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6 de agosto de 2026

Agro Mato Grosso

MT tem a terceira menor taxa de desemprego do Brasil e está abaixo da média nacional

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Mercado de trabalho do Estado mantém ritmo de crescimento com queda em relação ao mesmo período de 2024

Mato Grosso registrou, no segundo trimestre de 2025, uma taxa de desemprego de 2,8%, a terceira menor do país, atrás apenas de Santa Catarina (2,2%) e Rondônia (2,3%). O índice também está abaixo da média nacional, que é de 5,8%. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, e divulgada nesta sexta-feira (15.8).

O resultado representa queda em relação ao primeiro trimestre deste ano, quando o índice estava em 3,5%, e também em comparação ao mesmo período de 2024, quando a taxa foi de 3,3%.

Os dados indicam que o mercado de trabalho mato-grossense segue em trajetória positiva, consolidando-se como um dos mais aquecidos do Brasil. Apenas no primeiro semestre de 2025, foram 360 mil empregos com carteira assinada gerados no estado, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

O levantamento mostra que Mato Grosso possui, atualmente, 2.986.000 pessoas em idade de trabalhar (14 anos ou mais). Deste total, 2.082.000 fazem parte da força de trabalho e 904 mil estão fora dela. Apenas 58 mil pessoas estão desocupadas no estado.

No total, o estado conta com 2,02 milhões de pessoas ocupadas, das quais 849 mil têm emprego com carteira assinada no setor privado, 1,08 milhões atuam no setor privado no geral, 246 mil no setor público e 719 mil em postos informais.

Outro indicador que reforça o bom momento do mercado de trabalho é a queda no número de pessoas subutilizadas, aquelas que trabalham menos horas do que poderiam ou estão disponíveis para trabalhar, mas não conseguem emprego. Entre o segundo trimestre de 2024 e o mesmo período de 2025, esse contingente passou de 175 mil para 146 mil pessoas, uma redução de 16,57%.

O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, enfatizou o fortalecimento do mercado de trabalho e os avanços do estado em criar um ambiente favorável para todos.

“Os avanços do Estado no mercado de trabalho refletem o compromisso do governo em fortalecer setores estratégicos da economia, promover políticas públicas eficazes, incentivar investimentos e abertura de novos negócios. A queda consistente da taxa de desemprego mostra que estamos consolidando um ambiente econômico cada vez mais sólido para toda a população e transformando o Mato Grosso em um verdadeiro gigante em oportunidades.”

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Agro Mato Grosso

Demarcação de terra de indígenas isolados em MT é concluída após mais de 27 anos

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A demarcação física da Terra Indígena Kawahiva do Rio Pardo, em Colniza, a 1.065 km de Cuiabá, foi concluída após 27 anos de espera. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (6) pela organização não governamental Survival International. Com a instalação dos marcos e placas que delimitam oficialmente o território, o processo entra na etapa final e passa a depender apenas da homologação por decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A área é habitada pelos indígenas isolados Kawahiva, um povo caçador-coletor nômade que depende integralmente da floresta para sobreviver. Segundo a ONG, eles são sobreviventes de massacres e epidemias que dizimaram parte de seu povo e, por isso, mantêm a decisão de viver sem contato com não indígenas.

Embora a conclusão da demarcação física represente um avanço histórico, a homologação presidencial é considerada essencial para garantir a proteção jurídica definitiva do território. A Survival International afirma que a terra continua sob pressão de grileiros, madeireiros e grupos interessados na exploração da região, que ao longo dos anos recorreram a disputas judiciais, pressões políticas, incêndios criminosos e episódios de violência para tentar impedir o reconhecimento da área.

O processo contou com o trabalho da Base de Proteção Etnoambiental Madeirinha Juruena, da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). Mesmo com recursos limitados, a equipe atuou durante décadas no monitoramento e fiscalização da área para impedir invasões enquanto a demarcação não era concluída. Organizações como o Centro de Trabalho Indigenista (CTI) também participaram das ações de proteção territorial.

Nos últimos meses, o indigenista Jair Candor e sua equipe percorreram a terra indígena por mais de dois meses para instalar os marcos e as placas que identificam os limites do território. Candor afirmou que a conclusão dessa etapa representa um marco importante para a segurança dos indígenas isolados.

Indígenas kawahiva que vivem isolados em Mato Grosso — Foto: Funai/Jair Candor

Indígenas kawahiva que vivem isolados em Mato Grosso — Foto: Funai/Jair Candor

Segundo ele, a partir do momento que a demarcação física é implantada, ela traz mais segurança porque assim as pessoas vão começar a entender que é real, mas “a guerra continua porque agora vem a homologação”.

Em nota, a Funai também destacou que a conclusão da demarcação física representa um avanço importante no processo iniciado há quase 30 anos.

Segundo a fundação, a instalação dos marcos materializa em campo os limites já definidos administrativamente e permite que o processo siga para a fase final, que é a homologação por decreto presidencial, responsável por conferir validade jurídica definitiva ao território.

A campanha pela proteção da Terra Indígena Kawahiva do Rio Pardo reúne, há anos, organizações indígenas e indigenistas. Além da Survival International, participam da mobilização a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), a Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso (Fepoimt), o Indian Law Resource Center, a Operação Amazônia Nativa (Opan), o Observatório dos Povos Indígenas Isolados (Opi) e o Centro de Trabalho Indigenista (CTI).

Proteção depende de fiscalização permanente

 

Base permanente da Funai na Terra Indígena Kawahiva do Rio Pardo, em Colniza — Foto: Vinícius Mendonça/Ibama

Base permanente da Funai na Terra Indígena Kawahiva do Rio Pardo, em Colniza — Foto: Vinícius Mendonça/Ibama

Apesar do avanço, organizações que acompanham o caso alertam que a homologação, por si só, não encerra os desafios para a proteção da área.

Segundo a Survival International, será necessária a presença permanente de equipes do governo para monitorar o território, combater invasões e impedir a ocupação ilegal da terra. A organização ressalta que a fiscalização contínua é considerada indispensável para assegurar a integridade da floresta e a sobrevivência dos indígenas isolados que vivem na região.

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Lei garante frete mínimo no transporte de cargas; saiba o que muda

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Lei sancionada nesta quarta-feira (5) traz garantias ao pagamento do piso mínimo do frete a motoristas no transporte rodoviário de cargas. O texto aumenta a fiscalização sobre o pagamento do frete e combate o comércio ilegal de mercadorias.

A lei obriga a apresentação do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) antes de o caminhão iniciar a viagem.

O CIOT garantirá, segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que todas contratações de frete pagarão o piso mínimo. Caso contrário, o código não será emitido e fretes irregulares serão bloqueados ainda na fase de contratação.

O código está vinculado ao Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais. De acordo com a ANTT, a fiscalização do cumprimento das novas regras será automática e em larga escala. Dessa forma, o CIOT também é um mecanismo de combate ao comércio ilegal, de produtos sem nota fiscal.

Com a sanção pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a medida provisória editada em março vira uma regra permanente.

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Ciclone bomba pode provocar ventos fortes e temporais em 23 cidades de MT

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Sistema que se forma no Sul do país deve trazer mudanças no tempo; Inmet emitiu alerta de grande perigo para áreas afetadas pelo fenômeno.

Pelo menos 23 municípios de Mato Grosso estão na área de influência de um ciclone bomba que começa a se formar nesta quinta-feira (6) no Sul do Brasil. O sistema meteorológico pode provocar mudanças no tempo, com possibilidade de ventos intensos, temporais e queda de granizo em diferentes regiões do país.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta de grande perigo para a formação do fenômeno, que deve ganhar força entre o Uruguai e o litoral do Rio Grande do Sul. A previsão indica que o ciclone deve atingir a maior intensidade no sábado (8).

Entre as cidades mato-grossenses que podem sentir os efeitos do sistema estão Cáceres, Poconé, Alto Araguaia, Pontes e Lacerda e Vila Bela da Santíssima Trindade.

Municípios sob alerta em Mato Grosso:

  • Alto Araguaia
  • Alto Taquari
  • Araputanga
  • Barão de Melgaço
  • Cáceres
  • Conquista D’Oeste
  • Curvelândia
  • Figueirópolis D’Oeste
  • Glória D’Oeste
  • Indiavaí
  • Itiquira
  • Jauru
  • Lambari D’Oeste
  • Mirassol D’Oeste
  • Nossa Senhora do Livramento
  • Nova Lacerda
  • Poconé
  • Pontes e Lacerda
  • Porto Esperidião
  • Santo Antônio do Leverger
  • São José dos Quatro Marcos
  • Vale de São Domingos
  • Vila Bela da Santíssima Trindade

 

O Inmet destaca que a previsão pode sofrer alterações conforme a trajetória e a intensidade do sistema meteorológico.

O que é um ciclone bomba?

 

O chamado ciclone bomba é um fenômeno conhecido pelos meteorologistas como ciclogênese explosiva ou bombogênese. Ele acontece quando uma área de baixa pressão atmosférica se fortalece rapidamente em um curto período.

O termo “bomba” é usado porque a queda da pressão ocorre de forma acelerada. Para ser classificado dessa maneira, o sistema precisa registrar uma redução significativa da pressão central em cerca de 24 horas.

O fenômeno costuma ocorrer quando massas de ar frio encontram áreas de ar mais quente, criando condições favoráveis para uma rápida intensificação do sistema.

Frio deve avançar após passagem do ciclone

Depois da atuação do ciclone e da passagem da frente fria, uma massa de ar frio deve provocar queda nas temperaturas. A previsão indica que o frio deve se intensificar na Região Sul a partir de domingo (9) e avançar para áreas do Centro-Oeste e Sudeste nos dias seguintes.

A orientação é que moradores acompanhem as atualizações dos órgãos de meteorologia, já que mudanças na rota e na força do ciclone podem alterar os efeitos previstos.

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