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Soluções digitais melhoram produtividade e transparência na gestão de obras e serviços públicos de Mato Grosso

Estado vem ampliando investimentos em infraestrutura para acompanhar demanda baseada especialmente no aumento das safras agrícolas
A safra agrícola de Mato Grosso de 2024/2025 deve alcançar 110 milhões de toneladas de grãos. O dobro do volume produzido há 5 anos. O aumento da produtividade tem uma relação de interdependência com a infraestrutura de transporte e armazenagem. “Não adianta dobrar a produção agrícola, se não existir uma infraestrutura multimodal e interconectada que garanta competitividade”, declarou o secretário estadual de Infraestrutura, Marcelo Padeiro, durante a Reunião Estratégica Regional do P3C – Plataforma PPPs e Concessões, realizada na última semana, que reuniu agências reguladoras, órgãos públicos gestores e de controle e fiscalização, empresas e especialistas do setor,.
O estado tem vivido um boom de obras de infraestrutura e investido em estradas mais inteligentes e uso de tecnologia na manutenção. Um exemplo é a maior obra rodoviária em andamento no Brasil — a duplicação e modernização da BR-163. A administradora, Nova Rota Oeste, utiliza uma ferramenta criada por uma tech catarinense, a Kartado, para transformar dados em decisões e aumentar a produtividade das equipes de campo.
A direção da Kartado está ampliando a atuação em Mato Grosso e também participou do evento. Durante quatro dias, realizou um roteiro de agendas que incluiu visitas a obras, reuniões com clientes e aproximação com a Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos Delegados (AGER MT). O CEO da empresa catarinense, Pedro Fornari, e o Diretor de Relacionamento e Novos Negócios, João Fornari, apresentaram à superintendente de Rodovias, Portos e Hidrovias da instituição, Vaniele Fior, como a plataforma pode contribuir com as boas práticas de fiscalização e gestão de indicadores a partir da integração das ferramentas das concessionárias aos sistemas do governo estadual.
“Ao dar às agências reguladoras acesso direto e confiável aos dados de execução das obras e serviços, a ferramenta garante transparência, eficiência e tomada de decisão baseada em evidências. A plataforma permite acompanhar indicadores em tempo real, facilitando a fiscalização e fortalecendo a relação entre poder concedente e concessionária”, pontuou Pedro.
Novas concessões e mais investimentos
Neste ano, o Governo de Mato Grosso leiloou 4 lotes de rodovias na Bolsa de Valores de São Paulo, dobrando o número de quilômetros concedidos da malha estadual. Para a Kartado, os projetos representam uma oportunidade de inserir ferramentas de gestão inteligente em todo o processo, desde o início do contrato, para garantir boas práticas e qualidade dos serviços prestados à população. Para os reguladores, o desafio é acompanhar as inovações tecnológicas e, por isso, estão implantando novos indicadores e buscando soluções que auxiliem no monitoramento dos resultados.
Durante a missão ao estado, os diretores da Kartado visitaram clientes como o Grupo Via Brasil MT, que já utiliza a plataforma em uma estrada federal e negocia expansão para outros três lotes; o Grupo CS Infra, que venceu recentemente uma concorrência estadual; e a Nova Rota do Oeste, que negocia ampliar o uso do sistema de gestão de obras. Eles também se reuniram com equipes da Iguá Saneamento (Águas de Cuiabá) para avaliar desafios e possíveis soluções.
Solução catarinense na maior obra viária do Brasil
Responsável por 850,9 km da BR-163, entre Itiquira e Sinop, a Nova Rota do Oeste executa a duplicação de 444 km, construção de vias marginais, dispositivos de trânsito e passarelas. A obra é estratégica para o escoamento da produção agrícola e para a segurança viária, além de levar conectividade à região. “Nosso sistema já ajudou a Nova Rota a ganhar produtividade na gestão das obras. É um orgulho contribuir com um projeto que impacta diretamente o desenvolvimento econômico e social do estado”, concluiu João Fornari.
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Estoques de Cédulas de Produto Rural totalizaram quase R$ 600 bilhões em setembro

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgou os dados do Boletim de Finanças do Agro referentes a setembro de 2026.
O levantamento apresenta o desempenho dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio, com destaque para os estoques de Cédulas de Produto Rural (CPR), que totalizaram R$ 597 bilhões no período.
Vale lembrar que as CPRs são títulos de crédito utilizados no agronegócio para facilitar o financiamento da produção rural. Na prática, permitem que o produtor obtenha recursos antecipadamente, assumindo o compromisso de entregar produtos agropecuários ou realizar um pagamento em uma data futura.
Ao todo, foram registradas 333 mil CPRs, com valor médio de R$ 1,79 milhão por cédula. Considerando as emissões realizadas na safra 2026/2027, entre julho e setembro, o volume de novas CPRs alcançou R$ 98 bilhões.
Já no caso da Letra de Crédito do Agronegócio (LCA), o levantamento aponta que os estoques somaram R$ 563 bilhões em setembro.
De acordo com as regras vigentes do Manual de Crédito Rural (MCR), pelo menos 60% desse montante, equivalente a R$ 338 bilhões, deve ser direcionado ao financiamento do setor agropecuário.
Desse total, no mínimo 45%, correspondente a R$ 152 bilhões, deve ser destinado ao crédito rural oficial. Os valores abrangem recursos relacionados à safra atual e a contratos ainda vigentes de safras anteriores.
Os estoques do Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e do Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) atingiram, respectivamente, R$ 175 bilhões e R$ 30 bilhões em setembro.
Já o patrimônio líquido dos Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas do Agronegócio (Fiagro) alcançou R$ 73 bilhões no período. Atualmente, 301 fundos dessa categoria estão em operação.
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Chuva pode chegar a 107 mm em 48 horas em Itapetininga

A Climatempo prevê chuva forte em cinco municípios de dois estados, Paraná e São Paulo, entre quarta-feira (14) e sábado (17). O maior acumulado previsto é de 107 mm em 48 horas em Itapetininga (SP), enquanto os volumes nas outras quatro cidades variam de 62 mm a 64 mm em 24 horas.
No Paraná, os acumulados previstos para quarta-feira (14) são próximos entre os três municípios. Cianorte (PR) deve receber 64 mm em 24 horas, Ubiratã (PR), 63 mm em 24 horas, e Pitanga (PR), 62 mm em 24 horas.
Em São Paulo, a previsão para Itapetininga indica 107 mm em 48 horas, com referência em quinta-feira (15). O intervalo de acumulação é diferente daquele previsto para os municípios paranaenses, onde os volumes correspondem a 24 horas.
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Chuva forte e acumulados elevados estão associados a risco de interrupção da colheita, dificuldade nas operações com máquinas no campo, encharcamento do solo e restrição de tráfego em estradas rurais.
Para São José do Rio Preto (SP), a Climatempo prevê 63 mm em 24 horas no sábado (17).
Fonte: Climatempo Advisor API
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Área de canola no Rio Grande do Sul mais que dobra em 2026

A área cultivada com canola no Rio Grande do Sul em 2026 é estimada em 353.397 hectares, alta de 102,64% em relação aos 174.394 hectares registrados em 2025. Os dados são da Emater/RS-Ascar, citados pela Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio). Segundo a entidade, a oleaginosa vem ganhando espaço nas lavouras gaúchas e se consolidando como alternativa de matéria-prima para a produção de biodiesel.
Além de disputar espaço com culturas tradicionais de inverno, como o trigo, a canola é apontada pela Aprobio como uma opção para ampliar o aproveitamento da produção agrícola. O óleo extraído dos grãos pode ser destinado ao biodiesel, enquanto o farelo resultante do processamento é utilizado na alimentação animal.
Na abertura nacional da colheita, realizada na terça-feira (13), em Ijuí (RS), a entidade destacou o avanço da cultura no Estado e a integração potencial com diferentes segmentos da cadeia produtiva.
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O presidente da Aprobio e da Associação das Empresas Cerealistas do Brasil (Acebra), Jerônimo Goergen, afirmou que a expansão da canola representa oportunidade de gerar mais renda ao agricultor e fortalecer a produção nacional de combustíveis renováveis. “A canola é um dos produtos no Brasil que nos possibilitam alimento e energia, e não alimento ou energia”, disse.
Para a Aprobio, o crescimento da área precisa ser acompanhado pelo desenvolvimento do mercado consumidor, com planejamento e maior integração entre agricultores, cerealistas e produtores de biocombustíveis. Goergen defendeu previsibilidade para consolidar a produção da matéria-prima e conectá-la às empresas cerealistas e produtoras de biocombustível.
Com a estimativa de expansão superior a 100% da área cultivada em 2026, a canola amplia participação nas lavouras de inverno do Rio Grande do Sul e reforça seu papel como matéria-prima para biodiesel e insumo para alimentação animal.
Fonte: Estadão Conteúdo
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