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9 de agosto de 2026

Agro Mato Grosso

Fávaro entrega máquinas e equipamentos para agricultura familiar em Tangará da Serra e região

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Ministro da Agricultura e Pecuária reforça compromisso com o fortalecimento estrutural dos assentamentos rurais em Mato Grosso

Nesta sexta-feira (18), em Tangará da Serra (MT), o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, realizou uma nova etapa de entrega de máquinas e equipamentos do Programa Estratégico de Fortalecimento Estrutural de Assentamentos Rurais e Sustentabilidade da Agricultura Familiar em Mato Grosso, para comunidades da região Médio-Norte do estado mato-grossense.

O evento foi realizado no Assentamento Antônio Conselheiro, Agrovila II. A entrega contemplou quatro assentamentos rurais dos municípios de Tangará da Serra, Nova Olímpia e Nortelândia. O objetivo é impulsionar a agricultura familiar e alavancar a produtividade em comunidades rurais da região.

O ministro Carlos Fávaro destacou que o momento vivido pelo país é de reconstrução, diálogo e valorização dos produtores do campo. “Tenho muito orgulho de estar aqui como ministro da Agricultura, representando um governo que acredita no Brasil e investe na agricultura familiar. Só neste ano, estamos destinando mais de R$ 600 bilhões para o campo, com R$ 89 bilhões voltados exclusivamente à agricultura familiar. Isso representa mais alimentos na mesa dos brasileiros, mais renda no campo e mais oportunidades para quem vive da terra”, afirmou.

Fávaro também destacou o conjunto de programas estruturantes em curso no Ministério, como o Solo Vivo, o fortalecimento do Sistema Brasileiro de Inspeção (Sisbi), o incentivo à regularização fundiária e o novo microcrédito rural. “Estamos levando patrulhas mecanizadas para todas as regiões do estado, garantindo assistência técnica gratuita, promovendo a inspeção de produtos da agricultura familiar e dando condições para que pequenos produtores acessem crédito, tecnologia e mercado. É assim que se gera inclusão, sustentabilidade e desenvolvimento”, concluiu.

O prefeito de Tangará da Serra, Vander Masson, destacou a relevância das entregas realizadas no município. “É uma data importante para Tangará da Serra. O senhor, como ministro da Agricultura, representando a União e também o nosso estado de Mato Grosso, nos honra com sua presença. Essas máquinas e equipamentos que estão sendo entregues hoje fazem muita diferença para as associações do nosso município e também para os assentamentos da região. Tangará da Serra tem em torno de 1.500 pequenas propriedades, e sabemos da importância dessas famílias para a produção de alimentos. O apoio com maquinário e estrutura reforça o papel da agricultura familiar e valoriza quem está lá na ponta, trabalhando todos os dias”, afirmou.

Foram beneficiadas famílias assentadas no local, a Cooperativa Regional de Produção Agropecuária da Agricultura Familiar (COOPRAF) e a Cooperativa Mista de Produção, Serviço e Comércio Alto da Serra (COOPROSC), ambas do município; a Associação Produzindo Melhor, dos assentamentos Nova Conquista e Oziel Alves Pereira, em Nova Olímpia (MT); e a COOPRAF, no Assentamento Maria Bem Vinda, em Nortelândia (MT).

O presidente da Cooperativa Regional de Produção Agropecuária da Agricultura Familiar (COOPRAF), Valdir Alves da Silva, destacou que o programa de fortalecimento das cadeias produtivas e a entrega de máquinas representam um avanço fundamental para a agricultura familiar. Segundo ele, as cooperativas e associações dos assentamentos sempre enfrentaram limitações estruturais, e a chegada dos equipamentos contribuirá para ampliar a produção de alimentos saudáveis, gerar renda e melhorar a nutrição das famílias do campo.

Representando a coordenação do assentamento Antônio Conselheiro, Valdir ressaltou que a iniciativa atende uma demanda antiga dos movimentos sociais e de diversas organizações do estado de Mato Grosso. Ele lembrou que a proposta foi apresentada ao ministro Carlos Fávaro durante uma articulação feita com o apoio dos deputados Barranco e Rosa Neide, e que o atendimento à pauta representa um passo importante no compromisso com os trabalhadores do campo.

Para os assentamentos e associações contemplados, o investimento do Mapa foi de mais de R$ 2 milhões. Além do maquinário, equipamentos e insumos, os produtores poderão contar com assistência técnica e capacitação.

A primeira etapa de entregas ocorreu no fim de fevereiro nos municípios de Pedra Preta, São José do Povo e Rondonópolis. Já no mês de maio, durante a cerimônia de lançamento do programa Solo Vivo pelo presidente da república, Luiz Inácio Lula da Silva, em Campo Verde, foram entregues mais 80 máquinas para assentamentos da região Sul de Mato Grosso. Em junho, foram contemplados os assentamentos de Várzea Grande. Neste mês, o programa já contemplou assentamentos de Sorriso, Sinop, Cláudia e Itaúba.

PROGRAMA

O Programa Estratégico de Fortalecimento Estrutural de Assentamentos Rurais e Sustentabilidade da Agricultura Familiar em Mato Grosso foi desenvolvido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em parceria com a Universidade Federal de MT (UFMT). A proposta é mecanizar o processo de produção agrícola aumentando a produtividade, melhorando a qualidade dos produtos e impulsionando a atividade para a agricultura familiar, tornando-a mais competitiva no estado.

A iniciativa é desenvolvida em quatro metas: o fortalecimento das cadeias produtivas; capacitação; assistência técnica; e gestão e monitoramento.

Já foram realizadas entregas para assentamentos dos municípios de Pedra Preta, São José do Povo, Rondonópolis, Juscimeira, Campo Verde, Poconé, São José do Povo, Várzea Grande, Acorizal, Sorriso, Sinop, Cláudia e Itaúba. Agora, para Tangará da Serra, Nova Olímpia e Nortelândia.

>> Confira o detalhamento da entrega desta sexta-feira (18):

Tangará da Serra

Assentamento Antônio Conselheiro: Trator, roçadeira de trator, distribuidor de sementes, microtrator/monocultivador, duas roçadeiras profissionais, grade aradora, perfurador de solo, colhedora de forragem, carreta reboque, sucador, quatro motobombas, uma motobomba profissional, dois kits de irrigação específicos, tela de mangueirão, kit de placa solar para choque, pia inox com cuba, mesa inox de manipulação com bancada, caixa-d’água grande, dois freezers horizontais, veículo Strada Freedom, veículo Strada Vulcano e cem caixas plásticas.

COOPROSC

Trator, roçadeira de trator, distribuidor de sementes, perfurador de solo, grade aradora, carreta reboque e duas caixas-d’água.

Nova Olímpia

Assentamento Nova Conquista: Trator, roçadeira de trator, distribuidor de sementes, perfurador de solo, grade aradora e carreta/reboque.
Assentamento Oziel Alves Pereira: Trator, roçadeira de trator, distribuidor de sementes, perfurador de solo, grade aradora e carreta/reboque.

Nortelândia

Assentamento Maria Bem Vinda: Trator, roçadeira de trator, distribuidor de sementes, perfurador de solo, grade aradora e carreta/reboque.

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Agro Mato Grosso

Onça-parda resgatada debilitada é solta após 9 meses de recuperação em reserva de MT

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Uma onça-parda macho resgatada em estado grave no fim de 2025 foi devolvida à natureza, na últsemana, após cerca de nove meses de recuperação. Batizado de Guaraná, o animal foi solto na Reserva São Francisco do Perigara, em Barão de Melgaço, a 121 km de Cuiabá, mesma região onde foi encontrado, e passou a ser monitorado pelo Onçafari.

Guaraná foi resgatado durante uma atividade de monitoramento. Segundo Marcos Lages, veterinário e coordenador da base do Onçafari na reserva, o animal estava bastante debilitado.

“Ele estava muito debilitado, desidratado, desnutrido, apático e estava com alguns dentes quebrados. A recuperação foi longa, ficou cerca de 9 meses sob cuidados das instituições envolvidas (como o Onçafari, SEMA e o CRAS). Nesse tempo ele ganhou peso, realizou exames e tratamentos. Ele ganhou mais de 15kg até estar apto para a soltura”, afirmou Marcos.

Após o resgate, o animal foi encaminhado para a Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT), em Cuiabá, onde recebeu os primeiros cuidados e passou por exames. Depois, foi levado ao Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), em Campo Grande (MS), onde continuou o tratamento e a recuperação.

A volta à natureza só foi autorizada depois que Guaraná passou por uma série de exames e foi considerado apto para viver novamente em liberdade. Além da condição clínica, a equipe avaliou se o animal havia recuperado os reflexos necessários para caçar. A escolha do local também levou em conta o histórico do felino.

“A soltura só é liberada depois de uma bateria de exames e depois de constatar realmente que o animal está completamente sadio. Além disso é avaliado se ele ainda tem os reflexos para caça. A soltura foi realizada na mesma área onde ele foi resgatado, pois é um lugar que já conhece, foi onde cresceu.”

O transporte e a soltura foram acompanhados por um veterinário experiente, que monitorou o animal durante a saída e os primeiros momentos de volta à vida livre. Guaraná é o primeiro animal resgatado e posteriormente solto na Reserva São Francisco do Perigara e agora integra o grupo de animais monitorados pelo Onçafari.

Monitoramento

Para acompanhar a adaptação da onça-parda, a equipe utiliza mais de 40 armadilhas fotográficas espalhadas pela reserva. Os equipamentos ajudam a identificar os animais e acompanhar o comportamento deles. Também são realizadas rondas periódicas para procurar e observar os animais, tanto por terra quanto por água, pelo rio.

Guaraná recebeu ainda um colar com GPS e VHF, que permite acompanhar seus deslocamentos.

“Os pontos GPS são registrados por satélites e enviados pro nosso banco de dados. Pelo sinal VHF do colar, com uma antena e um receptor, conseguimos sintonizar a frequência do colar e rastrear o animal em campo”.

Segundo Marcos Lages, o comportamento apresentado após a soltura é positivo.

“O Guaraná é um animal super ativo e evita contato com humanos”.

 

🐆 Onça-parda

A onça-parda é a espécie terrestre com a maior distribuição geográfica das Américas, segundo o Instituto Onçafari. O animal ocorre desde o Canadá até o Chile e está presente em todo o território brasileiro. De acordo com o instituto, é um dos felinos mais adaptáveis do continente e consegue ocupar diferentes tipos de ambientes.

A espécie pode medir até 1,5 metro de comprimento, sem contar a cauda, e pesar entre 53 kg e 72 kg. Apesar disso, há registros de machos com mais de 110 kg. O tamanho e o peso variam de acordo com a região onde o animal vive. Nas populações do Chile e do Canadá, os indivíduos são maiores e mais robustos, com peso médio de cerca de 75 kg. Já nas regiões tropicais, os animais costumam ser menores e pesam aproximadamente 50 kg.

A pelagem também pode variar, passando por tons de cinza-claro até o marrom-avermelhado. A onça-parda é considerada o segundo maior felino das Américas, atrás apenas da onça-pintada.

Segundo o Instituto Onçafari, os pumas, como também são chamados, costumam ter hábitos crepusculares e noturnos, sendo mais ativos no fim da tarde e durante a noite. São animais solitários e oportunistas, capazes de aproveitar diferentes oportunidades para conseguir alimento.

A espécie é considerada vulnerável pela lista nacional de espécies ameaçadas do ICMBio e classificada como pouco preocupante pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Entre as principais ameaças estão a caça esportiva, a caça preventiva ou por retaliação após ataques a animais domésticos, a perda e a fragmentação de habitats e os atropelamentos.

A onça-parda é exclusivamente carnívora, mas apresenta uma dieta bastante variada. De acordo com o Instituto Onçafari, é uma das espécies mais generalistas entre os felinos e consegue se adaptar à disponibilidade de alimento. Quando não encontra presas maiores, pode se alimentar de animais como lagartos, aves e até insetos.

A forma de caça também apresenta diferenças em relação à onça-pintada. A onça-parda geralmente mata suas presas por meio de uma mordida no pescoço, provocando asfixia. Depois, costuma começar a se alimentar pela região das costelas, do abdômen e das vísceras.

Quando não consome toda a presa, o animal pode esconder a carcaça utilizando folhas, terra e galhos. Dessa forma, consegue retornar ao local posteriormente para continuar a alimentação.

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Exportações de Sinop sobem 20% e atingem R$ 1,18 bilhão com impulso da soja e do milho

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As indústrias de Sinop garantiram, pelo segundo mês consecutivo, o primeiro lugar no ranking das exportações de Mato Grosso, superando polos tradicionais do agronegócio. O resultado reflete o aquecimento da demanda internacional e traz impactos diretos na atração de investimentos e geração de empregos na região.

Apenas no último mês, o município movimentou US$ 230,6 milhões (cerca de R$ 1,18 bilhão) em vendas para o exterior, uma alta de 20% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Os números do protagonismo de Sinop

Sinop respondeu por 8% de todas as exportações de Mato Grosso, mantendo a liderança à frente de Rondonópolis (7,9%) e Sorriso (5,2%).

  • O que o município mais vendeu:
    • Soja (mesmo triturada): 67,2% do volume total
    • Milho: 24,4%
    • Farelos e resíduos (sêmeas): 4,6%

Quem compra a produção do “Nortão”?

O mercado asiático e o europeu foram os grandes motores dessa marca histórica. A China segue isolada como o maior destino dos produtos da cidade, absorvendo 33,5% de tudo o que foi embarcado.

Na sequência dos principais parceiros comerciais aparecem a Espanha (18,8%), Egito (7,5%), Bangladesh (5,5%), Israel (4,8%), Turquia (4%), México (3,9%), Irã (3,5%) e Argélia (3,1%).

*Sob supervisão de Gene Lannes

Fonte: Só Notícias

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Idosos são presos suspeitos de extração ilegal em MT

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Dois homens, de 62 e 64 anos, foram presos em flagrante suspeitos de envolvimento na extração ilegal de cascalho em uma área rural de Santo Antônio de Leverger, a 35 km de Cuiabá, nessa quinta-feira (6). Segundo a Polícia Civil, caminhões carregados com o minério foram flagrados deixando o local durante uma fiscalização.

A ação foi realizada pela Delegacia Especializada de Meio Ambiente (Dema), com apoio da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), após uma denúncia anônima indicar que havia extração irregular de minério na região.

De acordo com o boletim de ocorrência, os investigadores se aproximaram da área indicada e viram caminhões carregados de cascalho deixando o ponto onde ocorria a extração.

Ao entrarem na propriedade, os policiais encontraram uma pá carregadeira HL 760-9S sendo utilizada para escavar e retirar o cascalho, que posteriormente era colocado nos veículos de transporte.

Durante a abordagem, os motoristas dos caminhões e o operador da máquina disseram à polícia que desconheciam a existência de licença de operação ou de autorizações da Agência Nacional de Mineração (ANM) e da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) para a atividade.

Ainda conforme a Polícia Civil, os trabalhadores afirmaram que prestavam serviço a mando de um dos investigados, apontado como responsável pela mineradora. O terreno onde a extração era realizada pertence ao outro suspeito.

Durante a fiscalização, a equipe constatou, segundo a polícia, que o local não possuía Cadastro Ambiental Rural (CAR) nem pedido formal de licenciamento para a atividade de lavra.

A Politec foi acionada e realizou levantamentos na área para verificar os danos e a degradação ambiental provocados pela extração mineral. As investigações continuam para determinar a extensão desses danos.

O proprietário do terreno e o homem apontado como responsável pela atividade foram levados à Dema e autuados em flagrante, em tese, por extração de recursos minerais sem autorização e por funcionamento de atividade potencialmente poluidora sem licença ou autorização ambiental. Os crimes estão previstos nos artigos 55 e 60 da Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998).

Os suspeitos pagaram fiança e foram liberados para responder ao caso em liberdade. O valor estipulado não foi informado.

A pá carregadeira usada na extração foi apreendida e levada para o pátio da Sema-MT, no Distrito Industrial, em Cuiabá.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para apurar a extensão dos danos ambientais e verificar se outras pessoas participaram da atividade ilegal.

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