Connect with us
5 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Governo anuncia medidas de auxílio aos setores mais afetados pelo tarifaço – MAIS SOJA

Published

on


Por Marcelo Sá – jornalista/editor e produtor literário 

Expectativa era grande, sobretudo por parte do Agro

O governo federal publicou na última quarta-feira, 13 de agosto, a Medida Provisória 1.309/2025, que reúne um conjunto de medidas para auxiliar os setores mais afetados pelo tarifaço de Donald Trump. O pacote inclui isenções tributárias para exportações, plano de compras públicas de produtos e incentivos à manutenção de empregos e à continuidade do desenvolvimento econômico do país. O anúncio era bastante aguardado por todas as cadeias produtivas, em especial as do setor agropecuário, o mais afetado pela sobretaxa anunciada no mês passado.

A cerimônia, realizada no Palácio do Planalto, contou com a presença da cúpula do Executivo Federal e dos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado. O Plano, batizado de Brasil Soberano em razão dos sobressaltos políticos que permeiam a crise, é composto por ações separadas em três eixos: fortalecimento do setor produtivo; proteção aos trabalhadores; e diplomacia comercial e multilateralismo.

As medidas direcionam R$ 30 bilhões do Fundo Garantidor de Exportações (FGE) para crédito com taxas acessíveis, além de ampliar as linhas de financiamento às exportações; prorrogar a suspensão de tributos para empresas exportadoras; aumentar o percentual de restituição de impostos federais, via Reintegra; e facilitar a compra de gêneros alimentícios por órgãos públicos. Segundo o governo, o intuito é fortalecer o sistema nacional de financiamento e seguro à exportação, para que o país seja mais competitivo e menos vulnerável a esse tipo de medida no futuro.

O programa Reintegra permite que as empresas que exportam recebam de volta parte dos tributos pagos durante a produção de bens exportados. Segundo o vice-presidente Geraldo Alckmin, micro e pequenas empresas passarão a receber 6% de volta. Médias e grandes empresas receberão 3% dos tributos de volta. As novas condições do Reintegra valerão até dezembro de 2026 e terão impacto limitado de até R$ 5 bilhões.

O vice-presidente disse também que a MP suspende por um ano o pagamento de tributos previstos no regime especial de drawback para as principais empresas exportadoras afetadas pelo tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O drawback é um instrumento do governo federal que isenta ou suspende por um período específico a incidência de determinados tributos sobre insumos usados na fabricação de mercadorias. “Estamos ampliando o prazo no âmbito do drawback, para dar fôlego ao exportador, para não perder o crédito tributário na importação”, disse o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante a solenidade.

Reações do setor agropecuário

Alguns pecuaristas criticaram o pacote de ajuda emergencial. Foi o caso da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), sobretudo pelo plano atender aos frigoríficos, mas não seus fornecedores. Em nota, a entidade disse que vê as medidas com muita preocupação, que prevê crédito para os exportadores e ampliação do Reintegra, o regime especial de reintegração de valores tributários para as empresas exportadoras. “Se há alguém ou setor que deva ser atendido, ressarcido ou ter qualquer tipo de compensação, é o pecuarista”, defendeu.

Já a Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) divulgou nota reconhecendo que as medidas anunciadas pelo governo para mitigar os efeitos do tarifaço americano sobre a economia brasileira representam avanços e atendem a pleitos já apresentados pela entidade. A entidade, contudo, destacou que o pacote anunciado ainda não contempla pequenos produtores, que não acessam o mercado internacional diretamente.

Associação Dos Produtores E Exportadores De Hortigranjeiros E Derivados Do Vale Do São Francisco (Valexport) lamentou que o programa Brasil Soberano não tenha contemplado os pedidos de prorrogação das operações de adiantamento de contrato de câmbio (ACC) e de Acordo de Câmbio de Exportação (ACE), nem o pedido de devolução automática de créditos de ICMS ou a extensão dos custeios agrícolas para produtos destinados à exportação. Ainda assim, a associação reconheceu que a medida provisória trouxe avanços relevantes para o setor exportador, incluindo a prorrogação do drawback, maior acesso a crédito, seguro de exportação e o programa Reintegra.

O vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania – SP), disse que a bancada não será contra apoio aos setores prejudicados pelas tarifas americanas: “Contrários não seremos, é auxílio aos setores. Vamos tentar melhorar, ver se as condições são satisfatórias. Nossa disposição é trabalhar nela para melhorá-la, não vamos ser contra auxílio a setores prejudicados”, declarou.

Além das fontes já mencionadas, que emitiram declarações públicas sobre o assunto, contribuíram com informações o Ministério da Agricultura, da Indústria e Comércio, e das Relações Institucionais.

Fonte: SNA



 

FONTE

Autor:Marcelo Sá – Sociedade Nacional de Agricultura

Site: SNA

Continue Reading

Sustentabilidade

O que sustentou os preços da soja hoje? Confira as cotações em dia menos movimentado

Published

on


Foto: Famasul

O mercado brasileiro de soja registrou alguns negócios nesta quarta-feira (5), envolvendo portos e indústria, mas o ritmo de comercialização permaneceu lento. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, as cotações ficaram praticamente estáveis, com exceção de poucas praças.

Silveira destaca que a Bolsa de Chicago apresentou leves quedas, enquanto o dólar operou com volatilidade. Os prêmios, por sua vez, seguem elevados nos portos, contribuindo para a sustentação dos preços.

“O produtor continua um pouco afastado do mercado, buscando ofertas melhores. Assim, os negócios seguem restritos às necessidades da mão para a boca”, resume o analista.

  • Fique por dentro das principais notícias sobre a soja: acesse a comunidade Soja Brasil no WhatsApp!

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 138,00 para R$ 139,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 139,00 para R$ 140,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 132,00 para R$ 134,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 127,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 128,00 para R$ 129,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 127,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 144,00 para R$ 145,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 144,00 para R$ 145,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa hoje, na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). A previsão climática segue indicando chuvas para o Meio Oeste dos Estados Unidos nos próximos dias, favorecendo as lavouras. A queda do petróleo completou o cenário de pressão sobre as cotações.

Neste mês de agosto, vital para a consolidação do potencial produtivo da safra americana, o clima não tem sido motivo de preocupação, encaminhando uma produção cheia no segundo maior produtor de soja do mundo.

Após tentar recuperação na parte da manhã, o petróleo registrava perdas pela terceira sessão seguida, adicionando pressão às commodities. A possibilidade de Irã e Estados Unidos chegarem a um acordo sobre o conflito no Oriente Médio está determinando as perdas do petróleo.

Na sessão de hoje, a retração foi contida pelos sinais de demanda pela soja americana, principalmente através de compras por parte dos chineses. O recuo do dólar frente a outras moedas torna a soja dos Estados Unidos mais competitiva.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 3,00 centavos de dólar, ou 0,25%, a US$ 11,74 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 11,89 3/4 por bushel, com retração de 3,50 centavos de dólar ou 0,29%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 2,80 ou 0,87% a US$ 315,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 67,17 centavos de dólar, com perda de 0,35 centavo ou 0,51%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,07%, sendo negociado a R$ 5,1299 para venda e a R$ 5,1279 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0989 e a máxima de R$ 5,1344.

O post O que sustentou os preços da soja hoje? Confira as cotações em dia menos movimentado apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Sustentabilidade

Algodão avança em NY com dólar fraco e alta dos mercados vizinhos – MAIS SOJA

Published

on


A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços mais altos nesta quarta-feira.

As cotações da pluma avançaram no dia sustentadas pelo dólar fraco contra outras moedas. A subida de mercados vizinhos, como o café e o açúcar em NY contribuíram para o suporte, além de fatores técnicos. A piora nas condições das lavouras americanas seguiu como fator positivo para os preços.

Os investidores também se posicionam para o relatório das exportações semanais norte-americanas de algodão, que será divulgado nesta quinta-feira, dia 6, às 9h30 (horário de Brasília), pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Os contratos com entrega em dezembro/2026 fecharam a 83,02 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,56 centavo, ou de 0,7%. Março/2027 fechou a 84,71 centavos, ganho de 0,66 centavo, ou de 0,8%.

Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência Safras News

Site: Agência Safras

Continue Reading

Sustentabilidade

ARROZ/CEPEA: Oferta restrita eleva média ao maior patamar em 11 meses – MAIS SOJA

Published

on


Em julho, a média mensal do arroz em casca no Rio Grande do Sul atingiu o maior patamar dos últimos 11 meses, refletindo a combinação entre oferta restrita e demanda aquecida.

Segundo o Cepea, a necessidade de aquisição de matéria-prima levou parte das indústrias a reajustar sucessivamente as ofertas de compra, mas a comercialização permaneceu limitada pela baixa disponibilidade do cereal.

De acordo com pesquisadores do Cepea, os produtores permaneceram retraídos, avaliando que os preços ainda não remuneram adequadamente os custos de produção e apostando em novas valorizações durante a entressafra. A procura de indústrias de outros estados também intensificou a concorrência pela matéria-prima e favoreceu a recuperação dos preços.

O Centro de Pesquisas ressalta que o anúncio de futuras aquisições públicas de arroz e milho reforçou a expectativa de valorização entre os produtores, que passaram a postergar ainda mais as vendas. Até o fim de julho, contudo, o edital e as regras para operacionalização das compras ainda não haviam sido divulgados, mantendo o mercado na expectativa.

Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT