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5 de maio de 2026

Sustentabilidade

Tratamento biológico de sementes: tecnologia e sustentabilidade para uma agricultura de alto desempenho – MAIS SOJA

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Por Flávio Lamanna – Gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da Indigo

Aumentar o desempenho das lavouras é essencial para atender à crescente demanda global por alimentos, fibras e biocombustíveis, especialmente com o crescimento populacional e a urbanização acelerada. Isso é particularmente importante no Brasil, um dos maiores produtores agrícolas do mundo. Ao elevar a produtividade de forma sustentável, a agricultura também fortalece a economia, gera emprego e promove o desenvolvimento de regiões rurais.

Além disso, o aumento do desempenho agrícola, quando aliado às práticas sustentáveis, contribui para a conservação ambiental. A incorporação de tecnologias, como bioinsumos e manejo biológico, é um aliado importante na preservação e recuperação da saúde do solo.

Dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) revelam que o mercado de produtos biológicos no Brasil vem crescendo mais de 30% ao ano com a comercialização de bionematicidas, biofungicidas, bioinseticidas, bioherbicidas, biofertilizantes e bioestimulantes. Nesse contexto é preciso ressaltar a importância do tratamento biológico de sementes. Peças-chave na produtividade, as sementes carregam todas as características genéticas imprescindíveis para uma agricultura mais produtiva.

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Dentre os biológicos registrados no MAPA, cerca de 20% são recomendados para o tratamento de sementes, visando uma melhor qualidade e estabelecimento inicial das culturas, proteção das sementes contra fungos e pragas de solo e condições climáticas adversas. Os microrganismos são os ingredientes ativos da maioria desses bioinsumos. Fungos do gênero Trichoderma e as bactérias do gênero Bacillus são os mais utilizados, além das bactérias que são base para os inoculantes destinados à fixação de nitrogênio (Azospirillum e os rizóbios).

Pesquisas já comprovaram que as sementes são um importante veículo para transporte de patógenos para as áreas de plantio, sobretudo na soja e no milho, o que pode comprometer toda a produção e é por isso que o manejo biológico tem crescido ano a ano.

Esse é um processo que envolve a aplicação de microrganismos benéficos diretamente nas sementes antes do plantio. Nesse momento, bactérias e fungos selecionados, ativas nos bioinsumos, atuam em conjunto para proteger as plantas desde a germinação, promovendo o desenvolvimento saudável e robusto.

Benefícios múltiplos

O tratamento biológico de sementes não só contribui para uma lavoura mais produtiva, como também melhora a saúde do solo e fortalece a resiliência das plantas contra pragas, doenças e variações climáticas, fatores cruciais para uma agricultura de alto desempenho. Essa é uma prática eficaz para melhorar a qualidade do material genético e o potencial germinativo, reduzindo o nível de patógenos presentes na lavoura. Esses benefícios incluem:

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– Saúde do solo: biológicos de alta performance melhoram a estrutura e a biodiversidade do solo, promovendo o equilíbrio e a fertilidade da rizosfera – a camada ao redor das raízes, onde ocorre intensa atividade microbiana essencial para o desenvolvimento das plantas.

– Proteção e crescimento: além de proteger contra pragas e doenças, os biológicos estimulam o vigor das plantas, fortalecendo o sistema radicular. Isso resulta em plantas mais saudáveis e produtivas, com raízes profundas e robustas que absorvem melhor os nutrientes do solo.

– Resistência a estresse: este manejo ajuda as plantas a enfrentarem condições de estresse, seja por pragas e doenças ou por condições ambientais adversas, como seca e temperaturas extremas. Essa resistência aumenta as chances de uma maior produtividade, mesmo em condições desafiadoras.

Importante ressaltar que, após a aplicação do tratamento, o produtor vai contar com uma estabilidade do microrganismo na semente que varia de acordo com cada produto, sendo de 24 horas e em alguns casos, até 300 dias após a aplicação.

Diversidade

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Existem diversos tipos de biológicos aplicados no tratamento de sementes, cada um com funções específicas para aumentar a eficiência e sustentabilidade das lavouras. Entre os mais utilizados, destacam-se os inoculantes, que fornecem microorganismos que estimulam o crescimento das plantas, como as bactérias fixadoras de nitrogênio, amplamente utilizadas na cultura da soja; os bioestimulantes, que melhoram o desenvolvimento das plantas, aumentando a absorção de nutrientes e promovendo maior vigor; e os bionematicidas, que protegem as plantas de nematoides, pragas que podem comprometer seriamente a produtividade das culturas.

Na linha de produtos Indigo, por exemplo, encontramos um bionematicida, que protege as lavouras dos nematoides de cisto, galha e lesão, conhecidos por causar danos significativos, afetando a saúde das plantas e a produtividade das culturas.

O biotrinsic bionematicida atua em todos os estágios de desenvolvimento desses nematoides, desde ovos até adultos, promovendo um controle eficaz e contribuindo para a saúde do solo e das plantas. Desenvolvido à base de microorganismos endofíticos, o bionematicida é de fácil absorção, tornando as plantas mais robustas e resistentes.

Os produtores contam ainda com o biotrinsic simplex. Com microrganismos promotores de crescimento para as culturas de milho e soja, ele é o primeiro produto no mercado brasileiro à base de Bacillus simplex. Esta é uma solução que garante uma produção mais sustentável ao associar diversos benefícios em um só produto e potencializar a solubilização de fósforo, ajudando as plantas a absorverem melhor esse nutriente essencial.

Impacto na produtividade

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Estudos indicam que o tratamento biológico de sementes aumenta significativamente a produtividade em culturas de soja, milho e algodão. Isso acontece porque a aplicação de biológicos nas sementes estimula o crescimento uniforme e robusto das plantas, o que se traduz em ganhos de produtividade em campo.

Em um estudo de campo da Embrapa observou-se um aumento de produtividade de até 10% nas lavouras de soja tratadas com biológicos, enquanto no milho e algodão a melhoria na absorção de nutrientes e no vigor das plantas resultou em safras mais consistentes e produtivas.

E é por conta de tais benefícios que o futuro dos tratamentos biológicos na agricultura é promissor, com uma tendência de crescimento acelerado impulsionada pela busca por soluções mais sustentáveis e eficientes. E a tecnologia tem sido um grande motor dessa evolução, permitindo o desenvolvimento de produtos que atuam de maneira precisa e integrada com as necessidades das plantas e do solo.

Ferramentas como inteligência artificial e bioinformática ajudam a identificar e desenvolver microrganismos que aumentam a resistência das plantas e promovem um ecossistema equilibrado. Além disso, os tratamentos biológicos estão fortemente alinhados com práticas agrícolas regenerativas, que visam restaurar e enriquecer a saúde do solo e dos recursos naturais.

Essa relação fortalece o compromisso do setor com a sustentabilidade, permitindo uma agricultura que não só mantém a produtividade, mas também revitaliza o solo e promove a biodiversidade – uma inovação que redefine o futuro da agricultura sustentável. E essa é uma paixão que nos move e nos faz investir cada vez mais em tecnologia para desenvolver as melhores soluções para o tratamento biológico de sementes.

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Nosso time combina bioinformática, inteligência artificial e trabalha tendo à sua disposição o maior banco de microrganismos endofíticos do mundo. Tudo para que possamos desenvolver biológicos que contribuem para uma agricultura mais produtiva.

Fonte: Assessoria de Imprensa Indigo



 

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Sustentabilidade

TRIGO/CEPEA: Preços se recuperam em abril, com oferta limitada e baixa liquidez – MAIS SOJA

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Impulsionadas pela oferta restrita e baixa liquidez, características típicas do período de entressafra, as cotações do trigo em grão consolidaram sua trajetória de recuperação em abril. Segundo o Cepea, vendedores estiveram retraídos, limitando a oferta no mercado spot, à espera de melhores condições de comercialização. Esse comportamento, somado à menor disponibilidade interna, mantém o ritmo de negócios reduzido.

Do lado da demanda, compradores com necessidade imediata acabam cedendo às cotações mais elevadas. No segmento de farelo de trigo, os preços seguiram em queda, pressionados pela combinação de demanda enfraquecida, elevada disponibilidade e maior competitividade com produtos substitutos. Quanto às farinhas, o comportamento foi mais estável, refletindo uma demanda relativamente equilibrada, de acordo com dados do Centro de Pesquisas.

Fonte: Cepea



FONTE
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Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

Como dobrar a produção de soja? – MAIS SOJA

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Enquanto a média nacional da soja patina nas 60 sacas por hectare, um método baseado na construção do perfil do solo através da saturação de magnésio está reescrevendo o teto produtivo no Brasil. A técnica, que fundamentou o recorde de 135,49 sc/ha da Agro Mallon no CESB 2025, será revelada pelo consultor Leandro Barcelos na série gratuita “As Verdades Ocultas para Colher Mais Soja“.

Com o objetivo de entregar independência técnica ao produtor, as aulas mostram como destravar a absorção de nutrientes e garantir resiliência hídrica. As inscrições para o treinamento online são limitadas e se encerram nesta terça-feira, dia 05/05.

Método inédito

Diferentemente de abordagens que buscam apenas tornar o cálculo de calagem mais preciso, o método desenvolvido por Leandro Barcelos propõe uma mudança de paradigma: não se trata apenas de neutralizar o pH, mas de desenhar a arquitetura química do perfil do solo. Com foco na saturação de magnésio como fator-chave para destravar a produtividade, a proposta rompe com o modelo tradicional baseado em cálcio e recomendações padronizadas, ao introduzir um cálculo por saturação na CTC em diferentes camadas do solo, permitindo que a planta desenvolva raízes mais profundas e aumente sua resistência a períodos de estresse hídrico.

O método de Barcelos fundamentou o recorde da Agro Mallon (Fazenda Santa Bárbara, Canoinhas/SC) no 17º Desafio do CESB (2025), com a marca histórica de 135,49 sc/ha. “O produtor aprendeu a olhar para o cálcio, mas esqueceu que o magnésio é o motor da clorofila e da absorção de fósforo. Sem o equilíbrio correto entre esses elementos, você pode aplicar o melhor adubo do mundo no sulco ou a lanço, que a planta não conseguirá processar”, afirma Barcelos.

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O Fim do “Voo às Cegas” na Adubação

O especialista alerta que a calagem convencional, muitas vezes aplicada apenas para elevar o pH do solo, tornou-se um dos maiores desperdícios financeiros do agronegócio. “O foco exclusivo no Cálcio ignora que o Magnésio é o fator limitante oculto na maioria das fazendas. Mesmo em solos considerados ‘corrigidos’, a falta de equilíbrio de bases trava o motor da clorofila e impede a absorção de fósforo, pago a peso de ouro”, explica o agrônomo.

Para romper essa barreira, a proposta de Barcelos substitui as receitas de balcão pelo cálculo por saturação de Magnésio na CTC (%Mg/CTC), analisando rigorosamente tanto a camada de 0 a 20 cm quanto a de 20 a 40 cm. Essa construção de perfil em profundidade é o que elimina a “barreira invisível” que condena a soja a explorar apenas a superfície. Além disso, Barcelos traz um alerta decisivo sobre a eficiência do insumo. “O carbonato de Magnésio tem maior dificuldade de dissociação que o de Cálcio. Se você não domina essa dinâmica química, o investimento fica parado na superfície e não vira produtividade”, explicou.

Dominar a química do perfil do solo permite que a planta nasça forte o suficiente para suportar janelas críticas de estresse hídrico, acessando reservas de água que o manejo comum não alcança. Segundo Barcelos, essa autonomia técnica é o que garante a segurança do produtor diante de um calendário agrícola apertado.

“Não adianta investir fortunas em fertilizantes de última geração se a porta de entrada da planta está bloqueada. É o paradoxo que vejo em todo o Brasil, lavouras morrendo de sede com água disponível logo abaixo, simplesmente porque o perfil do solo foi tratado como um depósito de insumos e não como um sistema biológico vivo”, pontua Leandro.

O Caso do CESB 2025

A prova de fogo desse manejo ocorreu na safra 2024/2025. Sob a consultoria de Leandro Barcelos e o uso do Método da ARDS (A Raiz da Solução), o produtor Charles Adriano Breda (gestor da fazenda AgroMallon) conseguiu colher mais de 135 sacas por hectare, mesmo enfrentando 18 dias de veranico.

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A resiliência hídrica, segundo o método, é fruto direto da correção do perfil do solo. Quando o magnésio e o cálcio estão em equilíbrio, a planta consegue aprofundar o sistema radicular para acessar o CAD (Capacidade de Água Disponível) em camadas de até 1,5 metros de profundidade.

“Um segredo técnico que poucos dominam é a relação entre Potássio e Magnésio. Muitos tentam aumentar o K para ganhar peso de grão, mas sem o Magnésio adequado na CTC, ocorre a inibição competitiva. O resultado? O produtor gasta com adubo, o nutriente compete entre si e a planta perde produtividade. O equilíbrio é o que destrava o sistema.”

Resultados Reais

A metodologia defendida por Leandro Barcelos é validada no campo por produtores de várias regiões do país, que transformaram o manejo em resultados históricos, mesmo sob pressão climática.

  • Eduardo Primon (Minas Gerais): O engenheiro agrônomo e produtor no Cerrado Mineiro, relata que o manejo focado nos pilares da raiz e fisiologia permitiu elevar a média global da fazenda de 70 para 90,5 sacas por hectare. Para ele, a planta precisa estar pronta para o “embate” contra o clima. “A soja é igual a um atleta de alta performance; qualquer manejo errado ou ‘tropeço’ no meio do caminho impede que se chegue às 100 sacas. Preparamos a planta para o estresse antes mesmo do plantio, o que nos garantiu recordes de 107 sacas em áreas monitoradas, mesmo com o clima adverso”, destaca Primon.
  • Márcio Natalli (Rio Grande do Sul): Em Boa Vista do Incra (RS), Natalli transformou a realidade da sua produção ao investir na construção do perfil do solo, elevando a sua média de 60 para 90 sacas por hectare. “Enquanto a vizinhança sentia o veranico, a nossa soja continuava verde e a procurar água no fundo. O salto para as 90 sacas é o resultado direto de um sistema radicular que trabalha onde o manejo comum não alcança. Sem raiz, não há teto produtivo que se sustente”, afirma o produtor.
  • Francisco Luçardo (Goiás): O produtor conseguiu romper a barreira das 70 sacas, atingindo o patamar das 100 sacas por hectare através do ajuste nutricional profundo. “Não basta apenas colocar adubo; é preciso garantir que o solo esteja equilibrado em profundidade para que a planta consiga absorver tudo o que oferecemos. Quando ajustamos esse equilíbrio, o investimento finalmente se transforma em produtividade real e grão no armazém”, resume Luçardo.
Capacitação e Independência Técnica

Para Leandro Barcelos, o papel do consultor estratégico é entregar o conhecimento certo que permita ao produtor retomar as rédeas da própria lavoura. “O produtor precisa parar de ficar na mão do balcão de vendas e de aceitar pacotes prontos. A lucratividade máxima só vem quando ele conquista a sua independência técnica, que é saber olhar para a análise de solo e decidir, com critério, o que e quando aplicar”, pontua.

A série gratuita “As Verdades Ocultas para Colher Mais Soja” precede o evento presencial ARDS Experience e serve como porta de entrada para o Treinamento A Raiz da Solução 2.0. O programa é focado em construir um perfil de solo resiliente, respeitando o custo-benefício e a realidade financeira de cada fazenda.

As inscrições para a série gratuita estão na reta final e podem ser realizadas pelo link abaixo até terça-feira (05/05) clique aqui

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Quem é Leandro Barcelos?

Especialista em fertilidade do solo e fisiologia vegetal com mais de 40 anos de vivência no campo, Leandro Barcelos é o consultor agronômico por trás da conquista do último campeonato nacional de produtividade de soja do CESB 2025. Natural do Rio Grande do Sul e filho de produtores, trilhou uma jornada resiliente: de produtor rural e caminhoneiro a gerente de fazenda, estudando ciência das plantas na cabine do caminhão após enfrentar perdas severas pela seca. Essa trajetória o levou a desenvolver um método exclusivo chamado A Raiz da Solução, que permite colher acima de 100 sc/ha em diversas regiões do Brasil. Sempre considerando o tempo necessário de cada fazenda para chegar às altas produtividades. Evoluir significa Transformar, ou seja, usar o mesmo dinheiro no local e forma certa , transforma a produtividade gerando mais lucro. Assim, a Raiz é a solução e produtividade é que paga conta.

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Sustentabilidade

Inspeções de soja para exportação nos EUA caem quase 30%, aponta USDA

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O volume de soja inspecionado para exportação nos Estados Unidos caiu 29,5% na semana encerrada em quarta-feira (30), totalizando 450.145 toneladas.

Os dados foram divulgados nesta terça-feira (5) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), em relatório semanal de inspeção de embarques. No mesmo período, milho e trigo registraram aumento nas inspeções.

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Segundo o USDA, o milho somou 2,03 milhões de toneladas inspecionadas para exportação, alta de 22,4% frente à semana anterior. Já o trigo alcançou 434.204 toneladas, avanço de 17,4% na mesma comparação.

O relatório indica, portanto, comportamento distinto entre os principais grãos embarcados pelos Estados Unidos no fechamento de abril. Enquanto milho e trigo ganharam ritmo semanal nos portos, a soja apresentou desaceleração nas inspeções, dado que serve como referência para o fluxo efetivo de exportações.

No acumulado do ano comercial, o milho mantém desempenho acima do registrado no ciclo anterior. As inspeções do cereal estão 30,5% superiores às observadas no mesmo período do ano passado. No caso do trigo, o avanço acumulado é de 12%.

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A soja segue em direção oposta. De acordo com o USDA, o volume inspecionado no ano comercial está 23,5% abaixo do verificado em igual intervalo da temporada passada. Esse resultado mostra perda de ritmo nos embarques do grão norte-americano ao longo do ciclo atual.

O ano-safra considerado pelo USDA começa em 1º de junho de 2025 para o trigo e em 1º de setembro de 2025 para milho e soja. O relatório não detalha, neste recorte, os destinos das cargas nem os fatores específicos para a variação semanal por produto.

Os dados reforçam que o monitoramento semanal das inspeções segue relevante para medir a competitividade dos grãos dos Estados Unidos no mercado externo. Nas próximas divulgações, a atenção deve permanecer sobre a soja, diante do recuo semanal e da defasagem acumulada no ano comercial.

O post Inspeções de soja para exportação nos EUA caem quase 30%, aponta USDA apareceu primeiro em Canal Rural.

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