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20 de junho de 2026

Sustentabilidade

Trigo: Sanidade e qualidade industrial elevadas são destaques da BRS Macuco – MAIS SOJA

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A Embrapa e a Fundação Meridional lançam, durante o Dia de Campo de Inverno, a ser realizado no dia 22 de agosto, a partir das 8h, na Embrapa Soja, em Londrina (PR), a cultivar de trigo BRS Macuco que tem como diferenciais o elevado potencial produtivo, a sanidade de plantas, associados à qualidade industrial. A BRS Macuco é um trigo com alta força de glúten, sendo um tipo melhorador: classificação que indica características agronômicas e industriais adequadas para a produção de farinha de alta qualidade, especialmente para aplicações em pães e massas. “É uma cultivar bastante estável quanto à qualidade em todas as regiões de indicação, o que garante ótima liquidez junto à indústria moageira”, diz   o pesquisador Manoel Bassoi, da Embrapa Soja.

A BRS Macuco é indicada para todas as regiões tritícolas de Santa Catarina (regiões 1 e 2) e Paraná (regiões 1, 2 e 3), além da região sul de São Paulo (região 2). Com relação ao potencial produtivo, Bassoi afirma que a cultivar apresenta ganhos superiores quando comparados às principais cultivares de mercado. O rendimento médio da BRS Macuco, em 49 ambientes das regiões tritícolas dos Estados do Paraná, de Santa Catarina e de São Paulo, foi de 4.334 kg/ha, bem acima da média do Paraná, por exemplo, que, em 2024, foi de cerca de 2 mil kg/ha.

Em se tratando de sanidade, a BRS Macuco apresenta tolerância às principais doenças foliares, como oídio, ferrugem e manchas foliares.  “A BRS Macuco também possui tolerância à germinação na espiga e ao alumínio tóxico do solo e se apresenta como uma ótima opção para triticultores que desejam sanidade, qualidade industrial e produtividade”, diz Bassoi

A nova cultivar é de ciclo médio – 62 dias, em média, da emergência ao espigamento. “Quando comparada com as cultivares do mercado, a BRS Macuco tem mostrado resistência ao acamamento, em todas as regiões tritícolas de indicação”, avalia.

Para Ralf Udo Dengler, gerente executivo da Fundação Meridional, o lançamento da cultivar BRS Macuco representa um grande avanço para a produção de trigo. “Em nossos 25 anos de parceria com a Embrapa Soja, lançamos um total de 22 cultivares de trigo, sempre atendendo uma demanda crescente de nossos produtores, por produtividade, sanidade e qualidade. O BRS Macuco vem se juntar a este excelente portfólio, que tem um apelo sempre inovador e com ótimas perspectivas de mercado”, destaca Ralf.

TRIGO – Dos quase 8 milhões de toneladas de trigo, colhidos no Brasil em 2024, 80% foram produzidos no Paraná e no Rio Grande do Sul. Em julho de 2025, com o término do plantio de trigo no Paraná, a área teve uma redução de 27%, passando de 1,15 milhão de hectares em 2024, para estimados 834 mil hectares, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Em 2024, a baixa produtividade no Paraná, de 2,1 mil kg/ha, resultou numa produção de 2,4 milhões de toneladas, ficando atrás do RS, que produziu quase 4 milhões de toneladas.

De acordo com estimativas da Conab, a área plantada de trigo, de 2024 para 2025, deve cair nos dois principais estados produtores e no Brasil, em percentuais relativamente elevados (redução de 27% no PR, de 10% no RS, e de 17% no Brasil). Mesmo assim, a Conab estima que a produtividade poderá ser elevada, o que garantiria uma produção equivalente à obtida em 2024.

Desde o início da década de 1990, a Embrapa Soja, em parceria com a Embrapa Trigo, vem conduzindo um programa de desenvolvimento de cultivares de trigo para o Paraná, Santa Catarina e São Paulo. O objetivo é a obtenção de cultivares que apresentem elevada produtividade, resistência às principais doenças foliares e de espiga, tolerância ao alumínio do solo, resistência à germinação pré-colheita, estabilidade de rendimento de grãos, ampla adaptação e aptidão tecnológica que atenda à demanda da indústria moageira. O trigo é estratégico em diversas regiões agrícolas do Brasil pelos benefícios econômicos e pela inserção nos sistemas de culturas em rotação, o que favorece o manejo de plantas daninhas, doenças e pragas, o controle da erosão do solo, entre outras vantagens”, diz Bassoi.

Dia de Campo de Inverno – O trigo BRS Macuco será lançado no Dia de Campo de Inverno, promovido pela Embrapa Soja, Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR – Paraná) e Fundação Meridional, a ser realizado no dia 22 de agosto, das 8h, na Embrapa Soja. O evento irá abordar os diferentes aspectos da triticultura e contará com dois lançamentos de trigo: BRS Macuco e IPR Batovi.  Além disso, estão previstas quatro estações técnicas: Variedades de Trigo e Triticale da Embrapa; Variedades de Trigo e Triticale do IDR – Paraná; Sistema Trigo/Soja: Manejo outonal de plantas daninhas, ministrado pelo pesquisador da Embrapa Soja, Fernando Adegas, e Importância do Trigo para o Sistema de Produção, ministrado pelo também pesquisador da Embrapa Soja, Henrique Debiasi. Acesse aqui para se inscrever: https://encurtador.com.br/AcRKd

Mais informações sobre a BRS Macuco aqui

FOTOS de campos da  BRS Macuco. Crédito: Paulo Frota

SERVIÇO – Dia de Campo de Inverno

Data: 22 de agosto
Horário: a partir das 8h
Local: Embrapa Soja, estrada Carlos João Strass, s/n –  Londrina, PR
Acesse aqui para se inscrever: https://encurtador.com.br/AcRKd

Fonte: Assessoria de Imprensa Embrapa



 

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Sustentabilidade

Trigo fecha em baixa em Chicago com dólar forte e perspectiva de ampla oferta global – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou a sessão desta quinta-feira (18) em baixa, pressionada pela valorização do dólar e pelas perspectivas de ampla oferta global. Ainda assim, o contrato julho acumulou ganho de 3,24% na semana.

O mercado foi pressionado pela valorização do dólar frente às principais moedas e pelas perspectivas de ampla oferta global de trigo. O índice do dólar atingiu o maior nível em um ano após a reunião de política monetária do Federal Reserve reforçar as expectativas de elevação dos juros nos Estados Unidos.

A valorização da moeda norte-americana reduziu a competitividade do trigo dos Estados Unidos no mercado internacional, tornando o cereal mais caro para os compradores externos. Também pesou sobre as cotações a expectativa de uma grande safra na Rússia, principal exportadora mundial de trigo.

Operadores também ajustaram posições antes do feriado de Juneteenth nos Estados Unidos, que manterá os mercados de Chicago fechados nesta sexta-feira (19). Além disso, a queda do petróleo contribuiu para o movimento negativo observado ao longo da sessão.

O cenário de ampla disponibilidade global continuou limitando o impacto positivo da demanda observada recentemente em licitações internacionais. A agência estatal de grãos da Argélia (OAIC) comprou mais de 800 mil toneladas de trigo de moagem em uma licitação internacional encerrada nesta quarta-feira (18), segundo traders europeus.

As vendas líquidas norte-americanas de trigo para a temporada comercial 2026/27, iniciada em 1º de junho, somaram 400.800 toneladas na semana encerrada em 11 de junho, conforme dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O principal destino foi o Japão, com 167.400 toneladas. Para a temporada 2027/28, foram registradas vendas adicionais de 26.900 toneladas. O volume ficou dentro da faixa esperada pelo mercado, de 300 mil a 650 mil toneladas considerando as duas temporadas.

Os contratos com entrega em julho fecharam cotados a US$ 6,05 3/4 por bushel, com baixa de 7,00 centavos de dólar, ou 1,14%, em relação ao fechamento anterior. Já os contratos com vencimento em setembro encerraram a US$ 6,14 por bushel, com queda de 7,25 centavos de dólar, ou 1,16%.

Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Luciana Abdur – luciana.abdur@safras.com.br (Safras News)

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Sem Chicago, mercado de soja encerra semana travado; saiba como ficaram os preços

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Imagem de Александр Пономарев por Pixabay

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana sem movimentações relevantes. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a ausência de negociações na Bolsa de Chicago impediu uma formação mais efetiva dos preços ao longo desta sexta-feira. Segundo ele, as cotações observadas foram basicamente nominais, servindo apenas como referência para os agentes do mercado.

Silveira destaca que não houve registro de negociações expressivas ou de grandes lotes ao longo do dia. “A semana fechou sem volumes importantes rodando”, resume.

Cotações de soja

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 127,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 128,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 121,50
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 113,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 115,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 116,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 132,50
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 134,00

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão com queda de 0,19%, cotado a R$ 5,1640 para venda e a R$ 5,1620 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana variou entre R$ 5,1325 e R$ 5,1685. Apesar da baixa desta sexta-feira, a divisa acumulou valorização de 2,08% na semana.2,08% na semana.

O post Sem Chicago, mercado de soja encerra semana travado; saiba como ficaram os preços apareceu primeiro em Canal Rural.

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Sustentabilidade

Ceema/Unijuí: Mercado da soja opera entre a volatilidade externa e o avanço da safra americana – MAIS SOJA

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Em Chicago, as cotações da soja, após despencarem a partir do dia 02/06, quando o bushel chegou a US$ 11,13 nos dias 09 e 12 (a mais baixa cotação desde o dia 09/02/26), ensaiaram uma recuperação nesta semana, com o bushel alcançando US$ 11,32 no dia 17/06, para o primeiro mês cotado. Já o fechamento desta quinta-feira (18) ficou em US$ 11,22/bushel, contra US$ 11,15 uma semana antes.

Além da possibilidade de um acordo de cessar-fogo na guerra do Oriente Médio, o mercado esteve pressionado pelo clima positivo nos EUA, para a nova safra, e de olho nos juros daquele país. A manutenção do juro básico em 3,5% a 3,75% aa por lá leva muitos investidores, que esperavam um aumento nos mesmos, a buscarem comprar contratos de commodities, dentre eles o de soja, o que faz o bushel subir de valor.

Além disso, houve rumores de que a China estaria para comprar soja dos EUA, novamente. Lembrando, ainda, que no dia 30/06 teremos o relatório de área final semeada nos EUA, o que poderá definir a tendência das cotações para julho. Por outro lado, o plantio da soja nos EUA, até o dia 14/06, atingia a 95% da área prevista, contra 93% na média. Do total semeado, 88% das lavouras estavam germinadas. Soma-se a isso o fato de que a qualidade das lavouras melhorou na semana, com 66% das mesmas estando entre boas a excelentes, após recuarem para 65% na semana anterior. Outros 28% das lavouras estavam regulares e 6% ruins ou muito ruins.

Dito isso, na semana encerrada em 11 de junho, os EUA embarcaram 522.687 toneladas de soja, ficando dentro das expectativas do mercado. Em todo o atual ano comercial o volume embarcado totaliza 36,6 milhões de toneladas, ainda 20% a menos do que no mesmo período do ano anterior.

Já a Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas dos EUA informou que o esmagamento de soja no país, em maio, atingiu a 5,68 milhões de toneladas da oleaginosa, enquanto a projeção do mercado era de 5,77 milhões. Apesar de ficar abaixo do esperado, o volume é 8% maior do que no mesmo mês de 2025. Enquanto isso, os estoques de óleo de soja nos Estados Unidos estavam em 1,74 bilhão de libras, sendo 26% maiores do que um ano atrás.

Por sua vez, o acordo entre os EUA e o Irã para o término da guerra, que parece finalmente se consolidar, é positivo para os mercados e a economia mundial. Se ele for mantido, o mercado terá mais estabilidade a partir de agora, embora possa haver recuo nos valores da soja devido ao recuo nos preços do óleo de soja em Chicago, puxados pelo recuo nas cotações mundiais do petróleo. Tanto é verdade que o fechamento do óleo de soja, em Chicago, no dia 18/06, ficou em 69,69 centavos de dólar por librapeso, rompendo o piso dos 70,00 centavos pela primeira vez desde o dia 20 de abril passado. Todavia, por enquanto, a volatilidade do mercado não foi totalmente eliminada, pois há dúvidas quanto a eficácia do acordo.

Soma-se a isso as especulações climáticas sobre a safra dos EUA, pois as tendências indicariam, para julho, um clima um pouco mais seco nas regiões produtoras de soja daquele país. Enfim, no Brasil o mercado se mantém estável, com o câmbio girando entre R$ 5,05 e R$ 5,15 por dólar durante a semana. Assim, os preços, nas principais praças gaúchas, ficaram em R$ 114,00/saco, enquanto nas demais praças nacionais os mesmos giraram entre R$ 102,00 e R$ 114,00/saco.

Dito isso, a Conab, em seu boletim mensal de junho, trouxe a safra brasileira de 2025/26 para 180,2 milhões de toneladas, contra 171,5 milhões um ano antes. Isso representa um aumento de 5,1%. O Rio Grande do Sul, às voltas com nova estiagem, acabou colhendo 18,6 milhões de toneladas, contra 16,6 milhões no ano anterior, destacando que outras entidades gaúchas (Emater e iniciativa privada) avançam pouco mais de 13 milhões de toneladas colhidas no ano anterior. Segundo, ainda, a Conab, a produtividade média brasileira ficou em 61,9 sacos/hectare em 2025/26, enquanto a gaúcha atingiu a apenas 46,2 sacos.

Enfim, a exportação brasileira total de soja, em junho, está estimada em 15,3 milhões de toneladas segundo a Anec. Se confirmados, tais embarques cresceriam 1,5 milhão de toneladas em relação a junho do ano anterior.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


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