Sustentabilidade
Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa – 01/08/2025 – MAIS SOJA

Destaque da Semana – Preços caem com expectativa de safra maior, mas faixa Dez25 segue estável (66,00–69,00). Este final de semana começa a 9ª edição da Missão Compradores Cotton Brazil.
Canal do Cotton Brazil – Receba informações exclusivas sobre o mercado de algodão clicando aqui: https://bit.ly/Canal-CottonBrazil.
Algodão em NY – O contrato Dez/25 fechou nesta quinta 31/jul cotado a 67,25 U$c/lp (-2,1% vs. 24/jul). O contrato Dez/26 fechou em 69,10 U$c/lp (-1,3% vs. 24/jul).
Basis Ásia – o Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 910 pts para embarque Ago/Set-25 (Middling 1-1/8″ (31-3-36), fonte Cotlook 31/jul/25.
Altistas 1 – O Produto Interno Bruto (PIB) real dos EUA cresceu a uma taxa anual de 3,0% no segundo trimestre de 2025, em comparação com uma queda de 0,5% no primeiro trimestre.
Altistas 2 – As condições da lavoura dos EUA pioraram esta semana: a classificação “boa a excelente” caiu 2 pontos percentuais, para 55%, ainda assim acima dos 49% da safra passada.
Baixistas 1 – Por outro lado, o clima quente e seco do Texas ao Delta tem favorecido o avanço da safra, embora ambas as regiões necessitam de umidade adicional neste momento.
Baixistas 2 – China e EUA não fecharam um acordo sobre produtos agrícolas e essa falta de avanço é mais um limitador para as cotações.
Oferta – A Cotlook elevou as projeções de produção global de algodão para 2024/25 (+113 mil tons) e 2025/26 (+118 mil tons), ultrapassando 26 milhões tons, maior volume desde 2017/18.
Demanda 1 – O consumo global de algodão segue pressionado pelas incertezas tarifárias. China, Paquistão e Turquia tendem a reduzir o uso, enquanto Índia, Bangladesh e Vietnã projetam alta – embora ainda insuficiente para compensar a queda geral.
Demanda 2 – A previsão do Cotlook é de consumo abaixo de 25 milhões tons em 2024/25 e 2025/26, o que resultaria em acúmulo de mais de 1 milhão tons em estoques por temporada.
Missão Compradores 1 – A Abrapa recebe de 3 a 9/ago um grupo com 20 executivos da indústria têxtil de 6 países (Bangladesh, China, Índia, Paquistão, Turquia e Vietnã) que, juntos, respondem por 84,9% das exportações brasileiras de algodão.
Missão Compradores 2 – Nesta 9ª edição da Missão Compradores, serão visitados MT, BA e GO. O objetivo é mostrar como o Brasil se tornou o maior exportador mundial a partir de boas práticas de sustentabilidade, qualidade e rastreabilidade.
Missão Compradores 3 – A delegação inclui 19 empresas têxteis diferentes que consomem, anualmente, 1,4 milhão tons. A pluma brasileira representa, em média, 35% desse consumo total.
Missão Compradores 4 – Além de visitas guiadas a fazendas, a missão passará por algodoeiras, laboratórios e terá workshops técnicos. A iniciativa integra as ações do programa Cotton Brazil.
Tarifas 1 – Nesta semana, antes do aguardado dia 1º de agosto, muitos acordos de renegociação das taxas norte-americanas foram anunciados.
Tarifas 2 – Conversas entre EUA e China mantêm um tom positivo, mas sem perspectiva de resolução rápida. O prazo de 12/ago pode ser estendido novamente.
Tarifas 3 – Há esperança de que, em algum momento da nova temporada, um acordo global estimule compras em larga escala de produtos agrícolas e industriais dos EUA (como ocorreu em 2020) e revitalize o comércio.
Paquistão – Produtores paquistaneses comemoram pausa nas chuvas de monção. A produção de algodão foi estimada em torno de 1,1 milhão tons a 1,3 milhão tons, e o desenvolvimento da safra é considerado satisfatório.
Qualidade 1 – A Abrapa é uma das organizações brasileiras a participar de treinamento sobre classificação de algodão em Memphis (EUA). O curso começou na segunda a convite do USDA e da Uster, fabricante de equipamentos HVI.
Qualidade 2 – O objetivo é qualificar a equipe técnica para dar mais transparência ao processo de classificação. Além da Abrapa, o grupo inclui representantes da Abapa, Amipa, Agopa e Embrapa.
Exportações – As exportações brasileiras de algodão somaram 111,7 mil tons na terceira semana de julho. A média diária de embarque é 19,1% menor que no mesmo mês em 2024.
Colheita 2024/25 – Até o dia de ontem (31/07) foram colhidos no estado da BA (40,56%), GO (66,41%), MA (55%), MG (60%), MS (68%), MT (17%), PI (67,9%), PR (95%) e SP (95%). Total Brasil: 25,69%.
Beneficiamento 2024/25 – Até o dia de ontem (31/07) foram beneficiados nos estados da BA (25%), GO (19,3%), MA (6%), MG (25%), MS (22%), MT (2%), PI (30,8%) PR (90%) e SP (100%). Total Brasil: 8,46%.
Preços – Consulte tabela abaixo ⬇
Quadro de cotações para 31-07
Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil – cottonbrazil@cottonbrazil.com
Fonte: Abrapa
Autor:ABRAPA
Site: Abrapa
Sustentabilidade
Preços da soja têm queda após alta generalizada na sessão anterior

O mercado brasileiro de soja teve um dia travado para a comercialização, revertendo o movimento positivo observado na segunda-feira (4).
De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Rafael Silveira, o cenário foi marcado por queda generalizada nas cotações.
"Os preços caíram em praticamente todas as praças, refletindo a forte queda do dólar e a devolução de parte dos ganhos em Chicago", afirma. Segundo ele, os prêmios apresentaram apenas pequenas mudanças e não foram suficientes para compensar as perdas.Assim, o ambiente foi de retração tanto por parte dos compradores quanto dos vendedores. “Algumas tradings ficaram fora do mercado e o produtor também se manteve retraído, aguardando melhores oportunidades”, conta Silveira.
Preços médios da saca de soja
- Passo Fundo (RS): recuou de R$ 126 para R$ 124
- Santa Rosa (RS): caiu de R$ 127 para R$ 125
- Cascavel (PR): passou de R$ 122 para R$ 120
- Rondonópolis (MT): reduziu de R$ 111 para R$ 109
- Dourados (MS): diminuiu de R$ 113,50 para R$ 112
- Rio Verde (GO): foi de R$ 113 para R$ 111
- Portos de Paranaguá (PR): decresceu de R$ 132 para R$ 130
- Porto de Rio Grande (RS): recuou de R$ 132 para R$ 130
Bolsa de Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta terça-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Após os bons ganhos de ontem, o mercado realizou lucros, com base em fatores técnicos.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
A forte queda do petróleo no mercado internacional e as condições favoráveis ao desenvolvimento das lavouras estadunidenses completaram o cenário baixista.
De acordo com relatório de segunda-feira do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o plantio das lavouras de soja atingiu 33% da área prevista no país. Em igual período do ano passado, o índice era de 28%, enquanto a média dos últimos cinco anos é de 23%. Na semana anterior, o número era de 23%.Os investidores também se posicionam frente ao relatório de oferta e demanda do USDA, previsto para a próxima terça-feira (12), e à reunião entre Donald Trump e Xi Jinping, marcada para 14 e 15 de maio, em Pequim.
Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 11,25 centavos de dólar, ou 0,92%, a US$ 12,11 1/2 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 12,05 por bushel, com redução de 11,00 centavos de dólar ou 0,90%.
Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com baixa de US$ 0,50 ou 0,15% a US$ 320,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 76,91 centavos de dólar, com ganho de 0,38 centavo ou 0,49%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 1,09%, sendo negociado a R$ 4,9122 para venda e a R$ 4,9102 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,9057 e a máxima de R$ 4,9527.O post Preços da soja têm queda após alta generalizada na sessão anterior apareceu primeiro em Canal Rural.
Sustentabilidade
Bradyrhizobium e Trichoderma são compatíveis para coinoculação? – MAIS SOJA

Em função dos inúmeros benefícios associados ao uso de bioinsumos na cultura da soja, a adoção de produtos biológicos, especialmente aqueles à base de microrganismos, tem crescido de forma expressiva na produção agrícola. Entre os principais grupos utilizados, destacam-se as bactérias do gênero Bradyrhizobium, amplamente reconhecidas por sua elevada eficiência na fixação do nitrogênio (N) atmosférico, sendo capazes de suprir integralmente a demanda de N da soja por meio da Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN). Paralelamente, fungos do gênero Trichoderma têm sido amplamente empregados devido ao seu papel como promotores de crescimento vegetal, indutores de resistência sistêmica e agentes de biocontrole de patógenos.
Com o objetivo de otimizar as práticas operacionais, especialmente no que se refere à aplicação desses bioinsumos, é comum que ambos os microrganismos sejam utilizados de forma conjunta, seja no tratamento de sementes (coinoculação), seja na aplicação no sulco de semeadura (figura 1). No entanto, essa prática levanta questionamentos quanto à interação entre esses organismos, incluindo possíveis efeitos de sinergismo ou antagonismo, bem como seus reflexos sobre a eficácia agronômica.
Figura 1 Sistema de inoculação no sulco de semeadura.
Integração entre Bradyrhizobium e Trichoderma
A interação entre fungos do gênero Trichoderma e bactérias do gênero Bradyrhizobium no tratamento de sementes de soja tem sido tema de questionamento. Pesquisas demonstram que, no geral, há predominância de compatibilidade biológica e potencial de atuação complementar. Estudos indicam que a coinoculação desses microrganismos, na maioria das combinações avaliadas, não compromete a nodulação nem o desenvolvimento inicial da cultura, podendo inclusive resultar em na melhoria de atributos fisiológicos da planta, como melhor crescimento e desenvolvimento radicular, além de contribuir para um melhor estabelecimento inicial da soja (Cadore, et al., 2020).
Avaliando 24 linhagens de Trichoderma em coinoculação com Bradyrhizobium, Sales (2023) observou que a maioria dos isolados não compromete a nodulação nem o desenvolvimento da soja, evidenciando ausência de antagonismo significativo. Em alguns casos, inclusive, foram observadas respostas positivas no crescimento vegetal, possivelmente associadas à promoção do sistema radicular.
Embora efeitos negativos pontuais possam ocorrer, estes estão relacionados a características específicas de determinadas linhagens, não representando o comportamento predominante. Assim, os resultados obtidos por Sales (2023) indicam que o uso conjunto de Trichoderma e Bradyrhizobium é tecnicamente viável, desde que consideradas as combinações de estirpes.
Em termos práticos, as evidências disponíveis indicam que a interação entre Trichoderma spp. e bactérias do gênero Bradyrhizobium é, de modo geral, favorável ou neutra. Esse padrão reforça a predominância de compatibilidade biológica entre esses microrganismos. No entanto, ainda são necessários estudos mais direcionados que permitam quantificar, de forma consistente, a magnitude dessas interações, especialmente considerando as principais linhagens de Trichoderma utilizadas no tratamento de sementes de soja.
Ainda assim, estudos como o de Silva et al. (2018) demonstram que a coinoculação de bactérias do gênero Bradyrhizobium com fungos do gênero Trichoderma pode promover incrementos na produtividade da soja, no índice de nodulação e na redução da incidência de doenças, evidenciando o potencial dessa interação em atuar de forma positiva no desenvolvimento da cultura. Dessa forma, o uso conjunto de Trichoderma e Bradyrhizobium no tratamento de sementes de soja mostra-se tecnicamente viável e agronomicamente justificável, desde que fundamentado na seleção criteriosa de estirpes compatíveis.
Veja mais: Trichoderma – Compatibilidade com químicos no tratamento de sementes é determinante para o uso desse bioinsumo
Referências:
CADORE, L. S. et al. TRICHODERMA AND Bradyrhizobium japonicum BIOFORMULATES ON SOY INITIAL GROWTH. Ciência e Natura, 2020. Disponível em: < https://periodicos.ufsm.br/cienciaenatura/article/view/e23%27/pdf >, acesso em: 05/05/2026.
SALES, R. F. TESTE DE COMPATIBILIDADE DO BRADYRHIZOBIUM JAPONICUM COM 24 LINHAGENS DE TRICHODERMA SPP NA SOJA (Glycine max). Pontifícia Universidade Católica de Goiás, Trabalho de Conclusão de Curso, 2023. Disponível em: < https://repositorio.pucgoias.edu.br/jspui/bitstream/123456789/6874/1/TESTE%20DE%20COMPATIBILIDADE%20DO%20BRADYRHIZOBIUM%20COM%2024%20LINHAGENS%20DE%20TRICHODERMA%20NA%20SOJA%20%28Glycine%20max%29.pdf >, acesso em: 05/05/2026.
SILVA, I. W. et al. Growth Promoting Microorganisms for Treatment of Soybean Seeds. Journal of Agricultural Science, 2028. Disponível em: < https://www.ccsenet.org/journal/index.php/jas/article/view/74033?utm_source=chatgpt.com >, acesso em: 05/05/2026.

Sustentabilidade
Com safra recorde de soja, preços ficam sob pressão

A safra brasileira de soja 2025/2026 pode alcançar 181 milhões de toneladas, segundo nova estimativa da consultoria Hedgepoint Global Markets. O volume recorde amplia a oferta no mercado e já provoca pressão sobre os preços no país.
A projeção foi revisada para cima em 1,5 milhão de toneladas em relação ao levantamento anterior. O avanço é resultado da alta produtividade em estados do Centro e do Norte, que compensou as perdas registradas no Rio Grande do Sul.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
Centro-Norte sustenta safra recorde
De acordo com o coordenador de Inteligência de Mercado da consultoria, Luiz Fernando Gutierrez Roque, o novo número já considera os impactos climáticos no Sul do país. “Esse novo número brasileiro já contempla as perdas no Rio Grande do Sul”, afirma.
Ele destaca que o estado não conseguiu atingir o potencial produtivo, mas ainda deve ter desempenho melhor que o da safra passada. “Mais uma vez, o Rio Grande do Sul não conseguiu colher uma safra cheia por conta de problemas climáticos”, diz.
Por outro lado, o analista ressalta o desempenho de outras regiões. “As produtividades de estados como Mato Grosso, Goiás e Bahia surpreenderam e compensaram as perdas no Rio Grande do Sul”, explica.
Com a colheita na reta final, a expectativa é de consolidação da produção. “A gente está vendo a consolidação realmente de uma supersafra, de 181 milhões de toneladas”, afirma.
No Rio Grande do Sul, a produção deve ficar em torno de 19,5 milhões de toneladas, abaixo do potencial próximo de 23 milhões.
Preços seguem pressionados
Com a oferta elevada e a colheita praticamente concluída, o mercado interno já sente os efeitos. Em algumas regiões, a soja é negociada abaixo de R$ 100 por saca.
Segundo Roque, o volume recorde pesa diretamente sobre as cotações. “Essa produção grande tem pressionado os preços no Brasil, em todas as regiões”, afirma.
Ele acrescenta que o cenário deve persistir no curto prazo. “A gente ainda entende que os preços devem continuar pressionados por um tempo”, diz.
A valorização do real frente ao dólar também influencia a formação dos preços. “O dólar mais fraco não está ajudando na formação do preço”, completa.
Diante disso, os negócios seguem pontuais, com produtores mais cautelosos. “O produtor está segurando o seu produto porque não está satisfeito com os preços”, afirma.
Clima entra no radar para próxima safra
Para a temporada 2026/2027, o clima volta a ser um fator de atenção. Há possibilidade de influência do El Niño, com impacto potencial sobre as lavouras do Centro-Norte do Brasil.
“É um ponto de atenção muito importante, mas ainda é cedo”, avalia Roque.
Antes disso, o mercado acompanha o desenvolvimento da safra dos Estados Unidos, que está em fase de plantio e pode registrar aumento de área. As condições climáticas iniciais são favoráveis, mas ainda dependem de confirmação nas próximas semanas.
O post Com safra recorde de soja, preços ficam sob pressão apareceu primeiro em Canal Rural.
Agro Mato Grosso1 hora agoEmpresária é encontrada enterrada no quintal de residência em MT
Agro Mato Grosso22 horas agoPane a cada 10 minutos: mais de 400 motoristas pedem resgate na BR-163 durante feriado
Business23 horas agoPulgão-da-raiz deixa produtores de morango em alerta; saiba mais sobre a praga
Featured1 hora agoPrazo para regularizar título de eleitor termina nesta quarta-feira (06)
Sustentabilidade24 horas agoFertilizantes disparam até 63% e levam relação de troca do agricultor ao pior nível em anos – MAIS SOJA
Featured19 horas agoVG em Ação: Força-tarefa percorre avenidas e bairros prioritários hoje
Agro Mato Grosso7 horas agoTratores Valtra com tecnologia reforçam modernização do agro brasileiro
Business14 horas agoNovo método com uso de luz promete revolucionar análise de solos e reduzir custos no agro


















