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14 de setembro de 2026

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Tecnologia mede teor de óleo do amendoim em um minuto e pode aumentar ganhos do produtor

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Os produtores de amendoim perdem dinheiro ao não atender as especificações observadas pelos compradores mais exigentes, como o teor de óleo da leguminosa.

Em parceria com a Embrapa Instrumentação (São Carlos, SP), a Fine Instrument Technology (FIT), desenvolveu a tecnologia de Ressonância Magnética Specfit, cujo objetivo é analisar matérias-primas e alimentos processados em torno de um minuto.

De acordo com o CEO da startup, Daniel Consalter, todo o processo se dá de maneira não destrutiva e sem gerar resíduos, além de não utilizar produtos químicos.

Segundo ele, a tecnologia permite que o produtor faça adequações às especificações desejadas pelos compradores. Tudo isso porque a seleção de sementes com alto grau oleico são muito valorizadas pelo mercado, já que além de aumentar a vida de prateleira do produto, possuem propriedades antioxidantes benéficas à saúde.

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Esse diferencial vem em um momento em que a ampla oferta da leguminosa tem pressionado os preços:

Fonte: Conab

“A última safra de amendoim colhida em maio deste ano no interior de São Paulo não atendeu as expectativas dos produtores. O preço pago pela saca de 25 kg de amendoim, abaixo de R$ 80, não foi bem recebido. A análise da qualidade do amendoim torna-se, assim, ainda mais relevante”, avalia Consalter.

Conforme ele, sem essa mensuração, o produtor deixa de rentabilizar quando negocia com os parceiros comerciais. “Precisamos gerar uma cultura de análise entre os produtores. Muitos comercializam o produto no escuro.”

Exportação de amendoim

Selecionar as melhores sementes e garantir que a nova safra de 2026 tenha grãos com propriedades mais valorizadas, atendendo os teores de óleos totais e da umidade, análises consideradas como referências pelas normas ISO e AOCS, também se encaixam no plano de os produtores brasileiros atenderem melhor as exigências dos compradores internacionais.

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab), o país caminha para, em curto prazo, se fixar entre os maiores exportadores de amendoim no mundo, rol que conta com Índia, Argentina, Estados Unidos, Sudão e China.

Segundo a entidade, o Brasil é um dos únicos produtores com capacidade para ampliar a área de cultivo, além de possuir clima favorável para essa cultura, tecnologia produtiva e apresentar continuamente melhoras na qualidade dos grãos.

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E a projeção ganha lastro nos números: em dez anos, a produção de amendoim no Brasil cresceu 240%, indo de 347 mil toneladas na safra 2014/15 para 1,18 milhão de toneladas em 2024/25. Cerca de 75% desse volume é destinado ao mercado externo.

Para o Consalter, fica claro que o agricultor necessita ter uma ferramenta de análise eficaz, uma vez que a tecnologia tira a subjetividade e baliza as negociações com os compradores.

“O acesso à tecnologia era um dos grandes impasses para o setor. Mas hoje isso já está resolvido através dos equipamentos nacionais acessíveis e dos serviços oferecidos ao mercado. Isso apoiará os produtores a terem maior lucratividade na comercialização e ajuda o amendoim brasileiro a se tornar ainda mais competitivo”, conclui.

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IBGE publica agenda semanal com treinamento do Censo Agropecuário

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta segunda-feira (14), às 9h, a Agenda IBGE com a programação prevista para o período de 14 a 20 de setembro. A agenda reúne reuniões internas e externas, eventos e compromissos de diferentes áreas do instituto, da Presidência às superintendências estaduais, além da Escola Nacional de Ciências Estatísticas (ENCE).

Entre os compromissos da Presidência, está a participação, nesta segunda-feira (14), às 8h, no Treinamento Centralizado do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola, em Caxambu. Também na programação da Presidência, representantes do instituto participam na terça-feira (15), às 8h, de uma visita técnica do Banco Central de Honduras ao IBGE.

Na área de diretorias e assessorias, integrantes da Escola Nacional de Ciências Estatísticas (ENCE) participam ao longo da semana do 26º Simpósio Nacional de Probabilidade e Estatística (Sinape).

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Nas superintendências estaduais, a agenda registra a participação de integrantes da Superintendência Estadual de Brasília (SES/DF), no dia 18, na oficina técnica virtual ODS – metas 15.7 e 15.c. No mesmo dia, às 8h, representantes da Superintendência Estadual do Piauí (SES/PI) realizam reunião com a equipe de coleta e supervisão da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 2026 de Teresina, no Piauí.

Segundo o IBGE, a Agenda IBGE é divulgada desde 2024, sempre às segundas-feiras, às 9h, com o calendário dos dias seguintes.

A programação semanal do instituto para o período de 14 a 20 de setembro concentra atividades administrativas, técnicas e institucionais, incluindo ações relacionadas ao 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola.

Fonte: agenciadenoticias.ibge.gov.br

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Colheita de algodão termina em MT com 100% da área, enquanto exportações avançam

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Mato Grosso encerrou a colheita de algodão da safra 2025/26 com toda a área estimada retirada do campo, ao mesmo tempo em que ganha peso no início do novo ciclo de exportações de pluma. Em agosto, primeiro mês da temporada comercial 2026/27, o estado respondeu por 58,32% do algodão exportado pelo Brasil.

O desempenho da colheita ocorre em um momento de maior disponibilidade da produção mato-grossense para o mercado externo. Com os trabalhos concluídos, o algodão colhido desde junho segue para o beneficiamento, etapa que transforma a produção em pluma destinada, entre outros mercados, às exportações.

Em agosto, o Brasil embarcou 106,35 mil toneladas de pluma, volume 37,28% maior que o registrado no mesmo mês de 2025. Do total, mais da metade teve origem em Mato Grosso, reforçando a participação do estado no comércio internacional da fibra.

A colheita mato-grossense começou em 19 de junho e chegou a 100% no último dia 11 de setembro. Na última semana, o avanço foi de 2,70 pontos percentuais, deixando o ritmo 0,50 ponto percentual acima da média dos últimos cinco anos.

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Para a analista de algodão do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Cintia Teixeira, o comportamento do clima ao longo do ciclo ajudou a sustentar o desenvolvimento das lavouras e o avanço das máquinas no campo.

“De modo geral, tivemos condições climáticas favoráveis durante o ciclo, o que contribuiu para o bom desenvolvimento do algodão e para o andamento da colheita”, avalia.

Produção mato-grossense abastece novo ciclo de exportações

O encerramento da colheita marca agora a entrada da safra 2025/26 em outra etapa. Até o início de setembro, a produção de algodão em caroço em Mato Grosso estava estimada em 6,67 milhões de toneladas pelo Imea.

Essa produção será a base dos embarques mato-grossenses ao longo do ciclo comercial 2026/27. A estimativa do Instituto é de que o estado exporte 2,09 milhões de toneladas de pluma referentes à safra recém-colhida.

A perspectiva mantém Mato Grosso como peça central para o desempenho brasileiro no mercado internacional. O país é líder mundial nas exportações de pluma desde a safra 2022/23 e, segundo o USDA, deve conservar essa posição no ciclo 2026/27.

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A projeção é de que os embarques brasileiros fiquem 24,39% acima dos Estados Unidos. O resultado coloca a produção mato-grossense dentro de um cenário de forte presença brasileira no comércio mundial da fibra.

Mesmo com a colheita encerrada, portanto, os números da safra ainda começam a aparecer no mercado. A produção retirada dos campos desde junho passa a sustentar o beneficiamento e os embarques que serão realizados durante o novo ciclo comercial.

Cintia avalia que o encerramento da colheita ocorreu de forma favorável, apesar de alguns pontos de atenção na reta final. “A colheita foi encerrada em condições favoráveis, com o estado alcançando 100% da área estimada. O ritmo também ficou acima da média dos últimos cinco anos, mostrando um bom andamento das operações”, destaca.


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Preço do milho cai, mas oferta restrita limita quedas

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Foto: divulgação/Secretaria da Agricultura e do Abastecimento

Os preços do milho voltaram a cair em parte das regiões brasileiras acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) nos últimos dias. O movimento é resultado principalmente do afastamento de compradores do mercado.

Segundo levantamento divulgado pelo Cepea nesta segunda-feira (14), parte dos consumidores domésticos indica que as compras realizadas anteriormente são suficientes para atender às necessidades de curto prazo. Com isso, esses agentes reduziram a procura por novos lotes, pressionando as cotações.

Apesar da menor demanda, a redução dos preços não foi mais intensa porque produtores também estão cautelosos nas negociações.

De acordo com pesquisadores do Cepea, parte dos vendedores restringe a oferta diante das expectativas para as condições climáticas dos próximos meses e da valorização da paridade de exportação, fator que pode tornar as vendas externas mais atrativas.

Além disso, produtores estão concentrados nas atividades no campo. Enquanto algumas regiões finalizam a colheita da segunda safra de milho 2025/26, outras avançam com a semeadura da safra de verão 2026/27.

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Nesse cenário, o mercado doméstico inicia a segunda quinzena de setembro com menor presença tanto de compradores quanto de vendedores, enquanto agentes acompanham o clima, o andamento da nova safra e as condições para exportação.

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