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Sem reação? Mercado de soja não anima, mas diferentes regiões apresentam alta nos preços

O mercado brasileiro de soja teve uma quarta-feira (6) de pouca movimentação. De acordo com Rafael Silveira, analista da Safras & Mercado, os negócios foram pontuais, com os portos operando em ritmo lento diante da nova queda dos contratos futuros em Chicago e da forte desvalorização do dólar. Apesar dos prêmios ainda firmes, o mercado não reagiu. As cotações caíram levemente no spot, refletindo a baixa oferta.
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No interior, os preços continuam descolados da lógica da paridade de exportação. São as referências locais que definem os valores, com spreads consideráveis entre vendedores e compradores ,em alguns casos, entre R$ 5 e R$ 6, mesmo com prazos mais longos para pagamento. Esse cenário tem dificultado o fechamento de negócios, mesmo com um basis ainda atrativo para o produtor.
A oferta continua contida, com o produtor retendo a soja e pressionando a indústria, enquanto os compradores mantêm ofertas cautelosas diante das margens apertadas. Resultado: mercado travado, com poucos volumes negociados.
Soja no Brasil
- Passo Fundo (RS): manteve em 132,00
- Santa Rosa (RS): manteve em 133,00
- Rio Grande (RS): caiu de 141,00 para 139,00
- Cascavel (PR): subiu de 133,00 para 134,00
- Paranaguá (PR): caiu de 140,00 para 139,00
- Rondonópolis (MT): subiu de 122,00 para 123,00
- Dourados (MS): caiu de 123,00 para 121,50
- Rio Verde (GO): subiu de 123,00 para 125,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago encerraram o dia com queda. Após começarem em alta, os preços recuaram diante de fundamentos mais fortes no mercado, especialmente pela queda de mais de 1% no farelo. O clima favorável ao desenvolvimento das lavouras nos EUA segue pressionando as cotações, indicando uma safra cheia e aumento da oferta global.
USDA
Além disso, o mercado começa a se posicionar à espera do próximo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previsto para o dia 12 de agosto.
O contrato setembro da soja em grão caiu 6,00 centavos (0,61%), encerrando a US$ 9,65 1/2 por bushel. A posição novembro fechou a US$ 9,84 1/2 por bushel, com perda de 6,25 centavos (0,63%).
No farelo, o contrato setembro caiu US$ 4,40 (1,58%), a US$ 272,60 por tonelada. O óleo com vencimento em setembro fechou em 53,72 centavos de dólar, baixa de 0,05 centavo (0,09%).
Câmbio
O dólar comercial fechou com queda de 0,77%, cotado a R$ 5,4631 para venda e R$ 5,4611 para compra. A moeda oscilou entre R$ 5,4579 e R$ 5,5114 durante o dia.
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Exclusivo: “Reeleição de Lula pode trazer ainda mais insegurança para o agro”, avalia presidente da Aprosoja

Em entrevista exclusiva ao O LIVRE, o presidente da Aprosoja Brasil, Lucas Costa Beber, comentou as expectativas do setor para 2026, ano marcado pelas eleições presidenciais — um período considerado sensível para o agronegócio.
Segundo Beber, o cenário é desafiador para os produtores rurais, especialmente diante das incertezas econômicas e jurídicas que ainda persistem.
“Este é um ano desafiador. O maior problema continua sendo o preço das commodities. Além disso, temos outros assuntos que impactam diretamente o setor, como a ampliação das áreas indígenas. No fim do ano passado, após a COP, esse tema nos preocupou muito, pois trouxe insegurança jurídica.”
Oscilações devem marcar 2026
O presidente da Aprosoja destacou que períodos eleitorais costumam gerar instabilidade econômica, o que afeta diretamente o planejamento do produtor rural.
“As eleições são normais, mas é um ano com mais oscilações: câmbio, juros altos, entre outros fatores. Tudo isso acaba sendo impactado pelo processo eleitoral.”
Para Beber, o cenário de 2026 tende a ser ainda mais turbulento, independentemente do controle do setor produtivo.
“É claro que promete ser uma eleição muito turbulenta, com muita oscilação, mas isso é algo que foge do nosso controle.”
Insegurança jurídica preocupa o agro
Ele também alertou que o resultado das urnas pode trazer consequências diretas ao agronegócio.
“O produtor pode, sim, ser prejudicado, dependendo de quem for eleito ou reeleito para a Presidência.”
Ao comentar o atual governo, Beber foi direto ao avaliar os impactos para o setor.
“O atual governo (Lula) tem trazido bastante insegurança jurídica para o agronegócio.”
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Colheita de soja avança mais rápido que no ano passado, aponta Imea

A colheita da safra de soja 2025/26 no Mato Grosso avançou de forma expressiva e alcançou 6,69% da área cultivada, segundo boletim divulgado pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), com dados atualizados até esta quinta-feira (15).
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Na semana anterior, em 9 de janeiro, o índice de área colhida era de 1,98%, o que mostra clara aceleração dos trabalhos nas lavouras.
Já no mesmo período do ano passado, o percentual era ainda menor, de 1,41%.
O avanço mais rápido reflete condições climáticas favoráveis em grande parte do estado e o início mais antecipado das operações em regiões produtoras estratégicas.
Com informações da Safras & Mercado.
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Centro científico da Aprosoja mostra que sustentabilidade também dá lucro

A ciência aplicada ao campo deixou de ser discurso e virou número na lavoura de Mato Grosso. Com uma década de atuação, o Centro de Pesquisas Científicas (CTECNO) da Aprosoja, instalado em Campo Novo do Parecis, acumula resultados que comprovam o impacto direto da pesquisa na produtividade agrícola. Um dos exemplos mais expressivos é o salto médio da produção de soja, que com as pesquisas da Aprosoja pode produzir até 30 sacas a mais por hectar plantado, conforme os experimentos conduzidos ao longo dos anos.
O LiVRE acompanhou de perto o evento que marcou os 10 anos do CTECNO, reunindo produtores rurais, agrônomos, consultores e lideranças do setor em um dia de palestras técnicas, troca de experiências e apresentação dos principais avanços obtidos pelo centro.
Ciência no agro
Instalado em uma área de 86 hectares, o CTECNO Parecis funciona como uma estação experimental permanente, onde são realizados entre 35 e 40 experimentos por ano, muitos deles de longa duração. O foco está na avaliação de manejos de solo, rotação de culturas e sistemas produtivos capazes de aumentar a eficiência da lavoura sem abrir mão da sustentabilidade.
O centro mantém dois pesquisadores em dedicação integral, responsáveis por planejar, executar e acompanhar todos os experimentos. Entre eles está a pesquisadora Danila Facco, especialista em solos, que destaca que os ganhos observados hoje são fruto de persistência e visão de longo prazo.
“Os resultados não aparecem de um ano para o outro. Muitas práticas precisam de tempo para mostrar efeito, principalmente quando falamos de solo. O produtor que entende isso colhe benefícios maiores lá na frente”, explica.
Diferentes solos, mesma solução: técnologia
As pesquisas desenvolvidas no CTECNO avaliam diferentes tipos de solo, incluindo áreas de textura média e arenosa, comuns em Mato Grosso. Os estudos mostram que, com correções químicas adequadas, uso de plantas de cobertura e sistemas de rotação bem ajustados, é possível reduzir perdas de nutrientes e melhorar o aproveitamento do ambiente produtivo.
Entre os sistemas que mais se destacaram ao longo da década está a rotação soja-braquiária, apontada como uma das mais eficientes tanto do ponto de vista econômico quanto ambiental. O modelo contribui para o aumento do carbono no solo, melhora a estrutura física da terra e ajuda no controle de pragas como nematoides.

O presidente da Aprosoja, Lucas Costa Beber, reforçou que o papel dos centros de pesquisa é transformar ciência em ferramenta prática para o produtor. “Aqui não é pesquisa de laboratório isolado. Tudo o que é testado precisa fazer sentido dentro da porteira”, afirmou.
Ao completar 10 anos, o CTECNO se consolida como uma vitrine de soluções para o agronegócio mato-grossense, mostrando que investimento em ciência, mesmo com equipes reduzidas, pode gerar ganhos reais de produtividade, sustentabilidade e segurança para quem vive da terra.
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