba. Como consequência, tem sido cada vez mais frequente a ocorrência de áreas infestadas ao final do ciclo de culturas como milho e/ou soja safrinha, comprometendo o estabelecimento e o desenvolvimento da cultura sucessora.

Nesse contexto, o manejo da trapoeraba ao final do ciclo das culturas agrícolas torna-se uma prática essencial para reduzir a pressão de infestação nas áreas de cultivo, mesmo quando realizado no período outonal. Nessa estratégia, o controle de plantas jovens após o rebrote (preferencialmente com até quatro folhas), associado ao uso de misturas de herbicidas em vez da aplicação de moléculas isoladas, constitui uma das principais ferramentas para limitar a expansão da espécie nos sistemas agrícolas.



Além disso, a utilização de herbicidas com ação sistêmica, associada ao emprego de herbicidas pré-emergentes, é fundamental para reduzir a sobrevivência de plantas remanescentes e minimizar novos fluxos de emergência da trapoeraba. A ausência de um manejo integrado, preventivo e eficiente pode resultar em perdas expressivas de produtividade nas culturas subsequentes, com reduções estimadas entre 20% e 80% na soja (Supra Pesquisa, s.d.).

Conforme observado por Bianchi; Sturmer; Somavilla (2018), no manejo químico pós-emergente da trapoeraba, aplicações sequenciais de herbicidas apresentam maior eficiência de controle. Os autores verificaram que estratégias envolvendo uma primeira aplicação com glifosato + 2,4-D, seguida por uma segunda aplicação com glufosinato de amônio ou diquat, apresentam potencial para reduzir significativamente as infestações da espécie, constituindo uma alternativa tecnicamente consistente para o manejo da planta daninha.

Referências:

BIANCHI, M. A.; STURMER, H.; SOMAVILLA, J. C. ESTRATÉGIAS DE CONTROLE PARA TRAPOERABA. CCGL. Boletim Técnica, n. 65, 2018. Disponível em: < https://upherb.com.br/ebook/boletim_t%C3%A9cnico_65.pdf >, acesso em: 23/06/2026.

BORION, J. H. R. et al. Commelina benghalensis: ASPECTOS DE BIOLOGIA E MANEJO. Revista Caderno Pedagógico, 2026. Disponível em: < https://ojs.studiespublicacoes.com.br/ojs/index.php/cadped/article/view/22965/12756 >, acesso em: 23/06/2026.

GBIF. Commelina benghalensis L. GBIF, 2026. Disponível em: < https://www.gbif.org/taxon/5ZSD4#map >, acesso em: 23/06/2026.

HEAP, I.  THE INTERNATIONAL HERBICIDE-RESISTANT WEED DATABASE, 2026. Disponível em: < https://weedscience.org/Pages/Species.aspx >, acesso em: 23/06/2026.

SUPRA PESQUISA. Supra Pesquisa. Instagram, [s.d.]. Disponível em: https://www.instagram.com/suprapesquisa/. Acesso em: 23/06/2026.



Continue Reading

Sustentabilidade

A nova geração do agro e o verdadeiro foco do investimento em biotecnologia – MAIS SOJA

Published

on


O agronegócio é a principal locomotiva econômica do Brasil e já provou sua capacidade de produzir em escala, ocupar mercados globais e transformar tecnologia em produtividade. Mas o próximo salto do setor não virá da abertura de novas áreas. Esse ciclo encontrou limites ecológicos, legais e de mercado. A disputa agora está em outro lugar: produzir mais, com mais eficiência, no mesmo hectare. E, para isso, não basta avançar da porteira para dentro; é preciso enfrentar a vulnerabilidade que ainda pesa sobre a base produtiva do país.

A maior delas é a dependência extrema de insumos importados. O Brasil compra no exterior cerca de 85% dos fertilizantes que consome. Isso significa que uma parte relevante do custo da lavoura está exposta ao câmbio, ao frete internacional, a crises geopolíticas e a decisões tomadas longe da realidade do produtor brasileiro. Na prática, o custo de produção fica refém de produtos dolarizados, o que comprime severamente a relação de troca e reduz a previsibilidade agrícola. A resposta para diminuir essa fragilidade econômica já é tratada pelo governo como uma questão de soberania nacional e exige um investimento robusto em biotecnologia.

Mas reconhecer a biotecnologia como resposta não basta. O desafio é transformá-la em escala. Hoje, mesmo se todas as empresas nacionais do setor operassem em capacidade máxima, a indústria brasileira conseguiria atender a apenas cerca de 15% da demanda atual. Esse dado mostra que a autonomia do país nessa área ainda depende de um avanço decisivo: ampliar a capacidade de transformar conhecimento científico em produção industrial viável.

Quando se fala em ciência biológica no agro, o senso comum ainda aponta para a bioprospecção, ou seja, o isolamento de microrganismos na natureza. Esse trabalho é fundamental e pode levar anos até a identificação de um ativo com potencial agronômico. Mas, para quem quer competir nesse mercado, ele já se tornou ponto de partida. A partir daí, o foco da pesquisa precisa avançar para a etapa seguinte: processos mais eficientes, produtos mais estáveis, custos menores e escala para chegar ao campo.

O diferencial que sustenta a competitividade hoje é o investimento em pesquisas para a otimização de processos. Trabalhar em tecnologias de fermentação capazes de reduzir ciclos de dias para apenas algumas horas é a verdadeira linha de corte. Essa inteligência permite multiplicar a capacidade produtiva usando a mesma estrutura, sem elevar os custos operacionais. É essa eficiência industrial contínua que viabiliza economicamente a tecnologia e faz a inovação chegar de forma acessível ao campo. z

Essa mesma eficiência de fábrica é o que tangibiliza a nova economia verde. Nos processos biotecnológicos de ponta, a pesquisa permite enriquecer formulações e aproveitar integralmente os compostos gerados na produção, reduzindo desperdícios e eliminando descartes. Nesse contexto, sustentabilidade deixa de ser discurso e passa a ser eficiência produtiva, com impacto direto em rentabilidade, competitividade e atração de capital.

Reduzir a dependência do agronegócio brasileiro no longo prazo exige confiança e investimento contínuo em pesquisa aplicada. A biotecnologia escalável não serve apenas para substituir gradativamente parte dos insumos convencionais, mas para construir um modelo produtivo mais independente, eficiente e competitivo. Quando a ciência sai do laboratório, ganha escala industrial e chega à lavoura, ela deixa de ser promessa e passa a ser estratégia para o futuro do agro brasileiro.

Sobre o autor: William Marcusso, engenheiro agrônomo e diretor de Projetos e Inovação da Síntese Agro Science

 

Fonte: Assessoria de imprensa


undefined


Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT