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11 de maio de 2026

Sustentabilidade

Pesquisa e mercado impulsionam trigo em Mato Grosso do Sul – MAIS SOJA

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No dia 20 de agosto de 2025, a Embrapa Agropecuária Oeste e a Cooperalfa promoveram um Dia de Campo de Trigo, reunindo produtores rurais e técnicos na sede da Embrapa, em Dourados, MS, para troca de conhecimentos sobre a cultura. O evento, realizado pela manhã, apresentou dados da cooperativa e resultados de pesquisas da Embrapa, no auditório e na vitrine tecnológica, destacando desafios e oportunidades para a expansão da produção em Mato Grosso do Sul e no Cerrado.

Durante a abertura, o chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Agropecuária Oeste, Auro Akio Otsubo, lembrou que o trigo já teve grande relevância no Estado, chegando a ocupar cerca de 400 mil hectares na década de 1980. Atualmente, a área cultivada é de aproximadamente 40 mil hectares. “O desafio agora é aumentar a produção, mas não olhando a cultura isoladamente, e sim adequando o trigo dentro do sistema de produção”, ressaltou.

O diretor da Cooperalfa, Claudiney Turmina, destacou a dependência externa do Brasil, que ainda importa cerca de 40% do trigo consumido. Para ele, o caminho é avançar rumo à autossuficiência. “É inevitável expandir a produção no Cerrado. O trigo precisa fazer parte de um sistema produtivo sustentável. Cabe a nós tornar essa cultura viável para o produtor”, afirmou.

Já o supervisor de produção da Cooperalfa, Luan Bernardi, apresentou os processos de produção da cooperativa e os projetos especiais voltados para nichos como nutrição infantil, trigo melhorador e trigo confeitaria. “Precisamos de uma cadeia produtora de qualidade, porque a cooperativa atende multinacionais”, reforçou.

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O engenheiro agrônomo da Cooperalfa em Dourados, Luan Pivatto, detalhou o andamento do “Projeto Farinhas Especiais em Mato Grosso do Sul”, que prevê garantia de liquidez em contrato, assistência técnica periódica nas lavouras e recomendação de cultivares com base em pesquisas da Embrapa. “Já são quatro anos de estudos realizados pela Embrapa Agropecuária Oeste, avaliando cultivares, densidade e manejo. A cada ano, temos evoluído para aumentar a produtividade e reduzir custos”, afirmou.

Ele ainda ressaltou que a cultura do trigo traz benefícios adicionais, como melhoria do solo, ciclagem de nutrientes e redução de plantas daninhas. “Tem propriedade que a produtividade da soja pós-trigo chega a aumentar até 20%”, destacou.

O analista Bruno Lemos, da Embrapa Trigo (Passo Fundo, RS), reforçou que o “trigo é um ótimo negócio” e lembrou que a Embrapa criou o programa de trigo tropical. “Estamos engajados em pesquisas e já entregamos materiais com maior tolerância à brusone, à seca e ao calor. Mas é fundamental respeitar a janela de plantio de cada região. Em Mato Grosso do Sul, por exemplo, ela vai do final de abril ao início de maio”, explicou.

O pesquisador Claudio Lazzarotto, da Embrapa Agropecuária Oeste, apresentou resultados da avaliação do cultivo de trigo no campo experimental, com cultivares da Embrapa e de outras empresas, nos últimos três anos — período em que a região enfrentou temperaturas mais elevadas e clima mais seco que a média. Em 2022, a produtividade variou de 34 a 69 sc/ha; em 2023, de 29 a 49 sc/ha; e em 2024, de 51 a 88 sc/ha.
“Temos genética para produzir muito bem. No Programa Alfa, temos seis cultivares com potencial de 4 a 5 mil kg/ha”, afirmou, acrescentando que “o sistema produtivo está sendo aperfeiçoado”. Hoje, a média no Estado é de cerca de 3 mil kg/ha.

Segundo Lazzarotto, dois experimentos de campo estão em andamento na Embrapa Agropecuária Oeste para avaliar diferentes formas de aplicação de nitrogênio no solo. O objetivo é responder a duas perguntas principais: qual a melhor forma de aplicar o nutriente e em que quantidade, para garantir maior produtividade. Os resultados devem estar disponíveis em aproximadamente um mês.

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O pesquisador também destacou que a intenção não é substituir o milho pelo trigo. “Existe espaço para os dois. Se o produtor utilizar de 0,5% a 1% da área de milho para cultivar o trigo, ele não está sacrificando o milho e ainda aproveita os benefícios do trigo”, concluiu.

Fonte: Assessoria de Imprensa Embrapa



 

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Sustentabilidade

SOJA/CEPEA: Recorde de exportações sustenta receita – MAIS SOJA

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O Brasil segue liderando as exportações de soja. As vendas são impulsionadas pela forte demanda global, sobretudo da China. Segundo o Cepea, apesar da pressão exercida pela ampla oferta interna, pela desvalorização cambial e pelo recuo das cotações domésticas, o bom desempenho das exportações tem sustentado a receita do setor.

Em abril, o Brasil exportou 16,75 milhões de toneladas de soja, recorde da série da Secex, com aumentos de 15,35% frente ao volume de março e de 9,6% em relação ao verificado no mesmo mês de 2025. Os embarques à China, especificamente, avançaram 17,6% de março para abril. No acumulado de janeiro a abril, as vendas externas somaram 40,24 milhões de toneladas, também o maior volume já registrado para o período.

Fonte: Cepea


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Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

Cooperativismo catarinense supera 109 mil empregos diretos e amplia a geração de vagas em 7,1% em 2025 – MAIS SOJA

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O cooperativismo catarinense encerrou 2025 como um dos principais geradores de trabalho e renda em Santa Catarina. No ano passado, o setor foi responsável por 109.677 empregos diretos com carteira assinada, segundo dados consolidados do Sistema OCESC.

O resultado representa uma alta de 7,1% em relação a 2024, quando o setor registrou 102.402 trabalhadores. “Cada emprego criado pelo cooperativismo representa renda e estabilidade para as famílias e fortalece as comunidades onde as cooperativas atuam. Esse avanço mostra um modelo que alia eficiência e impacto social, que organiza pessoas, amplia oportunidades e distribui desenvolvimento no território, com impacto direto nas economias regionais”, diz o presidente do Sistema OCESC, Vanir Zanatta.

O movimento também acompanha a ampliação da base social do cooperativismo. Em 2025, o número de cooperados em Santa Catarina ultrapassou o marco de cinco milhões, garantindo novamente a liderança do estado como o mais cooperativista do Brasil. “O cooperativismo cresce quando entrega resultado econômico e, ao mesmo tempo, mantém o foco nas pessoas. É isso que sustenta crescimento com consistência: gestão, presença regional e compromisso com quem participa do sistema”, afirma Zanatta.

Os dados de 2025 mostram equilíbrio por gênero entre os empregos diretos do cooperativismo catarinense: 54.570 homens e 55.107 mulheres. Os números traduzem um modelo que combina equidade, competitividade e compromisso social em diferentes ramos e regiões.

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A maior parte das vagas está concentrada em Santa Catarina, com 84.776 postos de trabalho. Outros 24.901 empregos estão localizados fora do estado, o equivalente a 29,4% do total, resultado da expansão de cooperativas catarinenses no cenário nacional.

A presença fora de Santa Catarina amplia a capacidade de competir em diferentes regiões, mantendo vínculos com a base produtiva e com as cadeias econômicas que se estruturam no território catarinense.

“O cooperativismo gera trabalho formal, movimenta cadeias produtivas e cria oportunidades onde as pessoas vivem. Os resultados aparecem nos indicadores, mas o principal efeito está na transformação que esse modelo produz na vida dos cooperados, colaboradores e comunidades”, conclui Zanatta.

Fonte: Sistema Ocesc, disponível em Fecoagro



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Autor:Sistema Ocesc, disponível em Fecoagro

Site: Fecoagro/SC

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Sustentabilidade

MILHO/CEPEA: Preço segue em queda com estoque elevado e maior oferta – MAIS SOJA

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Influenciados pela maior oferta, em decorrência da colheita da safra de verão e dos estoques de passagem elevados da temporada 2024/25, os preços do milho seguem recuando na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea. Neste cenário, compradores indicam facilidade na realização de efetivações e aguardam novas baixas.

Segundo o Centro de Pesquisas, parte dos vendedores se mostra mais flexível nas negociações no spot. Com armazéns recebendo lotes da safra de verão (soja e milho) e os estoques de passagem remanescentes da última temporada, há maior necessidade de liberação de armazéns e de formar caixa.

De acordo com pesquisadores do Cepea, as quedas só não foram mais intensas devido à preocupação com o atual clima nas regiões produtoras da segunda safra, já que algumas áreas enfrentam falta de chuva e altas temperaturas. Além disso, a previsão de frentes frias voltou ao radar dos agentes.

Caso isso se confirme, o potencial produtivo das lavouras pode ser reduzido. Até o momento, a Conab estima que serão produzidas 109,11 milhões de toneladas na segunda safra.

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Fonte: Cepea



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Autor:Cepea

Site: Cepea

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