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17 de junho de 2026

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Trigo ganha espaço em MS com apoio de pesquisa e mercado

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Na última semana, um dia de campo promovido pela Embrapa Agropecuária Oeste e pela Cooperalfa reuniu produtores e técnicos em Dourados, no Mato Grosso do Sul. O encontro apresentou resultados de pesquisas, dados de mercado e práticas que reforçam o potencial da cultura do trigo na região, em especial no Cerrado.

Especialistas lembraram que o estado já chegou a cultivar cerca de 400 mil hectares de trigo na década de 1980, mas hoje a área não passa de 40 mil hectares. Para o chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa, Auro Otsubo, o desafio é ampliar a produção de forma integrada. ”Não se trata de olhar o trigo isoladamente, e sim de adequá-lo dentro do sistema produtivo”, diz.

Representantes da cooperativa reforçaram a necessidade de trabalhar nichos de mercado, como o fornecimento de trigo para nutrição infantil, melhoradores e panificação. O diretor Claudiney Turmina lembrou que o Brasil ainda importa cerca de 40% do trigo consumido e defendeu a expansão no Cerrado: “É inevitável avançar rumo à autossuficiência. O trigo precisa fazer parte de um sistema produtivo sustentável”.

Impacto na soja

Outro ponto de destaque foi o impacto positivo da cultura sobre a soja. De acordo com a Cooperalfa, áreas que recebem trigo podem ter aumento de até 20% na produtividade da oleaginosa plantada em seguida. “O trigo melhora o solo, contribui para a ciclagem de nutrientes e reduz a pressão de plantas daninhas. Isso se reflete diretamente no ganho da soja”, explicou o agrônomo Luan Pivatto.

Pesquisadores também destacaram a evolução genética das cultivares, mais tolerantes à seca e a doenças como a brusone, além de estudos em andamento sobre a adubação nitrogenada. Para o analista Bruno Lemos, da Embrapa Trigo, “o trigo é um ótimo negócio, desde que respeitadas as janelas de plantio”. A avaliação dos técnicos é de que a cultura pode voltar a ocupar espaço relevante no Mato Grosso do Sul, fortalecendo o abastecimento interno e ampliando as oportunidades de renda para o produtor.

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Preços do arroz voltam a cair no RS com oferta elevada e demanda enfraquecida

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Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Os preços do arroz em casca registraram nova queda no Rio Grande do Sul, interrompendo o movimento de recuperação observado no início de junho. A avaliação é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), que aponta o aumento da oferta disponível e as dificuldades na comercialização do arroz beneficiado como os principais fatores de pressão sobre o mercado.

Segundo os pesquisadores, a ampla disponibilidade do cereal tem mantido os compradores cautelosos, em um momento em que as indústrias enfrentam dificuldades para escoar o produto beneficiado. Esse cenário reduz o interesse por novas aquisições de matéria-prima e contribui para o recuo das cotações.

Demanda externa não sustenta preços

De acordo com o Cepea, a demanda internacional segue ativa e continua oferecendo alternativas de comercialização para parte dos produtores. No entanto, o efeito das exportações sobre os preços internos tem sido limitado diante da oferta elevada disponível no mercado doméstico.

Além disso, os mecanismos de apoio à comercialização promovidos pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) perderam força como fator de sustentação das cotações.

Indústrias mantêm postura cautelosa

Outro fator que pesa sobre o mercado é a dificuldade na venda do arroz beneficiado. Com menor fluidez nos negócios, as indústrias têm reduzido o ritmo das compras de arroz em casca, ampliando a pressão sobre os preços pagos ao produtor.

Na avaliação do Cepea, a combinação entre oferta abundante, demanda industrial enfraquecida e menor impacto dos mecanismos de sustentação do mercado mantém o cenário desafiador para as cotações do cereal no estado.

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Chuvas interrompem colheita e impulsionam preços do café arábica

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Foto: Marcelo Camargo/ABr

Depois de iniciar junho em forte queda, os preços do café arábica voltaram a subir na segunda semana do mês, impulsionados pelas chuvas registradas nas principais regiões produtoras do país. A avaliação é de pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo o Cepea, o avanço da colheita da safra 2026/27 pressionou as cotações do arábica no início do mês. No entanto, a partir do dia 10 de junho, o mercado passou a reagir diante das precipitações que atingiram áreas produtoras, afetando o ritmo dos trabalhos no campo e reduzindo pontualmente a oferta da variedade.

Além de dificultar a colheita, as chuvas nesta fase do ciclo também acendem um alerta para a qualidade dos grãos. De acordo com os pesquisadores, agentes do setor têm relatado problemas relacionados à qualidade e ao tamanho dos grãos colhidos, com desempenho inferior ao observado na temporada passada.

O cenário ocorre mesmo diante de estimativas oficiais que apontam para uma safra recorde de café no Brasil.

Robusta segue mais firme

No mercado do café robusta, os preços seguem mais sustentados em comparação ao arábica. Conforme o Cepea, a firmeza das cotações está relacionada às projeções de uma safra menor que a registrada na temporada anterior.

Com expectativa de oferta mais restrita, a variedade tem encontrado suporte adicional no mercado, mantendo os preços em patamares mais elevados.

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No G7, Brasil cobra da União Europeia revisão de restrições às exportações de carne

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Imagem gerada por IA para o Canal Rural

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu nesta terça-feira (16) com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e com o presidente do Conselho Europeu, António Costa, para pedir a revisão das restrições a produtos brasileiros, incluindo carne e materiais siderúrgicos.

O encontro ocorreu em Évian, na França, onde o presidente do Brasil participa como convidado da Cúpula do G7, grupo formado por Estados Unidos, Japão, Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Canadá e União Europeia.

Segundo Lula, em postagem nas redes sociais, o Itamaraty vai trabalhar em conjunto com funcionários da Comissão Europeia “para identificar as dificuldades” em relação aos produtos.

“Nos comprometemos a buscar soluções que contemplem as preocupações europeias, seja de ordem sanitária, fitossanitária e de proteção da sua indústria de aço, bem como os legítimos interesses exportadores do Brasil, em consonância com o acordo Mercosul-União Europeia”, escreveu o presidente.

Veto a partir de setembro

A União Europeia decidiu proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil no último dia 6. O veto entraria em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

A decisão foi anunciada em maio, depois da entrada em vigor do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia.

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias do bloco, especialmente a de não utilizar, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

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