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11 de maio de 2026

Sustentabilidade

Dependência da adubação fosfatada na agricultura coloca o setor em estado de atenção – MAIS SOJA

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O fósforo (P) é um dos nutrientes mais importantes para a agricultura, fundamental para o desenvolvimento das plantas. Ele atua diretamente nos processos de armazenamento e transferência de energia, no enraizamento, na formação de sementes e na qualidade dos grãos. Por isso, a adubação fosfatada é indispensável para garantir altas produtividades e a sustentabilidade da produção de alimentos, especialmente em solos tropicais, como os do Brasil, que apresentam baixa disponibilidade natural desse nutriente.

O manejo adequado do fósforo não apenas aumenta a eficiência das lavouras, mas também contribui para a segurança alimentar, promovendo colheitas mais abundantes e de melhor qualidade. O problema é que a maior parte do P utilizado na agricultura provém de reservas minerais não renováveis, cuja exploração está concentrada em poucos países.

Esse cenário representa um risco para o futuro da produção agrícola, já que a escassez ou o encarecimento desse insumo pode comprometer a oferta global de alimentos. “Hoje somos dependentes da adubação fosfatada. Para alcançar altas produtividades, é necessário um manejo sustentável não apenas ambientalmente, mas também economicamente. E isso passa, inevitavelmente, pelo uso do P, que é o grande gargalo”, explica Luiz Fernando Ribeiro, engenheiro agrônomo e responsável pela área de desenvolvimento de negócios da Superbac em Minas Gerais e Goiás.

Fixação e baixa eficiência

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O alerta é ainda mais preocupante devido ao fenômeno da fixação do fósforo: rapidamente, o nutriente passa de uma forma assimilável para outra indisponível às plantas, ao se ligar à estrutura do solo. “Estima-se que, para produzir 60 sc/ha de soja (3.600 kg/ha), sejam necessários 48 kg/ha de P₂O₅ (pentóxido de difósforo, unidade usada para expressar fósforo em fertilizantes). No entanto, na maioria das lavouras aplicam-se entre 100 kg e 120 kg/ha devido à baixa eficiência de absorção das plantas. Por isso, precisamos de soluções que melhorem o aproveitamento desse nutriente”, complementa Ribeiro.

Um problema antigo

A limitação das reservas de P não é novidade. “Há mais de 100 anos já se sabia que este era um recurso finito. Algumas reservas foram descobertas, como na Noruega, mas sua extração causa sérios impactos ambientais. Além de limitado, trata-se de um recurso que, ao se esgotar, comprometerá a produção agrícola mundial”, reforça o engenheiro agrônomo.

Caminhos tecnológicos

Entre as alternativas, destaca-se o avanço dos fertilizantes organominerais, usados há mais de 30 anos, que aumentam a eficiência de absorção do fósforo. Mais recentemente, as pesquisas evoluíram para o uso de microrganismos solubilizadores de P, capazes de transformar uma forma indisponível do nutriente em assimilável, aumentando a assertividade da adubação.

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É nesse campo que a Superbac tem avançado. O grande diferencial foi combinar fertilizantes com o condicionador biológico de solo (Smartgran), criando um produto biotecnológico rico em bactérias benéficas, enriquecido com macro e micronutrientes. Sua aplicação reequilibra o solo, favorece o enraizamento, amplia a absorção de nutrientes e melhora a eficiência do uso do P, ajustando significativamente a dose de adubo químico.

Desafios de adoção

Apesar dos avanços, ainda existem barreiras. “Um dos principais desafios é cultural. O produtor se acostumou, há mais de 100 anos, a aplicar grandes quantidades de fósforo. Em culturas de alto valor agregado, por exemplo, como alho, batata, cebola e cenoura, chega-se a usar 1.200 kg/ha de P₂O₅. Mas será que realmente precisa de tudo isso? Muitas vezes, não. É um hábito consolidado pela resposta imediata da adubação”, ressalta.

Outro entrave está na forte presença de grandes empresas que movimentam bilhões na produção de fertilizantes químicos, além da baixa fertilidade natural dos solos tropicais brasileiros, que reforça o consumo elevado. “São barreiras construídas ao longo do tempo e que ainda resistem à adoção de novas tecnologias”, aponta Ribeiro.

Sustentabilidade como legado

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Para o especialista, a mudança depende de uma ação conjunta entre indústria e produtores. “O agricultor que não pensa na sustentabilidade do seu negócio está, na prática, comprometendo o futuro da própria família. Como seus filhos ou netos vão produzir sem fontes renováveis? É preciso pensar em longo prazo. Do nosso lado, como indústria, seguimos investindo em pesquisas, tecnologias e soluções para entregar alternativas padronizadas e sustentáveis”, finaliza.

Sobre a Superbac

Fundada em 1995, a Superbac é pioneira no mercado brasileiro de soluções em biotecnologia e detentora da mais moderna biofábrica da América Latina, onde atuam mais de 70 pesquisadores. Líder em bioinovação e referência na substituição de processos produtivos, ela é provedora de soluções sustentáveis e economicamente viáveis, formulando blends específicos de microrganismos e potencializando seus efeitos para solucionar demandas nos mais diferentes segmentos, como: agricultura, saneamento, óleo & gás, bens de consumo, farmacêutico, cosméticos e alimentação humana e animal.

Fonte: Assessoria de Imprensa Superbac



 

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Sustentabilidade

SOJA/CEPEA: Recorde de exportações sustenta receita – MAIS SOJA

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O Brasil segue liderando as exportações de soja. As vendas são impulsionadas pela forte demanda global, sobretudo da China. Segundo o Cepea, apesar da pressão exercida pela ampla oferta interna, pela desvalorização cambial e pelo recuo das cotações domésticas, o bom desempenho das exportações tem sustentado a receita do setor.

Em abril, o Brasil exportou 16,75 milhões de toneladas de soja, recorde da série da Secex, com aumentos de 15,35% frente ao volume de março e de 9,6% em relação ao verificado no mesmo mês de 2025. Os embarques à China, especificamente, avançaram 17,6% de março para abril. No acumulado de janeiro a abril, as vendas externas somaram 40,24 milhões de toneladas, também o maior volume já registrado para o período.

Fonte: Cepea


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Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

Cooperativismo catarinense supera 109 mil empregos diretos e amplia a geração de vagas em 7,1% em 2025 – MAIS SOJA

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O cooperativismo catarinense encerrou 2025 como um dos principais geradores de trabalho e renda em Santa Catarina. No ano passado, o setor foi responsável por 109.677 empregos diretos com carteira assinada, segundo dados consolidados do Sistema OCESC.

O resultado representa uma alta de 7,1% em relação a 2024, quando o setor registrou 102.402 trabalhadores. “Cada emprego criado pelo cooperativismo representa renda e estabilidade para as famílias e fortalece as comunidades onde as cooperativas atuam. Esse avanço mostra um modelo que alia eficiência e impacto social, que organiza pessoas, amplia oportunidades e distribui desenvolvimento no território, com impacto direto nas economias regionais”, diz o presidente do Sistema OCESC, Vanir Zanatta.

O movimento também acompanha a ampliação da base social do cooperativismo. Em 2025, o número de cooperados em Santa Catarina ultrapassou o marco de cinco milhões, garantindo novamente a liderança do estado como o mais cooperativista do Brasil. “O cooperativismo cresce quando entrega resultado econômico e, ao mesmo tempo, mantém o foco nas pessoas. É isso que sustenta crescimento com consistência: gestão, presença regional e compromisso com quem participa do sistema”, afirma Zanatta.

Os dados de 2025 mostram equilíbrio por gênero entre os empregos diretos do cooperativismo catarinense: 54.570 homens e 55.107 mulheres. Os números traduzem um modelo que combina equidade, competitividade e compromisso social em diferentes ramos e regiões.

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A maior parte das vagas está concentrada em Santa Catarina, com 84.776 postos de trabalho. Outros 24.901 empregos estão localizados fora do estado, o equivalente a 29,4% do total, resultado da expansão de cooperativas catarinenses no cenário nacional.

A presença fora de Santa Catarina amplia a capacidade de competir em diferentes regiões, mantendo vínculos com a base produtiva e com as cadeias econômicas que se estruturam no território catarinense.

“O cooperativismo gera trabalho formal, movimenta cadeias produtivas e cria oportunidades onde as pessoas vivem. Os resultados aparecem nos indicadores, mas o principal efeito está na transformação que esse modelo produz na vida dos cooperados, colaboradores e comunidades”, conclui Zanatta.

Fonte: Sistema Ocesc, disponível em Fecoagro



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Autor:Sistema Ocesc, disponível em Fecoagro

Site: Fecoagro/SC

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Sustentabilidade

MILHO/CEPEA: Preço segue em queda com estoque elevado e maior oferta – MAIS SOJA

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Influenciados pela maior oferta, em decorrência da colheita da safra de verão e dos estoques de passagem elevados da temporada 2024/25, os preços do milho seguem recuando na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea. Neste cenário, compradores indicam facilidade na realização de efetivações e aguardam novas baixas.

Segundo o Centro de Pesquisas, parte dos vendedores se mostra mais flexível nas negociações no spot. Com armazéns recebendo lotes da safra de verão (soja e milho) e os estoques de passagem remanescentes da última temporada, há maior necessidade de liberação de armazéns e de formar caixa.

De acordo com pesquisadores do Cepea, as quedas só não foram mais intensas devido à preocupação com o atual clima nas regiões produtoras da segunda safra, já que algumas áreas enfrentam falta de chuva e altas temperaturas. Além disso, a previsão de frentes frias voltou ao radar dos agentes.

Caso isso se confirme, o potencial produtivo das lavouras pode ser reduzido. Até o momento, a Conab estima que serão produzidas 109,11 milhões de toneladas na segunda safra.

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Fonte: Cepea



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Autor:Cepea

Site: Cepea

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