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28 de junho de 2026

Business

Tarifaço pode prejudicar renda de 40 mil famílias produtoras de mel

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Fora da lista de exceções com quase 700 produtos, o setor brasileiro de mel pode ser um dos mais prejudicados com a nova tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, que começa a valer na próxima quarta-feira (6). Atualmente, os EUA são responsáveis por 85% das compras de mel exportado pelo Brasil.

Para Samuel Araujo, CEO do Grupo Sama, que reúne empresas exportadoras de mel do Nordeste,a situação é preocupante.

“As medidas são extremamente negativas para o Brasil. A sobretaxa de 50% praticamente nos retira do mercado. Embora o país tenha outros destinos, não há dúvidas de que o mercado americano é o mais importante. Ele representa 85% das nossas exportações de mel e é um dos maiores importadores do mundo”, afirma.

Segundo Araujo, cerca de 450 mil famílias estão envolvidas na produção de mel no país, das quais 350 mil têm na atividade sua principal fonte de renda. Ele destaca ainda que grande parte dessa rede produtiva é formada por pequenos produtores da agricultura familiar.

O apicultor alerta que, apenas no Piauí, estado onde estão localizadas as empresas do grupo, o impacto da medida pode atingir cerca de 40 mil famílias. Diante desse cenário, representantes do setor já iniciaram articulações com os governos estadual e federal.

“Estamos muito preocupados. Já conversamos com o governo do Piauí e protocolamos sugestões para amenizar os efeitos dessa medida, que afeta diretamente uma cadeia sensível. Um impacto de apenas 5% nas exportações pode atingir 40 mil famílias envolvidas com a produção no estado”, explica.

Ajuda do governo

Para o empresário, é fundamental que o plano de contingência, que está sendo elaborado pelo governo federal, seja colocado em prática o quanto antes.

“Precisamos de uma intervenção rápida. Já enfrentamos um fluxo de caixa apertado desde a pandemia, com baixa produtividade e preços desfavoráveis. Por isso, é urgente a liberação de créditos, como os de PIS, Cofins e ICMS, que podem ser acelerados sem uso de recursos do próprio estado”, afirma Araujo.

O setor também pede linhas de crédito com juros reduzidos para ajustar o fluxo de caixa à nova realidade do mercado e propõe que o governo estadual participe diretamente do apoio ao setor, inclusive compensando parcialmente o impacto da sobretaxa, especialmente para os produtores mais vulneráveis.

“As empresas são essenciais para o funcionamento da cadeia, pois são elas que detêm as licenças e fazem o comércio acontecer. O apicultor não consegue acessar o mercado internacional sozinho. Por isso, é fundamental que o governo atue em todas as pontas, da base produtiva às empresas exportadoras”, afirma.

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Agro Mato Grosso

Brasil x Japão: país asiático comprou mais de 535 mil toneladas de soja de MT em 2025

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Mato Grosso exportou mais de 535 mil toneladas de soja e farelo de soja para o Japão em 2025, movimentando US$ 193,9 milhões, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), compilados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), e divulgados nesta sexta-feira (26).

Conforme a federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), além de consolidar o país asiático como um importante destino para o agronegócio do estado, a relação comercial pode ganhar um novo capítulo com a possível abertura do mercado japonês para a carne bovina brasileira.

De acordo com o Imea, Mato Grosso embarcou 311,94 mil toneladas de farelo de soja para o Japão em 2025, com receita de US$ 105,35 milhões. As exportações de soja em grão somaram outras 223,4 mil toneladas, gerando US$ 88,61 milhões. Juntos, os dois produtos totalizaram 535,34 mil toneladas comercializadas e US$ 193,96 milhões em negócios.

Os números confirmam o complexo soja como principal elo comercial entre Mato Grosso e o mercado japonês. Apesar de ser uma das maiores economias do mundo, o Japão depende da importação de matérias-primas para abastecer parte da produção de alimentos, rações e proteínas.

Na balança comercial entre Brasil e Japão, outros produtos também têm peso. Em 2025, o Brasil exportou 12,63 milhões de toneladas de minério de ferro, com receita de US$ 960 milhões. As vendas de café alcançaram 150 mil toneladas e movimentaram US$ 1,03 bilhão. Já as importações brasileiras de partes e acessórios para veículos automotores somaram US$ 1,15 bilhão.

Carne bovina é aposta do setor

Embora a soja lidere as exportações de Mato Grosso para o Japão, a principal expectativa do setor está na abertura do mercado japonês para a carne bovina brasileira.

A negociação é considerada estratégica pelo governo federal, pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) e pela indústria exportadora.

As negociações avançaram após o reconhecimento do Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação, requisito considerado essencial para acessar mercados mais restritivos. O Japão também prevê uma auditoria no sistema sanitário brasileiro, etapa necessária antes de avaliar a autorização para importar carne bovina do país.

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Business

Frente fria leva chuva ao Rio Grande do Sul entre o fim de semana e a próxima semana

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A chuva deve retornar a parte do Rio Grande do Sul na próxima semana, segundo o Boletim Integrado Agrometeorológico 26/2026. Elaborado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em parceria com a Emater/RS-Ascar e o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), o informe aponta a chegada de instabilidade ao estado a partir deste fim de semana.

De acordo com a previsão, uma nova frente fria deve avançar sobre o território gaúcho entre sábado (27/6) e domingo (28/6). Nesse período, há expectativa de chuva em praticamente todas as regiões do Rio Grande do Sul.

Na segunda-feira (29/6), a frente fria ainda deve influenciar as condições do tempo no estado, mantendo a previsão de chuva. Já entre terça-feira (30/6) e quarta-feira (1º/7), a instabilidade deve se concentrar na metade norte, onde ainda há possibilidade de precipitação em alguns municípios. Nas demais regiões, a previsão indica chuva isolada.

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De forma geral, os acumulados previstos para a semana variam entre 0 mm e 50 mm, com registros pontuais que podem superar esse volume em áreas isoladas.

O boletim agrometeorológico é atualizado semanalmente e acompanha a situação de diversas culturas e criações de animais no Rio Grande do Sul.

A previsão para os próximos dias indica a atuação de uma frente fria no Rio Grande do Sul, com chuva distribuída em diferentes regiões do estado e maiores chances de instabilidade até o início da próxima semana.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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Colheita da soja na Argentina chega a 98% e produção é mantida em 50,1 milhões de toneladas

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Foto: Daniel Popov/ Canal Rural

A colheita da soja na Argentina atingiu 98% da área apta na última semana, avanço de 0,8 ponto percentual em relação ao levantamento anterior, informou a Bolsa de Cereais de Buenos Aires. Apesar do progresso, os trabalhos seguem atrasados principalmente nas regiões centro e sul da província de Buenos Aires, onde a elevada umidade do solo continua dificultando a entrada das máquinas nas lavouras.

De acordo com a entidade, a produtividade média nacional está em 3,16 toneladas por hectare. Diante do desempenho observado até o momento, a estimativa de produção foi mantida em 50,1 milhões de toneladas.

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Milho

A colheita do milho também avançou, alcançando 51,2% da área apta, crescimento semanal de 3 pontos percentuais. No entanto, o ritmo permanece abaixo do esperado devido à alta umidade tanto dos grãos quanto das áreas cultivadas. O rendimento médio nacional da cultura está em 8,14 toneladas por hectare, enquanto a projeção de produção segue em 64 milhões de toneladas.

Plantio de trigo

Já o plantio do trigo da safra 2026/27 atingiu 65,8% da área prevista de 6,5 milhões de hectares, após avanço de 8,2 pontos percentuais na última semana. Mesmo assim, os trabalhos permanecem 5,9 pontos percentuais atrás da média dos últimos cinco anos. Segundo a Bolsa de Cereais, as baixas temperaturas e a elevada umidade continuam impedindo a secagem adequada do solo e atrasando a entrada das máquinas nas áreas de cultivo.

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