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27 de junho de 2026

Business

‘Morango do amor’ viraliza nas redes e impulsiona lucro de confeiteiros e produtores

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A febre do “morango do amor” nas redes sociais tem gerado um impacto positivo direto nos lucros de confeiteiros e produtores de morango em Atibaia, no interior de São Paulo. Conhecida como Capital Nacional do Morango, a cidade produz cerca de 3 mil toneladas da fruta por ano.

Vídeos com receitas, trends e memes com o doce inspirado na maçã do amor, estrelados por anônimos e celebridades como Fábio Porchat, já acumulam milhões de visualizações. O sucesso tem impulsionado a procura pela sobremesa em feiras, confeitarias e eventos gastronômicos.

A confeiteira Izabella Maciel sentiu o impacto direto do “hit”. Só nas últimas duas semanas, a procura pelo doce aumentou significativamente na loja que mantém em sociedade com a mãe.

“Imaginei que fosse só por causa das festas juninas, algo passageiro. Mas quando vi que as pessoas vinham especificamente atrás do morango do amor e não compravam outra coisa, entendi que era hora de aumentar a produção”.

Com mais de 13 anos de experiência em confeitaria, Izabella precisou fazer ajustes rápidos para atender a demanda. “Começamos a produção há cerca de seis dias, e nossa meta é chegar a mil unidades vendidas até o fim da semana. Tivemos que suspender outros produtos para dar conta da demanda crescente.”

Vendido por R$ 16 a unidade, o doce não é novidade no cardápio da loja: “Já havíamos feito para a Festa das Flores e Morangos de 2022, mas na época não teve a mesma aceitação. Agora, com o boom nas redes, virou nosso carro-chefe.”

O sucesso do morango do amor também beneficiou produtores locais da fruta. Um deles é Rafael Augusto Maziero, neto de um dos fundadores da tradicional Festa do Morango de Atibaia. Ele representa a terceira geração da família na agricultura e já prepara o filho para dar continuidade ao negócio.

Segundo Rafael, a procura por morangos aumentou 30% nas últimas semanas, e o preço também subiu. “O quilo que costumava custar entre R$ 30 e R$ 35, agora chega a ser vendido por até R$ 50”, relata.

Rafael Maziero ( de camiseta cinza), produtor de morangos acompanho do seu filho de de seu pai em Atibaia-SP

O agricultor de 42 anos, que começou na lavoura aos 15, comemora o timing da tendência.

“Essa moda veio em uma época ótima. Julho e agosto são meses fortes de colheita. Em anos anteriores, o excesso de oferta derrubava os preços. Desta vez, a alta procura manteve o preço estável e até elevou os lucros.”

Para atender a nova demanda, os produtores estão sendo mais criteriosos na seleção dos frutos.“O pessoal quer morangos grandes e bem bonitos para fazer o doce. Isso exige mais cuidado na colheita, mas também nos estimula a investir em novas variedades, tecnologia e inovação.”

Tendência passageira ou oportunidade duradoura?

Izabella acredita que o hype do morango do amor deve durar pelo menos mais um mês.

“Tem gente que nem gosta da fruta, mas compra só para postar nas redes e se sentir parte da tendência. Mas, além disso, o doce é realmente delicioso”, diz ela.

Já Rafael torce para que a onda dure ainda mais. “Se essa moda continuar, melhor pra nós. O ‘faz-me-rir’ só cresce no bolso do produtor”, brinca, referindo-se ao aumento dos lucros.

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Genética e nutrição podem elevar em até 32% a produtividade do cacau, aponta estudo

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Foto: Freepik

A vassoura-de-bruxa (Moniliophthora perniciosa) é um fungo que dizimou lavouras de cacau no sul da Bahia nos anos 1990, foi tema de novela da Globo e continua sendo um problema para a cadeia produtiva do chocolate na Amazônia.

Pesquisa identifica clones de cacau mais resistentes à vassoura-de-bruxa e mostra que o equilíbrio nutricional pode elevar a produtividade em até 32%, reduzindo a dependência de fungicidas.

Um estudo publicado na revista Scientific Reports mostra que é possível garantir aumento na produtividade sem depender tanto do uso de fungicidas e fertilizantes, desde que se escolham cultivares com a genética certa: mais resistentes ao fungo e capazes de manter o equilíbrio nutricional mesmo em solos desafiadores.

Conduzida na Estação Experimental Frederico Afonso (Ceplac), em Rondônia, a pesquisa avaliou 25 cultivares de cacau e identificou dois com desempenho superior. Ambos demonstraram maior capacidade de manter alta produtividade mesmo em solos pobres de minerais e sob ataque da vassoura‑de‑bruxa, que na região é conhecida como lagartão.

O resultado foi um aumento de até 32% na produção em comparação a variedades mais suscetíveis ao fungo.

“Os resultados demonstram, na prática, que combinar melhoramento genético e manejo nutricional é a estratégia mais sustentável e perene para a produção de cacau”, afirma o professor da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias (FCAV) da Unesp, Renato de Mello Prado.

Clones

Entre os clones avaliados, dois se destacaram por combinar alta produtividade de sementes com maior equilíbrio nutricional e maior tolerância à vassoura-de-bruxa sob as condições climáticas da Amazônia: o EEOP 63 e o EEOP 65.

Um clone, no contexto agrícola, é uma população de plantas geneticamente idênticas entre si, pois foram todas originadas de um único indivíduo (planta-matriz) exclusivamente por meio de reprodução assexuada (vegetativa).

Segundo os pesquisadores, é necessário investir em estudos semelhantes e mais amplos na região amazônica para a obtenção de novos clones que tenham as três características: alta eficiência nutricional, alta produtividade e resistência a doenças.

“Isso é importante, pois só assim o produtor rural poderá ter diferentes opções de clones para cultivar em sua propriedade. E essa é uma estratégia essencial para enfrentar os desafios atuais da cultura do cacau de forma sustentável”, diz Prado.

Dilema biológico

Tanto o cacau quanto o lagartão são originários da região amazônica e é no clima característico da floresta, de chuvas intensas e muito calor e umidade, que o fungo encontra o cenário propício para se desenvolver.

Além disso, em algumas áreas da região, o solo tem desequilíbrio mineral, tornando-se ácido e com baixa proporção de nutrientes essenciais prontamente disponíveis para as raízes (como cálcio, magnésio e potássio), o que molda o desempenho das plantas.

“O estudo confirma que a tolerância à vassoura-de-bruxa na Amazônia não é uma característica isolada e pode ser modulada pelo equilíbrio nutricional e pela capacidade produtiva sob estresse de um cultivar”, explica a primeira autora do artigo, Edilaine Istéfani Franklin Traspadini.

O diferencial dos dois clones selecionados está na qualidade dos perfis minerais presentes nas plantas, especialmente as altas concentrações de fósforo, potássio, cálcio e magnésio.

“Diante de um ataque, a planta enfrenta um dilema biológico: depositar energia no crescimento ou na resistência ao patógeno. Quando recebe a nutrição adequada e tem a genética certa, consegue fazer as duas coisas ao mesmo tempo e supera essa limitação”, complementa Prado.

O solo amazônico

Outro aspecto determinante para o desempenho dos clones de cacau está relacionado às condições naturais dos solos amazônicos. Como destaca Traspadini, eles são altamente intemperizados (sujeitos a processos severos de degradação física e química causados pelo excesso de chuvas) e naturalmente pobres em nutrientes. E isso impacta diretamente na saúde da planta.

Ao analisar o estado nutricional das plantas amostradas, os pesquisadores identificaram padrões claros de desequilíbrio, com destaque para o excesso de nitrogênio e a deficiência de boro. Traspadini alerta que o acúmulo de nitrogênio não metabolizado na planta gera compostos que funcionam como alimento para o fungo da vassoura-de-bruxa. Por outro lado, a falta de boro enfraquece a estrutura do cacaueiro.

“Observamos uma tendência consistente de deficiência desses elementos nos clones avaliados, especialmente de boro, que é fundamental tanto para a integridade das paredes celulares quanto para processos reprodutivos”, afirma a pesquisadora.

Diante desse cenário, o estudo demonstra que o equilíbrio nutricional não apenas reduz a vulnerabilidade à vassoura-de-bruxa, mas garante que a planta mantenha sua capacidade produtiva mesmo sob estresse.

“Isso reforça a importância da adubação equilibrada, com atenção também aos micronutrientes, que muitas vezes são negligenciados, para sustentar a produtividade e a resistência”, destaca Traspadini.

Com o manejo adequado, a planta não precisa escolher entre produzir ou se defender: “O equilíbrio nutricional fortalece o sistema de defesa, permitindo que crescimento e resistência ocorram simultaneamente, sem dependência excessiva de agroquímicos”, conclui.

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Canal Rural avança ao Top 20 do Prêmio iBest 2026 e conta com o seu voto!

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Reprodução Ibest

O Canal Rural segue em destaque como referência em informação e comunicação para o agronegócio brasileiro. O veículo garantiu uma vaga entre os Top 20 da categoria Canal de Agronegócio do Prêmio iBest 2026 e agora precisa do apoio do público para avançar ao Top 10 da premiação. A votação popular está aberta até o dia 17 de julho e pode ser feita por meio deste link.

Reconhecido como um dos principais prêmios da internet no Brasil, o iBest valoriza empresas, profissionais, influenciadores, sites, aplicativos e canais digitais que se destacam pela relevância e qualidade de seu conteúdo.

Para o Canal Rural, a classificação entre os 20 melhores reforça o compromisso de levar informação de qualidade ao produtor rural e a toda a cadeia do agronegócio, com cobertura diária sobre agricultura, pecuária, economia, clima, mercado e inovação no campo.

Agora, o objetivo é garantir uma vaga entre os Top 10 da categoria. Para isso, o Canal Rural convida seus leitores, telespectadores e seguidores a participarem da votação e ajudarem a fortalecer a presença do agro brasileiro entre os maiores destaques do ambiente digital.

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Plano ABC+ RS avança com expansão de tecnologias de baixa emissão no campo

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A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) apresentou, nesta sexta-feira (26), em Porto Alegre, resultados atualizados do Plano ABC+ RS durante o evento “O Estado da Arte em Adaptação e Mitigação dos Gases de Efeito Estufa no Rio Grande do Sul”, promovido pela Federação da Agricultura do RS (Farsul). Os dados indicam avanço na adoção de tecnologias voltadas à adaptação às mudanças climáticas e à mitigação de gases de efeito estufa na agropecuária gaúcha.

Segundo a Seapi, o Plano ABC+ RS foi instituído pela Resolução Seapi nº 001/2023 e está alinhado ao Plano Nacional ABC+ no período 2020/2030. A estratégia reúne ações de adaptação e mitigação no setor agropecuário, com foco em resiliência, eficiência produtiva e redução de emissões.

O coordenador do plano ABC+ RS e engenheiro florestal da Seapi, Jackson Brilhante, afirmou que o estado conta atualmente com 10 tecnologias com resultados concretos de potencial mitigação de gases de efeito estufa. Entre elas estão o Programa de Recuperação de Pastagens Degradadas (PRPD), a expansão do Sistema de Plantio Direto de Grãos (SPDG) e o sistema Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF).

Quer ficar por dentro da previsão do tempo e dos alertas meteorológicos? Acesse a página do tempo do Canal Rural e planeje-se!

Na recuperação de pastagens degradadas, o Rio Grande do Sul alcançou 732 mil hectares recuperados, volume equivalente a 51% da meta prevista até 2030. Os municípios com maior expansão de PRPD são Alegrete, Santana do Livramento, Uruguaiana e Rosário do Sul.

No plantio direto de grãos, o estado registra expansão de 690 mil hectares, o que corresponde a 115,32% da meta estabelecida. Com esse desempenho, o Rio Grande do Sul ocupa a 4ª posição nacional na expansão da tecnologia. A adoção do SPDG já resultou em redução aproximada de 5 milhões de dióxido de carbono equivalente no estado. Entre os municípios com destaque nesse indicador estão Alegrete, São Borja, Santa Vitória do Palmar, Maçambará, Itaqui, Dom Pedrito e Santana do Livramento.

Nos sistemas integrados, municípios como São Lourenço do Sul, Uruguaiana, Dom Pedrito, Santa Vitória do Palmar e São Gabriel concentram resultados que já proporcionaram mitigação de cerca de 7,94 milhões de dióxido de carbono equivalente.

Durante o evento, pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) apresentaram painéis sobre adaptação e mitigação na agropecuária gaúcha. A programação também contou com participação da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura do RS (Sema), Embrapa e representantes da Seapi, em debate sobre produção agropecuária de baixa emissão de carbono no estado.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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