Tecnologia do Agro
BASF gera lucro e registra um aumento significativo alcançando um crescimento de volume de 21% nas vendas

Ludwigshafen (ALE), julho de 2025 – No segundo trimestre de 2025, a BASF gerou um EBITDA antes de itens especiais de aproximadamente €1,8 bilhão. “O segmento de Soluções para Agricultura registrou um aumento significativo nos lucros e alcançou um notável crescimento de volume de 21% em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior”, disse o Dr. Markus Kamieth, Presidente do Conselho de Administração Executivo da BASF, ao apresentar os resultados trimestrais juntamente com o Diretor Financeiro Dr. Dirk Elvermann. Os segmentos de Tecnologias de Superfície e Nutrição & Cuidados também apresentaram lucros ligeiramente superiores. Nos negócios de produtos químicos básicos, as margens permaneceram sob pressão devido à alta disponibilidade de produtos no mercado.
As vendas do Grupo BASF no segundo trimestre de 2025 totalizaram €15,8 bilhões, €342 milhões abaixo do nível do mesmo período do ano anterior. Os principais fatores desse resultado foram os efeitos cambiais negativos e os preços mais baixos. A queda nos preços foi atribuída principalmente ao segmento de Químicos, enquanto houve melhora nos segmentos de Tecnologias de Superfície e Nutrição & Cuidados. O crescimento positivo de volume nos segmentos de Soluções para Agricultura, Tecnologias de Superfície e Materiais compensou parcialmente a queda nas vendas.
Em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, a receita operacional antes de depreciação, amortização e itens especiais (EBITDA antes de itens especiais) caiu €185 milhões, totalizando €1,8 bilhão. Isso se deveu principalmente à queda significativa nos lucros do segmento de Químicos, resultante em grande parte de margens mais baixas. Os segmentos de Soluções Industriais e Materiais também registraram queda nos lucros. Por outro lado, Soluções para Agricultura, em especial, e também Tecnologias de Superfície, apresentaram crescimento nos lucros. O segmento de Nutrição & Cuidados também teve aumento nos lucros. O EBITDA antes de itens especiais em Outros caiu consideravelmente em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. A margem EBITDA antes de itens especiais foi de 11,2%, contra 12,1% no trimestre do ano anterior.
O EBITDA totalizou €1,5 bilhão, ante €1,6 bilhão no mesmo período do ano anterior. No segundo trimestre de 2025, o EBITDA incluiu itens especiais no valor de -€297 milhões. Os encargos especiais resultaram principalmente de medidas estruturais relacionadas a programas de redução de custos. Com €494 milhões, o EBIT ficou €22 milhões abaixo do valor do mesmo trimestre do ano anterior. A queda de €112 milhões na receita líquida de participações deveu-se principalmente às contribuições negativas de lucros da Wintershall Dea GmbH e da Harbour Energy plc. O resultado financeiro melhorou em €52 milhões em relação ao trimestre do ano anterior, totalizando -€106 milhões. Assim, a receita antes dos impostos foi de €316 milhões, €82 milhões abaixo do valor do trimestre do ano anterior. O lucro líquido foi de €79 milhões, contra €430 milhões no mesmo trimestre do ano anterior.
Evolução dos fluxos de caixa no segundo trimestre de 2025
Os fluxos de caixa das atividades operacionais totalizaram €1,6 bilhão no segundo trimestre, €365 milhões abaixo do valor do trimestre do ano anterior. A principal razão para a queda foi a mudança nas contas a pagar comerciais. Em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, os fluxos de caixa das atividades de investimento melhoraram consideravelmente em €1,0 bilhão, totalizando -€1,1 bilhão. Isso se deveu principalmente à redução nos pagamentos por propriedades, instalações e equipamentos e ativos intangíveis, que totalizaram €1,1 bilhão, €428 milhões a menos que no trimestre do ano anterior. “Já passamos pelo pico do ciclo de investimentos no nosso site Verbund no sul da China e, portanto, nosso desempenho de caixa melhorará”, disse Elvermann. O fluxo de caixa livre, que corresponde aos fluxos de caixa das atividades operacionais menos os pagamentos por propriedades, instalações e equipamentos e ativos intangíveis, foi de €533 milhões no segundo trimestre de 2025, um aumento de €62 milhões em relação ao mesmo período do ano anterior.
Desempenho dos negócios do Grupo BASF no primeiro semestre de 2025
Em comparação com o primeiro semestre de 2024, as vendas do Grupo BASF no primeiro semestre de 2025 caíram €493 milhões, totalizando €33,2 bilhões. A queda foi causada por desenvolvimentos negativos de preços em quatro dos seis segmentos, especialmente no segmento de Químicos. Os segmentos de Nutrição & Cuidados e Tecnologias de Superfície registraram aumento de preços. As moedas tiveram impacto negativo em todos os segmentos. Os volumes aumentaram, principalmente nos segmentos de Tecnologias de Superfície e Soluções para Agricultura.
O EBITDA antes de itens especiais do Grupo BASF caiu €272 milhões no primeiro semestre de 2025, totalizando €4,4 bilhões. Isso se deveu principalmente a quedas no segmento de Químicos. O EBITDA foi de €3,7 bilhões, contra €4,2 bilhões no mesmo período do ano anterior. Com €1,7 bilhão, o EBIT caiu €515 milhões em relação ao período anterior. O lucro líquido foi de €887 milhões, contra €1,8 bilhão no mesmo período do ano anterior.
Evolução dos fluxos de caixa no primeiro semestre de 2025
Os fluxos de caixa das atividades operacionais totalizaram €603 milhões no primeiro semestre, €834 milhões abaixo do valor do período anterior. A saída líquida de caixa nas atividades de investimento caiu consideravelmente em €1,2 bilhão em comparação com o período anterior, totalizando -€1,8 bilhão. Isso se deveu principalmente à redução de €554 milhões nos pagamentos por propriedades, instalações e equipamentos e ativos intangíveis, especialmente relacionados à construção do site Verbund em Zhanjiang, China. O fluxo de caixa livre foi de -€1,3 bilhão no primeiro semestre de 2025, contra -€986 milhões no mesmo período do ano anterior.
Formato da Assembleia Geral Anual de Acionistas será alternado anualmente
Com base na experiência positiva com a primeira Assembleia Geral Anual virtual, o Conselho de Administração da BASF decidiu alternar anualmente o formato da Assembleia Geral Anual da BASF SE nos próximos quatro anos. A assembleia será realizada presencialmente novamente em 2026 e 2028. O formato virtual comprovado será utilizado em 2027 e 2029. “Essa decisão foi tomada para atender às diferentes expectativas da nossa base diversificada de investidores”, disse Kamieth.
Perspectivas do Grupo BASF para 2025
Devido às contínuas incertezas macroeconômicas e geopolíticas, a BASF ajustou suas premissas para o ano completo de 2025. Segundo estimativas atuais, o produto interno bruto global crescerá mais lentamente em 2025 do que o previsto anteriormente. Espera-se que o crescimento enfraqueça em todas as principais regiões econômicas na segunda metade do ano. Após a significativa desvalorização do dólar americano frente ao euro, espera-se que ele permaneça no mesmo nível do final do primeiro semestre. A produção industrial global também deverá crescer mais lentamente, segundo estimativas atuais. Como resultado, o aumento da demanda de mercado por produtos químicos não será tão significativo em 2025 quanto o esperado anteriormente. As margens, especialmente no setor upstream, continuam sob pressão devido à alta disponibilidade de produtos no mercado.
Assim, a BASF ajustou suas premissas sobre o ambiente econômico global para 2025 da seguinte forma (as premissas anteriores do Relatório BASF 2024 estão entre parênteses; as atuais estão arredondadas):
- Crescimento do PIB: entre 2,0% e 2,5% (2,6%)
- Crescimento da produção industrial: entre 1,8% e 2,3% (2,4%)
- Crescimento da produção química: entre 2,5% e 3,0% (3,0%)
- Taxa de câmbio média euro/dólar: US$1,15 por euro (US$1,05 por euro)
- Preço médio anual do petróleo (Brent): US$70 por barril (US$75 por barril)
A previsão do Grupo BASF para o exercício de 2025 publicada no Relatório BASF 2024 também foi parcialmente ajustada (a previsão anterior do Relatório BASF 2024 está entre parênteses, se alterada):
- EBITDA antes de itens especiais entre €7,3 bilhões e €7,7 bilhões (€8,0 bilhões a €8,4 bilhões)
- Fluxo de caixa livre entre €0,4 bilhão e €0,8 bilhão
- Emissões de CO₂ entre 16,7 milhões e 17,7 milhões de toneladas métricas
A volatilidade dos anúncios tarifários e a imprevisibilidade de outras decisões do governo dos Estados Unidos, bem como possíveis contramedidas de parceiros comerciais, estão gerando um alto nível de incerteza. Graças à nossa estratégia global de atender os clientes por meio da produção local em seus respectivos mercados, o impacto direto das tarifas permanece limitado. No entanto, há efeitos indiretos, especialmente relacionados à demanda por nossos produtos e seus preços. Isso se deve principalmente à intensificação da concorrência e ao aumento da inflação. Ainda não é possível avaliar completamente os efeitos resultantes.
Sobre a BASF
Na BASF, nós criamos química para um futuro sustentável. Nossa ambição: Queremos ser a empresa química preferida para viabilizar a transformação verde de nossos clientes. Combinamos sucesso econômico com proteção ambiental e responsabilidade social. Cerca de 112.000 colaboradores do Grupo BASF contribuem para o sucesso de nossos clientes em quase todos os setores e em quase todos os países do mundo. Nosso portfólio compreende, como negócios principais, os segmentos de Químicos, Materiais, Soluções Industriais e Nutrição e Cuidados; nossos negócios autônomos estão agrupados nos segmentos de Tecnologias de Superfície e Soluções para Agricultura. A BASF gerou vendas de € 65,3 bilhões de euros em 2024. As ações da BASF são negociadas na bolsa de valores de Frankfurt (BAS) e como American Depositary Receipts (BASFY) nos Estados Unidos. Mais informações no site da BASF.
Agro Mato Grosso
Valtra lança sexta geração da Série T com até 245 cv

Tratores recebem motor CORE75, novas transmissões, SmartTouch Gen2 e conectividade FarmENGAGE
A Valtra apresentou a sexta geração da Série T, com potência de 170 cv a 245 cv, novo motor AGCO Power CORE75, duas opções de transmissão e atualização dos sistemas de operação, automação e agricultura digital. A fabricante direciona os tratores a produtores profissionais e prestadores de serviços.
A nova geração adota uma plataforma desenvolvida para integrar trator, implementos e gerenciamento da propriedade. A linha também recebe o sistema SmartTouch Gen2 e preparação de fábrica para a plataforma PTx FarmENGAGE.
Motor CORE75
O motor AGCO Power CORE75 utiliza seis cilindros e 7,5 litros de cilindrada. No modelo T236, entrega até 245 cv e torque máximo de 1.184 newton-metros.
O conjunto trabalha com o Smart Power Management. O sistema ajusta o comportamento do motor e da transmissão conforme a operação e a preferência selecionada pelo operador. A estratégia busca combinar capacidade de tração e consumo de combustível.
Segundo testes de laboratório da AGCO Power, o CORE75 apresentou redução de até 5% no consumo específico de combustível no ponto de melhor eficiência frente ao motor AGCO Power 74HD da geração anterior. A empresa prevê concluir testes independentes de validação até o final de 2026.
O operador pode selecionar os modos Eco, Normal ou Power. O motor também trabalha com uma faixa ampla de torque em baixas rotações. Segundo a fabricante, essa característica auxilia na manutenção do desempenho durante mudanças de carga.
Duas opções de transmissão
A sexta geração oferece duas alternativas de transmissão. Uma delas utiliza a transmissão continuamente variável AGCO ML 180. A segunda emprega uma nova transmissão powershift de dez etapas.
As configurações permitem velocidades de transporte de 40, 50 ou 57 quilômetros por hora, conforme a especificação e as regras locais de trânsito.
A plataforma utiliza distância entre eixos de 2.950 milímetros, vão livre do solo de até 575 milímetros e raio de giro de 4,9 metros. O sistema hidráulico fornece vazão de até 200 litros por minuto. O peso bruto máximo permitido alcança 14 mil quilogramas.
SmartTouch Gen2
A nova Série T incorpora o SmartTouch Gen2. A interface utiliza tela sensível ao toque de 12 polegadas e oferece capacidade de processamento dez vezes superior à geração anterior, segundo a Valtra.
O sistema apresenta tempo de inicialização de 22 segundos. O operador pode configurar telas de trabalho com até 16 quadrantes e criar perfis específicos para operadores, tarefas e implementos.
O SmartTouch Gen2 oferece até 12 botões configuráveis. A interface integra recursos de orientação, ISOBUS e gerenciamento de implementos. Uma função de ajuda apresenta informações adicionais e códigos QR para consulta.
A fabricante também disponibiliza o novo apoio de braço Active Gen2. A solução utiliza comandos dedicados e funções configuráveis. SmartTouch Gen2 e Active Gen2 sincronizam as informações com a tela instalada na coluna A da cabine.
Ajustes durante operações
A sexta geração incorpora recursos de automação voltados ao controle do trator e dos implementos. A lista inclui Tractor Implement Management, Ground Speed Hydraulics e Front Linkage Control.
O Ground Speed Hydraulics vincula funções hidráulicas à velocidade de deslocamento. Outros recursos permitem programar controles e administrar implementos. A estratégia busca reduzir ajustes repetitivos durante as operações.
A linha também mantém o programa Valtra Unlimited, destinado à personalização de fábrica. A fabricante prevê configurações para agricultura, pecuária, prestação de serviços, atividades florestais e aplicações municipais.
Máquinas conectadas
Os tratores saem de fábrica preparados para o PTx FarmENGAGE. A plataforma permite administrar dados das máquinas, planejamento e comunicação entre escritório e campo.
O sistema permite transferir tarefas, documentação e informações agronômicas. A Valtra também prevê uso do FarmENGAGE em frotas formadas por equipamentos de diferentes fabricantes.
Segundo Johan Grotell, gerente de marketing de produto da Valtra EME, a integração entre máquina, implemento, gestão e dados amplia o uso das tecnologias embarcadas em diferentes operações.
Matti Tiitinen, vice-presidente de vendas e marketing da Valtra EME, afirma que a nova geração buscou atender demandas apresentadas por agricultores e prestadores de serviços. Entre os pontos citados aparecem desempenho, custos operacionais, conectividade, personalização e facilidade de operação.
Agro Mato Grosso
Fendt avança na automação de máquinas para o algodão

Portfólio em destaque no Congresso Brasileiro do Algodão reunirá tratores, plantadeira, pulverizador e soluções digitais
A cotonicultura brasileira opera hoje com um dos mais altos níveis de tecnificação do mundo — e é nesse ambiente que a Fendt apresenta seu portfólio durante a 15ª edição do Congresso Brasileiro do Algodão (CBA), principal encontro da cadeia produtiva da fibra no país, realizado entre 22 e 24 de setembro, em Belo Horizonte (MG).
Durante o evento, os visitantes do estande da Fendt, fabricante alemã de maquinário de alta potência e inovação, terão a oportunidade de conhecer as máquinas e tecnologias desenvolvidas para os desafios específicos do algodão, com destaque para os lançamentos mais recentes da marca e para soluções que contribuem para elevar a produtividade, a eficiência operacional e a sustentabilidade no campo.
“O Congresso Brasileiro do Algodão reúne produtores altamente tecnificados e entre os mais exigentes do mundo. Para a Fendt, estar presente nesse ambiente é fundamental para fortalecer o relacionamento com o setor, entender as necessidades do campo e demonstrar como nossas tecnologias podem contribuir para uma produção cada vez mais eficiente e sustentável”, afirma Rafael Antonio Costa, diretor Comercial da Fendt.
Entre os destaques estão os novos tratores Fendt 1000 Vario Gen4 e Fendt 800 Vario Gen5, desenvolvidos para atender operações de médias e grandes propriedades. Os modelos incorporam recursos voltados à redução do consumo de combustível, maior conforto ao operador e aumento da eficiência nas atividades agrícolas. A Fendt também apresenta a nova geração da plantadeira Fendt Momentum, equipada com tecnologias de distribuição de peso e controle individual das linhas de plantio, que favorecem a uniformidade da semeadura e a otimização do uso de insumos.
Ainda no campo das operações de alta demanda, a marca destaca o pulverizador autopropelido Rogator 934H, projetado para o elevado número de aplicações exigido pelo algodão. Com alta capacidade operacional e tecnologias que permitem aplicações mais precisas, o equipamento contribui para otimizar o manejo fitossanitário e reduzir custos operacionais.
A conectividade e a gestão de dados também ganham espaço com as plataformas digitais FarmENGAGE e Panorama, desenvolvidas para integrar informações de máquinas, monitorar operações em tempo real e apoiar a tomada de decisão no campo.
Inovações na lavoura
Outro tema que a Fendt leva ao CBA é o TIM (Tractor Implement Management, na sigla em inglês), conceito de gestão integrada em que o implemento deixa de ser um equipamento passivo e passa a comandar as funções do trator que realizam o trabalho — tomada de força, válvulas auxiliares e levante hidráulico -, além da velocidade de deslocamento e direção, de acordo com o que a operação exige em cada momento. Na prática, a máquina se ajusta sozinha ao trabalho que está sendo executado, sem depender da leitura e da reação do operador.
A aplicação mais recente desse conceito pela Fendt é o projeto de automação do subsolador, em desenvolvimento de acordo com os protocolos ISOBUS atuais. Nele, o implemento atua sobre um mapa de compactação, carregado no monitor do trator, realizando o trabalho conforme profundidade indicada no mapa, uma vez que o subsolador faz os ajustes necessários de profundidade em tempo real. Ao mesmo tempo, o sistema informa a profundidade real executada.
“O resultado esperado é uma descompactação mais precisa, com menor consumo de combustível, menor patinagem e menor desgaste do conjunto — ganhos especialmente relevantes em áreas de cana de açúcar e algodão, onde o tráfego intenso de máquinas pesadas torna o manejo da compactação uma decisão agronômica importante”, destaca Elizeu dos Santos, gerente de Marketing de Produto da Fendt e responsável pela apresentação do painel sobre o tema.
A participação da Fendt no Congresso Brasileiro do Algodão também reforça o compromisso da marca com o desenvolvimento da cadeia produtiva. Há quatro anos, a marca apoia o movimento Sou de Algodão, iniciativa que promove a valorização da fibra nacional e incentiva práticas sustentáveis em toda a cadeia, do campo à indústria têxtil.
Agro Mato Grosso
Valtra reúne gerações de tratores em expedição na Bahia

Caravana percorre 206 km pelo Oeste Baiano com modelos históricos e máquinas equipadas com alta tecnologia
A história da mecanização agrícola brasileira estará em movimento durante a quinta edição do Viajando com V de Valtra – Caminhos do Oeste Baiano. Entre os dias 18 e 20 de setembro, uma caravana com 14 tratores percorrerá 206 quilômetros ligando os municípios de Correntina e Bom Jesus da Lapa (BA). Realizada em parceria com a concessionária Nossa, a expedição promoverá um encontro inédito entre tratores clássicos da era Valmet e os mais modernos equipamentos da Valtra, demonstrando a evolução tecnológica do setor em uma das regiões agrícolas mais produtivas do país.
Pioneira no setor ao se instalar no país em 1960 em Mogi das Cruzes (SP), a trajetória da Valtra reflete os grandes marcos da agricultura nacional. A jornada técnica teve início na Era da Força Bruta e Mecânica Simples (décadas de 1970 e 1980), focada em robustez, motores de injeção mecânica (como a linha MWM), tração 4×2 e postos de operação acavalados com alavancas centrais. A marca promoveu a revolução ergonômica e o pioneirismo do câmbio lateral (finais das décadas de 1980 e 1990) ao introduzir a primeira plataforma plana com câmbio lateral sincronizado do Brasil, além do sistema Multitorque (16×8) e motores de 6 cilindros.
Na sequência, a Consolidação das Séries A, BM e o Conforto Plataformado (anos 2000 a 2010) marcou a transição para a marca Valtra e a padronização dos motores AGCO Power Turbo Intercooler, maior capacidade hidráulica e tração 4×4 (TDA) de série. Atualmente, A Era da Cabine de Alta Tecnologia, Automação e Transmissão CVT (a partir de 2017) representa o salto para a agricultura moderna, trazendo transmissões continuamente variáveis sem escalonamento de marchas, gestão eletrônica Power Control DTM, reversor eletro-hidráulico Power Shuttle, telemetria e piloto automático centimétrico.
“O Oeste da Bahia foi escolhido por ser uma referência nacional em agricultura de precisão, produtividade e inovação. É o cenário ideal para demonstrar como a Valtra se traduz em mais eficiência, tecnologia, rentabilidade e sustentabilidade para o produtor”, destaca Claudio Esteves, diretor de vendas da Valtra.
Uma viagem pela evolução dos tratores
A diversidade de máquinas será um dos elementos que mais chamará a atenção durante a expedição. A caravana reunirá tratores atuais e modelos históricos, permitindo observar, lado a lado, como a tecnologia agrícola evoluiu ao longo das décadas sem deixar para trás características que sempre fizeram parte da identidade da marca, como robustez, confiabilidade, versatilidade e eficiência.
Entre os modelos mais atuais estão o A990 Cabinado e o A800 Cabinado, da Série A2R; o BM115 nas versões cabinada e plataformada; o T250, da Série T CVT; o A750 Plataformado, da Série A; e o A134 HiTech, da Série A4 HiTech. A relação também inclui modelos históricos da época da Valmet, como o 85 ID, 1280 Plataformado, 885 Plataformado, 985 Cabinado e 1680.
O resultado é uma composição que representa diferentes perfis de produtor, operações e necessidades do campo. De tratores compactos e versáteis, voltados a atividades como fruticultura e pecuária, a máquinas de maior potência destinadas a operações pesadas e de grande escala, a expedição apresenta um panorama da evolução dos equipamentos agrícolas e da própria trajetória da marca no Brasil.
Um dos exemplos dessa evolução está nos tratores A800 e A990 da Série A2R. A linha combina simplicidade, versatilidade e economia de combustível, com motores trabalhando em alto torque e baixa rotação. Segundo a Valtra, a Série A2R pode proporcionar até 10% de redução no consumo de combustível, além de capacidade de levante até 6% superior às opções de mercado. Os modelos contam ainda com diferentes opções de transmissão e versões com cabine de fábrica, ampliando o conforto para jornadas mais longas.
Já o BM115 cabinado e plataformado representam uma das linhas mais tradicionais da Valtra entre os produtores brasileiros. A família BM é reconhecida pela combinação de robustez, confiabilidade, simplicidade e baixo custo operacional. O BM115 possui 117 cv, motor AGCO Power de quatro cilindros e transmissão de 16 marchas à frente e oito à ré. A tecnologia Multitorque permite rapidez na troca de velocidade de operação e contribui para uma economia de combustível de até 15%, de acordo com a Valtra. A linha está disponível nas versões plataformada e cabinada.
A presença dos BM também reforça o caráter histórico da expedição. A linha tem mais de duas décadas de mercado e ganhou uma edição especial para celebrar os 65 anos da Valtra no Brasil, preservando os atributos que fizeram do modelo uma referência entre os produtores.
Quando se pensa em alta tecnologia, o T250 CVT simboliza o topo de linha da Valtra em desempenho, potência e inteligência embarcada. Com 250 cv e motor AGCO Power de seis cilindros, o modelo é destinado a operações de maior demanda, como preparo de solo, transporte e plantio em larga escala. Seu principal diferencial é a transmissão continuamente variável (CVT), que ajusta a rotação do motor a partir da velocidade, de acordo com a operação, permitindo trabalhar na faixa mais eficiente do conjunto. A Valtra destaca que a tecnologia pode proporcionar redução de consumo de combustível e maior eficiência operacional.
O T250 também representa a aproximação entre potência e agricultura de precisão. A Série T CVT pode sair de fábrica com piloto automático e recursos voltados ao controle das operações agrícolas, além de oferecer cabine projetada para jornadas prolongadas e integração com tecnologias de gestão e produtividade.
Outro representante da atual geração é o A134 HiTech, de 135 cv. O modelo integra a Série A4 HiTech e combina motor eletrônico AGCO Power de quatro cilindros com transmissão PowerShift, permitindo mudanças de marcha sem a necessidade de acionar o pedal da embreagem. A configuração foi desenvolvida para proporcionar maior eficiência e reduzir o esforço do operador, além de estar preparada para receber recursos de agricultura de precisão.
A diversidade também aparece no A750 Plataformado, de 75 cv, pensado para operações que exigem agilidade e manobrabilidade, como atividades de agricultura familiar, fruticultura e pecuária. O modelo combina dimensões compactas, facilidade de operação e baixo consumo de combustível, características que ampliam sua versatilidade em diferentes propriedades.
Do 85 ID ao 1680: máquinas que ajudam a contar a história do campo
Se os modelos mais modernos mostram o presente e o futuro da mecanização, os tratores históricos levam para a estrada a memória de diferentes fases da agricultura brasileira.
Entre eles está o 85 ID, associado à tradição dos tratores Valmet e reconhecido pela simplicidade mecânica, facilidade de manutenção e versatilidade operacional. O modelo foi desenvolvido para atender atividades de transporte, preparo do solo e acionamento de implementos, ajudando a consolidar a reputação de robustez e confiabilidade que acompanha a marca.
O 1280 Plataformado, por sua vez, integra a histórica linha de tratores pesados e foi desenvolvido para operações de maior exigência de tração. Com motor turboalimentado e elevada capacidade de torque, o modelo representa uma geração de máquinas concebidas para trabalhar com implementos de grande porte e enfrentar operações pesadas no campo.
Também estará presente o 885 Plataformado, modelo reconhecido pelo equilíbrio entre peso, potência e aderência. A máquina participou de diferentes etapas do ciclo produtivo, do plantio ao transporte, e ficou marcada pela longevidade de seu motor, facilidade de manutenção e capacidade de trabalho.
Outro clássico da caravana será o 985 Cabinado, trator de aproximadamente 100 cv que marcou época pela robustez mecânica e pela facilidade de manutenção. A versão cabinada representa também um momento importante da evolução dos equipamentos agrícolas, quando o conforto e a proteção do operador passaram a ganhar cada vez mais espaço no desenvolvimento das máquinas.
Fechando esse passeio pela história está o 1680, um dos modelos mais emblemáticos entre os tratores pesados da época Valmet. Desenvolvido para operações de preparo profundo de solo e tracionamento de grandes implementos, o modelo contava com motor turbo de seis cilindros e estrutura robusta, características que fizeram dele uma referência em força, aderência e resistência.
Uma expedição que atravessa gerações
Desde 2022, o Viajando com V de Valtra percorre diferentes regiões do Brasil. A primeira edição passou pelo Caminho da Fé, em direção ao Santuário Nacional de Aparecida. Em 2023, a caravana esteve nos Caminhos de Caravaggio, no Rio Grande do Sul. Em 2024, percorreu a Estrada Real, em Minas Gerais, e, em 2025, os Caminhos dos Engenhos, em Pernambuco.
A quinta edição mantém a mesma essência: utilizar os tratores como instrumentos para aproximar pessoas, mostrar diferentes realidades agrícolas e valorizar o Brasil que produz.
No Oeste da Bahia, essa história será contada por meio de uma caravana que reúne passado, presente e futuro. De modelos que ajudaram a construir a mecanização brasileira a máquinas equipadas com transmissão CVT, motores com gerenciamento eletrônico e recursos de agricultura de precisão, os tratores mostrarão que a evolução tecnológica não apaga a tradição, mas sim faz parte dela.
Ao longo dos 206 quilômetros, a expedição pretende colocar em evidência não apenas a evolução das máquinas, mas também a evolução do próprio campo brasileiro: um setor que preserva sua história, incorpora novas tecnologias e busca continuamente mais produtividade, eficiência e sustentabilidade.
A edição Caminhos do Oeste Baiano reforça, assim, o propósito do Viajando com V de Valtra de percorrer as principais regiões produtoras do Brasil e dar visibilidade às diferentes histórias que formam o agronegócio nacional. Ao atravessar estradas, fazendas, rios e comunidades, os tratores levam consigo uma mensagem que vai além da tecnologia: a de que cada região tem uma história para contar e que o campo brasileiro é formado por muitas realidades, culturas e gerações que, juntas, ajudam a movimentar o País.
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