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26 de setembro de 2026

Agro Mato Grosso

Como o agronegócio deu a MT propriedades mais caras do País

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De 2019 a 2024, preços das terras com agricultura e pastagem no Brasil subiram quase 4 vezes mais que a inflação do período

Uma fazenda de 66 mil hectares de terras com aptidão para lavoura e pecuária, com uma mansão como casa sede e pista de pouso asfaltada homologada para jatos está à venda por R$ 5,8 bilhões.

A propriedade, fica em Nova Ubiratã (520 km ao Norte de Cuiabá), em Mato Grosso, e lidera o ranking das dez fazendas mais caras à venda no Brasil, segundo uma plataforma especializada em terras rurais.

Todas têm preços na casa dos bilhões.

 

A força do agronegócio, que este ano vai colher uma safra recorde de 339,6 milhões de toneladas – volume puxado pela soja, com 169,5 milhões de toneladas -, deu um impulso impressionante aos preços das terras agrícolas do Brasil.

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Entre as dez propriedades rurais mais caras listadas pela plataforma Chãozão (especializada nesses negócios) a pedido do Estadão, quatro estão em Mato Grosso – três são as primeiras do ranking.

O Estado é o celeiro de grãos do Brasil e algumas dessas fazendas bilionárias ficam no eixo da BR-163, conhecida como a rota da soja.

Para Geórgia Oliveira, CEO da Chãozão, a valorização das terras na região nos últimos cinco anos acompanhou a evolução do agronegócio.

“Esse movimento foi particularmente intenso no Centro-Oeste, especialmente em Mato Grosso, e nas fronteiras agrícolas, como o Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) e Sealba (Sergipe, Alagoas e Bahia).

Em algumas regiões, os preços mais do que dobraram.”

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De 2019 a 2024, as terras com agricultura e pastagem no Brasil subiram, respectivamente, 113,3% e 116,3%, segundo pesquisa da Scot Consultoria.

A inflação no período foi de 33,63%.

De acordo com o Centro de Estudos do Agronegócio da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a alta nos preços da terra no Brasil acompanha a valorização dos ativos agrícolas.

O aumento na produtividade, uma constante no agro brasileiro, faz com que o potencial de valorização aumente ainda mais.

Os aumentos médios nos preços foram maiores nas regiões de fronteira agrícola, como Rondônia (299,1%) e Mato Grosso (189,1%), do que nos estados de produção mais consolidada, como Paraná (107,7%) e São Paulo (93%).

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“ A demanda ascendente por terras reflete-se, de forma direta, no preço dos ativos agrários, quando cresce o potencial de valorização das commodities”, diz o estudo.

PROCURA EM MATO GROSSO – No caso de Mato Grosso, diz Geórgia, em função de sua vocação agrícola fortemente voltada à produção de grãos, se observou no último ano um aumento significativo na procura por terras, com destaque para o eixo da BR-163, que se consolidou como um dos corredores mais estratégicos do agronegócio brasileiro.

Segundo a Chãozão, essa valorização das terras é resultado de uma combinação de fatores estruturais:

1. Alta rentabilidade das lavouras de grãos e fibras (soja, milho e algodão): a valorização internacional das commodities agrícolas aumentou a atratividade da região para investidores;

2. Crescente demanda global por alimentos: com o Brasil ocupando papel de destaque como fornecedor, o Mato Grosso lidera essa produção;

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3  Avanços na infraestrutura logística e nos modais de escoamento: melhorias em rodovias, como a BR-163, ferrovias e portos que reduziram os custos e aumentaram a competitividade;

4.Entrada de fundos de investimento e capital estrangeiros: grupos nacionais e internacionais adquiriram grandes áreas no Estado, o que aqueceu ainda mais o mercado;

5. Adoção de tecnologias agrícolas de ponta: além de elevar a produtividade geral, tornou produtivas áreas que antes eram subutilizadas.

Para a especialista, esses fatores têm transformado Mato Grosso – especialmente sua faixa central – em um dos territórios mais valorizados e promissores do País.

“Hoje, temos mais de 700 imóveis rurais à venda em todo o Estado de Mato Grosso”, diz.

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Os negócios bilionários são tratados com grande discrição, mas alguns acabam sendo revelados.

É o caso de duas fazendas adquiridas no ano passado pelo Grupo Bom Futuro pelo valor de aproximadamente R$ 2 bilhões.

Ambas ficam em Mato Grosso, uma em Ipiranga do Norte, a outra em São José do Rio Claro, somando 43 mil hectares.

São áreas propícias para o cultivo de soja, milho e algodão.

Os irmãos Maggi Scheffer, do Bom Futuro, são considerados os maiores produtores individuais de soja do mundo e, no Brasil, estão entre os maiores produtores também de milho e algodão.

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Com a aquisição, mediante pagamento à vista, o grupo passa a deter mais de 650 mil hectares de terras apenas em Mato Grosso.

PREÇOS RECORDES – A fazenda mais cara à venda na plataforma, em Nova Ubiratã, tem 66 mil hectares com terras de dupla aptidão, segundo a Chãozão.

Ou seja, servem tanto para agricultura quanto para pecuária. São terras já testadas em cultivos de algodão, soja, milho, com estrutura também para gado de corte e suinocultura. Nesta safra, foram cultivados 33 mil hectares de soja e 16 mil de algodão.

A área de pastagem soma 7,4 mil hectares – cabe ali um rebanho de ao menos 20 mil cabeças -, mas há também um confinamento para 30 mil cabeças.

A topografia é plana, levemente ondulada. De 23% a 48% é de solo argiloso, firme para o trabalho com máquinas.

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A estrutura inclui armazéns e algodoeira suficientes para processar e guardar 100% da produção, além de oficinas, casas de funcionários e alojamentos.

A casa sede é uma mansão, com piscinas, churrasqueiras e outros equipamentos de lazer.

O ponto alto é uma pista de pouso asfaltada, homologada para jatos e com hangar para seis aeronaves.

Um detalhe curioso é que, no interior da fazenda se formou um distrito oficial de Nova Ubiratã, o Distrito Água Limpa, com praças, escolas de ensino fundamental, escola agrícola com cursos técnicos e tecnológicos, restaurantes, mercados, lojas de confecções, oficinas, borracharias, posto de combustível, lojas e agências bancárias, além de residências.

A segunda mais cara, oferecida por R$ 5 bilhões, fica em Paranatinga (375 km ao Norte de Cuiabá), e tem pista de pouso e hangar.

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A área total é de 88 mil hectares, sendo 30 mil para lavouras e 18 mil de pastagens.

A terceira em valor – R$ 4,5 bilhões – está em São Félix do Araguaia (1.200 km a Nordeste de Cuiabá) na divisa com Tocantins.

É uma propriedade extensa, com 121 mil hectares.

Devido a contratos de confidencialidade, a plataforma não revela os nomes dos proprietários das terras.

IMPULSO DO AGROINDÚSTRIA – O avanço da agroindústria também contribuiu para a valorização das terras no Estado.

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De acordo com a União Nacional do Etanol de Milho (Unem), de 40 biorrefinarias em operação ou em construção no Brasil, 17 estão em Mato Grosso.

Das 11 plantas que já operam, seis usam apenas o cereal e cinco são flex, usando milho e cana.

Há outras seis plantas programadas para construção no Estado. São investidores brasileiros e norte-americanos que decidiram ficar próximos das lavouras para reduzir o custo logístico.

A Inpasa, maior biorrefinaria de etanol da América Latina, está em Sinop desde 2019.

No ano passado, a empresa produziu 3,7 bilhões de litros de etanol a partir de milho produzido na região.

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Recentemente, a agroindústria passou a usar também o sorgo, um grão mais rústico, cultivado principalmente por pequenos agricultores.

A empresa produz também óleos vegetais e derivados da produção de etanol, como os DDGS (Grãos Secos de Destilarias com Solúveis), utilizados em rações animais.

As plantas de etanol revolucionaram a produção de milho na região, antes afetada pelo alto custo do frete, que reduzia o valor pago ao produtor.

Agora, grande parte do milho de segunda safra é absorvida pelas biorrefinarias e não precisa viajar para os portos do Sudeste e do Norte.

As usinas agregaram valor ao cereal. Com uma tonelada de milho é possível produzir 450 litros de etanol, 212 kg de DDGS e 19 kg de óleo de milho.

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Se Mato Grosso fosse um país, estaria entre os dez maiores produtores de grãos do planeta.

Só em soja, seria o terceiro, empatado com a Argentina.

Somando soja e milho, o Estado brasileiro supera os grãos argentinos (soja, milho e trigo) em 20 milhões de toneladas.

Com 903 mil km2, a extensão territorial de Mato Grosso equivale à de três Itálias.

Líder na produção de soja, milho e algodão, o Estado possui também o maior rebanho bovino do país, com 34,2 milhões de cabeças, ou 14,6% do rebanho nacional.

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Técnicas de manejo como a Integração Lavoura Pecuária (ILP) permitem usar grandes áreas de pastagens para a produção de grãos.

O manejo integrado das terras possibilita que o produtor tenha três safras anuais, sendo duas de grãos ou fibras, e a terceira de carne.

INTERESSE ESTRANGEIRO – A CEO da Chãozão revela que a busca de fazendas no Brasil por estrangeiros também é intensa.

Este ano, até agora, o site da plataforma registrou 113 mil buscas por americanos, 17 mil por ingleses, 12 mil de chineses, 7,6 mil alemães, 6,3 mil australianos e 4,9 mil procedentes de Portugal.

A compra de terras por estrangeiros no Brasil é permitida com restrições, segundo o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

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Se for área próxima às fronteiras ou na Amazônia Legal, é necessária aprovação do Conselho de Defesa Nacional (CDN).

A aquisição de propriedades com mais de 20 módulos de exploração indefinida (MEI) precisam de precisam de autorização prévia do Incra.

Cada módulo pode chegar a 100 hectares, dependendo da região.

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Avião de pequeno porte que caiu em fazenda havia decolado de Primavera do Leste MT

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O avião que caiu e matou dois pilotos em uma fazenda na zona rural de Poxoréu, a 259 km de Cuiabá, na sexta-feira (18), havia decolado do Aeródromo de Primavera do Leste, a 239 km da capital. Segundo o registro preliminar do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), a aeronave realizava um voo local quando caiu durante o trajeto.

De acordo com o registro, o voo era local e tinha um tripulante e um passageiro a bordo, identificados como Zelicio Filgueira Tomaz, de 58 anos, sendo o piloto da aeronave, e Rafael Pereira Guedes, de 22 anos. Durante o trajeto, enquanto a aeronave fazia o circuito de tráfego do aeródromo, colidiu contra o solo.

A ocorrência foi classificada preliminarmente pelo Cenipa como SCF-PP – falha ou mau funcionamento do motor. A classificação é inicial e não representa, neste momento, a definição da causa do acidente.

De acordo com o órgão, a investigação não tem como objetivo apontar culpa ou responsabilização, mas identificar possíveis fatores que contribuíram para a ocorrência e propor medidas para evitar que acidentes semelhantes aconteçam novamente.

O Cenipa é responsável pela invesigação de ocorrências aeronáuticas com foco na prevenção de novos acidentes.

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Entenda o caso

Avião de pequeno porte cai em fazenda e deixa dois mortos em MT — Foto: Reprodução

Avião de pequeno porte cai em fazenda e deixa dois mortos em MT — Foto: Reprodução

O acidente ocorreu na Fazenda Água Funda, na região da MT-130. Segundo a Polícia Civil, a aeronave estava em manutenção em Primavera do Leste e fazia um voo de teste quando caiu na região de Poxoréu. Ainda não há informações sobre quanto tempo o avião permaneceu no ar antes da queda.

Com o impacto, a aeronave pegou fogo e as chamas se espalharam pela vegetação da propriedade, provocando um incêndio na área de pastagem. Um vídeo registrado antes do acidente mostra a decolagem do avião de pequeno porte. As circunstâncias do acidente ainda serão investigadas.

Essa foi a segunda queda de aeronave no estado em menos de 10 dias. No dia 10 de setembro, outro avião de pequeno porte caiu em uma região de fazenda, a cerca de 20 km da área urbana de Água Boa, e deixou três mortos. Até o momento, foi identificado oficialmente: Vanderlei Sattler, de 65 anos e Luis Alberto Martinezz, de 44 anos, de nacionalidade Paraguaia.

Zelicio Filgueira Tomaz, de 58 anos, e Rafael Pereira Guedes, de 22 anos, morreram na queda de avião em MT — Foto: Reprodução/Redes sociais

Zelicio Filgueira Tomaz, de 58 anos, e Rafael Pereira Guedes, de 22 anos, morreram na queda de avião em MT — Foto: Reprodução/Redes sociais

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Pais morrem e filha fica em estado grave após batida entre carro e carreta em MT

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Um casal de empresários, identificado como Cleodir Darci Barreto e Iracy Leonilda Werkhausen Barreto, morreram após a caminhonete em que estava bater de frente com uma carreta no km 702 da BR-163, em Sorriso, a 420 km de Cuiabá, nesta sexta-feira (25). A filha deles, Kauane Barreto, ficou gravemente ferida.

Segundo a Nova Rota do Oeste, concessionária que administra a rodovia, a equipe de resgate foi acionada às 17h19 para atender a ocorrência. Com o impacto, Cleodir e Iracy morreram ainda no local. A filha do casal foi socorrida e encaminhada para atendimento médico. O estado de saúde dela é considerado grave. (video abaixo)

Conforme apurado, a família é de Sorriso e seguia do município com destino a Lucas do Rio Verde quando ocorreu o acidente. O condutor da carreta também ficou ferido e foi encaminhado para uma unidade de saúde.

O tráfego no trecho da BR-163 é operado em sistema de Pare e Siga durante o atendimento à ocorrência. As circunstâncias da batida ainda não foram informadas.

veja;

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Mato Grosso tem 3ª maior taxa de mortes no trânsito causadas pelo álcool

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Mato Grosso teve a terceira maior taxa do país de mortes no trânsito ligadas ao consumo de álcool em, segundo análise do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA), publicada neste mês de setembro. Ao todo, foram registradas 426 mortes no estado em 2024, contra 419 em 2023 e 389 em 2010.

Apesar do aumento no número de mortes, a taxa por 100 mil habitantes caiu de 12,5, em 2010, para 11,1, em 2024. Mesmo com essa redução, Mato Grosso teve a terceira maior taxa do país, atrás apenas de Tocantins e Piauí.

A maior parte das vítimas era formada por homens. Eles representaram 86,1% das mortes registradas em 2024, enquanto as mulheres corresponderam a 13,9% dos casos. O levantamento também mostra que os homens foram maioria entre as pessoas internadas em casos ligados ao álcool e à direção.

Além das mortes, o número de internações também cresceu em Mato Grosso. Em 2025, foram registradas 2.037 internações relacionadas ao consumo de álcool e à direção. O número representa 258 casos a mais que em 2024 e 785 a mais que em 2010.

A taxa de internações chegou a 52,3 casos por 100 mil habitantes em 2025. Entre os pacientes, 77,2% eram homens e 22,8% eram mulheres, mantendo a diferença observada entre as vítimas de mortes no trânsito.

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O levantamento também aponta possíveis fatores relacionados aos números, como a quantidade de operações de fiscalização com bafômetro, o aumento da frota de veículos e os acidentes envolvendo motocicletas.

Em 2023, os motociclistas representaram 40% das mortes no trânsito, segundo dados citados pelo CISA.

Casos registrados

Em agosto deste ano, após ser expulso de uma boate, Hercílio Junio Freitas Cordeiro, de 22 anos, saiu dirigindo e atropelou o motociclista Paulo Messias Simão Costa, de 23 anos, que morreu no local, em Cuiabá. Antes de deixar o estabelecimento, segundo a esposa, ele havia ingerido bebida alcoólica, ficou alterado, quebrou um copo e foi retirado pelos seguranças.

Antes do atropelamento de Paulo, o motorista já havia se envolvido em outro acidente na Avenida Isaac Póvoas, onde bateu na traseira de uma moto. O motociclista ficou ferido, e o motorista deixou o local sem prestar socorro.

Na sequência, ele continuou dirigindo e atingiu a moto de Paulo. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada, mas o médico confirmou a morte do entregador.

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Hercílio foi indiciado pela Polícia Civil.

Hercílio Junio Freitas Cordeiro foi preso preventivamente no dia 5 de setembro e segue detido. — Foto: Tv Centro América

Hercílio Junio Freitas Cordeiro foi preso preventivamente no dia 5 de setembro e segue detido. — Foto: Tv Centro América

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