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22 de outubro de 2026

Business

Novo aplicativo facilita consulta técnica sobre integração lavoura-pecuária-floresta

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Está disponível para acesso gratuito nas plataformas Apple Store e Google Play o aplicativo móvel Responde ILPF, da Embrapa. A ferramenta foi desenvolvida para facilitar a consulta a informações técnicas sobre os sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF).

O app apresenta uma interface intuitiva, na forma de perguntas e respostas, e fornece orientações que vão desde os fundamentos e benefícios dos sistemas integrados até instruções práticas para sua implementação no campo, incluindo também recomendações adaptadas a diferentes regiões e tipos de produção.

Oferecido pela Rede ILPF, o aplicativo utiliza como fonte de informações a publicação “Integração lavoura-pecuária-floresta: o produtor pergunta, a Embrapa responde”, da Coleção 500 Perguntas, 500 Respostas.

“Com informações técnicas confiáveis e de fácil acesso, o app vem para auxiliar no planejamento e na gestão sustentável das propriedades agrícolas que já trabalham ou estão dando arranque à estratégia de ILPF. Também auxilia na capacitação de técnicos e produtores rurais, democratizando o conhecimento sobre sistemas integrados”, ressalta Francisco Matturro, presidente-executivo da Rede ILPF.

A novidade é resultado do projeto “Plataforma Web ILPF digital: sistema de informação para o fomento de sistemas ILPF”, coordenado pela Embrapa Meio Ambiente em parceria com a Embrapa Agricultura Digital e apoio da Rede ILPF.

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Assim, visa ampliar o acesso qualificado ao conhecimento sobre essa estratégia de uso da terra, considerada essencial para a agricultura sustentável no Brasil. A iniciativa vem sendo estruturada por meio da Câmara Temática de Agricultura Digital, a qual tem induzido a transformação digital da Rede ILPF.

Público-alvo do aplicativo

Para o pesquisador Ladislau Skorupa, da Embrapa Meio Ambiente, o aplicativo móvel representa uma alternativa prática para quem busca informações confiáveis.

“Embora haja muitos materiais disponíveis sobre ILPF, o app concentra o que é mais relevante, com acesso direto e gratuito via celular”, afirma. O público-alvo inclui produtores rurais, consultores, técnicos, estudantes e empreendedores do setor agropecuário.

Segundo Maturro, a iniciativa aproxima a pesquisa do campo, fortalecendo a agricultura sustentável no Brasil. “Sua importância se destaca na disseminação de boas práticas, na democratização da inclusão digital, incentivando a adoção da ILPF como modelo de produção eficiente, ecologicamente equilibrado e que gera emprego e renda, e consequentemente desenvolvimento socioeconômico”, completa.

Nova tecnologia

O funcionamento do aplicativo Responde ILPF está baseado numa tecnologia lançada pela Embrapa neste ano: a API Responde Agro. Glauber José Vaz, da Embrapa Agricultura Digital e responsável pela API, explica que ela permite o desenvolvimento de mecanismos de busca personalizados para o conteúdo da Coleção 500 Perguntas 500 Respostas, cujas obras são elaboradas a partir de questões formuladas por produtores e respondidas pelos pesquisadores.

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A integração dessas informações com os sistemas web ou aplicativos acontece por meio de uma Interface de Programação de Aplicações, ou API, na sigla em inglês. A Plataforma Ater+ Digital é outro exemplo de ferramenta disponível ao público que também utiliza a API Responde Agro.

Desenvolvedores, empresas de tecnologia, startups, instituições públicas e privadas que queiram utilizar a ferramenta em suas próprias soluções digitais podem acessar a API Responde Agro por meio da Plataforma AgroAPI, que reúne também APIs com dados e modelos diversos gerados pela Embrapa de interesse do mercado de tecnologia voltado à agropecuária.

*Sob supervisão de Victor Faverin

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Soja sobe em Chicago e melhora ofertas no mercado brasileiro; saiba como ficaram os preços

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O mercado brasileiro de soja apresentou maior movimentação nesta quinta-feira (22), com valorização dos preços e registro de negócios nos portos. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, as condições mais favoráveis na Bolsa de Chicago e no câmbio contribuíram para a melhora das ofertas dos compradores, embora a comercialização ainda apresente baixa liquidez.

Durante a sessão, os contratos futuros em Chicago chegaram a operar com alta de 1% nas máximas do dia, acompanhados por movimentos positivos do dólar. Esse cenário permitiu melhores indicações de compra e favoreceu a realização de negócios nos portos.

Apesar da melhora pontual, Silveira destaca que o ritmo de comercialização ao longo da semana permanece lento, com volumes negociados ainda limitados. Os produtores seguem concentrados nos trabalhos de plantio da nova safra, o que também restringe a movimentação no mercado físico.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 144,00 para R$ 146,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 145,00 para R$ 147,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 140,00 para R$ 141,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 139,00 para R$ 141,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 139,00 para R$ 140,00
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 138,00 para R$ 139,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 151,00 para R$ 152,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 151,00 para R$ 153,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), nesta quinta-feira (22), interrompendo uma sequência de oito sessões seguidas de perdas. Após atingir o menor nível em dois meses, os agentes viram um cenário propício para uma recuperação técnica, por meio de compras de barganha, quando investidores aproveitam preços mais baixos para adquirir contratos.

A alta do petróleo ajudou a sustentar os ganhos do dia, devido à correlação com o biodiesel. Outro ponto positivo pelo lado da demanda segue sendo o volume de compras chinesas no mercado americano. Nesta quinta-feira, os exportadores privados anunciaram mais uma venda de 202 mil toneladas de soja para o país asiático.

As vendas líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2026/27, iniciada em 1º de setembro, ficaram em 2.841.200 toneladas na semana encerrada em 15 de outubro. A China liderou as compras, com 2.178.600 toneladas. Analistas esperavam vendas entre 1,1 milhão e 3 milhões de toneladas.

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Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 7,75 centavos de dólar, ou 0,62%, a US$ 12,53 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 12,64 3/4 por bushel, com elevação de 6,50 centavos de dólar, ou 0,51%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 1,00, ou 0,28%, a US$ 347,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 66,74 centavos de dólar, com ganho de 0,77 centavo, ou 1,16%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,23%, negociado a R$ 5,0385 para venda e a R$ 5,0365 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0220 e a máxima de R$ 5,0560.

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Contratações na citricultura crescem quase 10% no Brasil

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A citricultura brasileira registrou 11.460 contratações entre julho e agosto de 2026, primeiro bimestre da safra 2026/2027. O número representa um crescimento de 9,9% em relação às 10.427 admissões contabilizadas no mesmo período da temporada anterior.

Os dados foram divulgados pela Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR), com base em informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Na comparação anual, o setor realizou 1.033 contratações a mais, com destaque para o aumento das admissões em São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.

Os números representam o total de admissões no período, não necessariamente o saldo de empregos gerados, que considera também os desligamentos.

São Paulo concentra 78% das contratações

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São Paulo liderou as admissões na citricultura brasileira, com 8.953 trabalhadores contratados entre julho e agosto deste ano. O volume corresponde a 78,1% do total nacional.

Na comparação com o mesmo período da safra 2025/2026, quando foram registradas 8.084 contratações, o estado apresentou crescimento de 10,7%.

Minas Gerais aparece na segunda posição, com 1.585 admissões, avanço de 17% em relação às 1.355 contratações registradas no primeiro bimestre da temporada anterior.

Com esse desempenho, o estado mineiro respondeu por 13,8% das admissões nacionais na citricultura.

Mato Grosso do Sul registra alta de 146% nas admissões

Entre os estados analisados, Mato Grosso do Sul apresentou o maior crescimento percentual nas contratações.

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O número de admissões passou de 115, no primeiro bimestre da safra passada, para 283 entre julho e agosto de 2026, uma alta de 146,1%.

Com isso, o estado respondeu por 2,5% das contratações nacionais do setor.

Em contrapartida, o Paraná registrou queda de 49,6% nas admissões. Foram 205 contratações no primeiro bimestre da safra atual, contra 407 no mesmo período de 2025.

O estado paranaense representou 1,8% das admissões da citricultura brasileira.

  • Contratações na citricultura por estado:
  • São Paulo 8.084 8.953 +10,7%
  • Minas Gerais 1.355 1.585 +17,0%
  • Mato Grosso do Sul 115 283 +146,1%
  • Paraná 407 205 -49,6%
  • Brasil 10.427 11.460 +9,9%

Os valores representam admissões registradas em julho e agosto de cada safra. Segundo o diretor-executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto, o crescimento das contratações demonstra a participação da citricultura na atividade econômica dos municípios produtores.

“O avanço em São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul mostra como a citricultura cria oportunidades de trabalho em diferentes regiões produtoras e amplia sua contribuição para as economias locais”, afirmou.

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Mel de Capanema conquista Indicação Geográfica e Paraná chega a 29 produtos certificados

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O Paraná segue conquistando reconhecimentos com produtos e manufaturas tradicionais e especiais. O mel de Capanema é o mais novo produto paranaense a conquistar uma Indicação Geográfica (IG) concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) nesta terça-feira (20). Com o registro, o instituto passa a contar com 183 IGs, um total de 29 estão no Paraná (líder nacional).

O mel produzido no sudoeste do estado foi reconhecido na modalidade Denominação de Origem (DO), que garante qualidade e que características especiais do produto têm origem exclusivamente de fatores naturais e humanos específicos daquela região.

A apicultura na região de Capanema tem base na agricultura familiar e conta com mais de 50 anos de atividade. O pedido de reconhecimento foi apresentado pela Associação de Apicultores de Capanema e Região (Apic). A distinção dessa produção é fruto da interação das abelhas com a flora nativa da Mata Atlântica, preservada no Parque Nacional do Iguaçu, na fronteira entre o Brasil e a Argentina. 

Atualmente, os produtores vinculados à associação mantêm cerca de 5 mil colmeias e produzem 60 toneladas de mel por ano. Além de abastecer o mercado regional e a rede de serviços do entorno do Parque Nacional do Iguaçu, a produção é comercializada para estados como São Paulo e Rio Grande do Sul. 

“A Indicação Geográfica tem tudo a ver com o turismo, porque ela representa o senso de pertencimento regional e traz visibilidade aos produtos típicos dos nossos municípios”, afirma o diretor-presidente do Viaje Paraná, Irapuan Cortes.

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Turismo

Em Capanema, diferentes apiários produzem o mel como fonte de renda familiar e alguns já observam, inclusive, o turismo envolvendo a produção como mais uma possibilidade de sustento e divulgação do produto. Exemplo disso é que algumas visitas guiadas com turistas já têm sido feitas e organizadas pela associação.

“Durante as visitações proporcionamos acompanhamento técnico aos visitantes em apiários locais. As pessoas podem conhecer como é feito o processo de extração do mel, conhecer as colmeias, e o tratamento do produto”, explica o presidente da Associação de Apicultores de Capanema e Região, Cleiton Lagemann.

“É uma atividade que pode ajudar na renda de muitas famílias e produtores, então vale a pena investir no turismo. No nosso caso, estamos nos preparando para ampliar essa oferta turística, porque é um passeio diferente, que transmite conhecimento através de uma produção local”, conta a proprietária do Apiário Manchini, Salete Manchini.

Quantidade x qualidade

Segundo a Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab), o Paraná foi o segundo maior produtor do país em 2025, com 10,7 mil toneladas, alta de 7,1%. Em valor da produção, o estado ficou em primeiro, com R$ 217,7 milhões (alta de 17,1%), o equivalente a 17,9% do valor nacional. 

Quando se trata de mel com qualidade, o Paraná é uma referência perante o Inpi. Agora, são 4 méis com Indicação Geográfica: o mel de Ortigueira foi certificado em 2015; o mel do Oeste do Paraná, que abrange 48 municípios, em 2017; o mel de melato da Bracatinga do Planalto Sul do Brasil, foi concedido a Santa Catarina em 2021 e inclui 12 municípios paranaenses; e, agora, o mel de Capanema.

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O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) apoia produtores de diversas atividades produtivas na obtenção da IG, um diferencial de qualidade que amplia oportunidades dos produtos no mercado nacional e internacional.

Hulda Giesbrecht, coordenadora de Tecnologias Portadoras de Futuro do Sebrae Nacional, explica que o reconhecimento da Denominação de Origem valida o padrão técnico e a identidade do Mel de Capanema. 

“Para os pequenos produtores e para a agricultura familiar da região, esse registro fortalece a organização produtiva, protege a procedência no mercado e abre canais comerciais com compradores que exigem conformidade e diferenciação comprovadas”, diz.

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