Tecnologia do Agro
BASF gera lucro e registra um aumento significativo alcançando um crescimento de volume de 21% nas vendas

Ludwigshafen (ALE), julho de 2025 – No segundo trimestre de 2025, a BASF gerou um EBITDA antes de itens especiais de aproximadamente €1,8 bilhão. “O segmento de Soluções para Agricultura registrou um aumento significativo nos lucros e alcançou um notável crescimento de volume de 21% em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior”, disse o Dr. Markus Kamieth, Presidente do Conselho de Administração Executivo da BASF, ao apresentar os resultados trimestrais juntamente com o Diretor Financeiro Dr. Dirk Elvermann. Os segmentos de Tecnologias de Superfície e Nutrição & Cuidados também apresentaram lucros ligeiramente superiores. Nos negócios de produtos químicos básicos, as margens permaneceram sob pressão devido à alta disponibilidade de produtos no mercado.
As vendas do Grupo BASF no segundo trimestre de 2025 totalizaram €15,8 bilhões, €342 milhões abaixo do nível do mesmo período do ano anterior. Os principais fatores desse resultado foram os efeitos cambiais negativos e os preços mais baixos. A queda nos preços foi atribuída principalmente ao segmento de Químicos, enquanto houve melhora nos segmentos de Tecnologias de Superfície e Nutrição & Cuidados. O crescimento positivo de volume nos segmentos de Soluções para Agricultura, Tecnologias de Superfície e Materiais compensou parcialmente a queda nas vendas.
Em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, a receita operacional antes de depreciação, amortização e itens especiais (EBITDA antes de itens especiais) caiu €185 milhões, totalizando €1,8 bilhão. Isso se deveu principalmente à queda significativa nos lucros do segmento de Químicos, resultante em grande parte de margens mais baixas. Os segmentos de Soluções Industriais e Materiais também registraram queda nos lucros. Por outro lado, Soluções para Agricultura, em especial, e também Tecnologias de Superfície, apresentaram crescimento nos lucros. O segmento de Nutrição & Cuidados também teve aumento nos lucros. O EBITDA antes de itens especiais em Outros caiu consideravelmente em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. A margem EBITDA antes de itens especiais foi de 11,2%, contra 12,1% no trimestre do ano anterior.
O EBITDA totalizou €1,5 bilhão, ante €1,6 bilhão no mesmo período do ano anterior. No segundo trimestre de 2025, o EBITDA incluiu itens especiais no valor de -€297 milhões. Os encargos especiais resultaram principalmente de medidas estruturais relacionadas a programas de redução de custos. Com €494 milhões, o EBIT ficou €22 milhões abaixo do valor do mesmo trimestre do ano anterior. A queda de €112 milhões na receita líquida de participações deveu-se principalmente às contribuições negativas de lucros da Wintershall Dea GmbH e da Harbour Energy plc. O resultado financeiro melhorou em €52 milhões em relação ao trimestre do ano anterior, totalizando -€106 milhões. Assim, a receita antes dos impostos foi de €316 milhões, €82 milhões abaixo do valor do trimestre do ano anterior. O lucro líquido foi de €79 milhões, contra €430 milhões no mesmo trimestre do ano anterior.
Evolução dos fluxos de caixa no segundo trimestre de 2025
Os fluxos de caixa das atividades operacionais totalizaram €1,6 bilhão no segundo trimestre, €365 milhões abaixo do valor do trimestre do ano anterior. A principal razão para a queda foi a mudança nas contas a pagar comerciais. Em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, os fluxos de caixa das atividades de investimento melhoraram consideravelmente em €1,0 bilhão, totalizando -€1,1 bilhão. Isso se deveu principalmente à redução nos pagamentos por propriedades, instalações e equipamentos e ativos intangíveis, que totalizaram €1,1 bilhão, €428 milhões a menos que no trimestre do ano anterior. “Já passamos pelo pico do ciclo de investimentos no nosso site Verbund no sul da China e, portanto, nosso desempenho de caixa melhorará”, disse Elvermann. O fluxo de caixa livre, que corresponde aos fluxos de caixa das atividades operacionais menos os pagamentos por propriedades, instalações e equipamentos e ativos intangíveis, foi de €533 milhões no segundo trimestre de 2025, um aumento de €62 milhões em relação ao mesmo período do ano anterior.
Desempenho dos negócios do Grupo BASF no primeiro semestre de 2025
Em comparação com o primeiro semestre de 2024, as vendas do Grupo BASF no primeiro semestre de 2025 caíram €493 milhões, totalizando €33,2 bilhões. A queda foi causada por desenvolvimentos negativos de preços em quatro dos seis segmentos, especialmente no segmento de Químicos. Os segmentos de Nutrição & Cuidados e Tecnologias de Superfície registraram aumento de preços. As moedas tiveram impacto negativo em todos os segmentos. Os volumes aumentaram, principalmente nos segmentos de Tecnologias de Superfície e Soluções para Agricultura.
O EBITDA antes de itens especiais do Grupo BASF caiu €272 milhões no primeiro semestre de 2025, totalizando €4,4 bilhões. Isso se deveu principalmente a quedas no segmento de Químicos. O EBITDA foi de €3,7 bilhões, contra €4,2 bilhões no mesmo período do ano anterior. Com €1,7 bilhão, o EBIT caiu €515 milhões em relação ao período anterior. O lucro líquido foi de €887 milhões, contra €1,8 bilhão no mesmo período do ano anterior.
Evolução dos fluxos de caixa no primeiro semestre de 2025
Os fluxos de caixa das atividades operacionais totalizaram €603 milhões no primeiro semestre, €834 milhões abaixo do valor do período anterior. A saída líquida de caixa nas atividades de investimento caiu consideravelmente em €1,2 bilhão em comparação com o período anterior, totalizando -€1,8 bilhão. Isso se deveu principalmente à redução de €554 milhões nos pagamentos por propriedades, instalações e equipamentos e ativos intangíveis, especialmente relacionados à construção do site Verbund em Zhanjiang, China. O fluxo de caixa livre foi de -€1,3 bilhão no primeiro semestre de 2025, contra -€986 milhões no mesmo período do ano anterior.
Formato da Assembleia Geral Anual de Acionistas será alternado anualmente
Com base na experiência positiva com a primeira Assembleia Geral Anual virtual, o Conselho de Administração da BASF decidiu alternar anualmente o formato da Assembleia Geral Anual da BASF SE nos próximos quatro anos. A assembleia será realizada presencialmente novamente em 2026 e 2028. O formato virtual comprovado será utilizado em 2027 e 2029. “Essa decisão foi tomada para atender às diferentes expectativas da nossa base diversificada de investidores”, disse Kamieth.
Perspectivas do Grupo BASF para 2025
Devido às contínuas incertezas macroeconômicas e geopolíticas, a BASF ajustou suas premissas para o ano completo de 2025. Segundo estimativas atuais, o produto interno bruto global crescerá mais lentamente em 2025 do que o previsto anteriormente. Espera-se que o crescimento enfraqueça em todas as principais regiões econômicas na segunda metade do ano. Após a significativa desvalorização do dólar americano frente ao euro, espera-se que ele permaneça no mesmo nível do final do primeiro semestre. A produção industrial global também deverá crescer mais lentamente, segundo estimativas atuais. Como resultado, o aumento da demanda de mercado por produtos químicos não será tão significativo em 2025 quanto o esperado anteriormente. As margens, especialmente no setor upstream, continuam sob pressão devido à alta disponibilidade de produtos no mercado.
Assim, a BASF ajustou suas premissas sobre o ambiente econômico global para 2025 da seguinte forma (as premissas anteriores do Relatório BASF 2024 estão entre parênteses; as atuais estão arredondadas):
- Crescimento do PIB: entre 2,0% e 2,5% (2,6%)
- Crescimento da produção industrial: entre 1,8% e 2,3% (2,4%)
- Crescimento da produção química: entre 2,5% e 3,0% (3,0%)
- Taxa de câmbio média euro/dólar: US$1,15 por euro (US$1,05 por euro)
- Preço médio anual do petróleo (Brent): US$70 por barril (US$75 por barril)
A previsão do Grupo BASF para o exercício de 2025 publicada no Relatório BASF 2024 também foi parcialmente ajustada (a previsão anterior do Relatório BASF 2024 está entre parênteses, se alterada):
- EBITDA antes de itens especiais entre €7,3 bilhões e €7,7 bilhões (€8,0 bilhões a €8,4 bilhões)
- Fluxo de caixa livre entre €0,4 bilhão e €0,8 bilhão
- Emissões de CO₂ entre 16,7 milhões e 17,7 milhões de toneladas métricas
A volatilidade dos anúncios tarifários e a imprevisibilidade de outras decisões do governo dos Estados Unidos, bem como possíveis contramedidas de parceiros comerciais, estão gerando um alto nível de incerteza. Graças à nossa estratégia global de atender os clientes por meio da produção local em seus respectivos mercados, o impacto direto das tarifas permanece limitado. No entanto, há efeitos indiretos, especialmente relacionados à demanda por nossos produtos e seus preços. Isso se deve principalmente à intensificação da concorrência e ao aumento da inflação. Ainda não é possível avaliar completamente os efeitos resultantes.
Sobre a BASF
Na BASF, nós criamos química para um futuro sustentável. Nossa ambição: Queremos ser a empresa química preferida para viabilizar a transformação verde de nossos clientes. Combinamos sucesso econômico com proteção ambiental e responsabilidade social. Cerca de 112.000 colaboradores do Grupo BASF contribuem para o sucesso de nossos clientes em quase todos os setores e em quase todos os países do mundo. Nosso portfólio compreende, como negócios principais, os segmentos de Químicos, Materiais, Soluções Industriais e Nutrição e Cuidados; nossos negócios autônomos estão agrupados nos segmentos de Tecnologias de Superfície e Soluções para Agricultura. A BASF gerou vendas de € 65,3 bilhões de euros em 2024. As ações da BASF são negociadas na bolsa de valores de Frankfurt (BAS) e como American Depositary Receipts (BASFY) nos Estados Unidos. Mais informações no site da BASF.
Agro Mato Grosso
Valtra inaugura concessionária em Luís Eduardo Magalhães

Nova unidade focará em soluções de alta potência para grãos e algodão, além de atender ao setor pecuário da região
A Valtra inaugura nesta quarta-feira (10/6) uma concessionária na cidade de Luís Eduardo Magalhães, na Bahia. A nova unidade pertence ao parceiro Nossa Valtra, fortalecendo a presença da marca na promissora região do oeste baiano.
O grupo Nossa, que ingressou nos negócios com a Valtra em 2021, chega agora à sua terceira loja na região. Além da nova e moderna estrutura em Luís Eduardo Magalhães, a rede já atende os produtores baianos com unidades consolidadas nas cidades de Santa Maria da Vitória e Correntina.
A nova concessionária, assim como as demais, conta com o portfólio completo de produtos da Valtra, mas com um direcionamento estratégico. Como a região oeste da Bahia destaca-se nacionalmente pela força na produção de grãos e algodão, o foco é voltado para o maquinário de alta potência, como os modernos tratores das séries Q5 e S6, a consagrada plantadeira Momentum, além da linha de pulverizadores e do distribuidor DryBox.
Vale destacar que a região também tem grande importância e tradição no setor da pecuária, e para atender os criadores locais, a concessionária conta com os tratores de baixa e média potência da Valtra, reconhecidos pela economia, robustez e versatilidade no trato com os animais e na manutenção da propriedade.
“A abertura desta nova loja em Luís Eduardo Magalhães representa um marco estratégico para a Valtra. O oeste da Bahia é um polo fundamental para o agronegócio brasileiro e com essa expansão ficaremos ainda mais próximos dos produtores, entregando nosso portfólio completo, que une potência, inteligência e eficiência operacional”, destaca Claudio Esteves, Diretor Comercial da Valtra.
Na nova unidade os produtores rurais da região poderão conhecer de perto as mais novas inovações da marca, como a plantadeira Momentum, que oferece a partir de 18 linhas de plantio, tendo suas versões de 30 e 40 linhas lançadas recentemente. A plantadeira traz a tecnologia embarcada Weight Transfer, que distribui a carga central do chassi para as pontas, proporcionando profundidade homogênea na deposição de sementes e melhora na qualidade de plantio. O Sistema Precision Planting, eleito a melhor tecnologia de singulação do mercado, promove o controle total da população e o monitoramento completo em tempo real.
Agro Mato Grosso
Valtra produz a milésima transmissão CVT na Finlândia

Unidade de Suolahti recebeu investimento de 38 milhões de euros e abastece tratores Valtra, Fendt e Massey Ferguson
A Valtra produziu a milésima transmissão continuamente variável, conhecida como CVT, na fábrica de Suolahti, na Finlândia. O marco ocorre cerca de um ano após o início da produção em série na unidade ampliada. O projeto recebeu investimento de 38 milhões de euros.
A expansão da planta de transmissões integra a estratégia da Valtra e da AGCO para fabricar componentes de powertrain próximos à produção de tratores. As transmissões AGCO CVT produzidas em Suolahti equipam tratores Valtra. Também atendem modelos selecionados das marcas AGCO Fendt e Massey Ferguson.
Segundo a empresa, a unidade ampliada atingiu nível de produção estável e eficiente. O investimento figura entre os maiores da história da Valtra. A companhia aponta Suolahti como centro de manufatura de tratores com tecnologia avançada.
Kullervo Mansikkala, gerente da planta de transmissões da Valtra, afirmou no comunicado da AGCO que o marco demonstra o desempenho da nova expansão. Segundo ele, qualidade, confiabilidade de entrega e eficiência chegaram ao nível planejado.
A produção das transmissões CVT em Suolahti reforça a integração vertical da Valtra. Também amplia a autossuficiência produtiva da empresa na Finlândia. Conforme Mansikkala, a estrutura criada permite escalar e desenvolver a fabricação de transmissões em cooperação com a rede global de manufatura da AGCO.
Agro Mato Grosso
Valtra: Ganha protagonismo e marcam nova geração de máquinas agrícolas no biocombustíveis

Uma tendência que havia sido antecipada na coletiva de lançamento da Agrishow 2026 ganhou materialidade nos estandes da feira e deu pistas sobre uma mudança em curso no desenvolvimento de máquinas agrícolas no Brasil: a aposta nos biocombustíveis como alternativa viável e cada vez mais central para o funcionamento de motores no campo. São tecnologias que buscam conciliar eficiência operacional, redução de custos e menor impacto ambiental.
Segundo a organização da Agrishow, o desenvolvimento desses equipamentos ficou mais acelerado por causa das tensões geopolíticas no Oriente Médio, que provocam oscilações nos preços dos combustíveis fósseis – o Brasil importa cerca de 30% de seu consumo de diesel, tradicionalmente usado nas máquinas agrícolas. Para João Carlos Marchesan, presidente da feira, o País tem condições de reduzir essa dependência apostando em sua sólida cadeia produtiva de etanol e biodiesel.
Etanol
Um dos destaques foi a apresentação do primeiro motor para tratores movido a etanol da AGCO Power, grupo do qual fazem parte empresas como a Massey Ferguson, a Valtra e a Fendt. O projeto, desenvolvido integralmente no Brasil, está sendo preparado para chegar ao mercado em 2028.
A tecnologia foi concebida ao longo de três anos e passou por mais de 10 mil horas de testes, incluindo aplicações em culturas como cana-de-açúcar e grãos. De acordo com Fernando Silva, coordenador comercial da AGCO, o motor atende a uma faixa de potência entre 200 e 300 cavalos e mantém desempenho equivalente ao do diesel, sem perda de torque ou capacidade de tração.
Além da performance, o apelo ambiental está na ordem do dia. Segundo a fabricante, o uso do etanol, que poderá ser proveniente de qualquer tipo de matéria-prima – como cana, trigo, milho, entre outros – pode reduzir em até 90% as emissões de gases de efeito estufa.
Outro fator relevante é o impacto econômico. Com as oscilações nos preços do diesel, o etanol surge como opção competitiva, especialmente para produtores com capacidade para fabricá-lo no próprio sítio ou fazenda, o que reduz custos e aumenta a previsibilidade operacional.
A John Deere também desenvolve uma tecnologia a etanol. Trata-se de um conceito de motor que foi revelado, inicialmente, em 2023, durante a Agritechnica, na Alemanha, e depois passou a ser adaptado às condições brasileiras no Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Indaiatuba (SP), voltado à agricultura tropical.
Apresentado pela primeira vez no Brasil durante a Agrishow de 2024, o projeto vem avançando. Na edição de 2025 da feira, já aparecia integrado a um trator da linha 8R. Agora em 2026, a companhia deu mais um passo ao exibir o trator equipado com o protótipo do motor acoplado a uma plantadeira, simulando operações reais no campo e reforçando a aplicação prática da solução em diferentes atividades agrícolas.
Dois protótipos operam em áreas de testes no Brasil há cerca de três anos, principalmente nos segmentos de cana-de-açúcar e grãos, setores em que o etanol possui ampla disponibilidade e infraestrutura consolidada. Segundo a empresa, a proposta busca unir sustentabilidade e desempenho, mantendo rendimento semelhante ao diesel por meio de ajustes específicos de software no motor.
Biometano
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Trator ‘falante’ é uma das novidades da Agrishow 2026 em Ribeirão Preto (SP). — Foto: Érico Andrade/g1
A Valtra apresentou um trator equipado com motor movido a biometano, combustível renovável obtido a partir do biogás, que, por sua vez, é gerado na decomposição de matéria orgânica. Esse processo ocorre quando resíduos como esterco, restos de culturas agrícolas, lixo ou subprodutos da indústria se decompõem por digestão anaeróbica, ou seja, sem a presença de oxigênio.
É o primeiro trator a biometano da empresa voltado ao mercado agrícola. A proposta, segundo o diretor de Vendas, Cláudio Esteves, é gerar um ciclo de reaproveitamento. As usinas sucroenergéticas de cana-de-açúcar poderão utilizar a própria biomassa de cana-de-açúcar e de milho para fornecer energia aos veículos que operam em suas lavouras. A previsão é de que, na Agrishow de 2027, a máquina já esteja disponível para comercialização.

A Valtra apresenta a Série M5: a evolução de um dos tratores mais confiáveis do Brasil, agora com mais tecnologia, eficiência operacional e conforto para o campo.
Diesel verde
A adoção de combustíveis renováveis compatíveis com motores convencionais, como o HVO100, conhecido como diesel verde, também esteve em evidência na Agrishow. A Fendt apresentou um motor preparado para operar com esse tipo de combustível, sem necessidade de modificações estruturais relevantes.
Rodrigo Bezerra, engenheiro de conformidade de emissões da AGCO, explica que essa compatibilidade permite que produtores reduzam emissões de carbono de forma imediata, utilizando combustíveis alternativos em equipamentos já disponíveis no mercado. Ao mesmo tempo, contribui para ampliar o leque de opções energéticas no campo, especialmente em regiões onde o acesso ao etanol ou biometano pode ser mais limitado.
Ainda segundo Guerra, o motor, cujo desenvolvimento começou em 2012, poderá ser adaptado para operar com qualquer tipo de combustível, como etanol, biometano e hidrogênio verde. Por causa dessa e outras funcionalidades, como 25% menos componentes, o que ajuda a reduzir a vibração e o deixa mais estreito, permitindo maior raio de giro, foi eleito o trator de 2026 pela revista britânica Powertrain International, especializada em engenharia de sistemas de propulsão.
Contexto
O avanço dos biocombustíveis nas máquinas agrícolas não ocorre por acaso. É impulsionado por uma combinação de fatores econômicos e ambientais. Se, de um lado, o aumento do custo do diesel pressiona as margens do produtor rural e estimula a busca por alternativas mais baratas e previsíveis, de outro cresce a demanda por práticas mais sustentáveis, tanto por exigências de mercado quanto por compromissos climáticos assumidos pelo setor.
Nesse contexto, tecnologias que conciliam produtividade e redução de emissões tendem a ganhar espaço. Matheus Pintor, da Bosch, afirma que a possibilidade de gerar créditos de carbono, por exemplo, passa a ser um incentivo adicional para a adoção de soluções baseadas em biocombustíveis.
Por isso, o Brasil, com sua tradição na produção de biocombustíveis, aparece, na visão dos organizadores da feira, em posição estratégica para liderar esse movimento.
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