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29 de junho de 2026

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Fecomércio vê impacto duplo com tarifaço dos EUA sobre o Brasil

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“Como elo final da cadeia produtiva, o comércio deve ser duplamente impactado pela retração e mudanças na exportação para os norte-americanos, sofrendo diretamente com a redução nas vendas dessas mercadorias, mas também com a diminuição na geração de emprego e renda das famílias”, afirmou o presidente da Fecomércio-MT, José Wenceslau de Souza Júnior, ao comentar a taxação de 50% que os EUA devem aplicar ao Brasil sobre diversos produtos brasileiros comercializados com o país norte-americano. A medida entra em vigor nesta quinta-feira (6).

Com uma política protecionista, o mandatário Donald Trump implantou tarifas comerciais em diversos países, fundamentando tal decisão na defesa da soberania econômica e na correção dos desequilíbrios da balança comercial.

O presidente da Fecomércio-MT destaca, ainda, que “a partir de sua vocação exportadora, o estado tem se beneficiado de um impulso econômico relevante, já que o comércio internacional, quando fortalecido, atua como um motor de geração de riqueza não apenas para as empresas exportadoras, mas também para os municípios onde essas atividades estão instaladas”.

No plano municipal, o Instituto de Pesquisa da Fecomércio Mato Grosso averiguou que algumas cidades apresentam maior vulnerabilidade. Chapada dos Guimarães e Vila Bela da Santíssima Trindade, por exemplo, destinaram 100% de suas exportações ao mercado norte-americano em 2024, junto a outros três municípios. Além destes, Juína exportou 71,57% de seu total para os EUA; Acorizal, 45,95%; e Peixoto de Azevedo, 44,03%.

Presidente da Fecomércio-MT, José Wenceslau de Souza Júnior

Mesmo com a retirada de quase 700 produtos da tarifa adicional de 40%, municípios como Mirassol d’Oeste e Paranatinga seguem vulneráveis a impactos significativos. Em 2024, essas cidades foram responsáveis por 75,61% de toda a carne bovina exportada de Mato Grosso para os Estados Unidos, o que evidencia que, embora o impacto possa ser menor do que o inicialmente previsto, os efeitos ainda reverberam em maior medida, com a visão focada nos municípios.

As ações da política americana tiveram início em março, com a implementação de uma tarifa de 25% sobre as importações de aço e alumínio, insumos considerados estratégicos para a indústria norte-americana. Em abril, o governo dos EUA anunciou uma tarifa universal de 10% sobre as importações provenientes de países com os quais mantém déficits comerciais — o que incluiu o Brasil entre os afetados. Agora, essa tarifa deve ser elevada para 50%, exclusivamente sobre produtos brasileiros.

Essa escalada tarifária tem gerado preocupações tanto no âmbito federal quanto entre os estados com laços comerciais relevantes com os Estados Unidos, como é o caso de Mato Grosso. Segundo análise do Instituto de Pesquisa da Fecomércio no estado (IPF-MT), embora o mercado norte-americano represente apenas 1,10% das exportações mato-grossenses, ele corresponde a 14,64% das importações do estado — o que revela sua importância estratégica em termos de abastecimento e integração de cadeias produtivas.

Ainda conforme o instituto, entre os principais produtos exportados para os EUA em 2024, destacam-se o ouro (US$ 157,73 milhões), a carne bovina (US$ 148,27 milhões), a soja (US$ 39,48 milhões), gelatinas e derivados (US$ 16,85 milhões) e a madeira (US$ 11,09 milhões). Em 2025, os ovos de aves emergem como novo destaque, impulsionados pela crise sanitária da gripe aviária nos Estados Unidos, alcançando o terceiro lugar entre os produtos mais exportados no ano, com receita de US$ 8,07 milhões.

Diante desse cenário, Wenceslau Júnior explica que “se torna evidente a urgência de uma diplomacia econômica eficaz, capaz de mitigar os efeitos adversos dessas barreiras comerciais. Isso é particularmente relevante para Mato Grosso, cuja balança comercial responde por cerca de 30% do superávit nacional. Logo, impactos sobre sua performance externa repercutem não apenas nos municípios diretamente exportadores, mas também nos indicadores macroeconômicos nacionais”.

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Não é ajuda. É cumprir a lei…

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O debate sobre os projetos de lei orçamentários encaminhados pelo Poder Executivo de Várzea Grande à Câmara Municipal é legítimo, mas deve observar a Constituição Federal, a Lei Orgânica do Município, a Lei de Responsabilidade Fiscal e o Regimento Interno da Câmara. O orçamento público é dinâmico. Durante sua execução, a arrecadação pode variar e novas demandas podem surgir, razão pela qual a legislação prevê créditos adicionais que alteram o Plano Plurianual (PPA), na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei serviços públicos.

Neste sentido, contrariamente ao que têm sido falado por parlamentares de nosso município, não há fundamento jurídico para afirmar que o Executivo somente poderia encaminhar projetos de lei após esgotar o limite de suplementação previsto na LOA. Essa autorização constitui faculdade administrativa, e não obrigação de utilização exclusiva. Encaminhando projetos ao Poder Legislativo, o Executivo amplia a transparência, fortalece o controle institucional e submete as alterações orçamentárias à deliberação dos representantes eleitos pela população.

Atualmente tramitam na Câmara Municipal de Várzea Grande dez projetos de natureza orçamentária, que totalizam R$ 82.512.451,46 em recursos públicos, prontos para serem utilizados e atender imediatamente as necessidades do Município. Todos estes projetos tiveram solicitação de regime especial (prazo para colocar em pauta 60 dias) ou regime de urgência especial (prazo para colocar em pauta em poucos dias, logicamente, em muito menos tempo que do regime especial). Este valor está distribuído:

  • Saúde (R$ 36.312.451,46);
  • Serviços Públicos (R$ 23.000.000,00);
  • Gestão Fazendária (R$ 18.000.000,00);
  • Meio Ambiente (R$ 5.000.000,00)
  • Educação, Esporte e Lazer (R$ 200.000,00).

 

Neste mesmo contexto, é fundamental frisar que também compete à presidência da Câmara encaminhar as proposições às comissões permanentes, incluí-las na Ordem do Dia, submetendo ao Plenário para que todos os vereadores exerçam sua competência constitucional de discutir e votar as matérias.

O fortalecimento das instituições decorre do cumprimento das competências atribuídas a cada Poder. Ao Executivo: administrar e propor. Legislativo: discutir, fiscalizar e deliberar. Não é favor. É o cumprimento da Constituição, Lei Orgânica do Município e o Regimento Interno da Câmara Municipal.

Enquanto desentendimentos imperam, a cidade sofre. Várzea Grande precisa sair deste ciclo nada virtuoso. A cidade quer, precisa e merece crescer e se desenvolver, com segurança e estabilidade.

Flávia Moretti é prefeita de Várzea Grande e advogada.

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Falta de “Casa do Mel” barra expansão de pequenos produtores em Várzea Grande, aponta estudo

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Diagnóstico da Prefeitura revela grande potencial da atividade, mas ausência de selo sanitário impede a venda em supermercados e farmácias

Um diagnóstico elaborado pela Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável (SEMMADRS), revelou que a cadeia produtiva da apicultura em Várzea Grande possui grande potencial para ampliar a geração de renda no campo. No entanto, o estudo também identificou entraves estruturais que ainda impedem o crescimento da atividade.

O levantamento, realizado entre abril e junho deste ano, identificou apicultores em atividade nas comunidades rurais Formigueiro, P.A. Dorcelina Folador, P.A. Sadia I e P.A. Sadia III. Além disso, mapeou a produção local, os principais desafios enfrentados pelos produtores e as oportunidades para fortalecer o setor.

Entre os principais gargalos está a ausência de uma Casa do Mel no município. Sem uma unidade de beneficiamento e o Selo de Inspeção Municipal (SIM), os apicultores ficam impedidos de agregar valor à produção e de comercializar o mel em supermercados, farmácias e outros estabelecimentos, além de perderem a oportunidade de explorar economicamente derivados como própolis, cera e geleia real.

“A Casa do Mel é uma unidade de beneficiamento que permite processar, envasar e certificar o mel dentro das normas sanitárias. Com ela, os apicultores podem vender a produção para supermercados, farmácias e programas públicos, agregando valor ao produto e ampliando a renda no campo. Hoje, a ausência dessa estrutura é o principal entrave para o crescimento da apicultura em Várzea Grande, e queremos ajudar esses pequenos produtores a conquistar essa estrutura”, afirma o secretário Ricardo Amorim.

O diagnóstico também mostra que o mel é comercializado diretamente nas propriedades rurais, em embalagens de um litro, com preço médio de R$ 100, evidenciando o potencial econômico da atividade para fortalecer a agricultura familiar.

O coordenador de Desenvolvimento Rural Sustentável, Leandro Silva, destaca que o estudo oferece um panorama inédito da apicultura no município e aponta caminhos para o fortalecimento da cadeia produtiva.

“Identificamos os principais desafios enfrentados pelos apicultores e as oportunidades para o setor. A implantação da Casa do Mel e a obtenção do Selo de Inspeção Municipal são medidas estratégicas para ampliar a produção, abrir novos mercados e fortalecer a agricultura familiar”, ressalta.

Além da necessidade de uma unidade de beneficiamento, o diagnóstico aponta outros desafios, como os longos períodos de estiagem, que reduzem a florada do Cerrado, e o alto custo dos insumos utilizados no manejo das colmeias. O documento também recomenda a criação de núcleos de produtores e o fortalecimento de parcerias institucionais para ampliar a produtividade e consolidar a apicultura como uma alternativa sustentável de geração de emprego, renda e desenvolvimento no meio rural de Várzea Grande.

Com Prefeitura de Várzea Grande

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Agro Mato Grosso

Aprosoja MT repudia violência contra produtor rural em Feliz Natal

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A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) manifesta repúdio ao episódio de violência ocorrido nesta sexta-feira (26.06), em Feliz Natal, envolvendo o produtor rural Maikel Alan Tespesal.

Segundo informações da imprensa, o produtor foi baleado durante diligência em sua propriedade, na presença de familiares. O caso causa consternação e exige apuração imediata, rigorosa e transparente.

A Aprosoja MT reforça que controvérsias comerciais e o cumprimento de decisões judiciais devem ocorrer dentro dos limites da legalidade, com segurança, responsabilidade e absoluto respeito à vida.

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A entidade informa que está em contato com a Secretaria de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso – SESP/MT e acompanhará o caso para que os fatos sejam integralmente esclarecidos.

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