Sustentabilidade
Presidente da CNA discute tarifaço com representantes do setor privado americano – MAIS SOJA

O presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, se reuniu com dirigentes da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham) e da Câmara de Comércio dos Estados Unidos para discutir os impactos das tarifas anunciadas pelo governo americano.
Na quarta (30), João Martins e o CEO da Amcham Brasil, Abrão Neto, debateram os impactos no agro e nos demais setores da economia do país e destacaram o prejuízo potencial em relação à competitividade e na atração de investimentos, que vai além da relação bilateral. As entidades se comprometeram em trabalhar em conjunto em prol de uma solução negociada entre os dois países.
Já na quinta (31), o presidente da CNA se reuniu com o vice-presidente sênior e chefe da Divisão Internacional da Câmara de Comércio dos EUA, John Murphy. As duas reuniões ocorreram por videoconferência.
O presidente da CNA enfatizou a preocupação com o setor e, principalmente, com os produtos do agro que ficaram de fora das exceções do governo americano, em especial as cadeias formadas por pequenos produtores como frutas, mel e pescados, por exemplo.
John Murphy disse que a Câmara atua para reduzir barreiras que possam prejudicar o comércio bilateral, e gerar prejuízo de longo prazo para as duas economias.
A CNA se comprometeu a enviar para a US Chamber informações e dados sobre itens agropecuários que integram as cadeias de processamentos dos EUA, que ficaram fora da lista de exclusão divulgada ontem, e os possíveis impactos da taxação.
Ainda no encontro, a diretora de Relações Internacionais da CNA, Sueme Mori, informou que a entidade fará a defesa do agro brasileiro no processo aberto pelo governo americano contra o Brasil, sob a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que permite ao Poder Executivo dos EUA investigar práticas comerciais de países que possam ser consideradas desleais ou discriminatórias, aplicando sanções unilaterais se forem comprovadas irregularidades.
Na primeira reunião estiveram presentes o presidente do Instituto CNA, Roberto Brant, o diretor técnico, Bruno Lucchi, e o consultor jurídico Carlos Bastide Horbach.
No segundo encontro participaram o diretor-geral do Senar, Daniel Carrara, a vice-presidente para as Américas, Anne McKinney, a diretora do Conselho Empresarial Brasil-EUA, Lambrini Kolios, o assessor do Conselho, Leonardo Abranches, e a coordenadora do Conselho, Barbara Uehara.
Fonte: CNA
Autor:Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil
Site: CNA
Sustentabilidade
O que sustentou os preços da soja hoje? Confira as cotações em dia menos movimentado

O mercado brasileiro de soja registrou alguns negócios nesta quarta-feira (5), envolvendo portos e indústria, mas o ritmo de comercialização permaneceu lento. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, as cotações ficaram praticamente estáveis, com exceção de poucas praças.
Silveira destaca que a Bolsa de Chicago apresentou leves quedas, enquanto o dólar operou com volatilidade. Os prêmios, por sua vez, seguem elevados nos portos, contribuindo para a sustentação dos preços.
“O produtor continua um pouco afastado do mercado, buscando ofertas melhores. Assim, os negócios seguem restritos às necessidades da mão para a boca”, resume o analista.
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Preços de soja no Brasil
- Passo Fundo (RS): subiu de R$ 138,00 para R$ 139,00
- Santa Rosa (RS): subiu de R$ 139,00 para R$ 140,00
- Cascavel (PR): subiu de R$ 132,00 para R$ 134,00
- Rondonópolis (MT): manteve em R$ 127,00
- Dourados (MS): subiu de R$ 128,00 para R$ 129,00
- Rio Verde (GO): manteve em R$ 127,00
- Paranaguá (PR): subiu de R$ 144,00 para R$ 145,00
- Rio Grande (RS): subiu de R$ 144,00 para R$ 145,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em baixa hoje, na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). A previsão climática segue indicando chuvas para o Meio Oeste dos Estados Unidos nos próximos dias, favorecendo as lavouras. A queda do petróleo completou o cenário de pressão sobre as cotações.
Neste mês de agosto, vital para a consolidação do potencial produtivo da safra americana, o clima não tem sido motivo de preocupação, encaminhando uma produção cheia no segundo maior produtor de soja do mundo.
Após tentar recuperação na parte da manhã, o petróleo registrava perdas pela terceira sessão seguida, adicionando pressão às commodities. A possibilidade de Irã e Estados Unidos chegarem a um acordo sobre o conflito no Oriente Médio está determinando as perdas do petróleo.
Na sessão de hoje, a retração foi contida pelos sinais de demanda pela soja americana, principalmente através de compras por parte dos chineses. O recuo do dólar frente a outras moedas torna a soja dos Estados Unidos mais competitiva.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 3,00 centavos de dólar, ou 0,25%, a US$ 11,74 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 11,89 3/4 por bushel, com retração de 3,50 centavos de dólar ou 0,29%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 2,80 ou 0,87% a US$ 315,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 67,17 centavos de dólar, com perda de 0,35 centavo ou 0,51%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,07%, sendo negociado a R$ 5,1299 para venda e a R$ 5,1279 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0989 e a máxima de R$ 5,1344.
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Sustentabilidade
Algodão avança em NY com dólar fraco e alta dos mercados vizinhos – MAIS SOJA

A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços mais altos nesta quarta-feira.
As cotações da pluma avançaram no dia sustentadas pelo dólar fraco contra outras moedas. A subida de mercados vizinhos, como o café e o açúcar em NY contribuíram para o suporte, além de fatores técnicos. A piora nas condições das lavouras americanas seguiu como fator positivo para os preços.
Os investidores também se posicionam para o relatório das exportações semanais norte-americanas de algodão, que será divulgado nesta quinta-feira, dia 6, às 9h30 (horário de Brasília), pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Os contratos com entrega em dezembro/2026 fecharam a 83,02 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,56 centavo, ou de 0,7%. Março/2027 fechou a 84,71 centavos, ganho de 0,66 centavo, ou de 0,8%.
Fonte: Agência Safras
Autor:Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência Safras News
Site: Agência Safras
Sustentabilidade
ARROZ/CEPEA: Oferta restrita eleva média ao maior patamar em 11 meses – MAIS SOJA

Em julho, a média mensal do arroz em casca no Rio Grande do Sul atingiu o maior patamar dos últimos 11 meses, refletindo a combinação entre oferta restrita e demanda aquecida.
Segundo o Cepea, a necessidade de aquisição de matéria-prima levou parte das indústrias a reajustar sucessivamente as ofertas de compra, mas a comercialização permaneceu limitada pela baixa disponibilidade do cereal.
De acordo com pesquisadores do Cepea, os produtores permaneceram retraídos, avaliando que os preços ainda não remuneram adequadamente os custos de produção e apostando em novas valorizações durante a entressafra. A procura de indústrias de outros estados também intensificou a concorrência pela matéria-prima e favoreceu a recuperação dos preços.
O Centro de Pesquisas ressalta que o anúncio de futuras aquisições públicas de arroz e milho reforçou a expectativa de valorização entre os produtores, que passaram a postergar ainda mais as vendas. Até o fim de julho, contudo, o edital e as regras para operacionalização das compras ainda não haviam sido divulgados, mantendo o mercado na expectativa.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
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