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6 de maio de 2026

Sustentabilidade

Aprosoja MT promove Fórum para discutir crédito e endividamento rural – MAIS SOJA

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A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) realiza, no próximo dia 15 de setembro, o Fórum de Crédito e Endividamento Rural – Causas, efeitos e alternativas para superar a crise no campo, a partir das 8h, no Hotel Gran Odara, em Cuiabá. O evento é gratuito e aberto a produtores rurais, representantes do agronegócio e sociedade em geral. O objetivo é debater as causas, impactos e perspectivas do endividamento rural, além de construir soluções práticas que ajudem a superar os desafios enfrentados pelo setor produtivo.

A programação contará com palestras de especialistas renomados, bem como o advogado de direito agrofinanceiro, Lutero Paiva; o Sócio-diretor da MacroSector Consultores, Fábio Silveira; o presidente do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador dr. Mário Kono; o Chefe Adjunto de Unidade do Departamento de Regulação, Supervisão e Controle das Operações de Crédito Rural e do Proagro (Derop), João Ferrari Neto; e o CEO da empresa Lucro Rural, Ângelo Ozelame, que irão apresentar caminhos para que o produtor possa seguir nesse momento crítico, e que reflete em toda a cadeia produtiva.

Segundo o presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber, o Fórum Crédito e Endividamento Rural acontece em um momento crucial para os produtores rurais de Mato Grosso, diante das dificuldades enfrentadas pelo agronegócio mato-grossense.

“Nós sabemos que o nosso setor passa por dificuldades em todo o país pela queda do preço das commodities nos últimos anos e Mato Grosso é o Estado que nos últimos dez anos mais aumentou a área de agricultura e isso demandou muito investimento. Hoje os produtores estão tendo dificuldade, principalmente aqueles que investiram nos últimos anos em abertura de novas áreas para conseguir permanecer na atividade, sem ter uma renegociação adequada e que seja de fato justa para ambos os lados”, afirmou.

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O presidente reforçou ainda que a expectativa da entidade é auxiliar os produtores na busca por soluções práticas e viáveis. “Nós teremos vários especialistas para discutir o tema, dentre eles advogados, técnicos que trabalham no setor, focados nesse assunto e que vão trazer soluções, estratégias e também dicas de como minimizar impactos. Além disso, teremos instituições financeiras participando para debater com os produtores e também apresentar opções para que cada vez mais nós consigamos mediar de uma maneira mais assertiva”, destacou.

Para o diretor administrativo e coordenador da Comissão de Política Agrícola da Aprosoja MT, Diego Bertuol, a expectativa é reunir um público expressivo e garantir que as discussões resultem em medidas práticas.

“O Fórum de Crédito e Endividamento Rural surgiu da necessidade de abrir um espaço de diálogo entre produtores, autoridades, cooperativas, bancos privados e toda a sociedade nesse momento de crise que o agro e a economia brasileira passam. A nossa expectativa é reunir um público amplo para que possamos transformar as discussões em propostas concretas e caminhos práticos que ajudem a enfrentar o momento de dificuldades do campo e a construir soluções para o futuro”, ressaltou.

Diego Bertuol destacou ainda que o evento será uma oportunidade única para esclarecer dúvidas e ampliar conhecimentos sobre o tema. “Quero convidar todos os produtores, lideranças e a sociedade em geral para participarem conosco do Fórum de Crédito e Endividamento Rural. É um momento importante para trocarmos experiência, buscarmos alternativas e dar andamento em soluções que não chegam ao êxito devido à falta de uma mediação assertiva e mostrarmos a força da nossa união. Sua presença fará a diferença para nós”, finalizou.

A Aprosoja MT reforça o convite a todos os produtores e interessados em compreender melhor o cenário do crédito e endividamento rural para participar deste importante espaço de debate, informação e construção coletiva de soluções.

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Sustentabilidade

Manejo da resistência de fungos a fungicidas – MAIS SOJA

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O manejo da resistência de patógenos, especialmente de origem fúngica, é um dos principais desafios relacionados ao controle de doenças em culturas como a soja. Embora medidas integradas possam ser empregadas para manejo das doenças em soja, os fungicidas químicos continuam sendo as ferramentas mais utilizadas para o controle de doenças em escala comercial.

Nesse contexto, estratégias de manejo necessitam ser adotadas visando “frear” a evolução dos casos de resistência das doenças aos fungicidas. Considerando a dificuldade em desenvolver e registrar novas moléculas, assegurar a manutenção da eficácia dos fungicidas atuais é crucial para a sustentabilidade do sistema de produção.

Uma das grandes preocupações relacionadas a isso é o desenvolvimento das resistências cruzadas. De acordo com o Comitê de Ação a Resistência a Fungicidas, a resistência cruzada é o fenômeno em que uma população de patógenos que se torna resistente a um fungicida também passa a apresentar resistência a outros produtos que possuem o mesmo modo de ação ou compartilham o mesmo sítio-alvo bioquímico (figura 1).

Figura 1. Representação gráfica de como ocorre a resistência cruzada a fungicidas.
Fonte: FRAC-BR (2026)

Isso ocorre porque, mesmo sendo moléculas diferentes, esses fungicidas atuam sobre o mesmo processo metabólico, de modo que uma única mutação gênica pode conferir resistência a vários compostos simultaneamente. Esse risco é maior em fungicidas de sítio específico, que atuam em um único alvo, enquanto fungicidas multissítio apresentam menor probabilidade de seleção de resistência, tornando fundamental o conhecimento do modo de ação para estratégias eficazes de manejo (FRAC-BR, 2026).

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Estratégias de manejo

De forma prática, o uso dos fungicidas multissítios associada a rotação de modos de ação, é a estratégia mais eficaz de prevenção da resistência aos fungicidas, no entanto, algumas estratégias associadas podem contribuir de forma significativa para reduzir a pressão de seleção sobre indivíduos, bem evolução dos casos de resistência.

 Dentre essas estratégias, o FRAC-BR destaca para a cultura da soja, a rotação de moléculas de fungicidas dentro do mesmo grupo químico; a adoção de boas práticas agronômicas como evitar semeaduras tardias, dar preferências por variedades de ciclo precoce, respeitar o vazio sanitário e eliminar plantas voluntárias, evitando a exposição desnecessária dos produtos a altas populações dos patógenos.

Não menos importante, deve-se evitar programas de manejo que priorizem a aplicações curativas, uma vez que favorecem a pressão de seleção contínua e aceleram o desenvolvimento de populações menos sensíveis do patógeno. Além das estratégias supracitadas, a utilização de produtos biológicos também contribui para o manejo da resistência das doenças a fungicidas, considerando que esses compostos apresentam múltiplos modos de ação. No entanto, para maior performance, recomenda-se que os produtos biológicos sejam utilizados preferencialmente de forma associada a fungicidas sítios específicos e multissítios (FRAC-BR, s. d.).

Vale ressaltar que o manejo da resistência de doenças a fungicidas vai além das perdas quantitativas de produtividade, impactando diretamente a viabilidade econômica e a longevidade do sistema produtivo. Diante da elevada complexidade, do custo e do tempo necessários para o desenvolvimento de novas moléculas, preservar a eficácia dos fungicidas disponíveis torna-se uma estratégia indispensável para garantir a sustentabilidade da cultura da soja a médio e longo prazo.

Clique aqui e confira as novas recomendações para o manejo de doenças em soja.

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Referências:

FRAC. NOVAS RECOMENDAÇÕES PARA O MANEJO DE DOENÇAS EM SOJA. FRAC-Brasil, s.d. Disponível em: < https://3f2c8573-584c-4b16-985f-14dc48f9ab81.filesusr.com/ugd/6c1e70_f591d8b1a2934a109259af440b049052.pdf >, acesso em: 06/05/2026.

FRAC. O QUE É RESISTÊNCIA CRUZADA? Comitê de Ação a Resistência a Fungicidas: FRAC-Brasil, 2026. Disponível em: < https://www.frac-br.org/post/o-que-e-resistencia-cruzada >, acesso em: 06/05/2026.

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Sustentabilidade

ALGODÃO/CEPEA: Preços sobem impulsionados por exportações e paridade – MAIS SOJA

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Os preços do algodão em pluma no mercado interno brasileiro subiram em abril pelo quinto mês consecutivo, atingindo os maiores patamares nominais desde julho de 2025. Segundo o Cepea, o movimento é sustentado, sobretudo, pelo bom desempenho das exportações, que reduziu os estoques domésticos, e pela valorização do petróleo.

De acordo com o Centro de Pesquisas, no mercado doméstico, a liquidez permaneceu limitada, refletindo a combinação de disparidades de preço e/ou qualidade com a postura cautelosa dos agentes. Indústrias priorizam o consumo de estoques e o cumprimento de contratos a termo, enquanto comerciantes concentram-se em negociações “casadas” e aquisições pontuais para atender a programações previamente estabelecidas.

O Indicador CEPEA/ESALQ (pagamento em oito dias) do algodão em pluma subiu 5,74% no acumulado de abril (de 31 de março a 30 de abril), encerrando a R$ 4,1421/lp no dia 30, o maior valor nominal desde 25 de julho de 2025. Segundo pesquisadores do Cepea, a paridade de exportação também influenciou as altas em abril. A cotação interna ficou, em média, 6,6% acima da paridade no mês, a maior vantagem para o mercado doméstico desde agosto de 2025. Ainda assim, os preços no Brasil permanecem 5,02% inferiores aos de abril de 2025, em termos reais (deflacionados pelo IGP-DI de março/26).

Fonte: Cepea

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FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

Plantio do milho segunda safra foi concluído em Mato Grosso do Sul – MAIS SOJA

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O plantio do milho segunda safra 2025/2026 foi concluído em Mato Grosso do Sul, conforme levantamento do Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS com recursos do Fundems/Semadesc. A área estimada destinada ao cereal é de 2,206 milhões de hectares.

Segundo o assessor técnico da Aprosoja/MS, Flavio Aguena, o encerramento da semeadura marca o início de uma nova etapa de acompanhamento das lavouras em campo.“Com o plantio finalizado, o foco agora passa a ser o desenvolvimento das áreas e o comportamento climático nas próximas semanas, fatores que serão determinantes para o potencial produtivo da cultura”, explica.

Atualmente, 72,7% das lavouras de milho no Estado são avaliadas como boas, 16,9% como regulares e 10,4% como ruins. As equipes seguem monitorando, além das condições climáticas, a incidência de pragas e doenças nas principais regiões produtoras.

A estimativa inicial aponta produtividade média de 84,2 sacas por hectare, com produção projetada em 11,139 milhões de toneladas.

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Paralelamente ao encerramento do plantio do milho, a área colhida de soja safra 2025/2026 alcançou 99,8% em Mato Grosso do Sul. A região centro está com a colheita concluída, enquanto a região sul registra média de 99,8% e a região norte 99,6%. A área colhida até o momento é de aproximadamente 4,7 milhões de hectares. Com o avanço das amostragens de produtividade, a Aprosoja/MS revisou a média estadual para 61,73 sacas por hectare, índice 19,2% superior ao ciclo anterior.

“Os levantamentos de campo mostram uma safra de soja com resultados consistentes em boa parte do Estado. Mesmo com perdas pontuais em algumas regiões, a produtividade média foi revisada positivamente à medida que as amostras avançaram”.

A  expectativa é de produção de 17,759 milhões de toneladas de soja no Estado.

O boletim completo pode ser acessado aqui.

Fonte: Aprosoja/MS

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