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5 de agosto de 2026

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Soluções digitais melhoram produtividade e transparência na gestão de obras e serviços públicos de Mato Grosso

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Estado vem ampliando investimentos em infraestrutura para acompanhar demanda baseada especialmente no aumento das safras agrícolas

A safra agrícola de Mato Grosso de 2024/2025 deve alcançar 110 milhões de toneladas de grãos. O dobro do volume produzido há 5 anos. O aumento da produtividade tem uma relação de interdependência com a infraestrutura de transporte e armazenagem. “Não adianta dobrar a produção agrícola, se não existir uma infraestrutura multimodal e interconectada que garanta competitividade”, declarou o secretário estadual de Infraestrutura, Marcelo Padeiro, durante a Reunião Estratégica Regional do P3C – Plataforma PPPs e Concessões, realizada na última semana, que reuniu agências reguladoras, órgãos públicos gestores e de controle e fiscalização, empresas e especialistas do setor,.

O estado tem vivido um boom de obras de infraestrutura e investido em estradas mais inteligentes e uso de tecnologia na manutenção. Um exemplo é a maior obra rodoviária em andamento no Brasil — a duplicação e modernização da BR-163. A administradora, Nova Rota Oeste, utiliza uma ferramenta criada por uma tech catarinense, a Kartado, para transformar dados em decisões e aumentar a produtividade das equipes de campo.

A direção da Kartado está ampliando a atuação em Mato Grosso e também participou do evento. Durante quatro dias, realizou um roteiro de agendas que incluiu visitas a obras, reuniões com clientes e aproximação com a Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos Delegados (AGER MT). O CEO da empresa catarinense, Pedro Fornari, e o Diretor de Relacionamento e Novos Negócios, João Fornari, apresentaram à superintendente de Rodovias, Portos e Hidrovias da instituição, Vaniele Fior, como a plataforma pode contribuir com as boas práticas de fiscalização e gestão de indicadores a partir da integração das ferramentas das concessionárias aos sistemas do governo estadual.

“Ao dar às agências reguladoras acesso direto e confiável aos dados de execução das obras e serviços, a ferramenta garante transparência, eficiência e tomada de decisão baseada em evidências. A plataforma permite acompanhar indicadores em tempo real, facilitando a fiscalização e fortalecendo a relação entre poder concedente e concessionária”, pontuou Pedro.

Novas concessões e mais investimentos
Neste ano, o Governo de Mato Grosso leiloou 4 lotes de rodovias na Bolsa de Valores de São Paulo, dobrando o número de quilômetros concedidos da malha estadual. Para a Kartado, os projetos representam uma oportunidade de inserir ferramentas de gestão inteligente em todo o processo, desde o início do contrato, para garantir boas práticas e qualidade dos serviços prestados à população. Para os reguladores, o desafio é acompanhar as inovações tecnológicas e, por isso, estão implantando novos indicadores e buscando soluções que auxiliem no monitoramento dos resultados.

Durante a missão ao estado, os diretores da Kartado visitaram clientes como o Grupo Via Brasil MT, que já utiliza a plataforma em uma estrada federal e negocia expansão para outros três lotes; o Grupo CS Infra, que venceu recentemente uma concorrência estadual; e a Nova Rota do Oeste, que negocia ampliar o uso do sistema de gestão de obras. Eles também se reuniram com equipes da Iguá Saneamento (Águas de Cuiabá) para avaliar desafios e possíveis soluções.

Solução catarinense na maior obra viária do Brasil
Responsável por 850,9 km da BR-163, entre Itiquira e Sinop, a Nova Rota do Oeste executa a duplicação de 444 km, construção de vias marginais, dispositivos de trânsito e passarelas. A obra é estratégica para o escoamento da produção agrícola e para a segurança viária, além de levar conectividade à região. “Nosso sistema já ajudou a Nova Rota a ganhar produtividade na gestão das obras. É um orgulho contribuir com um projeto que impacta diretamente o desenvolvimento econômico e social do estado”, concluiu João Fornari.

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Javali: uma ameaça que o Brasil não pode mais ignorar

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Foto: Federação da Agricultura do Paraná/ divulgação

O javali deixou de ser um problema isolado. Em praticamente todas as regiões onde sua população cresce, produtores relatam o mesmo cenário: lavouras destruídas, cercas danificadas, nascentes degradadas e prejuízos cada vez maiores.

Mas, acredito que existe um risco ainda mais preocupante e que, muitas vezes, fica em segundo plano.

O maior patrimônio do agro

O Brasil construiu, ao longo de décadas, um dos mais respeitados sistemas de defesa sanitária do mundo. Esse trabalho abriu mercados, conquistou credibilidade e transformou o país em uma potência na exportação de carnes.

Essa conquista não pode ser colocada em risco.

O javali é uma espécie exótica invasora que pode atuar como reservatório e disseminador de doenças de grande impacto para a produção animal, como a peste suína africana, além de enfermidades como brucelose e leptospirose.

Mesmo que algumas dessas doenças não estejam presentes no Brasil, basta observar o que acontece em outros países para entender que prevenir custa muito menos do que remediar.

A legislação não é o problema

Existe uma ideia equivocada de que a lei impede o controle desses animais.

Não impede.

A legislação brasileira autoriza o manejo e o controle populacional, desde que sejam obedecidas regras técnicas e ambientais.

Então, por que a população continua aumentando?

Porque o modelo adotado simplesmente não está conseguindo acompanhar a velocidade de reprodução e dispersão da espécie.

O produtor faz sua parte, controla os animais em sua propriedade, mas pouco tempo depois novos bandos chegam das áreas vizinhas. É um esforço que, muitas vezes, acaba sendo insuficiente.

É hora de mudar a estratégia

Esse não pode continuar sendo um problema exclusivo do produtor rural. Estamos falando de uma questão ambiental, econômica e, principalmente, sanitária.

O enfrentamento precisa ser coordenado. Municípios, estados, União, órgãos ambientais, defesa agropecuária, pesquisadores e produtores precisam atuar na mesma direção.

Sem planejamento conjunto, cada um continuará enxugando gelo enquanto a população de javalis cresce.

O custo da omissão

O Brasil soube construir um sistema sanitário que hoje é referência mundial. Não podemos esperar que uma espécie invasora coloque este patrimônio em risco para só então agir.

Não defendo medidas precipitadas. Defendo planejamento, coordenação e uma política nacional capaz de enfrentar um problema que deixou de ser local e passou a ser estratégico para o agronegócio brasileiro.

Quem vive no campo sabe que o prejuízo já chegou.

Agora, antes que ele ultrapasse as cercas das propriedades e ameace também nossa competitividade internacional, é preciso reconhecer uma verdade simples: o modelo atual não está funcionando.

E quando uma estratégia deixa de produzir resultado, insistir nela não é solução. É apenas adiar um problema que pode se tornar muito maior no futuro.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Copom reduz Selic para 14% ao ano após corte de 0,25 ponto percentual

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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, nesta quarta-feira (5), reduzir a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, de 14,25% para 14% ao ano. A decisão foi unânime e ficou em linha com as expectativas do mercado financeiro.

Este foi o quarto corte consecutivo da Selic. Desde março, quando o Banco Central iniciou um ciclo de flexibilização da política monetária, a taxa já acumula redução de 1 ponto percentual. Antes disso, os juros permaneceram em 15% ao ano, o maior patamar em quase duas décadas, por dez meses consecutivos, entre junho de 2025 e março de 2026.

A redução já era esperada diante da desaceleração da inflação. Nos últimos 12 meses, o índice oficial acumula alta de 4,64%, ainda ligeiramente acima do teto da meta, de 4,5%.

Em comunicado, o Copom afirmou que os próximos passos dependerão da evolução do cenário econômico e da inflação. “A magnitude total do ciclo de calibração será estabelecida à luz de novas informações, visando assegurar a convergência da inflação à meta”, informou o comitê.

A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 15 e 16 de setembro.

Com informações de Estadão Conteúdo.

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CNA participa de feira internacional de frutas e verduras em São Paulo

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A Comissão Nacional de Fruticultura da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou da feira “The Brazil Conference & Expo 2026”, promovida pela Associação Internacional de Produtos Frescos (IFPA), na terça-feira (4) e nesta quarta-feira (5), em São Paulo. O encontro reuniu compradores, expositores e especialistas do segmento de frutas, verduras e produtos frescos.

Em sua 10ª edição, o evento reuniu representantes de toda a cadeia de produtos frescos para debates sobre inovação, inteligência de mercado e desafios ligados ao desenvolvimento sustentável do setor.

Pela CNA, acompanharam a programação a presidente da Comissão Nacional de Fruticultura, Mari Anna Batista, e a assessora técnica Madeliny Saracho Jara. Entre os temas discutidos estiveram o crescimento do mercado de produtos saudáveis, as mudanças no comportamento do consumidor e a agregação de valor aos produtos frescos.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

A programação também abordou sustentabilidade, rastreabilidade, logística, inovação e tecnologias voltadas ao aumento da eficiência e da competitividade das cadeias produtivas.

Segundo Mari Anna Batista, as discussões técnicas apresentadas no evento mostraram potencial de expansão do mercado brasileiro de produtos saudáveis e oportunidades para fortalecer a produção nacional e ampliar o consumo de alimentos frescos.

Como parte da agenda institucional da entidade na feira, as representantes da CNA participaram de reunião com a gerente nacional da IFPA Brasil, Valeska Oliveira, e com o diretor-executivo do Instituto Brasileiro de Horticultura (Ibrahort), Manoel Oliveira. O encontro tratou de pontos estratégicos para os setores.

A participação da CNA na feira concentrou-se no acompanhamento de debates técnicos e em reuniões com representantes de entidades do setor de produtos frescos, em uma agenda voltada a temas de mercado, tecnologia, logística e produção.

Fonte: cnabrasil.org.br

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