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22 de setembro de 2026

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Mato Grosso tem a 3ª menor taxa de desemprego do Brasil e está abaixo da média nacional

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Mato Grosso registrou, no segundo trimestre de 2025, uma taxa de desemprego de 2,8%, a terceira menor do país, atrás apenas de Santa Catarina (2,2%) e Rondônia (2,3%). O índice também está abaixo da média nacional, que é de 5,8%. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, e divulgada nesta sexta-feira (15).

O resultado representa queda em relação ao primeiro trimestre deste ano, quando o índice estava em 3,5%, e também em comparação ao mesmo período de 2024, quando a taxa foi de 3,3%.

Os dados indicam que o mercado de trabalho mato-grossense segue em trajetória positiva, consolidando-se como um dos mais aquecidos do Brasil. Apenas no primeiro semestre de 2025, foram 360 mil empregos com carteira assinada gerados no estado, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego.  

O levantamento mostra que Mato Grosso possui, atualmente, 2.986.000 pessoas em idade de trabalhar (14 anos ou mais). Deste total, 2.082.000 fazem parte da força de trabalho e 904 mil estão fora dela. Apenas 58 mil pessoas estão desocupadas no estado.

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No total, o estado conta com 2,02 milhões de pessoas ocupadas, das quais 849 mil têm emprego com carteira assinada no setor privado, 1,08 milhões atuam no setor privado no geral, 246 mil no setor público e 719 mil em postos informais.

Outro indicador que reforça o bom momento do mercado de trabalho é a queda no número de pessoas subutilizadas, aquelas que trabalham menos horas do que poderiam ou estão disponíveis para trabalhar, mas não conseguem emprego. Entre o segundo trimestre de 2024 e o mesmo período de 2025, esse contingente passou de 175 mil para 146 mil pessoas, uma redução de 16,57%.

O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, enfatizou o fortalecimento do mercado de trabalho e os avanços do estado em criar um ambiente favorável para todos.

“Os avanços do Estado no mercado de trabalho refletem o compromisso do governo em fortalecer setores estratégicos da economia, promover políticas públicas eficazes, incentivar investimentos e abertura de novos negócios. A queda consistente da taxa de desemprego mostra que estamos consolidando um ambiente econômico cada vez mais sólido para toda a população e transformando o Mato Grosso em um verdadeiro gigante em oportunidades.”

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Frente fria muda o tempo e leva temporais a Mato Grosso nesta terça

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Sistema avança do sul para o norte do estado, com previsão de chuva forte, raios e ventos de até 70 km/h

Uma frente fria avança sobre Mato Grosso nesta terça-feira (22) e deve mudar as condições do tempo em diferentes regiões do estado. A previsão aponta possibilidade de chuva forte, raios e rajadas de vento que podem variar entre 30 e 70 km/h.

De acordo com a plataforma NetClima, a instabilidade deve atingir primeiro os municípios do sul mato-grossense durante a manhã. No decorrer do dia, o sistema avança em direção às regiões central e norte.

A mudança também deve provocar uma leve redução nas temperaturas. Em Cuiabá, os termômetros podem chegar aos 30°C. Nos próximos dias, a tendência é de chuva isolada, ventos moderados e temperaturas sem grandes variações em diferentes pontos do estado.

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A chegada do temporal exige cuidados da população. Ventos fortes podem derrubar árvores e galhos, além de arremessar objetos contra a rede elétrica e causar danos a postes, cabos e outros equipamentos.

A Energisa orienta que aparelhos eletrônicos sejam desligados e retirados das tomadas durante tempestades com raios. Reparos em telhados, antenas ou estruturas próximas da fiação também devem ser adiados até que as condições sejam seguras.

A recomendação é permanecer em locais cobertos e evitar áreas abertas, árvores, postes, cercas e torres de transmissão. Nas estradas e vias urbanas, motoristas devem reduzir a velocidade, não atravessar trechos alagados e evitar estacionar perto de árvores, placas ou estruturas que possam cair.

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Líder das Assembleias de Deus declara apoio ao governador Otaviano Pivetta

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Pastor José Wellington Júnior gravou vídeo ao lado de Pivetta ressaltando “proximidade” do governador com a igreja como fator favorável aos evangélicos

O presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil, pastor José Wellington Júnior, declarou apoio à candidatura de reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). O pastor diz que Pivetta seria a “melhor opção para os evangélicos” por causa da proximidade do governador com a igreja. 

“Pivetta está pleiteando continuar no governo de Mato Grosso, isso é muito bom para a igreja, para os evangélicos por causa da proximidade dele. Mas o compromisso dele não é só com os evangélicos, é para com todos”, disse. 

É a primeira manifestação pública de segmento cristão a candidatos em Mato Grosso. No caso da Assembleia de Deus, a igreja tem relação mais próxima com os eleitores de direita e, mais especificamente, com os bolsonaristas. 

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Jair Bolsonaro foi recebido em convenção da Assembleia de Deus, em Cuiabá, quando tentava continuar no cargo de presidente da República. O senador Flávio Bolsonaro foi recebido na Marcha Para Jesus, há alguns meses, já como pré-candidato a presidente. 

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‘Uma das profissões mais nobres’: de ajudante do pai na fazenda a produtor de 12 mil hectares de soja em Goiás

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Arquivo pessoal Everaldo Barboza

A relação de Everaldo Barboza com o campo começou ainda na infância, durante os fins de semana em que acompanhava o pai nas atividades da fazenda. Na época, a propriedade trabalhava principalmente com arroz, milho e pecuária bovina, enquanto a soja ainda ocupava pouco espaço na produção. Décadas depois, aquela convivência se transformaria em uma trajetória dedicada à agricultura e à produção de sementes.

Formado em Agronomia em 1992 pela Universidade Estadual de Minas Gerais, no campus de Ituiutaba, o produtor iniciou a carreira profissional na Nestlé, onde trabalhou durante um ano e oito meses na área de assistência técnica. Foi durante esse período, enquanto morava em Mineiros, Goiás, que o contato mais próximo com as lavouras de soja despertou o interesse pela cultura.

“Nos períodos livres, eu acompanhava um colega que fazia assistência nas lavouras de soja. Foi quando comecei a ter um interesse muito grande pela cultura”, conta.

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Em outubro de 1994, ele ingressou em uma empresa recém-criada na área comercial de sementes, sediada em Cristalina, Goiás. Na época, a companhia se destacava entre as principais empresas privadas de pesquisa de soja do país e também mantinha uma estação de pesquisa no Paraná.

O ‘mergulho’ no campo

Foi nesse ambiente que o produtor aprofundou a experiência em pesquisa, produção e comercialização de sementes de soja. Dois anos depois, em 1996, abriu, junto a outros sócios, uma revenda de insumos agrícolas. Ao longo de 25 anos, a empresa cresceu e chegou a oito lojas distribuídas pelo estado de Goiás.

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A expansão também alcançou a produção de sementes. Em 1999, ele e os sócios iniciaram o projeto que deu origem à Sementes Goiás, empresa que se tornou uma das grandes produtoras de sementes de soja do país.

A companhia foi reconhecida em três oportunidades, entre 2015 e 2019, como uma das melhores empresas de sementes do Brasil pela Globo Rural, além de receber reconhecimento de consultorias entre as melhores empresas para trabalhar.

Paralelamente à trajetória empresarial, a produção de soja também ganhou espaço na vida do produtor. Em 1997, junto ao sócio Antonio Pimenta, ele iniciou o cultivo da oleaginosa e não parou mais. “Começamos a plantar soja em 1997 e, desde então, não paramos mais”, afirma.

Em 2020, os negócios ligados à produção de sementes e à comercialização de insumos foram vendidos para uma empresa canadense do setor. A negociação marcou uma nova etapa em sua trajetória, que passou a ser concentrada principalmente na produção agrícola.

Atualmente, o produtor cultiva cerca de 12 mil hectares de soja nos municípios de Rio Verde, Jataí, Caçu e Aparecida do Rio Doce, em Goiás. Além da agricultura, também mantém atividades na pecuária, com melhoramento genético da raça Nelore e criação de gado comercial.

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Evolução do campo

Ao longo de quase três décadas dedicadas à soja, ele acompanhou diferentes momentos de transformação no campo. Entre eles está a adoção do sistema de plantio direto, que passou a ser utilizado em todas as áreas, além da expansão das biotecnologias aplicadas às culturas de soja e milho.

“Vivemos várias fases da evolução da agricultura, como o início do plantio direto, que usamos em todas as áreas, e a chegada das biotecnologias na cultura da soja e do milho. Buscamos sempre o melhor manejo nutricional e fitossanitário para alcançar maiores produtividades”, comenta.

Desafios pelo caminho

Para o produtor, a evolução tecnológica é acompanhada por desafios cada vez maiores dentro da porteira. Entre os principais pontos de atenção estão os custos de produção, que seguem em alta, além de questões relacionadas à segurança jurídica, tributação, recursos humanos e legislação trabalhista.

“O grande desafio são os custos de produção, que são crescentes, a insegurança jurídica e tributária do país. Também temos que evoluir muito na questão de recursos humanos e na legislação trabalhista”, aponta.

O papel do produtor

Mesmo diante dos obstáculos, a trajetória construída ao longo dos anos reforça, para ele, o propósito de permanecer no campo. Depois de acompanhar a transformação da agricultura desde os primeiros contatos com a soja até a produção em milhares de hectares, o produtor mantém a convicção de que trabalhar com a produção rural é também participar de uma atividade essencial para a sociedade.

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“Trabalhamos com uma das profissões mais nobres, que é a produção de alimentos e energia. É muito gratificante e prazeroso produzir alimentos”, diz.

Para ele, além da importância para o abastecimento, a atividade também pode proporcionar retorno econômico quando conduzida com planejamento e eficiência. “Tenho certeza de que, desde que bem conduzida, a produção também pode proporcionar um bom retorno econômico”, finaliza.

O post ‘Uma das profissões mais nobres’: de ajudante do pai na fazenda a produtor de 12 mil hectares de soja em Goiás apareceu primeiro em Canal Rural.

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