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22 de junho de 2026

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ITR 2025: veja prazos e como preencher a declaração

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O período para a entrega da declaração do Imposto Territorial Rural (ITR), tributo federal cobrado anualmente das propriedades rurais, começa hoje (11/08) e encerra no dia 30 de setembro de 2025. Após este prazo haverá lançamento de multa por atraso na entrega da declaração. Confira a seguir quem é obrigado a declarar, como fazer a declaração e outras dúvidas sobre o ITR:

Neste ano, o sistema conta com uma novidade, a possibilidade do preenchimento da declaração por meio do serviço digital “Minhas Declarações do ITR”, no Portal de Serviços da Receita Federal. A mudança promete facilitar o processo, com a recuperação de informações cadastrais existentes nas bases de dados da RFB e o agrupamento das declarações dos imóveis rurais de um mesmo contribuinte.

Em 2025, a DITR também poderá ser elaborada por meio do Programa Gerador da Declaração do ITR, relativo ao exercício de 2025 (Programa ITR 2025).

Quem precisa declarar o ITR 2025?

Pessoas físicas ou jurídicas proprietárias, titulares do domínio útil ou possuidoras de qualquer imóvel rural. Ficam isentos donos de pequenas glebas rurais (inferior a 30 hectares), desde que não tenha outro imóvel rural ou urbano.

Também não incide sobre terreno rural de instituições sem fins lucrativos de educação e assistência social, quando utilizados na atividade-fim.

O proprietário rural pode se beneficiar com a redução de até 100% do ITR a partir da proteção ambiental. Este ano, para obter a redução, basta o contribuinte apresentar o Cadastro Ambiental Rural (CAR) informando o número como prova para obter o benefício.

Como fazer declaração do ITR 2025

Para fazer a declaração do ITR, o usuário deve baixar o programa no site gov.br. Antes de começar a declaração tenha em mãos os documentos necessários como escritura das terras, última declaração do ITR (se houver) recibo do Cadastro Ambiental Rural (CAR), recibo do Incra.

Após preencher todas as informações do formulário, o contribuinte deve enviar a declaração pela internet. Os proprietários de imóveis rurais que já tiverem o Cadastro Ambiental Rural (CAR) podem incluir o número do recibo no formulário de declaração do ITR.

Neste caso, os documentos que comprovam as informações prestadas na declaração devem ser guardados até que ocorra a prescrição dos créditos tributários relativos às situações e aos fatos a que se refiram.

Como pagar o ITR 2025?

Após finalizar a declaração do ITR, é gerado um Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf), que pode ser pago por meio do código de barras pelo aplicativo do banco ou em uma agência.

É possível o parcelamento em até quatro parcelas, com valor mínimo de R$ 50. A primeira cota ou a cota única deve ser paga até 30 de setembro e as demais quotas deverão ser pagas até o último dia útil de cada mês subsequente.

Como corrigir a declaração do ITR em caso de erro?

Se o contribuinte informou algum dado errado e percebeu depois da transmissão da declaração, ele pode corrigir. Basta abrir o programa de declaração deste ano e localizar, no topo da página do lado esquerdo da tela, a opção “Retificar”.

Como declarar o ITR que está em atraso?

Quem perder o prazo terá que pagar uma multa, que é calculada com base no imposto devido, com juros que se acumulam com o passar do tempo. A não entrega da declaração ou o não pagamento do ITR também impossibilita, entre outras coisas, a venda do terreno rural e a obtenção de financiamentos.

Se for realizar a declaração fora do prazo regulamentar, o contribuinte deve acessar o programa gerador da declaração do ITR disponibilizado pela Receita Federal em site oficial e preencher a declaração com as informações solicitadas.

O programa calculará automaticamente os impostos e as multas devido ao atraso na entrega. Depois disso, será gerada uma guia de Darf, que deve ser paga dentro do prazo estabelecido pela Receita Federal.

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Médio-norte lidera colheita do milho em MT, enquanto o sudeste engatinha

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

A colheita do milho segunda safra em Mato Grosso alcançou na última sexta-feira (19) 20,86% da área cultivada nesta temporada 2025/26. A liderança dos trabalhos segue com a região médio-norte, que já retirou das lavouras 29,92%, enquanto o sudeste do estado ainda engatinha com apenas 5,48%.

Dados divulgados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) revelam que a colheita, em comparação ao ciclo 2024/25, está 6,78 pontos percentuais à frente. Entretanto, segue atrás da média dos últimos cinco anos de 23,26%.

Em relação às demais regiões produtoras do estado, o norte mato-grossense já retirou das lavouras 22,79% do milho plantado, enquanto o noroeste 20,70% e o nordeste 19,59%.

Já as regiões oeste e centro-sul, conforme o Instituto, colheram 14,84% e 14,21% de suas respectivas áreas.

A projeção é que Mato Grosso colha 53,349 milhões de toneladas de milho na segunda safra e registre uma produtividade média de 120,28 sacas por hectare.


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Do corte no seguro ao café premiado: os destaques do novo Radar Rural; ASSISTA

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Apresentado por Beatriz Gunther e Victor Faverin, o Radar Rural vai ao ar primeiro no Youtube

O agronegócio não para, e o novo episódio do Radar Rural traz uma análise profunda sobre os temas que estão movimentando os bastidores do setor — da política fiscal que tira o sono do produtor às histórias de superação que conquistam o paladar internacional.

Apresentado por Beatriz Gunther e Victor Faverin, o programa vai ao ar primeiro no YouTube, às sextas-feiras, às 15h, e na tela do Canal Rural aos sábados (9h15) e segundas-feiras (11h30).

Assista ao episódio completo:

O “cobertor curto” do seguro rural: corte de R$ 461 milhões preocupa o setor

O fantasma da instabilidade climática ganha um ingrediente extra de preocupação para os produtores brasileiros. O governo federal oficializou o contingenciamento de R$ 461,7 milhões do Programa de Subvenção ao Seguro Rural (PSR). Na prática, a verba encolheu quase pela metade: caiu de R$ 1,1 bilhão previsto para apenas R$ 638 milhões.

O corte ocorre no pior momento possível, às vésperas do anúncio do Plano Safra e com a consolidação do fenômeno El Niño. Em entrevista ao Canal Rural, o coordenador do Observatório de Crédito Rural e Seguro Rural da FGV Agro, Pedro Loyola, alertou que a medida dá “sinais trocados” ao mercado.

“Duas semanas antes, o governo afirma que o seguro seria prioridade no Plano Safra. Logo depois, vem um corte dessa magnitude. Isso reduz a previsibilidade para produtores e seguradoras, desenhando um dos piores cenários dos últimos anos”, avalia Loyola.

O reflexo do desinvestimento histórico é claro: a área segurada no país despencou de quase 14 milhões de hectares em 2021 para míseros 3,2 milhões de hectares atualmente. O número representa menos de 5% da nossa área produtiva, enquanto potências como os Estados Unidos protegem até 90% de sua produção por meio de políticas públicas eficientes.

Embargo da União Europeia: setor de proteína animal se mobiliza por comprovação e rastreabilidade

Outro tema quente no radar é a pressão da União Europeia sobre os produtos de origem animal do Brasil, motivada pelas restrições ao uso de antimicrobianos. Para conter os danos à credibilidade do país, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) uniram forças em um documento enviado ao Ministério da Agricultura e pecuária (Mapa).

As entidades pleiteiam a proibição de mais três substâncias antibióticas (enramicina, avilamicina e flavomicina), somando-se às restrições já existentes do ácido fosfônico. O setor argumenta que a cadeia exportadora já não utiliza esses produtos e que o grande desafio atual não é a falta de regras, mas sim a comunicação e a comprovação da fiscalização perante o bloco europeu.

Como a União Europeia dita tendências globais de normatização, o alinhamento rápido é vital para evitar um efeito cascata em outros mercados, como o Reino Unido.

Nova fronteira agrícola: o fenômeno do Chaco paraguaio

O Radar Rural cruza as fronteiras para analisar a ascensão do Chaco, região que desponta como a nova promessa da produção de grãos na América do Sul. Um estudo recente da StoneX estima a safra de soja do Paraguai em 12,3 milhões de toneladas, impulsionada pelos altos índices de produtividade da região.

Algumas fazendas no Chaco já atingem a marca de 4 toneladas de soja por hectare, um patamar comparável ao da Bahia — estado brasileiro referência em alta tecnologia e irrigação. O bioma, que também se estende por Argentina e Bolívia, promete redesenhar o mapa da competitividade do Mercosul nos próximos anos.

Da rejeição ao topo: a virada histórica do café de Caparaó

Para fechar o episódio com “coisa boa”, o programa traz uma reportagem especial direto de Gramado (RS), onde as principais Indicações Geográficas (IG) do Brasil se reuniram. O grande destaque foi a história de superação dos produtores de café da região de Caparaó, na divisa entre o Espírito Santo e Minas Gerais.

Antigamente rotulado injustamente por compradores como “um dos piores cafés do Brasil” devido à maturação irregular em altas altitudes, o território deu a volta por cima. Com o apoio do Sebrae e redesenhando as próprias regras de secagem fora das cartilhas tradicionais, os produtores conquistaram a Denominação de Origem.

O resultado prático? No último prêmio Coffee of the Year, o Caparaó arrebatou 8 das 10 medalhas possíveis.

Além do café, o episódio revela os segredos da banana mais doce do Brasil (que matura por até um ano e meio na Serra Catarinense) e as estratégias dos vitivinicultores brasileiros para enfrentar o acordo Mercosul-União Europeia focando no mercado do Leste Europeu.

Fique Ligado!

Quer entender como esses fatores impactam o seu bolso e o futuro do campo? Não perca os episódios semanais do Radar Rural:

  • No YouTube: Sexta-feira, a partir das 15h (Aproveite para se inscrever e ativar as notificações!).
  • Na TV (Canal Rural): Sábados, às 9h15, e segundas-feiras, às 11h30.

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Agro Mato Grosso

Governo de MT e Rumo inauguram 1º trecho da Ferrovia Estadual: “MT é um exemplo do que o Brasil pode fazer”

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Primeiro trecho da Ferrovia Estadual foi entregue em Dom Aquino e avança na integração logística da produção de Mato Grosso ao país

O Governo de Mato Grosso e a Rumo inauguraram, neste sábado (20), o primeiro trecho da 1ª Ferrovia Estadual de Mato Grosso. São 162 quilômetros de extensão, ligando Rondonópolis ao novo terminal ferroviário instalado na BR-070, em Dom Aquino, com investimento de R$ 5 bilhões nesta primeira etapa.

Considerada a maior ferrovia em execução no Brasil, o projeto terá 740 quilômetros de extensão quando concluído, conectando Rondonópolis a Lucas do Rio Verde, passando por 16 municípios mato-grossenses e com ramal previsto para Cuiabá.

Durante a entrega, o governador Otaviano Pivetta destacou o papel do Governo de Mato Grosso na criação das condições para o desenvolvimento econômico do Estado.

“Mato Grosso é um exemplo do que o Brasil pode fazer. Enquanto a Rumo construiu 162 quilômetros de ferrovia, nós vamos concluir mais de 7 mil quilômetros de asfalto novo nas rodovias estaduais até o final do ano. Investimos R$ 28 bilhões em infraestrutura para melhorar a vida do nosso povo”, afirmou.

Ele também ressaltou os avanços fiscais e institucionais do Estado nos últimos anos. “Recebemos um Estado considerado insolvente e hoje Mato Grosso tem nota triplo A há três anos. Saímos das últimas posições na educação e hoje estamos entre os melhores do país. Quando o governo faz o dever de casa, o desenvolvimento acontece”, completou.

O presidente da Rumo, Pedro Palma, destacou a construção conjunta do projeto. “A visão de futuro é importante, mas ela não basta. É preciso conhecimento, parceria e coragem para transformar projetos em realidade. O modelo criado por Mato Grosso foi fundamental para que esse investimento saísse do papel e chegasse até aqui”, destacou.

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, destacou a importância da ferrovia para a competitividade da produção brasileira. “Essa ferrovia liga Mato Grosso ao Porto de Santos, reduzindo custos logísticos e aumentando a competitividade da produção brasileira. A ferrovia melhora o transporte, ajuda o meio ambiente, reduz custos e impulsiona o desenvolvimento econômico do país”, disse.

O presidente do conselho de administração da Cosan, Rubens Ometto, ressaltou o impacto da integração logística. “É uma parceria que mostra o que o Brasil é capaz de fazer quando iniciativa privada e poder público trabalham juntos. Esse projeto conecta a produção de Mato Grosso ao Porto de Santos e ao mundo. É a verdadeira ferrovia do grão, que também traz fertilizantes, exporta algodão e movimenta a indústria do etanol. Essa entrega representa muito mais do que novos trilhos, gera empregos e cria condições para que as pessoas construam aqui as suas vidas”, pontuou.

O ministro dos Transportes, George Santoro, parabenizou os envolvidos. “Essa obra representa um avanço importante para a logística do país e para o setor produtivo”, disse.

Terminal Ferroviário

As obras tiveram início em novembro de 2022 e mobilizaram mais de 65 empresas contratadas e cerca de 5 mil trabalhadores. Somente na construção do terminal, foram gerados mais de 800 empregos diretos e indiretos.

Para o prefeito de Dom Aquino, Carlim Amarelo, a chegada da ferrovia representa uma transformação regional. “Estamos diante de uma obra que fortalece Mato Grosso e muda a história da nossa região. Dom Aquino passa a integrar uma importante rota logística nacional, ampliando oportunidades para produtores, empresas e para toda a população”, afirmou.

A cerimônia contou com a presença de autoridades federais, estaduais e municipais, entre elas senadores, deputados federais, deputados estaduais, prefeitos da região, empresários, representantes do setor produtivo e outras lideranças.

 

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