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18 de setembro de 2026

Aprosoja MT

Através do Canal do Produtor, Aprosoja MT amplia atendimento e fortalece relação com associados

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Ferramenta se consolida como principal meio de comunicação com os produtores

O Canal do Produtor da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) vem se consolidando, ano após ano, como a principal ponte entre a entidade e seus mais de nove mil produtores associados. Somente no primeiro semestre de 2025, o canal registrou mais de nove mil interações, quase o dobro em relação ao mesmo período do ano passado, número que reforça sua importância estratégica na comunicação direta com a base.

Com uma equipe técnica especializada, este canal de comunicação realiza o atendimento direto aos produtores, esclarecendo suas dúvidas e os orientando, garantindo que as informações cheguem de forma clara e acessível. Para isso, o Canal recebe informações, orientações e subsídios das comissões técnicas e demais setores, que os munem com conteúdos técnicos atualizados sobre os temas trabalhados pela entidade. Além de sanar dúvidas, o Canal também é o caminho para abertura de Ordens de Serviço (O.S.) vinculadas aos programas estratégicos da entidade.

Dos contatos realizados no primeiro semestre deste ano, o Canal do Produtor foi acionado para sanar dúvidas e para abertura de O.S. dos programas Classificador Legal, Fertilizante Certo e Semente Forte. Este ano, a entidade também passou a encaminhar convites dos eventos promovidos por ela, como o Circuito Aprosoja e a Rodada Técnica, pesquisas e outros informativos diretamente no WhatsApp dos associados.

Segundo o vice-presidente Leste da Aprosoja Mato Grosso, Diego Dallasta, o canal desempenha um papel essencial na aproximação com os produtores. “Ter um canal direto com a Aprosoja MT faz toda a diferença, principalmente para quem está longe e precisa resolver as coisas do dia a dia da fazenda com agilidade. É uma forma simples e prática de ter a entidade mais próxima do produtor. Mesmo lá na ponta, esse contato mais direto ajuda a criar confiança e o produtor se sente representado. Isso fortalece a relação e ter uma equipe que entende do assunto, que fala com segurança e conhece a realidade do campo, faz toda a diferença”, enfatiza.

Produtores e representantes dos núcleos também destacam a eficiência da ferramenta. Para a delegada do núcleo de Nova Mutum, Katia Hoepers, o canal é fundamental. “O Canal do Produtor é importante para tirar várias dúvidas do produtor. Eu já usei para tirar dúvidas sobre o Cadastro Ambiental Rural (CAR), sobre questões que envolvem política agrícola, mas o que eu mais uso é o programa Classificador Legal, que acredito ser o que a maioria dos produtores mais precisa, especialmente durante os carregamentos, na safra da soja e do milho”, afirma.

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O produtor do núcleo Vale do Arinos, Orivaldo Nunes Bezerra, também reforça a proximidade criada pela ferramenta. “Eu acho muito importante esse canal. A gente tira dúvida, faz abertura de ordem de serviço, é um canal bem próximo do produtor. Sempre fui muito bem atendido, recebi as respostas que precisava”, conta.

Conforme o delegado coordenador do núcleo de Paranatinga, Jean Benetti, o Canal do Produtor é mais do que um canal de atendimento. “Tenho usado bastante o canal porque, sempre que tenho alguma dúvida, sei que posso entrar em contato. Mesmo que a entidade não possa resolver diretamente, o pessoal é muito solícito e nos orienta. Isso nos dá segurança, recentemente tive um problema recorrente com queimadas vindas de uma área indígena próxima. O canal me encaminhou ao setor responsável e conseguimos, inclusive, contato com o Corpo de Bombeiros para iniciar um plano de prevenção. O canal aproxima o produtor da Aprosoja MT e nos dá respaldo. É um grande apoio que o produtor tem, principalmente em assuntos que a gente não domina completamente”, destaca.

Ao atingir os quatro cantos do estado, pelo número (65) 3027-8100, o Canal do Produtor se firma como uma ferramenta estratégica, resolutiva e indispensável para a atuação da Aprosoja Mato Grosso, tornando-a cada vez mais participativa, transparente e alinhada às necessidades reais do campo. A expectativa da entidade é ampliar ainda mais o alcance e a eficiência do canal nos próximos meses, reforçando o compromisso de estar mais próxima de seus associados.

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Agro Mato Grosso

Margem apertada e custos em alta devem marcar a safra 26/27 em MT

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Aprosoja MT reforça necessidade de crédito acessível, renegociação efetiva de dívidas, além de previsibilidade tributária, para o produtor mato-grossense enfrentar o próximo ciclo

O produtor mato-grossense começa a plantar a safra de soja 2026/27 gastando mais por hectare e com a perspectiva de ganhar menos. Com a margem cada vez mais estreita, o acesso ao crédito e a renegociação de dívidas ganham ainda mais peso entre as prioridades da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) para a temporada.

O Custo Total (CT) da cultura está projetado em R$ 8.171,41 por hectare, alta de 16,69%, enquanto o Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (Lajida) deve recuar 35,05% em relação à temporada anterior. As projeções são do Projeto Custo de Produção Agropecuário de Mato Grosso (CPA-MT), realizado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT) e pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Para o diretor administrativo da Aprosoja MT, Diego Bertuol, o cenário é de preocupação. “Estamos vindo de quatro anos de margens pressionadas, juros elevados, insumos em preços históricos e commodities sem valorização equivalente”, afirma. A margem estreita deixa o produtor mais exposto. “Qualquer imprevisto, seja quebra de produtividade, queda no preço da soja ou aumento do custo financeiro, pode transformar rapidamente essa pequena margem em prejuízo”, alerta.

Em Campo Novo do Parecis, a delegada coordenadora, Clarete Brolio Rezende, antecipou a compra de insumos em função da constante oscilação dos preços. Agora, a preocupação está em outras despesas. “A média geral de custos é muito alta. Aqui na região também estamos sofrendo com o diesel, que está muito caro. Toda semana que vamos comprar é um preço novo”, relata.

Cortes no manejo – Entre os itens que mais pesam na conta estão os defensivos agrícolas, com alta próxima de 11%, e os fertilizantes e corretivos, que subiram 5,40%. Segundo Bertuol, a pressão sobre o caixa já aparece nas propriedades, com redução nas doses de fósforo e potássio e busca por alternativas de menor custo. “Não se trata necessariamente da melhor decisão técnica, mas da necessidade de adequar a lavoura ao caixa disponível. Isso cria um ciclo preocupante. A margem diminui, o produtor reduz investimentos para conseguir plantar, a produtividade fica mais vulnerável e a rentabilidade cai novamente”, explica.

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A área de soja deve permanecer praticamente estável, em 13,04 milhões de hectares. Já a produtividade média projetada é de 62,44 sacas por hectare, 5,43% abaixo do ciclo anterior, o que leva a produção estimada a 48,88 milhões de toneladas, recuo de 5,19%.

Diante desse quadro, o diretor recomenda priorizar eficiência, rentabilidade e preservação de caixa, com uma ressalva.  “Essa redução de custos no curto prazo não pode comprometer a capacidade produtiva da agricultura mato-grossense no médio e no longo prazo”, diz.

No milho, a tendência se repete. A área deve crescer 0,59%, para 7,48 milhões de hectares, enquanto a produtividade projetada recua 8,05%, para 119,64 sacas por hectare, com produção estimada em 53,68 milhões de toneladas.

Clarete lembra que o resultado do cereal depende do calendário da soja e aponta o clima como principal ponto de atenção. “Nós temos uma renda melhor na segunda safra, mas precisamos colher bem na primeira. Então não podemos atrasar a janela de plantio”, afirma.

Crédito na ponta – Entre as prioridades da Aprosoja MT para a temporada, Bertuol destaca a recuperação da capacidade de financiamento do produtor, uma solução efetiva para o endividamento e a contenção de novos custos e de aumento da carga tributária. “Não basta anunciar bilhões de reais em um Plano Safra se esses recursos não chegam à conta. O produtor enfrenta juros elevados, maior restrição de crédito e exigências cada vez maiores de garantias. Quando não consegue renegociar uma dívida, ele permanece inadimplente, perde capacidade de crédito e acaba empurrado para operações mais caras, justamente quando sua margem não suporta juros maiores”, avalia.

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O diretor reconhece o avanço trazido pela Medida Provisória 1.376, que autoriza linhas de crédito para renegociação de dívidas rurais e cria um fundo garantidor para produtores afetados por eventos climáticos adversos, mas observa que a aplicação ainda está lenta. “Já se passaram semanas desde a publicação e ainda não vemos, na velocidade necessária, essas renegociações sendo formalizadas nos contratos das instituições financeiras. Também falta articulação do Congresso Nacional e da Frente Parlamentar da Agropecuária para aperfeiçoar esses instrumentos. Enquanto isso, o acesso ao crédito novo fica mais difícil, e isso compromete o financiamento de uma safra que já está começando”, pontua. Para ele, negociar exige condições reais de pagamento.

“Precisamos de prazos compatíveis com a capacidade de pagamento da atividade, carência adequada e taxas de juros que o produtor consiga pagar. Caso contrário, a dívida é alongada no papel, mas o produtor não se recupera economicamente”, defende.

Na área tributária, Bertuol lembra o congelamento do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) em Mato Grosso e afirma que a entidade acompanha os efeitos da reforma tributária. “A agricultura não se sustenta apenas com anúncios de bilhões ou publicação de normas. O recurso e a renegociação precisam chegar ao produtor, dentro da fazenda”, conclui.

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Agro Mato Grosso

Aprosoja MT revela safra marcada por contrastes nos EUA

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Em dez dias, comitiva percorreu 13 estados, registrou perdas severas nas Dakotas e encontrou lavouras de alto potencial no leste do Cinturão do Milho

A quinta temporada do América Clima e Mercado, expedição da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) pelas lavouras dos Estados Unidos, chegou ao fim em Ohio. Em cerca de dez dias, o presidente da entidade, Lucas Costa Beber, o produtor Lino Costa, do núcleo de Canarana, e o delegado coordenador do núcleo de Itanhangá, Ivam Franceschet, cruzaram 13 estados. O retrato da safra de 2026 é de forte variabilidade, com as maiores perdas nas Dakotas e no norte de Minnesota e as lavouras de melhor padrão em Wisconsin, Illinois, Indiana e Ohio.

A viagem começou no Texas, onde havia poucas lavouras no trajeto até Dallas e parte do milho já estava colhida. Em Oklahoma, a comitiva encontrou soja semeada após o trigo, cultura plantada em outubro, que passa o inverno dormente sob a neve e retoma o desenvolvimento na primavera.

No Kansas, praticamente todas as lavouras nesse sistema foram consideradas perdidas. No sul do estado, o produtor Jason Boyd relatou que 2025 e 2026 foram dois anos ruins e que a expectativa é colher cerca de 25 bushels por acre, abaixo do padrão histórico da propriedade. No Missouri, o cenário mudou, com milho e soja de excelente padrão.

No sudoeste de Iowa, o milho também estava em boas condições, apesar de alguma perda de potencial. Nebraska surpreendeu. O contraste entre áreas irrigadas e de sequeiro, muito marcado em 2023, diminuiu, e a comitiva encontrou espigas grandes e bem granadas. Ainda assim, a maioria dos produtores de sequeiro falou em perdas de 10% a 15% na soja e no milho.

Dakotas concentram as maiores perdas
A partir de Dakota do Sul, o potencial produtivo caiu. No sul e no centro do estado, a comitiva encontrou lavouras relativamente fracas, e os produtores estimaram perdas de 5% a 10%.

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Dakota do Norte foi o estado que mais preocupou. Em 2025, foi o 9º maior produtor de soja e o 8º de milho dos Estados Unidos. Logo na entrada, perto de Forman, a comitiva acompanhou a primeira colheita de soja da viagem, na Arlen Hanson Farm. Segundo o produtor Brandt, a lavoura produziu 45 bushels por acre (50,4 sacas por hectare) no ano passado e deve render 35 bushels por acre (39,2 sc/ha) agora, uma redução de cerca de 22%.

Pelo estado, o grupo encontrou soja de porte reduzido, falhas no enchimento do terço superior, grãos pequenos e vagens mal preenchidas. No milho, havia sinais de maturação forçada. “Alguns produtores falaram em perdas acima de 10%, chegando a 50%, e no norte do estado a quebra da soja pode chegar a 30%.

A passagem pelo estado terminou na região de Breckenridge, na divisa com Minnesota, com o acompanhamento do brasileiro Paulo Zorzanello. Na propriedade visitada, a última chuva significativa havia caído em 4 de julho. A soja, que historicamente produz perto de 50 sc/ha no local, tem expectativa de apenas 22 a 28 sc/ha. No milho, que chega a cerca de 200 sc/ha em anos favoráveis, a estimativa caiu para 126 a 146 sc/ha.

Em Dakota do Norte, a percepção de campo é mais negativa que a projeção do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), principalmente na soja. O órgão estima para o estado 38,1 sc/ha, praticamente estável em relação às 38,7 sc/ha de 2025.

Minnesota melhora rumo ao sul

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No norte de Minnesota, na região próxima a Fargo, os relatos de perdas se pareciam com os de Dakota do Norte. Descendo pelo estado, o cenário mudou. Perto de Montevideo, a comitiva encontrou milho uniforme e sadio e uma soja de excelente desenvolvimento vegetativo e boa carga de vagens, mas com muita fumagina. Em Worthington, já perto da divisa com Iowa, o produtor Kevin relatou pouca chuva durante o enchimento de grãos e espera colher pelo menos 10% menos milho que no ano passado.

Iowa mostra realidades opostas em poucos quilômetros

Em Iowa, maior produtor de milho e segundo maior de soja dos Estados Unidos em 2025, a comitiva encontrou o retrato mais claro da variabilidade da safra. O novo trecho começou pelo oeste, no Vale do Missouri, região de Sioux City. Ali, uma lavoura de milho foi estimada abaixo de 120 sc/ha, com rachaduras no solo e espigas com a chamada “chupeta”, quando o enchimento não chega até a ponta. A apenas 10 quilômetros, outra lavoura tinha potencial acima de 200 sc/ha, mas mostrava o mesmo sinal de estresse hídrico. Um produtor da região espera colher cerca de 15% menos milho.

A caminho do centro do estado, o cenário melhorou. Em Carroll, uma lavoura de soja pronta para colher, com a colheita já iniciada em parte da área, tinha potencial acima de 70 sc/ha, podendo se aproximar de 80 sc/ha. Na região de Beaver e Boone, um produtor falou em áreas de milho com potencial próximo de 250 bushels por acre, cerca de 262 sc/ha, resultado de boas chuvas e manejo eficiente, inclusive com fungicidas. Mesmo nas lavouras de milho com espigas grandes, a “chupeta” voltou a aparecer. O USDA projeta para Iowa 229,1 sc/ha de milho e 71,7 sc/ha de soja. Na avaliação da comitiva, mesmo as boas lavouras do estado não tinham o tamanho de espiga nem a uniformidade de 2025.

Leste do Meio-Oeste reúne as melhores lavouras

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Wisconsin foi a grande surpresa. Perto de Barneveld, a oeste de Madison, o milho foi estimado em cerca de 230 sc/ha e a soja em cerca de 65 sc/ha, com bom enchimento de vagens e grãos pesados. Lucas Costa Beber, que esteve no estado em 2024 e encontrou alta pressão de mosca-branca, destacou que o problema não apareceu nesta temporada e que o manejo de plantas daninhas e de doenças está em bom nível. Illinois, maior produtor de soja e segundo maior de milho do país em 2025, apresentou um dos padrões mais homogêneos da viagem. Ainda assim, dentro dos talhões a realidade era mais complexa. No norte, as lavouras pareciam ter menos desenvolvimento vegetativo.

No centro, soja e milho eram muito bons, mas uma cooperativa da região estimou perdas de 5% a 10%. Em Rockford e Washburn, sojas de alto potencial visual apresentaram vagens com falhas no enchimento, e na segunda também havia ataque de lagartas e doenças fúngicas.

Em Alvin, no leste do estado, perto de Danville, a propriedade de Charlie Rademaker recebeu cerca de 457 milímetros de chuva em um mês, com alagamentos e perda de áreas, e depois enfrentou falta de água no enchimento. O produtor estima que a produtividade da soja caia de 81,8 sc/ha para cerca de 65 sc/ha, e a do milho, de 256 a 262 sc/ha para cerca de 199 sc/ha. O USDA projeta para Illinois 74,0 sc/ha de soja e 218,6 sc/ha de milho.

Em Indiana, perto de Kokomo, a comitiva acompanhou a colheita de soja na propriedade de Stan Downing. Segundo o produtor, a média ficou próxima de 80 bushels por acre, cerca de 89,7 sc/ha, acima da projeção do USDA para o estado, de 70,6 sc/ha. A lavoura era uniforme e não apresentava o nível de vagens falhadas visto em outras regiões.

Ohio encerra o percurso

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No trajeto até Ohio, as lavouras de soja e milho estavam mais atrasadas, sem novas áreas em colheita. Em Marysville, uma soja que impressionava da rodovia mostrou outra realidade por dentro, com perda de vagens no baixeiro, desfolha, mofo-branco e cancro da haste. O potencial foi estimado em cerca de 65 sc/ha.

O fechamento foi perto de Columbus, com o acompanhamento de Eduardo Scabeni, brasileiro que trabalha em uma fazenda de cerca de 10,5 mil acres a 30 quilômetros da cidade. Diferentemente da maior parte dos estados, as perdas na região vieram do excesso de água, e não da falta. Entre o fim de abril e o início de maio, temperaturas negativas surpreenderam os produtores, situação muito rara na região. Depois, o excesso de chuva matou o milho nos pontos de acúmulo de água. Ainda assim, a comitiva encontrou ali um milho com potencial acima de 250 bushels por acre (261,5 sc/ha), bem acima da média projetada pelo USDA para Ohio, de 202,9 sc/ha.

Segundo Eduardo Scabeni, investir em manejo de fungicida ainda não é prática comum entre os produtores da região.

Controle de doenças aparece como ponto fraco

No balanço geral, as lavouras de Illinois, Ohio, Indiana e parte de Minnesota estavam mais atrasadas que as dos demais estados, e a colheita do milho começava em Illinois. Ao longo do percurso, a comitiva observou que nem toda perda de potencial vem do clima. Em muitas áreas, o manejo menos rigoroso de doenças foliares também reduz a produtividade, e esse controle nem sempre segue o padrão de eficiência buscado pelo produtor brasileiro.

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“Visualmente, as lavouras do Meio-Oeste americano estão boas, mas ainda precisamos ver se os grãos vão pesar. O relatório oficial mostra a média, e o nosso objetivo foi justamente entender o que existe por trás dela. Entramos nas lavouras, conversamos com quem produz e confrontamos as projeções com o que encontramos no campo, para levar ao produtor brasileiro uma leitura real da safra americana”, afirma o presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber.

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Agro Mato Grosso

Semente Forte orienta produtores sobre cuidados para garantir boa implantação da soja

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Aprosoja MT reforça a importância de planejar cada etapa do plantio, desde o armazenamento das sementes até a regulagem dos equipamentos e as condições do solo

Com a liberação do plantio em Mato Grosso, o produtor rural intensifica os preparativos para garantir uma boa implantação da lavoura. Antes mesmo de colocar a semente no solo, uma série de cuidados precisa ser observada, desde a escolha e o armazenamento do material até as condições de umidade e a operação de semeadura. Pequenas falhas nessas etapas podem comprometer o estande de plantas e impactar o desenvolvimento da lavoura ao longo da safra.

Por isso, a qualidade da semente é um dos primeiros pontos que devem ser observados pelo produtor. Por meio do programa Semente Forte, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) acompanha a qualidade das sementes adquiridas pelos produtores. A amostragem das sementes adquiridas comercialmente é realizada por técnicos habilitados pelo Registro Nacional de Sementes e Mudas (RENASEM), e as amostras são encaminhadas a laboratórios credenciados junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), onde passam por análises para verificar sua qualidade.

Para o vice-presidente Oeste da Aprosoja MT, Gilson Antunes de Melo, o primeiro cuidado deve começar ainda na aquisição da semente. Ele orienta que o produtor procure empresas com experiência e procedência no mercado e confira os índices de germinação e vigor antes de realizar o plantio.

“O ideal é que o produtor compre uma semente de boa qualidade, de empresas idôneas que estão a tempo no mercado, né, que se certifique que essa sementa que ele adquiriu esteja com germinação boa e com vigor excelente para que ela possa já chegar com nível alto de qualidade e germinar bem na lavoura”, disse.

Depois de receber o material na propriedade, os cuidados precisam continuar. Gilson explica que a avaliação da qualidade antes do plantio, aliada ao tratamento adequado das sementes e à observação da umidade do solo, ajuda o produtor a reduzir os riscos de falhas na germinação e garantir uma melhor formação do estande.

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“Na hora que a semente chega na fazenda, o ideal é que chame o supervisor da Aprosoja MT da região para que colete essa semente. Se tiver dúvidas, mande para o laboratório antes de realizar o plantio. Com o resultado de qualidade em mãos, o produtor pode tomar decisão em relação ao tratamento do material, e também, decidir qual o melhor momento para plantar levando em consideração a umidade do solo, fator que contribui para uma boa germinação”, completou.

Em Jaciara, o produtor rural Alberto Chiapinotto também destaca que os cuidados realizados antes da semeadura são fundamentais para evitar problemas durante a implantação da lavoura. Segundo ele, testar a qualidade das sementes e armazená-las adequadamente são medidas que ajudam o produtor a identificar possíveis problemas antes de iniciar o plantio.

“Receber a semente e armazenar em câmara fria, realizar os testes em laboratório e também em canteiros antes do plantio para confirmar a qualidade são cuidados essenciais. Ao cuidar da qualidade da semente, o produtor está evitando que ocorra um erro no plantio. A qualidade da semente é essencial, pois é o início de toda sua safra, não apenas da soja, mas da segunda safra também. Pois se houver a necessidade do replantio, afetará todo o ciclo da produção da safra agrícola, comprometendo a rentabilidade do produtor”, salienta.

Além da qualidade da semente, Alberto chama atenção para as condições no momento da semeadura. A recomendação é que o produtor observe as condições do solo e ajuste a operação de acordo com a capacidade do equipamento, evitando comprometer a distribuição e a emergência das plantas.

“Tenha o máximo de capricho, faça o plantio nas condições ideais, velocidade adequada de acordo com a capacidade do equipamento e do solo para garantir um bom estande de plantas e ter uma colheita farta”, recomenda.

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Os cuidados com a semente e com a operação de plantio são importantes para garantir que a lavoura comece o ciclo produtivo com boas condições de desenvolvimento. Além de reduzir o risco de falhas e da necessidade de replantio, uma boa implantação contribui para o aproveitamento do potencial produtivo da cultura e para a rentabilidade do produtor.

Com a nova safra se aproximando, a Aprosoja MT reforça a importância de que o produtor planeje cada etapa do plantio, desde a escolha e o armazenamento das sementes até a regulagem dos equipamentos e as condições do solo. A atenção aos detalhes antes e durante a semeadura pode fazer a diferença para alcançar um bom estande e iniciar a safra com mais segurança e produtividade.

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