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27 de junho de 2026

Agro Mato Grosso

Como o agronegócio deu a MT propriedades mais caras do País

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De 2019 a 2024, preços das terras com agricultura e pastagem no Brasil subiram quase 4 vezes mais que a inflação do período

Uma fazenda de 66 mil hectares de terras com aptidão para lavoura e pecuária, com uma mansão como casa sede e pista de pouso asfaltada homologada para jatos está à venda por R$ 5,8 bilhões.

A propriedade, fica em Nova Ubiratã (520 km ao Norte de Cuiabá), em Mato Grosso, e lidera o ranking das dez fazendas mais caras à venda no Brasil, segundo uma plataforma especializada em terras rurais.

Todas têm preços na casa dos bilhões.

 

A força do agronegócio, que este ano vai colher uma safra recorde de 339,6 milhões de toneladas – volume puxado pela soja, com 169,5 milhões de toneladas -, deu um impulso impressionante aos preços das terras agrícolas do Brasil.

Entre as dez propriedades rurais mais caras listadas pela plataforma Chãozão (especializada nesses negócios) a pedido do Estadão, quatro estão em Mato Grosso – três são as primeiras do ranking.

O Estado é o celeiro de grãos do Brasil e algumas dessas fazendas bilionárias ficam no eixo da BR-163, conhecida como a rota da soja.

Para Geórgia Oliveira, CEO da Chãozão, a valorização das terras na região nos últimos cinco anos acompanhou a evolução do agronegócio.

“Esse movimento foi particularmente intenso no Centro-Oeste, especialmente em Mato Grosso, e nas fronteiras agrícolas, como o Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) e Sealba (Sergipe, Alagoas e Bahia).

Em algumas regiões, os preços mais do que dobraram.”

De 2019 a 2024, as terras com agricultura e pastagem no Brasil subiram, respectivamente, 113,3% e 116,3%, segundo pesquisa da Scot Consultoria.

A inflação no período foi de 33,63%.

De acordo com o Centro de Estudos do Agronegócio da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a alta nos preços da terra no Brasil acompanha a valorização dos ativos agrícolas.

O aumento na produtividade, uma constante no agro brasileiro, faz com que o potencial de valorização aumente ainda mais.

Os aumentos médios nos preços foram maiores nas regiões de fronteira agrícola, como Rondônia (299,1%) e Mato Grosso (189,1%), do que nos estados de produção mais consolidada, como Paraná (107,7%) e São Paulo (93%).

“ A demanda ascendente por terras reflete-se, de forma direta, no preço dos ativos agrários, quando cresce o potencial de valorização das commodities”, diz o estudo.

PROCURA EM MATO GROSSO – No caso de Mato Grosso, diz Geórgia, em função de sua vocação agrícola fortemente voltada à produção de grãos, se observou no último ano um aumento significativo na procura por terras, com destaque para o eixo da BR-163, que se consolidou como um dos corredores mais estratégicos do agronegócio brasileiro.

Segundo a Chãozão, essa valorização das terras é resultado de uma combinação de fatores estruturais:

1. Alta rentabilidade das lavouras de grãos e fibras (soja, milho e algodão): a valorização internacional das commodities agrícolas aumentou a atratividade da região para investidores;

2. Crescente demanda global por alimentos: com o Brasil ocupando papel de destaque como fornecedor, o Mato Grosso lidera essa produção;

3  Avanços na infraestrutura logística e nos modais de escoamento: melhorias em rodovias, como a BR-163, ferrovias e portos que reduziram os custos e aumentaram a competitividade;

4.Entrada de fundos de investimento e capital estrangeiros: grupos nacionais e internacionais adquiriram grandes áreas no Estado, o que aqueceu ainda mais o mercado;

5. Adoção de tecnologias agrícolas de ponta: além de elevar a produtividade geral, tornou produtivas áreas que antes eram subutilizadas.

Para a especialista, esses fatores têm transformado Mato Grosso – especialmente sua faixa central – em um dos territórios mais valorizados e promissores do País.

“Hoje, temos mais de 700 imóveis rurais à venda em todo o Estado de Mato Grosso”, diz.

Os negócios bilionários são tratados com grande discrição, mas alguns acabam sendo revelados.

É o caso de duas fazendas adquiridas no ano passado pelo Grupo Bom Futuro pelo valor de aproximadamente R$ 2 bilhões.

Ambas ficam em Mato Grosso, uma em Ipiranga do Norte, a outra em São José do Rio Claro, somando 43 mil hectares.

São áreas propícias para o cultivo de soja, milho e algodão.

Os irmãos Maggi Scheffer, do Bom Futuro, são considerados os maiores produtores individuais de soja do mundo e, no Brasil, estão entre os maiores produtores também de milho e algodão.

Com a aquisição, mediante pagamento à vista, o grupo passa a deter mais de 650 mil hectares de terras apenas em Mato Grosso.

PREÇOS RECORDES – A fazenda mais cara à venda na plataforma, em Nova Ubiratã, tem 66 mil hectares com terras de dupla aptidão, segundo a Chãozão.

Ou seja, servem tanto para agricultura quanto para pecuária. São terras já testadas em cultivos de algodão, soja, milho, com estrutura também para gado de corte e suinocultura. Nesta safra, foram cultivados 33 mil hectares de soja e 16 mil de algodão.

A área de pastagem soma 7,4 mil hectares – cabe ali um rebanho de ao menos 20 mil cabeças -, mas há também um confinamento para 30 mil cabeças.

A topografia é plana, levemente ondulada. De 23% a 48% é de solo argiloso, firme para o trabalho com máquinas.

A estrutura inclui armazéns e algodoeira suficientes para processar e guardar 100% da produção, além de oficinas, casas de funcionários e alojamentos.

A casa sede é uma mansão, com piscinas, churrasqueiras e outros equipamentos de lazer.

O ponto alto é uma pista de pouso asfaltada, homologada para jatos e com hangar para seis aeronaves.

Um detalhe curioso é que, no interior da fazenda se formou um distrito oficial de Nova Ubiratã, o Distrito Água Limpa, com praças, escolas de ensino fundamental, escola agrícola com cursos técnicos e tecnológicos, restaurantes, mercados, lojas de confecções, oficinas, borracharias, posto de combustível, lojas e agências bancárias, além de residências.

A segunda mais cara, oferecida por R$ 5 bilhões, fica em Paranatinga (375 km ao Norte de Cuiabá), e tem pista de pouso e hangar.

A área total é de 88 mil hectares, sendo 30 mil para lavouras e 18 mil de pastagens.

A terceira em valor – R$ 4,5 bilhões – está em São Félix do Araguaia (1.200 km a Nordeste de Cuiabá) na divisa com Tocantins.

É uma propriedade extensa, com 121 mil hectares.

Devido a contratos de confidencialidade, a plataforma não revela os nomes dos proprietários das terras.

IMPULSO DO AGROINDÚSTRIA – O avanço da agroindústria também contribuiu para a valorização das terras no Estado.

De acordo com a União Nacional do Etanol de Milho (Unem), de 40 biorrefinarias em operação ou em construção no Brasil, 17 estão em Mato Grosso.

Das 11 plantas que já operam, seis usam apenas o cereal e cinco são flex, usando milho e cana.

Há outras seis plantas programadas para construção no Estado. São investidores brasileiros e norte-americanos que decidiram ficar próximos das lavouras para reduzir o custo logístico.

A Inpasa, maior biorrefinaria de etanol da América Latina, está em Sinop desde 2019.

No ano passado, a empresa produziu 3,7 bilhões de litros de etanol a partir de milho produzido na região.

Recentemente, a agroindústria passou a usar também o sorgo, um grão mais rústico, cultivado principalmente por pequenos agricultores.

A empresa produz também óleos vegetais e derivados da produção de etanol, como os DDGS (Grãos Secos de Destilarias com Solúveis), utilizados em rações animais.

As plantas de etanol revolucionaram a produção de milho na região, antes afetada pelo alto custo do frete, que reduzia o valor pago ao produtor.

Agora, grande parte do milho de segunda safra é absorvida pelas biorrefinarias e não precisa viajar para os portos do Sudeste e do Norte.

As usinas agregaram valor ao cereal. Com uma tonelada de milho é possível produzir 450 litros de etanol, 212 kg de DDGS e 19 kg de óleo de milho.

Se Mato Grosso fosse um país, estaria entre os dez maiores produtores de grãos do planeta.

Só em soja, seria o terceiro, empatado com a Argentina.

Somando soja e milho, o Estado brasileiro supera os grãos argentinos (soja, milho e trigo) em 20 milhões de toneladas.

Com 903 mil km2, a extensão territorial de Mato Grosso equivale à de três Itálias.

Líder na produção de soja, milho e algodão, o Estado possui também o maior rebanho bovino do país, com 34,2 milhões de cabeças, ou 14,6% do rebanho nacional.

Técnicas de manejo como a Integração Lavoura Pecuária (ILP) permitem usar grandes áreas de pastagens para a produção de grãos.

O manejo integrado das terras possibilita que o produtor tenha três safras anuais, sendo duas de grãos ou fibras, e a terceira de carne.

INTERESSE ESTRANGEIRO – A CEO da Chãozão revela que a busca de fazendas no Brasil por estrangeiros também é intensa.

Este ano, até agora, o site da plataforma registrou 113 mil buscas por americanos, 17 mil por ingleses, 12 mil de chineses, 7,6 mil alemães, 6,3 mil australianos e 4,9 mil procedentes de Portugal.

A compra de terras por estrangeiros no Brasil é permitida com restrições, segundo o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Se for área próxima às fronteiras ou na Amazônia Legal, é necessária aprovação do Conselho de Defesa Nacional (CDN).

A aquisição de propriedades com mais de 20 módulos de exploração indefinida (MEI) precisam de precisam de autorização prévia do Incra.

Cada módulo pode chegar a 100 hectares, dependendo da região.

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Agro Mato Grosso

Produtor Rural é baleado na frente da esposa e dos filhos em fazenda de MT; veja vídeo

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Maikel Alan Tespesal estava com a esposa e os filhos, de 15 e 2 anos, dentro de uma caminhonete quando foi atingido pelos disparos efetuados por Renato Azilago, de 41 anos.

O produtor rural Maikel Alan Tespesal foi baleado no rosto e no ombro durante um desentendimento ocorrido na manhã de sexta-feira (26), em uma fazenda localizada a cerca de 30 km de Feliz Natal (a 510 km de Cuiabá), no interior de Mato Grosso. Ele estava com a esposa e os filhos, de 15 e 2 anos, dentro de uma caminhonete quando foi atingido pelos disparos efetuados por Renato Azilago, de 41 anos.

Conforme o boletim de ocorrência, a confusão começou durante o cumprimento de uma ordem judicial na propriedade rural. Segundo as informações, as partes já mantinham um desentendimento relacionado à disputa. Renato havia sido contratado pela parte autora da ação para realizar a colheita da produção objeto do processo judicial. (video abaixo)

Antes do confronto, Renato avistou uma caminhonete Hilux branca circulando pela lavoura e passou a segui-la. Na tentativa de interceptar Maikel, que dirigia o veículo, ele desceu da caminhonete e efetuou dois disparos contra o produtor rural.

Mesmo ferido, Maikel acelerou o veículo, atropelou Renato durante a fuga e conseguiu chegar ao Pronto Atendimento do município. Em seguida, foi transferido para o Hospital Regional de Sorriso, onde passou por cirurgia para a retirada dos projéteis.

Após ser atropelado, Renato foi socorrido pelo oficial de Justiça que acompanhava o cumprimento da ordem judicial e levado ao Hospital 13 de Maio, em Sorriso (a 397 km de Cuiabá). Ele não conseguiu prestar depoimento e morreu posteriormente. Um homem de 26 anos também ficou ferido.

Durante as diligências, a Polícia Militar apreendeu a caminhonete, que apresentava duas perfurações provocadas pelos disparos. A pistola utilizada por Renato não foi localizada, apesar das buscas realizadas na lavoura e no veículo.

Como os demais envolvidos permaneciam hospitalizados, eles não puderam ser ouvidos. A Polícia Civil investiga as circunstâncias do confronto e a responsabilidade de cada um dos envolvidos.

VIDEO:

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Urochloa melhora microbiota fúngica em solo degradado

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Estudo em feijão comum mostra efeito residual da cobertura sobre fungos da rizosfera e indicadores de qualidade do solo

A inclusão de Urochloa brizantha no período de pousio alterou a comunidade fúngica da rizosfera do feijão comum e favoreceu indicadores ligados à recuperação biológica do solo. O efeito ocorreu em área degradada por mais de cinco décadas de uso agrícola intensivo, com histórico de tabaco, monocultivo de feijão, preparo convencional e longos períodos de solo descoberto (DOI: 10.3390/jof12070456).

Estudo avaliou os efeitos residuais de Urochloa brizantha como planta de cobertura sobre fungos associados às raízes do feijão comum. Os pesquisadores também mediram atributos físicos, químicos e biológicos do solo. O trabalho ocorreu na Estação Experimental Agropecuária Salta, do Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária, em Cerrillos, Salta, Argentina.

Cinco situações

O experimento comparou cinco situações. A primeira manteve pousio com solo descoberto seguido de feijão comum. A segunda recebeu um ciclo de Urochloa brizantha antes do feijão. A terceira recebeu dois ciclos consecutivos da gramínea antes do feijão. A quarta manteve uma pastagem perene de Urochloa brizantha. A quinta usou solo preservado como referência externa.

A análise por sequenciamento de alta escala mostrou mudança significativa na composição da comunidade fúngica entre os manejos. A diversidade alfa não apresentou diferença estatística. Isso indica manutenção da riqueza e da uniformidade dos fungos. Porém, a composição mudou. O manejo com Urochloa brizantha promoveu substituição de grupos fúngicos dentro da rizosfera.

Solo descoberto

No pousio com solo descoberto, o gênero Fusarium apresentou maior abundância relativa. Esse tratamento também teve maior presença de Fusicolla e Bipolaris. Esses gêneros incluem espécies associadas a doenças de plantas. Segundo os pesquisadores, o resultado sugere acúmulo de fungos com potencial patogênico em sistemas simplificados e com monocultivo contínuo.

Nos tratamentos com Urochloa brizantha, a comunidade caminhou para outro perfil. Houve maior participação de fungos saprófitos e grupos associados à decomposição de resíduos e à ciclagem de nutrientes. Entre os gêneros citados aparecem Mortierella, Penicillium, Coprinellus, Immersiella, Torula, Lectera, Coprinopsis e Psathyrella.

A pastagem perene de Urochloa brizantha apresentou enriquecimento de Gamsia, Chaetomium e Pyrenochaeta. O solo preservado teve maior associação com Penicillium, Mycoleptodiscus, Purpureocillium e Knufia. Para os cientistas, esses marcadores indicam uma transição da comunidade fúngica para estruturas mais ligadas à decomposição da matéria orgânica, à estabilidade do solo e à atividade biológica.

Análise funcional

A análise funcional reforçou essa tendência. O pousio descoberto teve maior abundância relativa de fungos classificados como patógenos de plantas. O tratamento com um ciclo de Urochloa brizantha reduziu a representação desse grupo e manteve atividade saprofítica. O tratamento com dois ciclos apresentou comportamento intermediário. A pastagem perene e o solo preservado mostraram perfis mais equilibrados, com menor participação de patógenos vegetais e maior contribuição de guildas saprofíticas e simbióticas.

Os atributos do solo também responderam ao manejo. O carbono orgânico do solo teve menores valores no monocultivo de feijão com solo descoberto. Os tratamentos com Urochloa brizantha elevaram esse indicador, sobretudo no tratamento com dois ciclos e na pastagem perene. A estabilidade de agregados também aumentou com a gramínea e alcançou valores próximos ao solo de referência.

A densidade do solo apresentou o padrão oposto. O pousio descoberto teve os maiores valores. Os tratamentos com Urochloa brizantha reduziram a densidade. O resultado indica melhoria estrutural associada ao sistema radicular da gramínea e à presença de cobertura vegetal.

Indicadores microbiológicos

Os indicadores microbiológicos acompanharam a mudança. A respiração microbiana aumentou nos tratamentos com Urochloa brizantha. A biomassa microbiana de carbono e nitrogênio também apresentou menores valores no pousio descoberto. A proteína do solo relacionada à glomalina cresceu na pastagem perene e teve valor intermediário após dois ciclos da gramínea.

A atividade enzimática mostrou diferenças entre manejos. A hidrólise de diacetato de fluoresceína atingiu maior valor na pastagem perene. A fosfatase ácida teve maiores atividades na pastagem perene e no tratamento com um ciclo de Urochloa brizantha. O pousio descoberto apresentou menor atividade dessa enzima.

Análise multivariada

A análise multivariada indicou associação entre a estrutura da comunidade fúngica e variáveis do solo. A proteína relacionada à glomalina, a respiração microbiana, a biomassa microbiana, o magnésio, a capacidade de retenção de água, a fosfatase ácida e a relação carbono:nitrogênio ajudaram a explicar a composição dos fungos. As variáveis biológicas explicaram fração maior da variação da comunidade do que as propriedades físico-químicas.

Os pesquisadores concluem que Urochloa brizantha gerou efeitos residuais mensuráveis sobre a rizosfera do feijão comum. O manejo deslocou a comunidade fúngica de um perfil enriquecido em potenciais patógenos para uma estrutura com maior presença de fungos associados à decomposição, à ciclagem de nutrientes e à recuperação biológica do solo. Mesmo um ciclo da gramínea iniciou mudanças detectáveis em solo degradado.

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A 100 dias das eleições: quem deve disputar Governo e Senado em MT

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Faltando 100 dias para o primeiro turno das eleições gerais, marcado para 4 de outubro, o cenário político de Mato Grosso começa a se desenhar. Lideranças partidárias intensificam as articulações para disputar cargos como o Governo do Estado, o Senado e a Câmara dos Deputados, embora a definição oficial das candidaturas dependa das convenções partidárias, previstas para começar em julho.

Na corrida pelo Palácio Paiaguás, alguns nomes já aparecem como pré-candidatos. O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) deve disputar a reeleição após assumir o comando do Executivo com a saída de Mauro Mendes (União), que deixou o cargo no fim de março para concorrer ao Senado.

Em fevereiro, Wellington Fagundes (PL) foi o nome confirmado pelo pré-candidato a Presidência, Flávio Bolsonaro, para representar o partido e concorrer ao governo de Mato Grosso.

A Executiva Nacional do PT decidiu que o partido em Mato Grosso deve apoiar o PSD com a candidatura da médica Natasha Slhessarenko (PSD) que, até a publicação desta reportagem, é a única mulher na pré-corrida ao Executivo estadual.

Outro nome que deve disputar o governo é o do atual senador Jayme Campos (União). Ele já manifestou interesse publicamente em concorrer, mas a candidatura ainda depende da definição do partido.

Também são apontados como possíveis candidatos o empresário Alex Pucinelli (Democracia Cristã), o professor universitário Caiubi Kuhn (PDT) e o empresário Marcelo Maluf (Novo).

Disputa pelo Senado

Mato Grosso elegerá dois senadores nesta eleição, o que aumenta a disputa pelas vagas.

O ex-governador Mauro Mendes (União) já confirmou a pré-candidatura ao Senado. Já o atual senador Carlos Fávaro (PSD) tentará a reeleição.

Única mulher representante na Assembleia Legislativa, a deputada estadual Janaina Riva (MDB), também pretende deixar a cadeira para disputar uma vaga no Senado.

Outro nome que deve entrar na disputa é o deputado federal José Medeiros (PL) que também foi confirmado por Flávio Bolsonaro para representar a sigla. Já o ex-governador Pedro Taques (PSB) articula o retorno à política e também é citado entre os possíveis candidatos.

Apesar das movimentações, o quadro eleitoral ainda pode sofrer mudanças. As candidaturas só serão oficializadas após as convenções partidárias, quando os partidos definirão seus representantes para a eleição de outubro.
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