Connect with us
26 de junho de 2026

Business

Mato Grosso suspende venda da vacina Excell 10 após orientação do Mapa

Published

on

O Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT) determinou a suspensão imediata da venda da vacina Excell 10 em 446 revendas agropecuárias do estado. A medida segue orientação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que investiga a morte de mais de 200 animais no Piauí com possível ligação ao produto.

A vacina contra clostridiose, fabricada pela Dechra Brasil Produtos Veterinários, é alvo de fiscalização após notificações da Agência de Defesa Agropecuária do Piauí (Adapi) envolvendo os lotes 016/2024 e 018/2024. Até o momento, foram registrados óbitos de 194 ovinos, quatro caprinos e um bovino.

“Neste momento o Mapa está dedicado e atuando de forma coordenada e integrada com os órgãos estaduais de defesa sanitária para confirmar a causa dos óbitos dos animais e adotar todas as medidas necessárias para proteção da produção pecuária”, destacou o secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Carlos Goulart, em nota (confira aqui) emitida nesta quinta-feira (21).

Fiscalização nas revendas em Mato Grosso

Em Mato Grosso, o Indea identificou que entre maio e junho entraram no estado 43.750 doses da vacina suspensa, distribuídas em 131 estabelecimentos. Nos próximos dias, equipes visitarão as revendas para orientar a suspensão.

“Não será preciso apreender nenhum frasco dessas vacinas e nem há motivo para apreensão por parte dos produtores rurais. O que iremos fazer é orientar os responsáveis por esses estabelecimentos, até que se conclua a investigação sobre a causa da morte dos animais lá no Piauí”, explicou o diretor técnico do Indea, Renan Tomazele, em nota (confira aqui).

Tomazele reforça que, em Mato Grosso, não há registros de problemas relacionados à aplicação da vacina usada contra a clostridiose, doença causada pela bactéria do gênero Clostriduim responsável por causar morte súbita em rebanhos. Ele recomenda que produtores e casas agropecuárias entrem em contato com o Indea em caso de dúvidas.

Enquanto isso, o Mapa conduz análises laboratoriais da vacina e dos animais que vieram a óbito. A previsão é de que o processo de investigação seja concluído em até 60 dias. O Ministério reforça que a vacinação continua sendo uma estratégia eficaz contra a clostridiose e que o consumo de carne e leite de animais saudáveis, inspecionados pelo Serviço Veterinário Oficial, é seguro.

Resposta da fabricante da vacina

Em nota divulgada à imprensa, e publicada pelo Canal Rural, a fabricante afirma:

A Dechra Brasil informa que recebeu relatos de reações vacinais principalmente em caprinos e ovinos após a administração do produto Excell 10, lotes 016/24 e 018/24. As manifestações observadas incluem edema no local da aplicação, febretransitória, apatia, variando em intensidade e duração.

No momento, nossas equipes técnica e de qualidade estão conduzindo investigações detalhadas juntamente com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para identificar eventuais causas. De maneira preventiva, estamos solicitando que sejam interrompidas as vendas dos lotes 016/24 e 018/24 de Excell 10.

Estamos acompanhando a situação com máxima atenção e já tomamos todas as providências necessárias para identificar as causas. As análises estão em andamento e trabalhamos para que os resultados e atualizações sejam divulgados o mais breve possível.

Reiteramos nosso compromisso com a qualidade, eficácia e segurança de nossos produtos e com o apoio técnico aos profissionais e criadores que confiam em nossa marca.


Clique aqui, entre em nossa comunidade no WhatsApp do Canal Rural Mato Grosso e receba notícias em tempo real.

Continue Reading

Business

Agricultura do futuro será cada vez mais digital, afirma presidente da Embrapa

Published

on


Foto: reprodução/Planeta Campo

A agricultura brasileira deve se tornar cada vez mais digital, conectada e sustentável nos próximos anos. A avaliação é da presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Silvia Massruhá, que destaca a inovação tecnológica como um dos principais motores para ampliar a produtividade, enfrentar as mudanças climáticas e promover a inclusão de pequenos e médios produtores rurais.

Segundo ela, a história da agricultura brasileira está diretamente ligada ao investimento em ciência. Há pouco mais de cinco décadas, o Brasil era importador de alimentos. A mudança desse cenário ocorreu com o desenvolvimento de tecnologias adaptadas às condições de clima e solo do país.

“A Embrapa teve um papel fundamental nesses últimos 50 anos para o avanço da agricultura brasileira. Nós podemos destacar aqui que há 50 anos atrás nós éramos importadores de alimentos. Começamos a trabalhar com a adaptação das tecnologias para o nosso tipo de clima e solo. Então, o que foi fundamental foi uma agricultura baseada em ciência”, destacou.

Três fases da transformação agrícola

De acordo com Silvia Massruhá, a evolução da agropecuária nacional pode ser dividida em três grandes etapas. A primeira foi marcada pela expansão da produção de grãos, especialmente da soja no Cerrado, impulsionada pelo desenvolvimento de fertilizantes e sistemas produtivos adaptados às condições brasileiras.

Na sequência, entre o fim dos anos 1990 e o início dos anos 2000, ganhou força a intensificação da produção com sistemas integrados, como integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), além da incorporação de biotecnologia, nanotecnologia, automação e agricultura de precisão.

A fase mais recente é caracterizada pela agricultura de base biológica, com maior uso de bioinsumos e foco em uma produção multifuncional, capaz de atender à demanda por alimentos, fibras e energia de forma sustentável.

Ciência impulsiona produtividade

Segundo a presidente da Embrapa, os resultados dessa trajetória são expressivos. Nos últimos 50 anos, a área plantada no Brasil cresceu cerca de 140%, enquanto a produção e a produtividade de grãos aumentaram aproximadamente 580%.

Para Massruhá, esse avanço demonstra que o crescimento da agricultura brasileira ocorreu principalmente pelo aumento da eficiência produtiva e pela adoção de tecnologias desenvolvidas pela pesquisa.

Outro destaque é a contribuição da Embrapa para políticas públicas, como o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), utilizado para orientar o crédito e o seguro rural.

Atualmente, o sistema gera recomendações para 44 culturas em cerca de 5 mil municípios brasileiros. O trabalho envolve mais de 200 pesquisadores distribuídos em 32 unidades da Embrapa, que revisam anualmente as informações para orientar as janelas de plantio com menor risco climático.

Inclusão digital é desafio

Apesar dos avanços tecnológicos, Silvia Massruhá alerta que a transformação digital ainda precisa chegar de forma mais ampla aos pequenos e médios produtores.

“Cada vez mais novas tecnologias estão introduzidas no setor da agricultura e precisamos trazer essas novas tecnologias para o pequeno e médio produtor”, destaca Massruhá.

Segundo ela, o maior poder de investimento dos grandes produtores facilita a adoção de novas tecnologias, enquanto propriedades menores enfrentam barreiras relacionadas ao acesso, à conectividade e à capacitação.

Conectividade ainda é limitada

A presidente da Embrapa destaca que apenas cerca de 25% da área rural brasileira possui cobertura de conectividade, um dos principais entraves para a digitalização do campo.

Nesse contexto, o projeto Semear Digital busca atuar em três frentes levantamento das necessidades dos produtores, capacitação e ampliação da conectividade.

A iniciativa reúne instituições públicas, universidades, startups, provedores de internet e cooperativas para desenvolver soluções adaptadas às demandas locais. O objetivo é criar, ao longo de cinco anos, um modelo economicamente sustentável que permita aos produtores manter o acesso às tecnologias digitais.

Novos desafios para a agricultura

Além da transformação digital, Silvia Massruhá destaca que o setor agropecuário enfrenta outros grandes desafios, como a transição climática, energética e nutricional.

Entre as prioridades estão o desenvolvimento de cultivares mais resistentes ao estresse hídrico, tecnologias para adaptação às mudanças climáticas, sistemas de rastreabilidade e certificação da produção e soluções que atendam à crescente demanda dos consumidores por alimentos mais saudáveis e sustentáveis.

A presidente destaca que, atualmente, a Embrapa disponibiliza mais de 120 cursos gratuitos pela plataforma e-Campo, abordando desde tecnologias avançadas até práticas simples para produtores rurais.

O post Agricultura do futuro será cada vez mais digital, afirma presidente da Embrapa apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Mapa entrega máquinas e equipamentos agrícolas a dez municípios do Espírito Santo

Published

on


O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) entregou, na quarta-feira (24), máquinas e equipamentos agrícolas a dez municípios do Espírito Santo. A solenidade foi realizada no Pavilhão de Carapina, em Serra (ES), por meio da Superintendência de Agricultura e Pecuária no Espírito Santo (SFA-ES). A ação faz parte do Programa Nacional de Modernização e Apoio à Produção Agrícola (Promaq).

Ao todo, foram entregues 11 equipamentos: seis retroescavadeiras, duas pás carregadeiras, duas escavadeiras hidráulicas e uma motoniveladora. O investimento foi de aproximadamente R$ 4,35 milhões, com recursos viabilizados por emenda parlamentar.

Foram contemplados os municípios de Água Doce do Norte, Cachoeiro de Itapemirim, Conceição do Castelo, Ibiraçu, Itarana, Jaguaré, João Neiva, Mucurici, Rio Novo do Sul e Vargem Alta.

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

Segundo o Mapa, a iniciativa tem como objetivo fortalecer a infraestrutura rural e ampliar a capacidade de atendimento aos produtores locais. De acordo com o superintendente de Agricultura e Pecuária no Espírito Santo, Guilherme Gomes, os equipamentos devem ser utilizados exclusivamente em ações voltadas ao atendimento dos produtores rurais.

Em declaração durante a cerimônia, Gomes afirmou que o Espírito Santo foi o primeiro estado do país a realizar a entrega direta de máquinas agrícolas aos municípios e que passou a ser referência nacional nessa iniciativa. Também destacou o avanço na destinação das máquinas tanto pelo Promaq quanto em parceria com a Secretaria de Estado da Agricultura (Seag).

A cerimônia reuniu prefeitos, secretários municipais de Agricultura e vereadores das cidades contempladas, além de parlamentares e servidores da SFA-ES.

A entrega integra o Promaq e direciona máquinas pesadas a municípios capixabas para reforçar a estrutura de atendimento ao setor rural.

Fonte: gov.br

O post Mapa entrega máquinas e equipamentos agrícolas a dez municípios do Espírito Santo apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Pará segue como segundo maior produtor nacional de pimenta-do-reino

Published

on


Foto: Pixabay

A Nota Técnica “O Contexto Econômico e Ambiental da Pimenta-do-reino 2026” é mais um estudo publicado pela Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), que permite avaliar a trajetória estrutural da pipericultura no Brasil e, em especial, no Pará, considerando a evolução da produção, da participação nacional, da produtividade física e do valor da produção em termos reais.

Matéria prima com alcance global, a pimenta-do-reino é considerada uma commodity agrícola de peso, com cotação internacional e grande escala de exportação.

No Brasil, que é um dos maiores produtores e exportadores do mundo, a evolução da produção brasileira de pimenta-do-reino passou de 59,4 mil toneladas e alcançou 124,9 mil toneladas, entre os anos de 1988 e 2024, com crescimento de 110,3%.

Os dados oficiais apontam que o estado do Pará permanece como segundo maior produtor nacional de pimenta-do-reino, totalizando 41,6 mil toneladas e 33,3% de participação na produção nacional, sendo o único entre os cinco principais estados a apresentar crescimento no período com variação positiva de 9,1%, entre 2023 e 2024.

O estado fica atrás apenas do estado do Espírito Santo que detém 58,8% da produção no Brasil. Quanto à concentração territorial da atividade no estado, três municípios paraenses estão entre os dez principais municípios brasileiros produtores de pimenta-do-reino, que respondem por mais de 50% da produção nacional, em 2024.

São eles: Tomé-Açu com 4,7% da produção ocupando a 4ª posição, Baião com 3,1% na 9ª posição e Igarapé-Açu com 3,0%, ocupando a 10ª posição da lista de municípios brasileiros produtores. Destaque para a cidade de Baião que apresentou o maior crescimento percentual entre 2023 e 2024, com expansão de 61% na produção da commodity agrícola.

Em 2024, o Pará registrou Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de R$ 1.248,4 milhões, sendo que 27 municípios apresentaram valores acima da média estadual de R$ 8,7 milhões.  Destaque para Tomé-Açu, com R$ 172,3 milhões e 13,8% de participação no total estadual, seguido por Igarapé-Açu (R$ 116,2 milhões; 9,3%) e Baião (R$ 103,4 milhões; 8,3%). 

Valor da produção e valorização econômica

Entre 1994 e 2024, o valor da produção de pimenta-do-reino no Brasil apresentou trajetória de crescimento no longo prazo. Em 1994, o valor gerado pela atividade foi de R$ 403,7 milhões, já em 2024, atingiu aproximadamente R$ 3,6 bilhões. O que representou crescimento de 810,2% no período, com taxa média anual de expansão de 11,8%.

Ainda no último ano da série, o valor da produção cresceu 107,4% em relação ao ano anterior, alcançando o maior nível de toda a série histórica. Esse salto está associado principalmente: à elevação dos preços da pimenta-do-reino no mercado; fatores climáticos que afetaram a produção recente, e a demanda pelo produto permaneceu elevada, o que contribuiu para impulsionar o valor monetário da atividade. 

Nos anos de 2023 e 2024, a distribuição do valor da produção entre os estados, também, apresentou elevada concentração regional, uma vez que cinco estados responderam por mais de 99% do valor total produzido no país.

Nesse contexto, o Pará ocupou a segunda posição nacional em 2024, contribuindo com 34% de participação do valor da produção, enquanto o Espírito Santo manteve a liderança. 

Comercialização externa

Quanto ao Preço de exportação US$/kg da pimenta-do-reino o pico histórico ocorreu 2011 – 2016 quando alcançou o valor de US$ 9,0/kg.  Em 2025, o valor da exportação esteve em US$ 6,7/kg no Pará, e US$ 6,1/kg no restante do Brasil, tendo como principais destinos no ano de 2025, a Alemanha com 3.734,0 toneladas exportadas, totalizando 23,5%, o Vietnã com 3.226,1 toneladas e 20,3% e os Países Baixos com 1.751,0 toneladas, que representou 11,0% das exportações. 

Como principais destinos por continente em 2025, a Europa foi o principal destino exportando 7.676,7 toneladas, representando 40,6% das exportações e alta de +3,8% no período. A Europa ganha peso e o destaque para o continente africano que surge como oportunidade, a África exportou 1.068,1 toneladas, totalizando 5,7% das exportações e alta expressiva +37,8%. 

O post Pará segue como segundo maior produtor nacional de pimenta-do-reino apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT