Sustentabilidade
Inovação em bioinsumos será tema de workshop promovido pela ANPII Bio em evento prévio ao Biocontrol & Biostimulants LATAM 2025 – MAIS SOJA

Inovação e sustentabilidade caminham juntas na transformação da agricultura – e os bioinsumos são o elo fundamental que une esses dois conceitos, contribuindo para práticas agrícolas mais eficientes, responsáveis e com menor impacto ambiental, alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Atualmente, o Brasil já é protagonista global neste segmento, respondendo por 11,3% do consumo mundial de bioinsumos, em um mercado que deve crescer 60% até o fim da década. Em um contexto de expansão e inovação, a ANPII Bio (Associação Nacional de Promoção e Inovação da Indústria de Biológicos), em parceria com a New Ag International, promove no dia 28 de julho, em Campinas (SP), o Workshop Inovação em Bioinsumos, evento prévio ao Biocontrol & Biostimulants LATAM 2025. A programação reunirá especialistas, empresas e representantes governamentais para debater avanços como RNAi na agricultura, formulações inovadoras, controle biológico com drones e tecnologias para mitigar as emissões de carbono provenientes da pecuária.
O workshop será dividido em dois painéis temáticos, Produtos Inovadores e Tecnologias Inovadoras, com palestras conduzidas por pesquisadores e representantes da indústria, seguidas de mesas-redondas. A abertura e a mediação das discussões no período da manhã serão conduzidas por Júlia Emanuela de Souza, diretora de Relações Institucionais da ANPII Bio, que destaca a relevância do evento para o setor. “Queremos, por meio do workshop, trazer uma amostra do que há de mais avançado no setor de bioinsumos, com abordagens que vão além do campo e alcançam os desafios da sustentabilidade, tecnologia e inovação industrial. Reuniremos pesquisadores, empresas e representantes governamentais para discutir caminhos concretos de transformação”, afirma Julia.
No período da tarde, como forma de reforçar a importância do diálogo entre governo, ciência e setor produtivo em um contexto decisivo para o fortalecimento do setor de bioinsumos, a mediação do painel será feita por Valéria Martins, coordenadora-geral de Bioeconomia e Recursos Genéticos, gestora da Rede de Inovação em Bioinsumos e presidente do Conselho Estratégico do Programa Nacional de Bioinsumos, todos vinculados ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). “Participar do evento é uma forma de reafirmar nosso compromisso com a inovação em bioinsumos. Esse é um espaço valioso evento para que todos os elos da cadeia construam, juntos, uma agricultura mais sustentável e conectada com os desafios do presente”, declara.
A iniciativa ocorre em meio a avanços significativos no segmento. Com um mercado estimado em R$ 5,7 bilhões na última safra e projeção de crescimento de até 60% até o fim da década, os bioinsumos industriais se consolidam como uma das principais frentes de inovação da agricultura brasileira. A recente aprovação da Lei dos Bioinsumos (Lei nº 15.070/2024), ao estabelecer um novo marco legal para o setor, contribui para ampliar o acesso às tecnologias, fomentar o empreendedorismo e atrair novos investimentos. “A regulamentação inteligente de bioinsumos é a alavanca para fortalecer ainda mais o Brasil como líder global em soluções sustentáveis para a agricultura, estimulando inovações com potencial de gerar diferencial competitivo para o país e impacto real no campo e no clima”, comenta Júlia, da ANPII Bio.
Além da realização do workshop, a entidade participa da programação oficial do Biocontrol & Bioestimulants LATAM 2025 apoiando o estande da Secretaria de Inovação do MAPA, onde serão apresentados as principais ações e resultados da Rede de Inovação em Bioinsumos e do Programa Nacional de Bioinsumos. O espaço também contará com atividades voltadas à conexão entre empresas, pesquisadores e desenvolvedores de tecnologias biológicas. “Nesta edição, vários palestrantes integram a Rede de Inovação do MAPA, mostrando que o esforço e diálogo conjuntos estão gerando frutos concretos. O papel do Ministério da Agricultura é justamente esse: conectar, articular e criar as condições para que a inovação na agropecuária floresça”, reitera Valéria Martins.
Reforçando essa articulação entre os diferentes elos do ecossistema, a ANPII Bio ainda organiza, fora da programação oficial do evento, uma visita técnica a uma unidade fabril de bioinsumos, com o objetivo de apresentar, na prática, a realidade da indústria nacional e seu potencial de inovação. A iniciativa reunirá representantes de instituições estratégicas como IBMA (International Biocontrol Manufacturers Association), CNI (Confederação Nacional da Indústria), Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) e o próprio MAPA. Allan Marciano, gerente de assuntos regulatórios LATAM na Lallemand Plant Care, empresa que sediará a visita, destaca que essas iniciativas contribuem para aumentar a agilidade, qualidade, segurança e inovação no setor. “Esta visita reforça que a cooperação é o caminho para o sucesso, promovendo uma agricultura cada vez mais responsável e eficiente”.
Biocontrol & Biostimulants LATAM 2025 — A conferência e exposição Biocontrol & Biostimulants LATAM 2025 será realizada nos dias 29 e 30 de julho, no Royal Palm Hall, em Campinas (SP). Organizado anualmente pela New Ag International, o evento reunirá profissionais e lideranças toda a América Latina, bem como representantes da América do Norte, Europa e Ásia.
Além de workshops prévios ao evento principal, no dia 28, a programação principal tem como foco, por meio de palestras técnicas, painéis sobre políticas públicas, rodadas de negócios e apresentação de cases, abordar as soluções sustentáveis e tecnológicas para o manejo biológico de culturas — como é o caso dos bioinoculantes, biodefensivos e bioestimulantes — fortalecendo, assim, a promoção do debate técnico, a construção de consensos institucionais e a visibilidade do potencial econômico e ambiental dos bioinsumos.
“O setor vive um momento único. Eventos como este ajudam a consolidar o Brasil como referência internacional, ao mesmo tempo em que impulsionam o amadurecimento regulatório e a atração de investimentos estratégicos”, finaliza a porta-voz da ANPII Bio.
Serviço
Workshop Inovação em Bioinsumos
Data: 28 de julho de 2025 (segunda-feira)
Local: Royal Palm Hall, R. Monsenhor Luís Fernandes de Abreu, 311, Jardim do Lago Continuação, Campinas (SP)
Programação:
Painel 1 – Produtos Inovadores
10h30 – Tecnologia de RNAi na agricultura: uma realidade brasileira – Henrique Marques de Souza (Unicamp)
10h50 – Bioinsumos para extensão da vida útil de frutas e flores – Junio Cota (Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG)
11h10 – Bioinsumos Avançados, Gestão de Metano e Sustentabilidade Climática – Joyce Doria (Universidade Federal de Lavras – UFLA)
11h30 – Mesa-redonda com os palestrantes (mediação institucional ANPII Bio)
Painel 2 – Tecnologias Inovadoras
13h30 – Controle Biológico de Precisão Usando Drones – Fernando Nicodemos (NCB Sistemas Embarcados)
13h50 – Avanços em Formulações de Biológicos – Juliana Siqueira (Croda)
14h10 – Mesa-redonda com os palestrantes (mediação institucional MAPA)
Programação completa: https://informaconnect.com/biocontrol-latam/br/agenda/1/
Biocontrol & Biostimulants LATAM 2025
Data: 29 e 30 de julho de 2025 (terça e quarta-feira)
Local: Royal Palm Hall, R. Monsenhor Luís Fernandes de Abreu, 311, Jardim do Lago Continuação, Campinas (SP)
Mais informações: https://informaconnect.com/biocontrol-latam
Sobre a ANPII Bio:
Fundada em 1990, a ANPII Bio sempre teve como missão promover a fixação biológica de nitrogênio e promoção de crescimento vegetal como tecnologias estratégicas para uma agricultura sustentável. Com o tempo, a entidade evoluiu e, em 2024, se alinhando à dinâmica natural do mercado, ampliou o seu escopo e passou a atender também outras categorias de bioinsumos, em meio a um cenário de crescimento no uso, produção e exportação desses produtos, solidificando o Brasil como um dos principais mercados globais de insumos biológicos.
A ANPII Bio, primeira associação representativa de insumos biológicos no Brasil, vem desempenhando um papel crucial na construção de uma legislação moderna e segura junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e outros órgãos reguladores. Isso permite que o setor produtivo ofereça produtos eficientes e inovadores, com biotecnologia de ponta aplicada à agricultura sustentável.
Em parceria com a Embrapa e outras instituições de pesquisa, a ANPII Bio viabilizou estudos que diversificaram e expandiram o setor, com mais de 150 empresas desenvolvendo e comercializando bioinsumos que beneficiam agricultores, o meio ambiente e a sociedade. A presença da ANPII Bio em eventos científicos, feiras agrícolas e espaços de discussão, juntamente com seu programa gratuito de EAD, tem promovido maior entendimento e conhecimento sobre a tecnologia dos biológicos e seus benefícios para a agronomia, agricultura e economia do Brasil.
Atualmente, a ANPII Bio conta com 54 empresas associadas. A entidade também integra diversos fóruns relevantes de impacto ao desenvolvimento do setor no Brasil. Muito já foi feito e há muito o que se fazer para que os insumos biológicos estejam ainda mais presentes na agricultura brasileira e mundial e contribuam para a sustentabilidade da produção agrícola.
Para mais informações, acesse: www.anpiibio.org.br
Fonte: Assessoria de Imprensa ANPII BIO
Sustentabilidade
Safra de grãos deve registrar alta de 5,7 milhões de toneladas no país – MAIS SOJA

A safra brasileira de grãos deve alcançar 358 milhões de toneladas, volume que representa crescimento de 1,6% em comparação ao ciclo anterior. O acréscimo estimado é de 5,7 milhões de toneladas, reforçando a expectativa de uma produção recorde no país, impulsionada principalmente pelos resultados positivos da soja, do milho e do sorgo. As projeções fazem parte do 8º Levantamento da Safra de Grãos divulgado nesta quinta-feira (14) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Soja
A soja segue como principal destaque da temporada. A estimativa é de que a oleaginosa atinja 180,1 milhões de toneladas, estabelecendo um novo recorde para a cultura. O volume supera em 978 mil toneladas a previsão anterior, equivalente a um ajuste de 0,5%, enquanto a colheita já alcança 98,3% da área plantada. Em relação à safra 2024/25, a produção deve crescer 8,6 milhões de toneladas, avanço de 5% que marca o sétimo aumento registrado nas últimas dez temporadas.
Milho e sorgo
O milho da primeira safra também apresentou expansão da área cultivada, revertendo a tendência observada nos últimos anos, com expectativa de produção próxima de 28,5 milhões de toneladas, resultado 3,5 milhões de toneladas superior ao registrado anteriormente. O sorgo igualmente mantém cenário favorável, podendo atingir 7,6 milhões de toneladas produzidas.
Considerando os três ciclos do milho, a estimativa da Companhia aponta para a segunda maior produção já registrada na série histórica, com previsão de 140,2 milhões de toneladas. O resultado representa crescimento de 0,4% em relação ao levantamento anterior, o equivalente a 600 mil toneladas adicionais.
Até o início de maio, 71,5% da área da primeira safra já havia sido colhida, registrando incremento de 1,8% frente à projeção anterior, com aumento de 493 mil toneladas. Já a segunda safra, cuja semeadura foi concluída, deve alcançar 108,5 milhões de toneladas, apresentando leve retração de 0,6% em comparação ao ciclo passado. Segundo a Conab, fatores climáticos afetaram a produção em estados como Goiás e Minas Gerais, embora a área plantada nacional tenha avançado 2,1%.
O desempenho do sorgo também chama atenção, com expectativa de crescimento de até 23,8% na produção. A expansão é atribuída ao aumento significativo da área cultivada, favorecido pela maior resistência da cultura à escassez hídrica e pela utilização semelhante à do milho. O avanço ocorreu em todas as regiões do país, especialmente no Centro-Oeste, onde a área plantada cresceu 50,7%.
Em Goiás, maior produtor nacional na safra 2024/25, a produção deve superar 2,2 milhões de toneladas, representando alta de 40,3%. De acordo com o gerente de Acompanhamento de Safras da Conab, Fabiano Vasconcellos, o crescimento está relacionado à migração de áreas inicialmente destinadas ao milho, já que parte dos produtores optou pelo sorgo após o encerramento da janela ideal de plantio do cereal, aproveitando a maior adaptação da cultura a períodos de estiagem e diferentes possibilidades de uso, como alimentação animal e produção de etanol.
Arroz
No caso do arroz, alimento essencial na mesa dos brasileiros, a produção deve apresentar leve queda de 0,3%, totalizando 11,1 milhões de toneladas. O volume permanece estável em relação ao levantamento anterior, mas representa redução de 1,7 milhão de toneladas frente à safra 2024/25. A retração está ligada à diminuição de aproximadamente 13,7% na área cultivada. Ainda assim, com 94,6% da colheita concluída, houve melhora na produtividade média, estimada em 7.281 quilos por hectare.
Feijão
Para o feijão, a previsão também indica redução. A produção total das três safras deve atingir 2,9 milhões de toneladas, recuo de 5,2% em comparação ao ciclo anterior, mantendo estabilidade frente às estimativas mais recentes da Companhia. A primeira safra da leguminosa, já colhida em 95,4% da área, apresentou ganho de produtividade de 4,3%, com produção estimada em pouco mais de 969 mil toneladas. Apesar das quedas previstas para arroz e feijão, a Conab avalia que não há risco de desabastecimento no mercado interno.
Algodão
Na cultura do algodão, cuja maior parte das lavouras está em fase próxima da colheita, a expectativa é de produção em torno de 4 milhões de toneladas de pluma, volume 2,6% inferior ao obtido na safra 2024/25. A redução está associada tanto à menor área cultivada quanto à queda na produtividade. O trigo também deve registrar retração, com previsão de diminuição de 1,5 milhão de toneladas, principalmente em função da redução da área plantada no Rio Grande do Sul e no Paraná. A produção nacional do cereal está estimada em 6,4 milhões de toneladas.
Etanol
No mercado, a indústria de etanol deve seguir estimulando o consumo interno de milho, que pode crescer 4,6% em relação à temporada passada, alcançando 94,86 milhões de toneladas.
Exportações
As exportações do cereal também devem permanecer elevadas, com expectativa de atingir 46,5 milhões de toneladas, favorecidas pela boa produção nacional. Mesmo com o aumento nos embarques, o estoque de passagem ao fim da safra deverá ficar próximo de 12,98 milhões de toneladas. Para a soja, as projeções seguem igualmente positivas, com exportações estimadas em 116 milhões de toneladas, avanço de 7,25% frente ao ciclo 2024/25.
Autor/Fonte: SNA – Por Larissa Machado / larissamachado@sna.agr.br
Sustentabilidade
Análise climática e prognósticos para maio, junho e julho/26 – MAIS SOJA

Em abril de 2026, as chuvas foram acima de 150 mm na Região Norte, centronorte da Região Nordeste e parte de Mato Grosso e Rio Grande do Sul. Nas demais áreas, os volumes de chuva variaram entre 50 mm e 100 mm, exceto no norte de Minas Gerais, sul do Espírito Santo e norte do Rio de Janeiro, onde os valores foram inferiores a 40 mm. No geral, notou-se uma redução dos níveis de umidade do solo no Centro-Leste do Brasil.
Em grande parte da Região Norte, os volumes de chuva foram superiores a 150 mm e os maiores volumes de chuva concentraram-se no Amapá e nordeste do Pará, onde os acumulados de chuva ultrapassaram os 300 mm. Este cenário contribuiu para a manutenção dos níveis de umidade do solo elevados.
Na Região Nordeste, as chuvas foram acima de 150 mm no Maranhão, centronorte do Piauí, no Ceará, no Rio Grande do Norte e na Paraíba, além do leste de Pernambuco e Alagoas. Destaque para o noroeste do Maranhão, onde os acumulados foram superiores a 400 mm. Nestas áreas, o armazenamento hídrico se manteve elevado. No restante da região os volumes de chuva foram inferiores a 120 mm. Na porção centro-sul da Bahia, os valores não ultrapassaram os 50 mm, havendo redução dos níveis de umidade do solo.
Este cenário foi desfavorável às lavouras de milho primeira safra, ainda em enchimento de grãos. Os maiores volumes de chuva na Região Centro-Oeste foram registrados no norte e oeste de Mato Grosso, com acumulados superiores a 150 mm. Nas demais áreas da região, os volumes foram menores, resultando na redução do armazenamento hídrico no solo e, consequentemente, em restrições ao desenvolvimento das lavouras de algodão e milho segunda safra.
Na Região Sudeste, os acumulados de chuva foram superiores a 80 mm em áreas do sul de São Paulo e de Minas Gerais. Em contrapartida, no norte de Minas Gerais e na divisa entre o Espírito Santo e Rio de Janeiro, os volumes ficaram abaixo de 30 mm. De modo geral, os baixos volumes de chuva causaram restrição hídrica em lavouras de milho e feijão segunda safra.
Na Região Sul, os volumes de chuva foram superiores a 70 mm em grande parte da região. Destaque para o sudoeste do Paraná, oeste de Santa Catarina e norte do Rio Grande do Sul, onde as chuvas ultrapassaram os 150 mm. Estas condições elevaram a umidade do solo nestas áreas, favorecendo os cultivos de segunda safra.
Em abril, as temperaturas máximas permaneceram acima de 30 °C em grande parte das Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Os maiores valores foram registrados em áreas da Região Centro-Oeste, de Tocantins e do oeste da Bahia. Já no leste das Regiões Sul e Sudeste, as temperaturas máximas ficaram abaixo de 26 °C.
Em relação às temperaturas mínimas, os valores superaram 22 °C em grande parte das Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Nas Regiões Sul e Sudeste, as mínimas ficaram abaixo de 18 °C, refletindo em condições mais amenas. Destacam-se, ainda, episódios isolados de frio no final de abril, com registro de geadas em áreas pontuais da Região Sul, associados à atuação de uma massa de ar polar de fraca intensidade.
1.2. CONDIÇÕES OCEÂNICAS RECENTES E TENDÊNCIA
Na figura abaixo, observa-se a anomalia da Temperatura da Superfície do Mar (TSM) no período de 16 a 30 de abril de 2026. Nesse intervalo, foram registrados valores entre 0,5 °C e 2° C ao longo da faixa longitudinal, compreendida entre 90°W e 160°E, indicando temperaturas acima da média climatológica e superiores às observadas no mês anterior. As águas mais aquecidas concentraram-se na costa oeste da América do Sul, entre 80°W e 100°W, onde as anomalias variaram entre 2 °C e 3 °C.
Ao analisar especificamente as anomalias médias diárias de TSM na região do Niño 3.4, delimitada entre 170°W e 120°W, verificaram-se valores positivos ao longo de abril, evidenciando um rápido aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial. Na segunda quinzena do mês, essas anomalias ultrapassaram 0,5 °C, sinalizando uma possível transição da condição de neutralidade para um futuro evento de El Niño. Contudo, para a caracterização oficial do fenômeno, é necessária a persistência desse aquecimento por, no mínimo, três meses consecutivos.


A análise do modelo de previsão do ENOS (El Niño – Oscilação Sul), realizada pelo Instituto Internacional de Pesquisa em Clima (IRI), aponta para a transição das condições de Neutralidade para El Niño (fase quente), durante o trimestre maio, junho e julho, com probabilidade de 88%.

1.3 – PROGNÓSTICO CLIMÁTICO PARA O BRASIL – PERÍODO MAIO, JUNHO E JULHO 2026
As previsões climáticas para os próximos três meses, de acordo com o modelo do INMET, são apresentadas na figura abaixo. O modelo indica a ocorrência de chuvas acima da média em grande parte das Regiões Norte e Nordeste, além de áreas de Mato Grosso e Rio Grande do Sul. Nas demais áreas, são previstas chuvas próximas ou abaixo da média.
Analisando separadamente cada região do país, a previsão indica chuvas acima da média em grande parte da Região Norte, favorecendo a manutenção de elevados níveis de umidade no solo, principalmente na porção norte da região. Por outro lado, são previstas chuvas próximas ou abaixo da média no sul de Tocantins, leste do Acre, sul de Rondônia e na faixa de divisa entre Amazonas e Roraima.
Destaca-se ainda que, com a aproximação do inverno, aumenta a probabilidade de redução gradual das chuvas no sul da região amazônia a partir de junho, o que tende a diminuir progressivamente os níveis de umidade do solo nessas áreas.
Na Região Nordeste, a previsão indica chuvas acima da média, concentrandose principalmente nas faixas norte e leste da região. No sul da Bahia, a tendência é de ocorrência de chuvas mais irregulares ao longo do final do trimestre, condição que pode favorecer a redução gradual dos níveis de umidade do solo, incluindo áreas da região do Matopiba.
Em grande parte das Regiões Centro-Oeste e Sudeste, são previstas chuvas próximas e abaixo da média. Em Mato Grosso, sudeste de Goiás e leste de São Paulo, podem ocorrer volumes acima da média. Entretanto, com aproximação do inverno, existe uma tendência sazonal de redução das chuvas, especialmente em junho e julho, e de diminuição dos níveis de umidade de solo Na Região Sul, são previstas chuvas próximas ou abaixo da média para Paraná e Santa Catarina.
Já no Rio Grande do Sul, as chuvas podem ficar acima da média, e os níveis de umidade do solo devem permanecer satisfatórios em grande parte da região durante o trimestre. As temperaturas médias do ar devem permanecer próximas ou acima da média histórica em grande parte do país. Valores superiores a 25 °C são previstos para a Região Norte, centro-norte da Região Nordeste e norte de Mato Grosso. Já nas Regiões Sul e Sudeste, áreas de Mato Grosso do Sul, porções leste e sul de Goiás, Distrito Federal e sul de Mato Grosso, temperaturas mais amenas e inferiores a 22 °C podem ocorrer. Destacamse ainda, as áreas de maior altitude das Regiões Sul e Sudeste, onde as temperaturas podem ficar abaixo de 15 °C, especialmente durante a atuação de massas de ar frio.

Mais detalhes sobre prognóstico e monitoramento climático podem ser vistos na opção CLIMA do menu principal do site do Inmet.
Fonte: Conab
Autor:Conab
Site: Conab
Sustentabilidade
Chicago em Recuo: Vetos da China e Relatório do USDA Pressionam o Milho – MAIS SOJA

As cotações do milho, em Chicago, após subirem durante a semana, chegando a bater em US$ 4,67/bushel no dia 12, recuaram na sequência, com o fechamento da quinta feira (14) ficando em US$ 4,51/bushel, contra US$ 4,52 uma semana antes. O motivo de tal recuo igualmente foi a notícia de que a China não compraria novas quantidades de grãos em relação àquilo que já foi acertado em 2025.
Enquanto isso, o relatório de oferta e demanda do USDA, anunciado no dia 12/05,indicou, para o ano 2026/27, uma produção estadunidense do cereal em 406,3 milhões de toneladas, contra 432,3 milhões um ano antes. O rendimento médio esperado é de 191,4 sacos por hectare, enquanto a área semeada recua em 3,5% em relação ao ano anterior. Já os estoques finais de milho, nos EUA, para o novo ano comercial, ficariam em 49,7 milhões de toneladas, contra 54,4 milhões um ano antes.
Por sua vez, a produção mundial de milho fica projetada em 1,295 bilhão de toneladas, contra 1,313 bilhão no ano anterior, enquanto os estoques finais mundiais, para 2026/27, chegariam a 277,5 milhões de toneladas, contra 297 milhões no ano anterior. A produção brasileira está projetada em 139 milhões de toneladas e a da Argentina em 55 milhões.
Dito isso, o plantio do milho nos EUA, no dia 10/05, chegou a 57% da área esperada, contra 52% na média. Do total semeado, 23% estava germinado, contra 19% na média. E no Brasil, os preços permaneceram estáveis, agora com leve viés de baixa em alguns locais. No Rio Grande do Sul, as principais praças continuaram com R$ 57,00/saco, enquanto no restante do país os preços oscilaram entre R$ 47,00 e R$ 61,00/saco.
Por sua vez, conforme revisão de analista privado, a colheita total do Brasil, em 2025/26, pode chegar a 140,1 milhões de toneladas. Houve ajuste para baixo em função de problemas climáticos observados em alguns estados, caso de Goiás. Com isso, a safrinha deverá fechar em 99,1 milhões de toneladas, abaixo do resultado do ano anterior que foi de 100,8 milhões. A área total com milho no Brasil, no atual ano comercial, seria de 21,9 milhões de hectares, enquanto a produtividade média estimada alcançaria 6.400 quilos/hectare (cf. Safras & Mercado).
Enfim, segundo a Secex, nos primeiros cinco dias úteis de maio o Brasil exportou 100.395 toneladas de milho, representando 983% acima da média diária de maio do ano passado. O mercado vem notando que os produtores estariam preferindo vender omilho ao invés da soja, pois estariam esperando um prêmio melhor para a oleaginosa mais adiante. Mas, isso está longe de ser garantido, embora a entrada da safrinha permita imaginar isso no segundo semestre.
Porém, continua havendo muita incerteza quanto ao futuro das nossas exportações de milho, especialmente se o Irã, devido à guerra, continuar com dificuldades de importação. Já o preço recebido por tonelada exportada recuou 41,8%, passando a US$ 271,80 contra US$ 467,10 em maio do ano passado.
Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹
1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ
Site: Ceema/Unijuí
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