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11 de julho de 2026

Business

Menor área plantada nos EUA em 2025/26 acende alerta no mercado global de soja

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A safra de soja 2025/26 nos Estados Unidos começa sob forte impacto da redução de área cultivada. A queda reflete um ambiente de incerteza econômica e desestímulo do produtor americano diante dos baixos preços acumulados na Bolsa de Chicago e das crescentes incertezas comerciais com a China.

De acordo com o USDA, a nova área plantada foi estimada em 83,4 milhões de acres (cerca de 33,8 milhões de hectares), abaixo dos 86,9 milhões de acres registrados no ciclo anterior. Com isso, a perspectiva de produção recuou abaixo dos 120 milhões de toneladas na temporada.

O rendimento estimado segue em 52,5 bushels por acre, o que, em condições normais de clima, ainda pode garantir uma colheita próxima de 118 milhões de toneladas. Tudo dependerá da regularidade das chuvas nas fases críticas do desenvolvimento da lavoura.

Reeleição de Trump reaquece debate sobre tarifas e temores de retaliação

O retorno de Donald Trump à presidência dos EUA reabre discussões sobre política comercial externa, especialmente com a China. A possibilidade de reintrodução de tarifas sobre produtos chineses e consequentes retaliações no comércio de soja voltam ao radar do mercado.

A China é o principal destino da soja americana e qualquer incerteza sobre as compras chinesas da nova safra pode aumentar os estoques internos e gerar pressão sobre as cotações em Chicago.

Diante desse cenário, o mercado se mantém em compasso de espera: se Pequim desacelerar suas aquisições, os preços podem recuar independentemente do comportamento climático nos campos americanos.

Demanda por biodiesel sustenta o óleo, enquanto farelo sente efeito colateral

No mercado interno dos EUA, o programa de biocombustíveis continua impulsionando o consumo de óleo de soja. O aumento da mistura obrigatória no diesel reforça a demanda e dá sustentação aos preços do óleo.

Por outro lado, o farelo enfrenta uma pressão maior, já que a produção elevada decorrente do esmagamento não encontra o mesmo equilíbrio entre oferta e demanda. Caso as exportações para a China sejam afetadas, o excedente de farelo pode aumentar, adicionando uma camada extra de pressão sobre os contratos futuros da commodity.

Brasil: benefícios de curto prazo podem vir acompanhados de desafios estruturais

O Brasil surge como potencial ganhador em meio às incertezas globais. Uma eventual retração das compras chinesas nos EUA abriria espaço para a soja brasileira, que já se destaca em competitividade e volume. Os prêmios nos portos seguem firmes e, com o dólar volátil, os preços internos têm encontrado sustentação.

No entanto, há um ponto de atenção: a expectativa de mais uma safra recorde em 2026, com possível área plantada superior à do ciclo atual. Caso não haja incremento proporcional da demanda global, o risco de superoferta e consequente pressão baixista nos preços se torna real. O Brasil pode conquistar mercados, mas precisará equilibrar oferta e demanda para manter a rentabilidade do setor.

A retração na área plantada nos EUA reflete um produtor mais cauteloso frente ao cenário internacional adverso. Clima e política comercial seguem como os dois vetores centrais para definição do rumo dos preços.

O Brasil aparece como alternativa sólida de abastecimento global, mas enfrenta o desafio de administrar sua própria abundância. Em um mercado global cada vez mais sensível a variáveis políticas e climáticas, planejamento e gestão de risco se tornam essenciais.

*Rafael Silveira é economista com pós-graduação em Finanças, Investimento e Banking pela PUC-RS. É especialista em mercados agrícolas na consultoria Safras & Mercado, com ênfase em estratégias de investimento e gestão de risco em commodities


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Safra de soja robusta? USDA divulga projeções para a oleaginosa; confira

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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) manteve inalteradas as projeções para as safras de soja e milho do Brasil na temporada 2025/26 em seu mais recente relatório mensal de oferta e demanda.

Para a soja, a estimativa permanece em 175 milhões de toneladas, consolidando o Brasil como o maior produtor mundial da oleaginosa. Caso o volume se confirme, a produção representará um novo recorde para o país.

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Projeções para o milho

No milho, o USDA também manteve a projeção em 131 milhões de toneladas, sustentada pelas boas perspectivas para a segunda safra, responsável pela maior parte da produção nacional.

Além da produção, o órgão norte-americano preservou as estimativas para as exportações brasileiras dos dois grãos. A expectativa é de que o Brasil continue liderando o comércio global de soja e mantenha posição de destaque nas vendas externas de milho.

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Colher café na hora certa pode aumentar o rendimento e reduzir perdas, revela pesquisa da Ufes

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Foto: Ufes

Quem trabalha com café sabe que acertar o momento da colheita faz diferença na qualidade da bebida. O que muita gente ainda não imagina é que esse detalhe também pesa — literalmente — no rendimento da lavoura.

Uma pesquisa da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), publicada recentemente em dois dos mais respeitados periódicos científicos internacionais da área — a Experimental Agriculture, da Cambridge University Press, e a Scientific Reports, do grupo Nature — revela que o momento da colheita pode fazer toda a diferença na rentabilidade da lavoura de café. O estudo mostra que colher frutos antes ou depois do ponto ideal de maturação reduz o peso dos grãos e, consequentemente, o rendimento comercial da produção. Em alguns materiais genéticos avaliados, essas perdas ultrapassaram 60%.

O estudo foi conduzido pelo pesquisador Fábio Luiz Partelli e equipe, que acompanharam durante todo o processo de maturação seis genótipos de café Conilon registrados pela Ufes: Pirata, Bamburral, A1, Clementino, Beira Rio 8 e P1.

Ao longo de nove coletas, realizadas a cada 14 dias, os pesquisadores monitoraram o desenvolvimento dos frutos, o acúmulo de matéria seca e o peso dos grãos. O objetivo era responder a uma pergunta simples, mas extremamente importante para o produtor: afinal, quando vale a pena colher?

A resposta veio acompanhada de números que chamam atenção. Nos frutos ainda verdes, os grãos apresentaram menor formação, coloração mais escura e perdas que chegaram a quase 68% em um dos genótipos avaliados. Já quando a colheita ocorreu próximo do ponto ideal de maturação — com aproximadamente 90% dos frutos maduros — os grãos apresentaram maior peso, melhor formação e qualidade comercial superior.

Segundo Fábio Partelli, o produtor não deve olhar apenas para a cor dos frutos, mas também planejar toda a colheita de acordo com o ciclo de maturação de cada material.

“Quando organizamos os genótipos conforme o ciclo de maturação, conseguimos distribuir melhor a mão de obra e as máquinas, reduzindo perdas e aumentando a eficiência da colheita”, explica o pesquisador. A estratégia também evita que parte da lavoura seja colhida ainda verde ou permaneça tempo demais no campo, quando os frutos já começam a perder peso naturalmente.

Outro resultado interessante é que nem todos os genótipos amadurecem no mesmo ritmo. Enquanto materiais como Pirata, A1 e Beira Rio 8 apresentam ciclos mais precoces, o genótipo P1 possui maturação mais tardia. Essa diferença reforça a importância do planejamento da lavoura desde o plantio, permitindo escalonar a colheita e utilizar melhor os recursos disponíveis.

Para Partelli, colher no momento correto representa um ganho silencioso, mas altamente rentável. Não exige novos equipamentos, não aumenta a área plantada e nem depende de insumos extras. Exige, acima de tudo, conhecimento sobre a planta e organização da propriedade.

A pesquisa reforça uma conclusão importante para a cafeicultura moderna: muitas vezes, o maior ganho do produtor não está em produzir mais frutos, mas em transformar uma quantidade maior deles em grãos de qualidade e com maior peso. Afinal, quando o assunto é café, alguns dias podem representar muitos quilos a mais no terreiro — e também mais dinheiro no fim da safra.

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Lei reconhece Mara Rosa como Capital Nacional do Açafrão

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A Lei 15.464/26 concedeu ao município de Mara Rosa, em Goiás, o título de Capital Nacional do Açafrão. O texto foi sancionado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e publicado no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (10).

A norma tem origem no Projeto de Lei 2522/21, apresentado pelo ex-deputado João Campos (GO). A proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal antes da sanção presidencial.

Ao justificar o projeto, João Campos citou dados sobre a cultura do açafrão em Mara Rosa. Segundo as informações apresentadas à época, o município respondia por cerca de 90% da produção goiana e por aproximadamente 30% da produção brasileira.

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Com o reconhecimento em lei, Mara Rosa passa a ter o título nacional associado à produção de açafrão. A medida formaliza, no âmbito federal, a identificação do município com a cultura agrícola mencionada no projeto.

Publicada nesta sexta-feira (10), a Lei 15.464/26 oficializa o título de Capital Nacional do Açafrão para Mara Rosa, município goiano citado no projeto como um dos principais polos da cultura no país.

Fonte: camara.leg.br

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