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Conselho de Turismo aprova R$ 850 mil para impulsionar o setor em Mato Grosso

O Conselho Estadual de Desenvolvimento de Turismo (Cedtur), presidido pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), aprovou o aporte de R$ 850 mil em projetos estratégicos para fortalecer e diversificar a atividade turística em Mato Grosso. A decisão foi tomada durante a 10ª Reunião Extraordinária, na quarta-feira (13), na Sedec.
O montante será destinado a três iniciativas prioritárias. A primeira é o aporte de R$ 300 mil para a realização do 1º Festival de Pesca em Várzea Grande, evento voltado para impulsionar o turismo local, incentivar a pesca esportiva, valorizar comunidades ribeirinhas e aquecer a economia do município.
Também foi aprovada a destinação de R$ 200 mil para contratar consultoria técnica especializada na elaboração do projeto básico e executivo de sinalização turística de Nobres, reforçando a experiência do visitante e consolidando a cidade como referência em turismo de natureza.
A maior fatia do investimento, R$ 350 mil, será aplicada na implantação do projeto de sinalização turística do Geopark Chapada dos Guimarães, que prevê padronizar a comunicação visual nos acessos e atrativos, garantindo segurança, acessibilidade e valorização do patrimônio natural e cultural.
Para a secretária adjunta de Turismo, Maria Leticia Arruda, os recursos demonstram o compromisso do Governo de Mato Grosso com um turismo sustentável e competitivo.
“Esses projetos mostram que estamos atentos às necessidades dos municípios e comprometidos em transformar o potencial turístico em oportunidades concretas de crescimento econômico e geração de renda para as comunidades”, afirmou.
O encontro também apresentou o plano “Turismo de Mato Grosso: Crescimento, Conexões e Oportunidades”, que ressalta o momento estratégico vivido pelo Estado para ampliar sua presença nos mercados e se consolidar como destino de relevância nacional e internacional.
Fazem parte do Cedtur outros 13 órgãos do Governo do Estado e 14 entidades vinculadas à iniciativa privada.
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Brasil bate recorde nas exportações de soja e amplia vendas para a China

O Brasil segue na liderança global das exportações de soja, impulsionado pela forte demanda internacional, especialmente da China. Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o ritmo acelerado dos embarques tem sustentado a receita do setor, mesmo diante da pressão causada pela ampla oferta interna, pela desvalorização cambial e pela queda das cotações domésticas.
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Em abril, o país exportou 16,75 milhões de toneladas de soja, o maior volume já registrado para o mês na série histórica da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O resultado representa alta de 15,35% em relação a março e avanço de 9,6% na comparação com abril de 2025.
As vendas para a China continuam sendo o principal motor das exportações brasileiras. Apenas entre março e abril, os embarques destinados ao mercado chinês cresceram 17,6%, reforçando a dependência da demanda asiática pela oleaginosa brasileira.
No acumulado de janeiro a abril, as exportações somaram 40,24 milhões de toneladas, também um recorde para o período, de acordo com o Cepea.
O centro de pesquisas destaca que, apesar da pressão sobre os preços internos, o forte desempenho das exportações tem ajudado a manter o fluxo de receita da cadeia produtiva da soja em meio ao cenário de elevada disponibilidade do grão no mercado nacional.
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Floricultura vira alternativa de renda para agricultura familiar graças a pesquisas da Unemat

Atividades também aproximam estudantes da realidade do campo e contribuem com a formação
Um projeto de extensão do campus de Tangará da Serra da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) tem incentivado produtores rurais a produzir e comercializar flores tropicais como alternativa de renda.
No programa, estudantes, produtores rurais e profissionais da área desenvolvem atividades práticas, como o cultivo das espécies bastão-do-imperador, alpínia e helicônia, que servem de base para o ensino das técnicas de preparo do solo, produção de mudas, manejo e a colheita das flores.
O projeto Unidades Demonstrativas de Flores Tropicais: Canal de Transferência de Tecnologias e Fortalecimento da Agricultura Familiar no Estado de Mato Grosso é desenvolvido pela professora Celice Alexandre Silva, doutora em Botânica, e tem parceria da Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
“É gratificante pra mim toda quarta-feira ir até o campo das flores e coletar algumas helicônias, alpínias e outros exemplares. Nessas idas ao campo que pude observar também alguns insetos, principalmente os polinizadores. Acredito que ter conhecimento sobre isso vai me ajudar muito na minha profissão”, destaca Yasmim Coelho, acadêmica do 2º semestre do curso de Agronomia e participante do projeto.
A estudante de Agronomia Geisiane Nogueira, do 4º semestre, participa das atividades práticas do projeto no dia a dia e relata que o conhecimento que está adquirindo vai contribuir muito para a formação profissional.
“Já participei de coleta, fiz limpeza nas áreas das flores, adubação, transplante e também a multiplicação de mudas, passando para outros vasos. As atividades estão agregando bastante nessa questão do conhecimento, principalmente na parte de botânica, que eu não conhecia tanto, e também ajuda a colocar na prática o que a gente aprende e quebra um pouco da rotina da faculdade”, afirma.
A professora Celice destaca que a iniciativa tem como foco principal o fortalecimento da agricultura familiar. Os participantes também vão em propriedades rurais para identificar produtores que tenham potencial para trabalhar com a floricultura.
“O intuito do projeto é gerar uma alternativa de renda para o produtor de pequena escala. A gente oferece todo tipo de informação, de pesquisa, tratos culturais, colheita e pós-colheita, desde o plantio até a hora que ele comercializa, para ajudar esse produtor, que consegue ver como a planta cresce, como se desenvolve e o que pode esperar da produção. Por isso a unidade permite que ele acompanhe de perto cada etapa, o que faz diferença, porque quando ele vê acontecendo entende melhor e se sente mais seguro para investir”, explica.
“A floricultura não exige uma grande área para cultivos, não precisa de mão de obra mecanizada, é fácil de cultivar, é uma cultura bastante diversificada, existem espécies de helicônias e alpínias que podem ser usadas no paisagismo”, acrescenta Yasmin.
Eder Richardson, engenheiro agrônomo da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Tangará da Serra, falou sobre a importância da parceria que tem com a Unemat para o desenvolvimento das ações do projeto. “Essa colaboração ajuda na qualidade das pesquisas e na produção de mudas, gerando informações técnicas que são publicadas no Portal MT Horticultura e repassadas aos produtores”.
Capacitação e conteúdos
Com 14 anos de atividade, o projeto atualmente conta com a participação de cinco alunos de graduação, um estudante de mestrado, um de doutorado e um bolsista de apoio técnico, além de professores, técnicos e produtores rurais, envolvendo os cursos de Arquitetura e Urbanismo, Agronomia, Administração, Jornalismo e Biologia.
Durante as atividades são distribuídos materiais informativos, como cartilhas, que ajudam os produtores a aplicar o conhecimento no dia a dia. As cartilhas estão disponíveis no site MT Horticultura e podem ser acessadas clicando aqui.
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Planos de saúde coletivos têm reajuste médio de 9,9%, mostra ANS

Os planos de saúde coletivos tiveram reajuste anual médio de 9,9% nos dois primeiros meses de 2026. Essa variação é a menor em cinco anos, mas representa mais que o dobro da inflação oficial medida.
Os dados se referem aos reajustes anuais praticados pelas operadoras nos dois primeiros meses do ano e foram divulgados na sexta-feira (8) pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), órgão regulador do setor.
A última vez em que os planos coletivos – aqueles contratados por empresas, empresários individuais e associações de classe – tiveram reajuste médio menor que o do início de 2026 foi em 2021, quando subiram 6,43%.
Em 2021, ano de pandemia de covid-19, os planos subiram menos porque o isolamento social levou à redução na realização de consultas, exames e cirurgias eletivas (não urgentes).
Acima da inflação
Para efeito de comparação, em fevereiro de 2026, a inflação oficial – apurada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 3,81%.
O Instituto de Defesa de Consumidores (Idec), uma organização independente, costuma criticar aumentos acima da inflação.
A ANS, no entanto, defende que não é correto fazer comparação simples entre inflação e reajuste dos planos.
“O percentual calculado pela ANS considera aspectos como as mudanças nos preços dos produtos e serviços em saúde, bem como as mudanças na frequência de utilização dos serviços de saúde”, diz a agência.
Regra de reajuste
Diferentemente dos planos de saúde individuais ou familiares ─ celebrados diretamente com as operadoras para a própria pessoa e dependentes ─ os reajustes dos planos de saúde coletivos são decididos por meio de livre negociação entre a pessoa jurídica contratante e a operadora ou administradora do plano.
Nesses planos coletivos, os que têm menos de 30 beneficiados têm o mesmo percentual de reajuste por operadora. Dessa forma, a ANS consegue observar o reajuste médio, separando os planos por porte.
Nos dois primeiros meses de 2026, os planos com 30 ou mais vidas, como classifica o jargão do setor, subiram 8,71% em média. Já os com até 29 clientes, 13,48%. De acordo com a ANS, 77% dos clientes são de planos com 30 ou mais vidas.
No caso dos planos individuais, é a ANS que determina a mudança de valor.
Dados do setor
Os dados mais recentes da ANS, relativos a março de 2026, apontam que o Brasil tinha 53 milhões de vínculos de planos de saúde (uma pessoa pode ter mais de um contrato), aumento de 906 mil em um ano. De cada 100 clientes, 84 eram de planos coletivos.
Em 2025, ainda segundo a ANS, o setor de saúde suplementar registrou receitas totais de R$ 391,6 bilhões, com lucro líquido acumulado de R$ 24,4 bilhões, o maior já registrado.
Isso significa que para cada R$ 100 recebido, o setor obteve cerca de R$ 6,20 de lucro.
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