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6 de agosto de 2026

Business

Maior evento de soja do mundo começa hoje em Campinas

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Começa hoje (21) em Campinas (SP) o maior evento técnico-científico da cultura da soja no mundo. Os debates e exposições seguem até quinta-feira (24) e reúnem representantes de todos os elos da cadeia produtiva da oleaginosa. São esperadas 2 mil pessoas de vários países. Sob a perspectiva dos 100 anos da soja no Brasil, a pauta é sobre os desafios do amanhã nas áreas de pesquisa, desenvolvimento e inovação, sem descuidar do mercado, um ambiente o Brasil é líder absoluto em produção e exportação.

Realizado a cada três anos, em sua 10ª edição o Congresso Brasileiro de Soja comemora os 50 anos da Embrapa Soja, que também é a realizadora do evento. Em paralelo ocorre também o Mercosoja 2025. Mais de 50 expositores estarão participando da Arena de Inovação. A proposta do espaço é apresentar os novos processos, produtos e inovações que beneficiam os diferentes segmentos da cadeira produtiva da soja, desde como colher, beneficiar e secar sementes e grãos, até novas ferramentas de biotecnologia para agregar melhoria à qualidade do óleo e da proteína de soja.

“A soja no Mercosul um século depois” é o tema da conferência de abertura, nesta segunda-feira, 21 de julho, às 19 horas. Para debater a evolução da cultura na região haverá um bate-papo com importantes atores da evolução recente da cultura no Mercosul. Entre os convidados o pesquisador da área de melhoramento genético Romeu Afonso de Souza Kiihl, da MGS Melhoramento Genético e Sementes; o professor Tuneo Sediyama, da Soygene; Rodolfo Luis Rossi, ACSoja – Argentina e Gerardo Bartolomé, do Grupo Dom Mário. O debate será conduzido pelo jornalista Giovani Ferreira, do Canal Rural.

Em um mundo em plena transformação, política e econômica, a geopolítica não poderia ficar de fora das discussões. Esse é o assunto e tema da conferência da terça-feira, 22 de julho, a partir das 8h30, apresentado por Guilherme Bastos, da Fundação Getúlio Vargas. A proposta é destacar as relações comerciais do Brasil com outros países influenciada pela produção, comércio e consumo do grão. Para debater a sustentabilidade da cadeia produtiva da soja em números está prevista uma conferência, quarta-feira, 23 de julho, a partir das 8h30. A conferência será apresentada pelo professor Edvaldo Velini, da UNESP Botucatu.

E o que esperar da relação com a China na agricultura? É o tema da conferência da quinta-feira, 24 de julho, às 9 h, a ser conduzida por Leticia Frazão Alexandre Leme, do Ministério das Relações Exteriores e por Larissa Wachholz, da Vallya Agro. As conferencistas têm ampla experiência nas relações do Brasil com a China, que é o principal parceiro comercial do Brasil.

A programação técnica contará com 4 conferências e 15 painéis em que serão realizadas mais de 50 palestras com especialistas nacionais e internacionais de vários segmentos ligados ao complexo soja. A comissão organizadora aprovou 328 trabalhos técnico-científicos que serão apresentados na sessão pôster. Outra inovação na programação do CBSoja será a realização do Mãos à Obra, um espaço dedicado ao debate de questões práticas em cinco grandes temas: Fertilidade do solo e adubação, Manejo de nematoides, Plantas daninhas, Bioinsumos e Impedimentos ao desenvolvimento radicular. 

Também haverá destaque para os desafios da produção de soja no Mercosul e um workshop internacional Soybean2035: A decadal vision for soybean biotechnology, cujo objetivo é debater os próximos 10 anos das ferramentas biotecnológicas no melhoramento na soja, com palestrantes da China, Estados Unidos, Canadá e Brasil.

Canal Rural e Unity Agro

O Canal Rural estará na cobertura do evento e também conta com um estande na área de exposições do CBSoja 2025. Na posição de número 70, o espaço fica próximo à sessão de posteres e painéis técnicos e do acesso aos auditórios. A cobertura do Canal Rural contra com apoio da Embrapa Soja e da Unity Agro ( www.unityagro.com.br ), empresa que atua no desenvolvimento de fertilizantes funcionais.

O CBSoja e Mercosoja 2025 acontecem de 21 a 24 de julho de 2025, no Centro de Exposições e Convenções Expo Dom Pedro, em Campinas (SP).

A cobertura você acompanha na multioplataforma de comunicação do Canal Rural, pela TV, Redes Sociais e site www.canalrural.com.br

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Boi gordo: oferta curta sustenta alta nos preços; confira os números

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Foto: Leandro Barbero/arquivo pessoal

O mercado físico do boi gordo segue com escalas de abate encurtadas em grande parte do país, cenário que tem levado a indústria frigorífica a adotar uma postura mais agressiva na compra de animais. A menor disponibilidade de gado pronto para o abate é apontada como o principal fator para a expectativa de valorização dos preços no curtíssimo prazo.

No mercado interno, a expectativa é de avanço nos preços da carne bovina no atacado, com a combinação da entrada dos salários na economia e o aumento da demanda tradicionalmente associado ao Dia dos Pais. O consumo sazonal pode contribuir para uma melhora no ritmo das vendas ao longo dos próximos dias.

As exportações continuam em destaque e o resultado da balança comercial, previsto para divulgação no dia 6 (quinta-feira), deve servir como importante indicador para avaliar o desempenho do setor.

No atacado, os preços permaneceram acomodados nesta quarta-feira, enquanto o mercado aguarda uma possível reação da demanda. Apesar das perspectivas positivas para o período, a carne bovina ainda enfrenta perda de competitividade frente a outras proteínas, especialmente a carne de frango.

Entre os cortes, o quarto dianteiro segue cotado a R$ 21,00 por quilo, a ponta de agulha a R$ 20,00 por quilo e o quarto traseiro mantém preço de R$ 26,50 por quilo.

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Javali: uma ameaça que o Brasil não pode mais ignorar

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Foto: Federação da Agricultura do Paraná/ divulgação

O javali deixou de ser um problema isolado. Em praticamente todas as regiões onde sua população cresce, produtores relatam o mesmo cenário: lavouras destruídas, cercas danificadas, nascentes degradadas e prejuízos cada vez maiores.

Mas, acredito que existe um risco ainda mais preocupante e que, muitas vezes, fica em segundo plano.

O maior patrimônio do agro

O Brasil construiu, ao longo de décadas, um dos mais respeitados sistemas de defesa sanitária do mundo. Esse trabalho abriu mercados, conquistou credibilidade e transformou o país em uma potência na exportação de carnes.

Essa conquista não pode ser colocada em risco.

O javali é uma espécie exótica invasora que pode atuar como reservatório e disseminador de doenças de grande impacto para a produção animal, como a peste suína africana, além de enfermidades como brucelose e leptospirose.

Mesmo que algumas dessas doenças não estejam presentes no Brasil, basta observar o que acontece em outros países para entender que prevenir custa muito menos do que remediar.

A legislação não é o problema

Existe uma ideia equivocada de que a lei impede o controle desses animais.

Não impede.

A legislação brasileira autoriza o manejo e o controle populacional, desde que sejam obedecidas regras técnicas e ambientais.

Então, por que a população continua aumentando?

Porque o modelo adotado simplesmente não está conseguindo acompanhar a velocidade de reprodução e dispersão da espécie.

O produtor faz sua parte, controla os animais em sua propriedade, mas pouco tempo depois novos bandos chegam das áreas vizinhas. É um esforço que, muitas vezes, acaba sendo insuficiente.

É hora de mudar a estratégia

Esse não pode continuar sendo um problema exclusivo do produtor rural. Estamos falando de uma questão ambiental, econômica e, principalmente, sanitária.

O enfrentamento precisa ser coordenado. Municípios, estados, União, órgãos ambientais, defesa agropecuária, pesquisadores e produtores precisam atuar na mesma direção.

Sem planejamento conjunto, cada um continuará enxugando gelo enquanto a população de javalis cresce.

O custo da omissão

O Brasil soube construir um sistema sanitário que hoje é referência mundial. Não podemos esperar que uma espécie invasora coloque este patrimônio em risco para só então agir.

Não defendo medidas precipitadas. Defendo planejamento, coordenação e uma política nacional capaz de enfrentar um problema que deixou de ser local e passou a ser estratégico para o agronegócio brasileiro.

Quem vive no campo sabe que o prejuízo já chegou.

Agora, antes que ele ultrapasse as cercas das propriedades e ameace também nossa competitividade internacional, é preciso reconhecer uma verdade simples: o modelo atual não está funcionando.

E quando uma estratégia deixa de produzir resultado, insistir nela não é solução. É apenas adiar um problema que pode se tornar muito maior no futuro.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Copom reduz Selic para 14% ao ano após corte de 0,25 ponto percentual

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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, nesta quarta-feira (5), reduzir a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, de 14,25% para 14% ao ano. A decisão foi unânime e ficou em linha com as expectativas do mercado financeiro.

Este foi o quarto corte consecutivo da Selic. Desde março, quando o Banco Central iniciou um ciclo de flexibilização da política monetária, a taxa já acumula redução de 1 ponto percentual. Antes disso, os juros permaneceram em 15% ao ano, o maior patamar em quase duas décadas, por dez meses consecutivos, entre junho de 2025 e março de 2026.

A redução já era esperada diante da desaceleração da inflação. Nos últimos 12 meses, o índice oficial acumula alta de 4,64%, ainda ligeiramente acima do teto da meta, de 4,5%.

Em comunicado, o Copom afirmou que os próximos passos dependerão da evolução do cenário econômico e da inflação. “A magnitude total do ciclo de calibração será estabelecida à luz de novas informações, visando assegurar a convergência da inflação à meta”, informou o comitê.

A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 15 e 16 de setembro.

Com informações de Estadão Conteúdo.

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