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22 de setembro de 2026

Agro Mato Grosso

Intercâmbio entre empresas do Brasil e Colômbia fortalece mercado de forrageiras

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Brasil e Colômbia seguem estreitando suas relações comerciais no agronegócio, especialmente no segmento de sementes forrageiras tropicais. Nesta semana, empresas dos dois países participaram de um intercâmbio técnico, em Bogotá, voltado à troca de experiências e ampliação das oportunidades de negócios. A representante brasileira no encontro foi a SGM Seeds, integrando do mato-grossense Grupo Raça Agro (GRA), que atua também no beneficiamento, comercialização e exportação de forrageiras.

Segundo a empresa de pesquisa Mordor Intelligence, o tamanho do mercado de sementes forrageiras do Brasil deve movimentar cerca de US$ 482 milhões até 2029. Nesse cenário, a Colômbia está entre os países que despontam como opção estratégica para expansão da exportação brasileira. É no vizinho sul-americano, por exemplo, que está localizada a Sáenz Fety, considerada a maior importadora mundial desse tipo de insumo agropecuário.

O encontro foi organizado pela própria importadora e é uma continuidade na troca de conhecimentos com SGM Seeds. Em março deste ano, os colombianos estiveram no primeiro “Gira Técnica Internacional”, em Rondonópolis. Agora, a convite da importadora de forrageiras, foi a vez dos brasileiros participarem de uma série de agendas. Para o CEO do GRA, João Antônio Fagundes, o compromisso ajuda a fortalecer e identificar novas oportunidades.

“Conhecemos o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento, onde a Sáenz realiza estudos voltados à melhoria na pastagem e nutrição do boi. Também conseguimos visitar centros de produção, lojas, propriedades rurais e a Agroexpo, a principal feira agropecuária da Colômbia, que acontece a cada dois anos. São experiências importantes que nos permitem observar a atuação dos produtores e as tendências que podem ser incorporadas”, explica.

Mundialmente conhecida pela produção e exportação de café e flores, a Colômbia busca expandir sua atuação também na pecuária. Atualmente, o país é detentor de um rebanho bovino estimado de 30 milhões de cabeças, distribuídas entre cerca de 500 mil pecuaristas. De acordo com João, os números colocam os colombianos como um mercado de grande potencial para tecnologias focadas em intensificar a produção de carne e leite.

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Somado a isso, o CEO destaca ainda que por volta de 90% da produção bovina colombiana é destinada ao mercado interno local, com a arroba sendo comercializada em torno de US$ 35, frente aos US$ 50 praticados no Brasil. Para ele, essa diferença indica dois imperativos: a adoção de estratégias que aumentem a eficiência produtiva, especialmente por meio da intensificação das pastagens; bem como a busca por novos mercados exportadores e o reconhecimento premium que eles já alcançaram nas outras culturas – café e flores – onde já são mundialmente reconhecidos.

“Na pecuária, a Colômbia ainda está em um nível de tecnologia por se desenvolver. Isso representa uma importante oportunidade de negócios para o Brasil, que possui soluções vanguardistas de produção agropecuária em clima tropical. Com o uso de tecnologias, como as sementes de pastagem, os produtores melhoram o desempenho e se sentem mais dispostos a continuar investindo e fortalecendo essa relação comercial com nosso país”, pontua João Antônio Fagundes.

A SGM Seeds é líder em exportação de sementes forrageiras tropicais. Conta com um certificado e reconhecido laboratório que faz testes específicos atendendo às necessidades regulatórias de mais de 20 países de exportação. A partir da sua integração ao Grupo Raça Agro, o volume de sementes vendidas já foi dobrado e hoje ela também participa do mercado brasileiro através das lojas Raça Agro. O objetivo é continuar crescendo e levando tecnologia aos pecuaristas do mundo tropical.

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Agro Mato Grosso

Fazendeiro é condenado por degradação na Terra Indígena Marãiwatséd, em MT

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O Ministério Público Federal (MPF) obteve a condenação de um fazendeiro a recuperar 145,81 hectares degradados dentro da Terra Indígena Marãiwatsédé, em Mato Grosso. A sentença, da Vara Federal Cível e Criminal de Barra do Garças, também determinou que ele não realize atividades incompatíveis com a recuperação ambiental e fixou indenização por dano moral coletivo.

A ação civil pública apurou o impedimento da regeneração de floresta nativa e a manutenção de lavoura de soja mesmo após o embargo da área. Em 2008, fiscais do Ibama constataram a degradação e aplicaram multa de R$ 7,86 milhões. Em 2010, nova fiscalização encontrou plantação de soja na área embargada, resultando em outra multa, de R$ 1 milhão, e na apreensão de 47 mil sacas do produto.

A área originalmente discutida na ação tinha 1.571,20 hectares. Como 1.425,39 hectares já eram objeto de outro processo, a sentença analisou os 145,81 hectares remanescentes.

O fazendeiro deverá apresentar, em até 90 dias após o trânsito em julgado, um plano de recuperação de área degradada (PRAD) e executá-lo até a completa recuperação da área. A sentença também estabeleceu que eventual indenização por danos materiais será aplicada apenas se a recuperação for tecnicamente impossível ou houver descumprimento injustificado das medidas determinadas.

A indenização por dano moral coletivo foi fixada em 5% do valor da reparação material, a ser calculado posteriormente. Segundo a sentença, a degradação atingiu extensa área de floresta amazônica dentro de terra indígena e continuou mesmo após o embargo, afetando bem ambiental coletivo e território destinado constitucionalmente ao povo Xavante.

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Os valores deverão ser destinados ao fundo previsto na Lei da Ação Civil Pública, com preferência para projetos de recuperação da própria Terra Indígena Marãiwatsédé.

A decisão é de primeira instância e pode ser contestada no Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

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Ave rara e ameaçada é registrada em área de preservação em MT

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Uma marianinha-de-cabeça-amarela (Pionites leucogaster), ave ameaçada de extinção, foi registrada nesse fim de semana por uma equipe de monitoramento ambiental na área de preservação do reservatório de uma usina hidrelétrica, entre Nova Canaã do Norte e Colíder, a 696 km e 650 km de Cuiabá, respectivamente.

O registro foi feito durante um trabalho de acompanhamento dos animais que vivem na região. De acordo com a equipe, a identificação da ave ajuda os pesquisadores a conhecer melhor a fauna local e a reunir informações para ações de proteção da espécie.

marianinha-de-cabeça-amarela é classificada como “em Perigo” pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), o que significa que existe um alto risco de extinção. A ave é difícil de ser encontrada e costuma viver nas partes mais altas das árvores da Amazônia.

Com cerca de 23 centímetros, a ave tem cabeça alaranjada, rosto e pescoço amarelos, peito branco e corpo verde. Ela faz parte da mesma família dos papagaios e periquitos e também é conhecida como periquito-d’anta.

A espécie também é encontrada no Peru e na Bolívia. Ela vive principalmente em florestas preservadas e se alimenta de frutos, pétalas e néctar de flores. Ao espalhar sementes, ajuda no crescimento de novas plantas e na renovação das florestas.

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A ave faz seus ninhos em buracos de árvores que ficam entre 15 e 30 metros de altura. A reprodução acontece principalmente em janeiro, quando a fêmea coloca ovos branco-amarelados.

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Avião que buscaria deputado Júlio Campos em MT pousa às margens de rodovia após emergência

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avião que buscaria o deputado Júlio Campos (União) realizou um pouso de emergência em Araguaiana, a 570 km de Cuiabá, na manhã desta terça-feira (22). Conforme informações da assessoria, o parlamentar não estava na aeronave no momento do acidente.

A aeronave faria o translado de Aragarças (GO) para o município de Araguaiana (MT), onde embarcaria o deputado Júlio Campos e assessores para retorno a capital.

“Por motivos ainda desconhecidos a referida aeronave teve que fazer um pouso de emergência as margens da rodovia MT-100, na ocasião a aeronave estava apenas com o comandante a bordo, estamos providenciando comunicado as autoridades competentes. O comandante passou por avaliação médica no local e já foi liberado”, informou a empresa de táxi aéreo.

 

Um vídeo gravado no local mostra a aeronave às margens de uma estrada, próximo a uma fazenda (vídeo abaixo). Alguns carros circulavam na região no momento do pouco, mas nenhum veículo foi atingido.

Avião do deputado Julio Campos parou às margens de estrada em MT — Foto: Reprodução

Avião do deputado Julio Campos parou às margens de estrada em MT — Foto: Reprodução

Segundo a assessoria, a situação foi controlada rapidamente e não há feridos. As circunstâncias que levaram ao pouso de emergência ainda são investigadas.

A aeronave de prefixo PT-VOD é um bimotor de pequeno porte, modelo Neiva EMB-810D Seneca III, usada para táxi aéreo no estado. Segundo o Registro Aeronáutico Brasileiro da Anac, ela foi fabricada em 1991.

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