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Agro Mato Grosso

Como o agronegócio deu a MT propriedades mais caras do País

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De 2019 a 2024, preços das terras com agricultura e pastagem no Brasil subiram quase 4 vezes mais que a inflação do período

Uma fazenda de 66 mil hectares de terras com aptidão para lavoura e pecuária, com uma mansão como casa sede e pista de pouso asfaltada homologada para jatos está à venda por R$ 5,8 bilhões.

A propriedade, fica em Nova Ubiratã (520 km ao Norte de Cuiabá), em Mato Grosso, e lidera o ranking das dez fazendas mais caras à venda no Brasil, segundo uma plataforma especializada em terras rurais.

Todas têm preços na casa dos bilhões.

 

A força do agronegócio, que este ano vai colher uma safra recorde de 339,6 milhões de toneladas – volume puxado pela soja, com 169,5 milhões de toneladas -, deu um impulso impressionante aos preços das terras agrícolas do Brasil.

Entre as dez propriedades rurais mais caras listadas pela plataforma Chãozão (especializada nesses negócios) a pedido do Estadão, quatro estão em Mato Grosso – três são as primeiras do ranking.

O Estado é o celeiro de grãos do Brasil e algumas dessas fazendas bilionárias ficam no eixo da BR-163, conhecida como a rota da soja.

Para Geórgia Oliveira, CEO da Chãozão, a valorização das terras na região nos últimos cinco anos acompanhou a evolução do agronegócio.

“Esse movimento foi particularmente intenso no Centro-Oeste, especialmente em Mato Grosso, e nas fronteiras agrícolas, como o Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) e Sealba (Sergipe, Alagoas e Bahia).

Em algumas regiões, os preços mais do que dobraram.”

De 2019 a 2024, as terras com agricultura e pastagem no Brasil subiram, respectivamente, 113,3% e 116,3%, segundo pesquisa da Scot Consultoria.

A inflação no período foi de 33,63%.

De acordo com o Centro de Estudos do Agronegócio da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a alta nos preços da terra no Brasil acompanha a valorização dos ativos agrícolas.

O aumento na produtividade, uma constante no agro brasileiro, faz com que o potencial de valorização aumente ainda mais.

Os aumentos médios nos preços foram maiores nas regiões de fronteira agrícola, como Rondônia (299,1%) e Mato Grosso (189,1%), do que nos estados de produção mais consolidada, como Paraná (107,7%) e São Paulo (93%).

“ A demanda ascendente por terras reflete-se, de forma direta, no preço dos ativos agrários, quando cresce o potencial de valorização das commodities”, diz o estudo.

PROCURA EM MATO GROSSO – No caso de Mato Grosso, diz Geórgia, em função de sua vocação agrícola fortemente voltada à produção de grãos, se observou no último ano um aumento significativo na procura por terras, com destaque para o eixo da BR-163, que se consolidou como um dos corredores mais estratégicos do agronegócio brasileiro.

Segundo a Chãozão, essa valorização das terras é resultado de uma combinação de fatores estruturais:

1. Alta rentabilidade das lavouras de grãos e fibras (soja, milho e algodão): a valorização internacional das commodities agrícolas aumentou a atratividade da região para investidores;

2. Crescente demanda global por alimentos: com o Brasil ocupando papel de destaque como fornecedor, o Mato Grosso lidera essa produção;

3  Avanços na infraestrutura logística e nos modais de escoamento: melhorias em rodovias, como a BR-163, ferrovias e portos que reduziram os custos e aumentaram a competitividade;

4.Entrada de fundos de investimento e capital estrangeiros: grupos nacionais e internacionais adquiriram grandes áreas no Estado, o que aqueceu ainda mais o mercado;

5. Adoção de tecnologias agrícolas de ponta: além de elevar a produtividade geral, tornou produtivas áreas que antes eram subutilizadas.

Para a especialista, esses fatores têm transformado Mato Grosso – especialmente sua faixa central – em um dos territórios mais valorizados e promissores do País.

“Hoje, temos mais de 700 imóveis rurais à venda em todo o Estado de Mato Grosso”, diz.

Os negócios bilionários são tratados com grande discrição, mas alguns acabam sendo revelados.

É o caso de duas fazendas adquiridas no ano passado pelo Grupo Bom Futuro pelo valor de aproximadamente R$ 2 bilhões.

Ambas ficam em Mato Grosso, uma em Ipiranga do Norte, a outra em São José do Rio Claro, somando 43 mil hectares.

São áreas propícias para o cultivo de soja, milho e algodão.

Os irmãos Maggi Scheffer, do Bom Futuro, são considerados os maiores produtores individuais de soja do mundo e, no Brasil, estão entre os maiores produtores também de milho e algodão.

Com a aquisição, mediante pagamento à vista, o grupo passa a deter mais de 650 mil hectares de terras apenas em Mato Grosso.

PREÇOS RECORDES – A fazenda mais cara à venda na plataforma, em Nova Ubiratã, tem 66 mil hectares com terras de dupla aptidão, segundo a Chãozão.

Ou seja, servem tanto para agricultura quanto para pecuária. São terras já testadas em cultivos de algodão, soja, milho, com estrutura também para gado de corte e suinocultura. Nesta safra, foram cultivados 33 mil hectares de soja e 16 mil de algodão.

A área de pastagem soma 7,4 mil hectares – cabe ali um rebanho de ao menos 20 mil cabeças -, mas há também um confinamento para 30 mil cabeças.

A topografia é plana, levemente ondulada. De 23% a 48% é de solo argiloso, firme para o trabalho com máquinas.

A estrutura inclui armazéns e algodoeira suficientes para processar e guardar 100% da produção, além de oficinas, casas de funcionários e alojamentos.

A casa sede é uma mansão, com piscinas, churrasqueiras e outros equipamentos de lazer.

O ponto alto é uma pista de pouso asfaltada, homologada para jatos e com hangar para seis aeronaves.

Um detalhe curioso é que, no interior da fazenda se formou um distrito oficial de Nova Ubiratã, o Distrito Água Limpa, com praças, escolas de ensino fundamental, escola agrícola com cursos técnicos e tecnológicos, restaurantes, mercados, lojas de confecções, oficinas, borracharias, posto de combustível, lojas e agências bancárias, além de residências.

A segunda mais cara, oferecida por R$ 5 bilhões, fica em Paranatinga (375 km ao Norte de Cuiabá), e tem pista de pouso e hangar.

A área total é de 88 mil hectares, sendo 30 mil para lavouras e 18 mil de pastagens.

A terceira em valor – R$ 4,5 bilhões – está em São Félix do Araguaia (1.200 km a Nordeste de Cuiabá) na divisa com Tocantins.

É uma propriedade extensa, com 121 mil hectares.

Devido a contratos de confidencialidade, a plataforma não revela os nomes dos proprietários das terras.

IMPULSO DO AGROINDÚSTRIA – O avanço da agroindústria também contribuiu para a valorização das terras no Estado.

De acordo com a União Nacional do Etanol de Milho (Unem), de 40 biorrefinarias em operação ou em construção no Brasil, 17 estão em Mato Grosso.

Das 11 plantas que já operam, seis usam apenas o cereal e cinco são flex, usando milho e cana.

Há outras seis plantas programadas para construção no Estado. São investidores brasileiros e norte-americanos que decidiram ficar próximos das lavouras para reduzir o custo logístico.

A Inpasa, maior biorrefinaria de etanol da América Latina, está em Sinop desde 2019.

No ano passado, a empresa produziu 3,7 bilhões de litros de etanol a partir de milho produzido na região.

Recentemente, a agroindústria passou a usar também o sorgo, um grão mais rústico, cultivado principalmente por pequenos agricultores.

A empresa produz também óleos vegetais e derivados da produção de etanol, como os DDGS (Grãos Secos de Destilarias com Solúveis), utilizados em rações animais.

As plantas de etanol revolucionaram a produção de milho na região, antes afetada pelo alto custo do frete, que reduzia o valor pago ao produtor.

Agora, grande parte do milho de segunda safra é absorvida pelas biorrefinarias e não precisa viajar para os portos do Sudeste e do Norte.

As usinas agregaram valor ao cereal. Com uma tonelada de milho é possível produzir 450 litros de etanol, 212 kg de DDGS e 19 kg de óleo de milho.

Se Mato Grosso fosse um país, estaria entre os dez maiores produtores de grãos do planeta.

Só em soja, seria o terceiro, empatado com a Argentina.

Somando soja e milho, o Estado brasileiro supera os grãos argentinos (soja, milho e trigo) em 20 milhões de toneladas.

Com 903 mil km2, a extensão territorial de Mato Grosso equivale à de três Itálias.

Líder na produção de soja, milho e algodão, o Estado possui também o maior rebanho bovino do país, com 34,2 milhões de cabeças, ou 14,6% do rebanho nacional.

Técnicas de manejo como a Integração Lavoura Pecuária (ILP) permitem usar grandes áreas de pastagens para a produção de grãos.

O manejo integrado das terras possibilita que o produtor tenha três safras anuais, sendo duas de grãos ou fibras, e a terceira de carne.

INTERESSE ESTRANGEIRO – A CEO da Chãozão revela que a busca de fazendas no Brasil por estrangeiros também é intensa.

Este ano, até agora, o site da plataforma registrou 113 mil buscas por americanos, 17 mil por ingleses, 12 mil de chineses, 7,6 mil alemães, 6,3 mil australianos e 4,9 mil procedentes de Portugal.

A compra de terras por estrangeiros no Brasil é permitida com restrições, segundo o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Se for área próxima às fronteiras ou na Amazônia Legal, é necessária aprovação do Conselho de Defesa Nacional (CDN).

A aquisição de propriedades com mais de 20 módulos de exploração indefinida (MEI) precisam de precisam de autorização prévia do Incra.

Cada módulo pode chegar a 100 hectares, dependendo da região.

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Aquecimento acelera gerações de Diceraeus melacanthus

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O percevejo-barriga-verde (Diceraeus melacanthus) amplia gerações anuais nas regiões mais quentes do Centro-Sul. Estudo conduzido por pesquisadores do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná e da Universidade Estadual de Londrina calculou limites térmicos de desenvolvimento da praga e estimou o número de ciclos possíveis em Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo. Os pesquisadores associaram esses parâmetros a séries históricas de temperatura e construíram mapas que mostram o potencial reprodutivo do inseto nessas áreas.

O trabalho apontou que Mato Grosso do Sul registra maior número de gerações. O estado alcança média de 11 ciclos ao ano. Municípios como Corumbá chegam a 13 gerações. A combinação de baixa altitude e altas temperaturas favorece o desenvolvimento do inseto.

São Paulo aparece em seguida. O estado registra média de nove gerações anuais. As regiões oeste e noroeste concentram os maiores valores, com até 11 ciclos por ano. Campos do Jordão apresenta apenas três gerações por causa das baixas temperaturas e da altitude elevada.

O Paraná mostra o menor potencial reprodutivo. O estado sustenta média de sete gerações anuais. Áreas frias e altas, como Palmas, Lapa e Pinhais, registram apenas quatro ciclos por ano. Os maiores valores, de até dez gerações, ocorrem no noroeste paranaense, próximo das divisas com Mato Grosso do Sul e São Paulo.

A latitude exerce a maior influência sobre o número de gerações. A altitude contribui menos. O estudo confirmou que regiões quentes aceleram o ciclo do inseto. Regiões frias retardam o desenvolvimento e reduzem a taxa reprodutiva.

Temperatura mínima

Os pesquisadores definiram a temperatura mínima de desenvolvimento em cerca de 14 ºC e o limite superior próximo de 33 ºC. O inseto completa o ciclo entre 16 e 31 ºC, com maior rapidez nas faixas mais elevadas. Esses dados sustentam o cálculo dos graus-dia e a projeção das gerações anuais.

O mapa conjunto dos três estados evidencia maior risco nas fronteiras agrícolas entre Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná. Essas áreas sustentam de oito a mais de dez gerações por ano. Regiões frias, como o Vale do Paraíba e o sul paranaense, funcionam como barreiras climáticas.

Os autores destacam que a presença de hospedeiros alternativos e sistemas como a sucessão soja-milho permitem a permanência do percevejo. A praga encontra alimento no ano todo. O estudo reforça a importância do tratamento de sementes no milho e do monitoramento constante em áreas que apresentam maior número de gerações.

O trabalhou foi desenvolvido por Luciano Mendes de Oliveira, Rodolfo Bianco, Maurício Ursi Ventura, Ayres de Oliveira Menezes Júnior e Humberto Godoy Androcioli.

Outras informações em doi.org/10.3390/insects16121242

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Dia Mundial do Solo destaca ações do Mapa para recuperar e revitalizar solos no Brasil

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O Dia Mundial do Solo, celebrado nesta sexta-feira (5), reforça a importância desse recurso natural essencial para a vida e para a produção de alimentos. A data, instituída pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), traz em 2025 o tema “Solos saudáveis para cidades saudáveis”, chamando atenção para o impacto direto da qualidade do solo no bem-estar da população.

Para enfrentar o cenário global de degradação — que, segundo a FAO, já atinge 33% dos solos do planeta — o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) desenvolve programas voltados à recuperação, ao mapeamento e à saúde dos solos brasileiros, como Solo Vivo, PronaSolos e Caminho Verde Brasil.

Lançado em 2025, o Programa Solo Vivo auxilia agricultores familiares com suporte técnico para manejo adequado e correção de solo em áreas degradadas. A primeira fase está sendo executada em Mato Grosso e no Amapá, priorizando regiões com maior demanda por revitalização.

PronaSolos quer mapear todo o território brasileiro até 2048

Coordenado pelo Mapa, o Programa Nacional de Levantamento e Interpretação de Solos do Brasil (PronaSolos) reúne pesquisas e informações detalhadas para orientar o uso sustentável da terra.
Atualmente, menos de 5% do território nacional possui mapas de solo em escala detalhada, segundo a Embrapa. A meta é mapear o Brasil nas escalas 1:25.000 a 1:100.000 até 2048.

Caminho Verde Brasil incentiva práticas sustentáveis

Para ampliar a produtividade agrícola sem expandir áreas de desmatamento, o programa Caminho Verde Brasil incentiva produtores rurais a adotar práticas de recuperação e manejo sustentável do solo.

Investir em solo é investir no futuro, diz ministro

O ministro Carlos Fávaro destacou que a saúde do solo impacta diretamente a segurança alimentar e a qualidade de vida.

“Solo saudável é sinônimo de alimento na mesa, água de qualidade e cidades mais resilientes. Quando recuperamos áreas degradadas e ampliamos o conhecimento sobre nossos solos, deixamos um legado de sustentabilidade para as próximas gerações”, afirmou.

Solo: base da alimentação mundial

A FAO alerta que 95% dos alimentos dependem diretamente do solo e que 2 bilhões de pessoas sofrem com falta de micronutrientes devido à infertilidade de áreas cultiváveis.

Com iniciativas que unem pesquisa, tecnologia e apoio direto aos produtores, o Mapa reforça que a preservação dos solos é um dos pilares para fortalecer o agronegócio, garantir segurança alimentar e promover desenvolvimento sustentável no campo e nas cidades.

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Área plantada com soja em Rondônia deve ultrapassar os 700 mil hectares na safra 2025/2026

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A produção brasileira de grãos na safra 2025/2026 deverá superar o recorde da safra anterior e alcançar 354,8 milhões de toneladas, conforme projeção da Companhia Nacional de Abastecimento – Conab. A área plantada deve crescer 3,3%, atingindo 84,4 milhões de hectares.

A estimativa para Rondônia é que sejam colhidas 5,4 milhões de toneladas nesta safra, praticamente estável na comparação com o que foi obtido na safra 2024/2025, com expansão de 1,3% da área plantada, de mais de 1,2 milhão de hectares.

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Informativo agropecuário

Essas e outras informações sobre a produção agropecuária, com foco no estado de Rondônia, estão disponíveis na 18ª edição do Informativo Agropecuário de Rondônia. O documento traz dados sobre a estimativa da safra de grãos no estado, bem como informações sobre a produção de outros produtos agropecuários, como café, mandioca, banana, peixes, carne e leite.

O material reúne informações coletadas em diversas fontes de dados oficiais, que permitem o acesso aos dados de maneira agregada e suas respectivas análises. Além disso, as fontes consultadas também estão disponíveis no documento para quem desejar aprofundar o assunto.

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Os dados apresentados foram obtidos de fontes secundárias, como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a Emater-RO, entre outros.

Grãos

A relação à produção de grãos e soja continua sendo a principal cultura agrícola do estado, com área plantada de 717,6 mil hectares e produção estimada de 2,6 milhões de toneladas. Considerando os últimos dez anos, o crescimento médio anual da área plantada com essa oleaginosa foi de 12,3%.

Já a produção de arroz deve apresentar redução de 7,2%, passando de 162,4 mil toneladas na safra 2024/2025 para 150,7 mil toneladas na safra atual. Essa redução pode ser explicada pelos baixos preços pagos pelo produtor, devido à menor demanda.

De acordo com o analista da Embrapa Rondônia, Calixto Rosa Neto, membro da equipe de elaboração do Informativo, existe uma tendência de estabilização na produção de grãos no estado, devido ao aumento dos custos de produção, sem que os preços apresentem a mesma evolução. “Além disso, à medida que a produção de grãos avança para as regiões central e norte do estado, os preços das terras se elevam, dificultando a expansão das áreas de plantio, não obstante a existência significativa de áreas com pastagens degradadas que podem ser aproveitadas para o plantio de grãos”, afirma.

Café

Com relação à produção de café, a estimativa é que tenham sido colhidas 2,3 milhões de sacas de 60 kg de café beneficiadas na safra 2025, 10,4% maior do que na safra 2024, com produtividade média de 55,5 sacas por hectare. Essa produtividade é a maior do país, bem acima da média nacional, de 29,7 sacas por hectare.

Outras culturas

A mandioca, outra cultura abordada pelo Informativo, deve apresentar redução da área plantada, de 17,6 mil hectares para 14,2 mil hectares, com uma consequente redução da produção, estimada em 289 mil toneladas.

Já a banana, embora deva apresentar estabilidade com relação à área colhida, de 7,1 mil hectares, terá incremento significativo na produtividade, passando de 11,3 mil kg por hectare para 14,4 mil, com reflexo na produção, que deve crescer 25,8%.

No que diz respeito à produção pecuária, dados dos dois primeiros trimestres de 2025, da Pesquisa Trimestral de Abates, do IBGE, indicam que, nesse período, foram abatidos 1,7 milhão de bovinos, com peso de carcaça de 409 mil toneladas, 5,3% e 1,2% maiores do que os valores obtidos no mesmo período de 2024, respectivamente.

A produção de leite nos dois primeiros trimestres de 2025 foi de 288,4 milhões de litros, 1% menor do que a obtida em período idêntico de 2024, conforme dados da Pesquisa Trimestral do Leite, do IBGE.

O Valor Bruto da Produção Agropecuária de Rondônia em 2025, calculado pela equipe do Setor de Prospecção e Avaliação de Tecnologia da Embrapa Rondônia (SPAT), está estimado em R$ 30,1 bilhões, 18,4% maior do que o obtido em 2024, com destaque para bovinos, soja, café, milho e leite que, juntos, devem responder por 89,4% do valor total, com destaque para o valor dos bovinos, que deve representar 47,1% do VBP rondoniense neste ano.

As exportações de carne bovina in natura, soja e milho de Rondônia, nos dez primeiros meses de 2025, geraram juntas receitas de quase US$ 2,5 bilhões.

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