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3 de agosto de 2026

Agro Mato Grosso

Pesquisa desenvolve mudas de bananeiras com tecnologia in vitro para beneficiar pequenos produtores em MT

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O acesso a essa tecnologia por pequenos produtores é um gargalo que onera a cadeia produtiva, restringindo o crescimento da produção.

Projeto de pesquisa está desenvolvendo técnicas para a produção em larga escala de mudas da bananeira BRS Terra Anã com o uso do cultivo in vitro, utilizando métodos laboratoriais que garantem o crescimento saudável das plantas e a preservação das características genéticas da matriz. As mudas poderão ser utilizadas tanto em plantações comerciais quanto no cultivo para consumo próprio, contribuindo para o fortalecimento da cadeia produtiva da bananicultura, promovendo a sustentabilidade e impulsionando a agricultura familiar em Tangará da Serra e na região da Baixada Cuiabana.

A pesquisa é uma parceria com transferência de tecnologia entre a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), o Laboratório de Cultura de Tecidos Vegetais/Unemat/CIP, Laboratório de Microbiologia/CPEDA/Unemat Cerrado, e a proposta inicial com o Laboratório de Cultura de Tecidos Empaer/VG,  no campo experimental da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural de Tangará da Serra(Empaer/Seaf-MT), pesquisadores da Universidade Federal de Viçosa e Universidade Federal de Juiz de Fora/MG, com apoio do  produtor rural,  Ismael Biachini, de Sinop-MT.

A bananeira BRS Terra Anã é uma variedade de banana desenvolvida por pesquisadores brasileiros da Embrapa. Ela faz parte do AAB, conhecido como “tipo Terra”, que produz a banana-da-terra, geralmente consumida cozida, frita, assada, e não crua como a demais espécies como a banana-prata, maçã ou nanica.

A banana é uma importante cultura frutífera, e o quarto alimento mais consumido no mundo, devido ao seu alto valor nutricional. Alguns fatores restringem o aumento na cadeia produtiva como escassez de mudas com vigor fisiológico, qualidade genética, desenvolvimento lento suscetíveis à doenças, aumentando a demanda por mudas sadias e homogêneas.

“A produção de mudas de bananeira in vitro é uma atividade consolidada na cadeia produtiva da bananicultura, entretanto, o acesso a essa tecnologia para pequenos agricultores é um gargalo que onera a cadeia, e no estado, é um dos fatores que restringe o crescimento da produção”, ressaltou a coordenadora da pesquisa, doutora Maurecilne Lemes da Silva Carvalho, professora da área de Ciências Biológicas da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat),.

A meta do projeto é atender, inicialmente, 100 propriedades em cada área de abrangência, com o fornecimento de mudas produzidas in vitro da cultivar BRS Terra Anã, geneticamente estáveis que, no processo de aclimatação, serão tratadas com bactérias promotoras de crescimento em plantas. No âmbito da pesquisa, 1.300 mudas (sob controle rigoroso), ja foram distribuídos a pequenos produtores na Baixada Cuiabana.

O projeto faz parte de uma cooperação com bolsas de Iniciação Científica (IC) para alunos de graduação em Ciências Biológicas e Agronomia, bolsa de Assistência (AT) e de dissertações de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Genética e Melhoramentos de Plantas/PGMP/Unemat,  projeto de pesquisa intitulado, “Produção de mudas micropropagadas de Musa sp. cultivar BRS Terra anã para plantios em pequenas propriedades rurais de Mato Grosso”, e o controle da fidelidade genética ao longo de ciclos recorrentes do cultivo in vitro. Todos fomentados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat).

A pesquisadora destaca as características já descritas da cultivar da BRS Terra Anã, validada e recomendada para plantios. Além de atender à demanda, contêm caracteres agronômicos superiores em relação a outras cultivares, como o menor porte e maior resistência à Sigatoka-amarela, causada por um fungo que afeta a bananeira deixando manchas amarelas nas folhas. A doença pode levar à morte precoce das folhas, reduzindo a área fotossintética da planta e afetando o tamanho dos cachos e frutos, e a murcha de Fusarium, que ataca as raízes podendo levar a morte das plantas.

Para a pesquisadora, implantar efetivamente a cultura de tecidos in vitro na produção de mudas de bananas representa grande avanço e inovação tecnológica, possibilitando a seleção precisa de caracteres agronômicos, aumento na segurança e produtividade na cadeia produtiva.

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Agro Mato Grosso

Lucas do Rio Verde é a campeã entre as médias no Centro-Oeste I MT

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A cidade se tornou um dos casos mais bem-sucedidos de desenvolvimento econômico do país

O projeto de transformar produção agrícola em riqueza industrial deu certo em Lucas do Rio Verde. Em pouco mais de quatro décadas, a cidade mato-grossense se tornou um dos casos mais bem-sucedidos de desenvolvimento econômico do país. Não por acaso, conquistou o primeiro lugar entre as cidades de médio porte da Região Centro-Oeste no ranking de VEJA NEGÓCIOS.

A classificação leva em conta indicadores como emprego, renda, educação, saúde e gestão pública e confirma que planejamento de longo prazo, continuidade administrativa e vocação produtiva podem se traduzir em qualidade de vida e prosperidade. Desde a emancipação, em 1988, a população do município saltou de pouco mais de 5 000 habitantes para mais de 80 000.

O PIB per capita já supera os 100 000 reais anuais, cerca do dobro da média brasileira. Em ruas largas, arborizadas e planejadas, o desenvolvimento não ocorreu por acaso.

Desde os anos 2000, lideranças do agronegócio e sucessivas administrações municipais passaram a seguir um plano voltado à atração de investimentos e à industrialização da produção agrícola do entorno da cidade. O resultado foi um modelo de crescimento raro no Brasil.

Nas últimas duas décadas, Lucas do Rio Verde atraiu alguns dos maiores grupos do agronegócio nacional. A FS, uma das principais produtoras de etanol de milho do país, comprou neste ano toda a safra próximo de 1 milhão de toneladas do grão.

A beneficiadora de soja Amaggi e a processadora de proteína animal BRF mantêm no município, há mais de uma década, algumas de suas principais unidades industriais.

A localização estratégica às margens da BR-163, corredor logístico que liga o Centro-Oeste aos portos das regiões Norte e Sul, e a perspectiva de se tornar um importante entroncamento ferroviário de cargas nos próximos anos reforçam o potencial de expansão da economia local.

“O desenvolvimento de Lucas superou todas as melhores expectativas”, afirma o catarinense Osvaldo Martinello, que chegou à cidade há 37 anos e fundou a rede varejista que leva o sobrenome da família. A primeira loja, de apenas 150 metros quadrados, deu origem a um grupo com 113 pontos de venda distribuídos por 75 municípios mato-grossenses. “Chegamos com uma malinha nas costas e hoje somos uma empresa com 3 500 colaboradores. Essa trajetória só foi possível graças ao dinamismo econômico de Lucas do Rio Verde”, diz Martinello.

A força da agroindústria impulsionou também um amplo ecossistema de serviços.

“Ao longo do tempo, construímos um ciclo de crescimento acelerado, mas com equilíbrio social”, afirma o prefeito Miguel Vaz. O avanço da atividade econômica se refletiu no dinâmico mercado de trabalho local.

“Vivemos em pleno emprego desde o período pós-pandemia”, afirma o secretário municipal de Planejamento, Danilo Messias. Em 2025, considerando os municípios enquadrados na mesma faixa populacional dos critérios do Fundo de Participação dos Municípios, Lucas do Rio Verde liderou a geração de empregos no país. A boa gestão das contas públicas completa a equação. A arrecadação anual, próximo de 800 milhões de reais, supera despesas e investimentos, que giram em torno de 700 milhões.

Mais da metade do orçamento é destinada à saúde e à educação. O próximo desafio já está definido: ampliar a qualificação da mão de obra em inovação e tecnologia para atender às demandas de uma agroindústria cada vez mais sofisticada e preservar o ciclo de prosperidade que transformou Lucas do Rio Verde em uma referência nacional de desenvolvimento.

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Agro Mato Grosso

TCE mantém suspenso pregão de R$ 1,4 milhão de Prefeitura para compra de mobiliário escolar

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O Plenário do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) manteve a suspensão do pregão eletrônico de quase R$ 1,4 milhão lançado pela Prefeitura de Sapezal para a aquisição de mobiliário escolar. A tutela provisória de urgência, concedida em julgamento singular do conselheiro Alisson Alencar, foi homologada durante sessão ordinária desta terça-feira (28).

A medida cautelar foi solicitada em representação de natureza externa, na qual o requerente apontou possíveis restrições à competitividade do certame. Conforme a denúncia, o edital exigia uma marca específica para os conjuntos escolares, autorizava a solicitação de amostras e laudos de todos os participantes em qualquer fase da licitação e impunha a comprovação de regularidade fiscal perante o município por todos os licitantes, inclusive aqueles sediados em outras cidades.

Na análise preliminar do processo, o conselheiro verificou que a prefeitura justificou a exigência da marca com o argumento de manter a padronização estética do mobiliário e do ambiente escolar, que já conta com móveis do fabricante indicado no edital. Para o relator, contudo, a justificativa é insuficiente e carece de fundamentação técnica.

“Em uma análise preliminar, as normas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) podem garantir a harmonia visual necessária, sem necessidade de especificação de marca”, sustentou.

Em relação à exigência de regularidade fiscal perante o município, Alisson Alencar entendeu que a cláusula afronta o disposto no artigo 68 da Lei nº 14.133/2021, ao impor requisito incompatível com a legislação para empresas sediadas em outros municípios.

O conselheiro também apontou irregularidade na previsão que autoriza a administração a exigir amostras e laudos de todos os proponentes, por considerar que a medida contraria a sistemática prevista no artigo 41 da Lei de Licitações e impõe ônus desnecessário aos participantes do certame.

Ao votar pela manutenção da tutela provisória, o relator ressaltou ainda que a continuidade da licitação poderia resultar na adjudicação de um procedimento conduzido com regras potencialmente ilegais, causando prejuízos ao interesse público e ao erário.

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Agro Mato Grosso

Com temperatura acima de 39°C, MT tem cinco cidades entre as mais quentes do Brasil

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🥵 Cinco cidades de Mato Grosso ficaram entre as mais quentes do Brasil nesta quinta-feira (30), segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O maior destaque foi Nova Xavantina, que registrou 39,1°C e teve a temperatura mais alta do país no dia.

Além de Nova Xavantina, também aparecem na lista das 20 mais quentes: Santo Antônio do Leverger, com 38°C, Cuiabá, com 37,8°C, e Espigão do Leste e Rondonópolis, ambas com 37,7°C.

As altas temperaturas reforçam o cenário de calor intenso que atinge Mato Grosso neste período de estiagem, com baixa umidade relativa do ar e maior risco de queimadas em diversas regiões do estado.

Confira as temperaturas registradas nas cidades de Mato Grosso que ficaram entre as mais quentes do Brasil nesta quinta-feira (30):

  • 1º Nova Xavantina – 39,1°C
  • 13° Santo Antônio do Leverger – 38°C
  • 14° Cuiabá – 37,8°C
  • 15° Espigão do Leste – 37,7°C
  • 17° Rondonópolis – 37,7°C
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