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18 de setembro de 2026

Business

Café brasileiro deve entrar na lista de exceções do tarifaço

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O café ficou de fora da lista de quase 700 exceções à taxação de 50% imposta por Donald Trump, mas, para Gil Barabacque, analista de mercado da Safras & Mercado, o produto deve ser incluído em breve entre os itens isentos da tarifa.

“O fato de o café não ter entrado na lista causou muita surpresa, porque não faz sentido dentro do atual cenário. O principal prejudicado com a imposição da tarifa é o consumidor norte-americano. O Brasil representa cerca de 30% das importações de café verde pelos Estados Unidos. Ou seja, o impacto é significativo. É o maior fornecedor, e essa substituição por outro país não pode ser feita rapidamente, ao menos não com o mesmo volume que o Brasil exporta. Diante disso, existe uma perspectiva concreta de que, nas próximas semanas, o café passe a integrar a lista de exceções”,  afirma Barabacque.

Segundo o analista, o mercado já antecipou a possível inclusão do café na lista, o que trouxe certa estabilidade aos preços.

“Esse tarifaço trouxe volatilidade à Bolsa de Nova York, que é a principal referência global para o café arábica. Inicialmente, houve uma reação de alta, fruto da surpresa pela ausência do café na lista. Depois, prevaleceu uma leitura de médio e longo prazo, que considera o efeito negativo da tarifa para o consumo e a demanda no mercado norte-americano. Hoje, há um otimismo crescente de que o produto será incluído”, explica.

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“O mercado está andando de lado. Ou seja, os preços internos não têm apresentado grandes oscilações, nem para cima, nem para baixo. Além disso, os negócios estão sendo feitos em ritmo moderado, porque tanto compradores quanto vendedores aguardam um desfecho sobre a entrada do café na lista de exceções”, complementa.

Preço em queda

Antes da imposição do tarifaço por Donald Trump, o preço do café havia disparado no início do ano, mas começou a cair no fim do primeiro semestre de 2025. Barabacque explica que as oscilações são consequência direta das condições climáticas de 2024, que afetaram a produção brasileira.

“A queda nos preços nesse momento não tem relação direta com as tarifas. Está mais ligada à mudança de perspectiva no mercado. No ano passado, houve escassez de café, o que impulsionou os preços até o começo de 2025. A partir de abril, esse cenário começou a mudar, principalmente com a melhora na oferta global de robusta, incluindo o conilon brasileiro’,  afirma.

Segundo ele, a chegada da nova safra brasileira e a melhora nas condições climáticas contribuíram para o alívio nos preços.

“Este ano o Brasil não teve uma seca tão prolongada quanto em 2024. Houve períodos de redução de chuvas, mas não uma estiagem intensa como a anterior. O inverno, que no início assustou, acabou se mostrando menos rigoroso. Tudo isso começou a criar uma expectativa mais positiva para a próxima safra. Esse conjunto de fatores contribuiu para a queda nos preços”, diz.

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Mesmo assim, o analista aponta que há um suporte nos preços do arábica, já que a oferta neste ano ainda é menor do que a registrada em 2024, justamente por causa da seca anterior.

“Esse fator ajuda a sustentar os preços. Mas, no segundo semestre, o foco do mercado se volta para a safra de 2026. As atenções se voltam para a florada e para as chuvas, que são fundamentais para o desenvolvimento da próxima safra’, explica.

Clima terá mais peso que tarifas

Barabacque acredita que, no longo prazo, as condições climáticas terão mais influência no mercado de café do que o próprio tarifaço.

“A tarifa, se mantida, deve alterar os fluxos de comércio. Os Estados Unidos comprariam menos café do Brasil e mais de outras origens. Em contrapartida, o Brasil buscaria novos mercados. Isso afeta os diferenciais de preço entre origens. Mas, no médio e longo prazo, o impacto mais relevante viria do aumento de custos para o maior consumidor mundial, os EUA, e da expectativa com a próxima safra brasileira” avalia.

“Esses dois fatores, consumo mais caro e safra brasileira, pesam bastante, mas acredito que a expectativa com a produção nacional deve ter mais peso no comportamento do mercado do que o próprio tarifaço”, conclui o analista.

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IGC eleva projeção da produção global de grãos em 2026/27 para 2,42 bilhões de toneladas

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O Conselho Internacional de Grãos (IGC) elevou sua estimativa para a produção mundial de grãos no ciclo 2026/27 para 2,42 bilhões de toneladas, 4 milhões de toneladas acima da projeção de agosto. O ajuste foi informado em relatório divulgado no dia 18 e reflete revisões para cima nas safras de cevada e trigo, que compensaram cortes para milho e sorgo. Mesmo com a alta mensal, o volume projetado fica 3% abaixo do recorde da safra anterior.

A projeção de consumo global foi mantida em 2,44 bilhões de toneladas. Para os estoques finais, o IGC passou a projetar 608 milhões de toneladas, avanço de 2 milhões de toneladas em relação ao relatório anterior. Na comparação com o início da safra, porém, o número representa recuo de 4%.

A estimativa para o comércio global de grãos também foi mantida, em 451 milhões de toneladas. Na comparação anual, o volume projetado indica queda de 16 milhões de toneladas.

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No mercado de soja, o IGC reduziu ligeiramente a previsão para a produção mundial em 2026/27 ante o mês anterior, em função de pequenos ajustes na América do Sul. Ainda assim, a safra da oleaginosa segue projetada em patamar recorde, com alta de 3% sobre o ciclo anterior.

As previsões de consumo total e de estoques finais de soja foram reduzidas em relação ao relatório anterior. Já a estimativa para o comércio global da oleaginosa permaneceu praticamente estável, em recorde próximo de 191 milhões de toneladas.

O IGC informou ainda que o Índice de Preços de Grãos e Oleaginosas (GOI) subiu 6% no último mês e atingiu o maior nível em três anos. Na comparação anual, o indicador acumula alta de 20%. O movimento foi puxado pelos subíndices de trigo, com avanço de 6%, soja, com 7%, milho, com 5%, e arroz, com 3%.

O novo relatório do IGC combina revisão positiva para a produção global de grãos, manutenção das projeções de consumo e comércio e avanço do índice internacional de preços, com destaque para trigo, soja, milho e arroz.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Agro Mato Grosso

Concurso da Sema-MT abre inscrições com salários de até R$ 10,4 mil; veja

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As inscrições para o concurso público da Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT) estão abertas, a partir desta quinta-feira (17), para profissionais de nível superior. Os salários iniciais chegam a R$ 10.491,97, com jornada de 40 horas semanais.

O concurso é destinado à formação de cadastro de reserva, ou seja, o edital não estabelece um número imediato de vagas. As nomeações poderão ocorrer conforme a necessidade do serviço, conveniência e oportunidade da administração pública durante a validade da seleção.

Ao todo, são 24 perfis profissionais, distribuídos entre os cargos de Analista de Meio Ambiente e Analista de Desenvolvimento Econômico e Social.

Para Analista de Meio Ambiente, a remuneração inicial é de R$ 10.491,97. Já para Analista de Desenvolvimento Econômico e Social, o salário inicial é de R$ 8.269,16. Nos dois casos, a jornada é de 40 horas por semana. O edital estabelece que os candidatos aprovados e nomeados serão enquadrados no nível e na classe iniciais das respectivas carreiras.

📌 Veja os principais dados do concurso

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  • Órgão: Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT)
  • Vagas: cadastro de reserva
  • Escolaridade: nível superior
  • Cargos: Analista de Meio Ambiente e Analista de Desenvolvimento Econômico e Social
  • Perfis profissionais: 24
  • Salários iniciais: de R$ 8.269,16 a R$ 10.491,97
  • Jornada: 40 horas semanais
  • Taxa de inscrição: R$ 150
  • Inscrições: até 14 de outubro de 2026
  • Provas: 13 de dezembro de 2026

 

Como serão as provas?

O concurso terá caráter eliminatório e classificatório e será composto por prova objetiva e prova discursiva. Segundo o edital, as duas avaliações serão aplicadas pela Fundação Cesgranrio.

As provas estão previstas para 13 de dezembro de 2026. O edital prevê a aplicação em Cuiabá e informa que, caso não haja locais suficientes ou adequados na capital, as avaliações poderão ser realizadas também em Várzea Grande.

Para os candidatos que concorrerem como pessoas com deficiência, a avaliação por equipe multiprofissional será realizada exclusivamente em Cuiabá.

📝 Como se inscrever?

As inscrições seguem abertas até 14 de outubro de 2026 e devem ser feitas pela internet, conforme as regras estabelecidas no edital. A taxa é de R$ 150.

Como a seleção é destinada exclusivamente à formação de cadastro de reserva, a aprovação não significa nomeação imediata. Os candidatos serão chamados conforme a classificação e as nomeações realizadas durante o período de validade do concurso. O edital também prevê reserva de vagas para pessoas com deficiência e para candidatos negros, aplicada às nomeações que ocorrerem durante a validade da seleção.

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Business

Empresas que descumprem piso do frete podem ter RNTRC suspenso pela ANTT

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Empresas que insistem em contratar ou subcontratar transporte rodoviário de cargas por valores abaixo do piso mínimo poderão ter o Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC) suspenso pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A agência já iniciou os procedimentos para aplicar a medida em casos considerados recorrentes.

A suspensão cautelar não será aplicada de forma automática. Segundo a ANTT, cada situação será analisada individualmente e as empresas identificadas serão formalmente notificadas antes da publicação dos atos no Diário Oficial da União.

O foco está nas empresas que acumularem mais de quatro autuações, em datas diferentes, dentro de seis meses. Para a adoção da suspensão cautelar, também será avaliada a existência de risco de continuidade da infração, prejuízo à fiscalização ou comprometimento da política de pisos mínimos do frete.

A medida será conduzida pelas áreas de fiscalização e de serviços de transporte rodoviário e multimodal de cargas da ANTT. Quando determinada, a suspensão produzirá efeitos 72 horas após a publicação do ato e poderá durar de cinco a 30 dias.

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Reincidência pode ampliar as penalidades

A fiscalização sobre o cumprimento do piso mínimo também passou a contar com mecanismos adicionais de rastreabilidade. Conforme a ANTT, a Medida Provisória nº 1.343/2026 e as Resoluções nº 6.077 e nº 6.078 reforçaram as regras para identificação das operações de transporte remunerado de cargas.

Entre as mudanças está a obrigatoriedade do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), que deve estar vinculado ao Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e). Com isso, as informações das operações ficam integradas para fins de acompanhamento e fiscalização.

Nas operações de carga lotação, o CIOT não é gerado quando o valor informado estiver abaixo do piso mínimo. A regra cria um mecanismo de controle ainda no registro da operação, antes de uma eventual reincidência pela empresa.

Se houver repetição da irregularidade depois de uma decisão administrativa definitiva, a suspensão poderá chegar a 45 dias. A reincidência também pode levar ao cancelamento do RNTRC por até dois anos e à aplicação de multa majorada de até R$ 1 milhão.

A ANTT ressalta que as medidas de suspensão e cancelamento não atingem o Transportador Autônomo de Cargas quando ele atua exclusivamente como contratado.

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Agro MT