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27 de junho de 2026

Sustentabilidade

Para CNA, futuro do agro depende de um sistema de transporte moderno, eficiente e integrado – MAIS SOJA

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O presidente da Comissão Nacional de Logística e Infraestrutura da CNA e vice-presidente da Confederação, Mário Borba, afirmou que o “futuro da agropecuária brasileira depende de um sistema de transporte moderno, eficiente e integrado”.

Borba participou da abertura do seminário “Desafios do transporte ferroviário e competitividade do setor produtivo” realizado na sede da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil.

Promovido pela CNA em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e outras entidades, o evento e recebeu autoridades, representantes de entidades do setor, presidentes de federações de agricultura e pecuária estaduais e especialistas em transporte ferroviário.

Borba, que representou no evento o presidente da CNA, João Martins, ressaltou que a produção agropecuária brasileira cresce em quantidade, sustentabilidade e tecnologia, mas enfrenta “um problema sério que é a logística”.

“A nossa malha é insuficiente e mal distribuída. Faltam conexões com as novas áreas agrícolas. Sem transporte eficiente, perdemos força. Sem planejamento, perdemos tempo. Sem integração, perdemos mercado”, destacou.

Para o vice-presidente da CNA, é necessário expandir a malha ferroviária, garantir o acesso do campo ao serviço e, acima de tudo, dar voz aos usuários, aos donos da carga.

“Eles precisam participar do planejamento, da regulação e da fiscalização das concessões ferroviárias porque somos nós, os donos das cargas, que sentimos no dia a dia os impactos de tanta falta de tecnologia”.

Para Mário Borba, o seminário é importante para discutir caminhos e soluções para esses gargalos. “Vamos mostrar que o Brasil tem condições de crescer com mais competitividade e gerar mais oportunidades para setor.”

Abertura – Tiago Barros, representante da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), agradeceu a participação no evento e parabenizou as instituições por promoverem um debate “tão importante” para o setor produtivo, em especial, para as cooperativas que são diretamente interessadas na pauta.

O presidente do Conselho da Associação das Empresas Cerealistas do Brasil (Acebra), Flávio Andreo, afirmou que o agronegócio é o “motor da economia do Brasil” e a logística é hoje um dos fatores que mais limita e tira a capacidade competitiva do setor. Segundo ele, o debate trará maior segurança jurídica ao agro e permitirá novos investimentos, além de destravar a pauta do setor.

Na avaliação do presidente do Conselho Diretor da Associação Nacional dos Usuários do Transporte de Carga (Anut), Júlio César Ribeiro, apesar de ter evoluído ao longo dos anos, ainda existem muitos desafios que precisam ser vencidos na logística ferroviária.

André Nassar, presidente executivo da Abiove, agradeceu a receptividade da CNA, que é a “casa do produtor rural”, as demais instituições presentes e os parlamentares que participaram do evento. Nassar destacou que o seminário é um evento de embarcadores e que reunir as Confederações tem uma relevância enorme pela importância das questões logísticas e ferroviárias do país.

O diretor de Relações Institucionais da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Roberto Muniz, afirmou que para o Brasil ser um país do futuro e ter um crescimento sustentável, é necessário investir em ferrovias. Ele lembrou que um terço das ferrovias no país estão inativas e que isso tem impedido que a produção chegue aos portos e aeroportos.

Guilherme Sampaio, diretor-geral da Agência Nacional de Transporte Terrestres (ANTT), falou sobre o trabalho do órgão na integração dos modos de transporte e da escuta ativa sobre as demandas do setor, principalmente dos usuários. Sampaio afirmou ainda que a ANTT está fazendo uma reforma regulatória no transporte ferroviário, além de retomar diversas obras, como a ferrovia Transnordestina, Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FICO) e a Ferrogrão.

Projetos de lei – Ainda na abertura, o senador Weverton Rocha (PDT/MA), falou sobre o projeto de lei de sua autoria (PL 4158/2024) que altera a lei 10.233/01 para mudar algumas atribuições da ANTT sobre transporte ferroviário.

De acordo com o senador, sua proposta pretende abrir o debate para aperfeiçoar a política logística no país. Para o parlamentar, o Brasil tem tudo para ser um celeiro de oportunidades, mas é necessário ter vontade política para que “esse passo importante” seja dado.

O deputado federal Alexandre Guimarães (MDB/TO), autor do PL 3345/2025 que também pede alteração na lei 10.233, reforçou a importância do debate legislativo para que possam evoluir nas propostas.

Segundo o deputado, a discussão, seja no Congresso ou em eventos como o promovido pela CNA e pela Abiove, contribui para assegurar a oferta mínima da capacidade do transporte ferroviário, melhorar a malha viária e proporcionar igualdade para os usuários desse meio de transporte.

Programação – Após a abertura, o seminário contou ainda com a palestra magna “Ferrovias no Brasil: muita carga, pouco trilho” e com dois painéis, um sobre a “Situação do transporte no Brasil, competição com outros modos de transporte e evolução no escoamento da produção” e outro sobre os “Desafios legais e regulatórios das concessões de ferrovias e competitividade do setor produtivo”.

Fonte: CNA



 

FONTE

Autor:Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil

Site: CNA

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Sustentabilidade

Soja reage no mercado brasileiro com alta em Chicago e foco nos próximos dados do USDA – MAIS SOJA

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Após muitas oscilações, a semana vai se encerrando com um cenário mais favorável para o mercado brasileiro de soja. A quinta foi de de maior movimentação, com fluxo mais intenso de negócios nos portos diante da melhora das cotações. O analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, ressalta que as altas na Bolsa de Chicago, aliadas aos prêmios firmes, favoreceram a formação de preços ao longo da sessão.

Segundo Silveira, Chicago avançou com apoio das melhores vendas da safra nova norte-americana. O dólar recuou apenas levemente, enquanto os prêmios permaneceram firmes. “A cotação no porto chamou a atenção”, afirma.

No mercado interno, também houve melhora nas indicações de compra. Apesar disso, o produtor manteve postura cautelosa. “Está fazendo jogo duro, segurando lotes e pedindo preços mais altos”, ressalta o analista.

No mercado físico, em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos avançou de R$ 128,00 para R$ 129,00, enquanto em Santa Rosa (RS) saiu de R$ 129,00 para R$ 130,00. Em Cascavel (PR), as cotações passaram de R$ 124,00 para R$ 125,00. Já em Rondonópolis (MT), os preços mudaram de R$ 114,00 para R$ 115,00, enquanto em Dourados (MS) passaram de R$ 116,50 para R$ 117,00. Em Rio Verde (GO), a saca seguiu em R$ 117,00.

Nos portos, Paranaguá (PR) aumentou de R$ 135,00 para R$ 136,00 por saca. Em Rio Grande (RS), as referências também saíram de R$ 135,00 para R$ 136,00.

Os contratos futuros da soja fecharam em forte alta nesta quinta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). A previsão de temperaturas elevadas para a região produtora dos Estados Unidos nos próximos dias, podendo prejudicar o desenvolvimento das lavouras, garantiu a recuperação técnica dos preços.

Os agentes começaram a posicionar suas carteiras frente aos importantes relatórios que serão divulgados na próxima semana pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na terça, 30, saem os dados de plantio da temporada 2026/27 e os estoques trimestrais americanos em 1o de junho.

Plantio e estoques EUA
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) deverá indicar uma área plantada norte-americana com soja de 85,37 milhões de acres, com avanço sobre o ano anterior e na comparação com a intenção de plantio, divulgada em março. O relatório de área plantada será divulgado na terça, 30, às 13hs.

A previsão é compartilhada por analistas e corretores consultados pelas agências internacionais. Segundo a consulta, o USDA deverá indicar área de 85,37 milhões de acres, acima dos 81,215 milhões de acres cultivados em 2025.

No final de março, o USDA divulgou o relatório de intenção de plantio. Naquela oportunidade, o Departamento apostava em uma área de 84,7 milhões de acres.

O Departamento vai divulgar na terça também o relatório para os estoques trimestrais americanos na posição 1o de junho. O mercado aponta estoques de 1,051 bilhão de bushels. Em 1o de março, o estoque ficou em 2,105 bilhões e em junho do ano passado os produtores tinham 1,008 bilhão de bushels armazenados.

Fonte: Agência Safras

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Sustentabilidade

Produtor é autuado por plantar soja durante vazio sanitário em São Paulo

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Lavouras de soja em Palotina e Terra Roxa. Foto: Marco Bomm/ TresBomm Agri

A Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo autuou um produtor rural por cultivar soja durante o período de vazio sanitário no município de Casa Branca, na região de São João da Boa Vista. A irregularidade foi identificada nesta semana, após uma denúncia encaminhada ao órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA).

Durante a fiscalização, engenheiros agrônomos localizaram uma área de soja cultivada sob sistema de irrigação por pivô. Segundo os técnicos, as plantas estavam distribuídas em linhas, caracterizando um cultivo comercial e não apenas a presença de plantas voluntárias, conhecidas como soja tiguera.

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De acordo com a Defesa Agropecuária, a área apresenta indícios de que a semeadura foi realizada em fevereiro, fora da janela oficial de plantio para o município, encerrada em 10 de janeiro. Além disso, o terreno já havia recebido uma lavoura de soja na safra de verão, configurando uma segunda safra da cultura na mesma área, prática proibida pela legislação estadual.

O produtor foi autuado com base no Decreto Estadual nº 45.211/2000, por desenvolver atividade que favorece a disseminação de pragas e doenças vegetais sob restrição, e recebeu notificação para erradicar a lavoura dentro do prazo estabelecido.

Na região de São João da Boa Vista, o vazio sanitário da soja teve início em 12 de junho e segue até 12 de setembro. Durante esse período, é proibido cultivar ou manter plantas vivas de soja nas propriedades.

Segundo a gerente do Programa Estadual de Vigilância Fitossanitária, Jucileia Wagatsuma, o cumprimento da medida é essencial para reduzir o risco da ferrugem asiática, considerada a principal doença da cultura no Brasil. Ela explica que o vazio sanitário, aliado à proibição da semeadura fora do calendário e do cultivo sucessivo de soja na mesma área, ajuda a diminuir a pressão do fungo Phakopsora pachyrhizi e reduz as chances de surgimento de populações resistentes aos fungicidas utilizados no controle da doença.

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Sustentabilidade

China amplia participação nas exportações de soja do Brasil

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A China continua a expandir sua participação nas exportações de soja do Brasil, consolidando-se como o maior comprador do grão brasileiro. Dados recentes mostram um aumento significativo na quantidade de soja exportada para o país asiático, refletindo a crescente dependência do Brasil em relação ao mercado chinês.

Dados das exportações de soja

Em 2015, o Brasil exportou 55 milhões de toneladas de soja, das quais 41 milhões foram destinadas à China, representando 75% do total. Em 2020, as exportações aumentaram para 83 milhões de toneladas, com a China comprando 61 milhões, o que corresponde a 73% do volume total. Para 2025, as projeções indicam que o Brasil deverá exportar 108 milhões de toneladas, com a China adquirindo 85 milhões, ou 79% do total.

Expectativas para 2026

Para o primeiro semestre de 2026, espera-se que o Brasil exporte 66 milhões de toneladas de soja, com a China comprando mais de 70% desse volume. A participação da China nas exportações de soja brasileiras permanece expressiva, destacando a importância desse mercado para a economia nacional.

Desafios e oportunidades

A relação comercial entre Brasil e China apresenta tanto oportunidades quanto riscos. O Brasil deve diversificar seus mercados para reduzir a dependência da China, especialmente em um cenário de possíveis crises no comércio bilateral. O avanço na agroindústria da soja, incluindo o aumento da produção de farelo e óleo, é uma estratégia para ampliar a capilaridade do mercado brasileiro.

Em resumo, a China se mantém como o principal parceiro comercial do Brasil no setor de soja, com um crescimento contínuo nas exportações e uma dependência que requer atenção e estratégias de diversificação.

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