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Aprosoja MT reconhece protagonismo de produtores rurais na proteção às florestas durante a estiagem

Celebrado no dia 17 de junho, o Dia de Proteção às Florestas também é dia de valorizar aqueles que defendem a mata nativa do fogo no interior do estado.
No Dia Nacional de Proteção às Florestas, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) destaca a atuação daqueles que defendem a vegetação nativa contra o fogo durante o período de estiagem e produzem com responsabilidade.
Durante a seca, os riscos de incêndios florestais aumentam drasticamente em Mato Grosso. Nesse cenário, os produtores de soja e milho têm se destacado como aliados na prevenção e no combate ao fogo. Com ações como a construção de aceiros, formação de brigadas, manutenção de equipamentos e capacitação de equipes, eles ajudam a proteger não apenas suas propriedades, mas também áreas de preservação e florestas nativas.
Para o vice-presidente da Aprosoja MT, Luiz Pedro Bier, o papel do produtor rural é fundamental na preservação ambiental.
“O produtor rural é o verdadeiro guardião das florestas no Brasil. A maior parte delas é protegida e preservada em propriedades privadas e, apesar do senso comum principalmente da população urbana, o produtor rural hoje preserva grande parte das florestas brasileiras por meio de suas reservas legais e áreas de preservação permanente. Isso é um grande orgulho para o setor produtivo brasileiro, poder contribuir com o meio ambiente e com toda a natureza”, diz Bier.
Ainda segundo o vice-presidente, a entidade tem papel essencial nesse processo, promovendo campanhas educativas e articulando ações com o Corpo de Bombeiros e outras instituições.
“O produtor mato-grossense, além de preservar boa parte do território do estado com florestas intactas, muitas vezes também é responsável pelo combate ao fogo, que coloca em risco as florestas e sua própria produção. A Aprosoja MT não se omite dessa função social e ambiental que o produtor rural desempenha. Por isso, lançamos anualmente a campanha contra os incêndios. Sabemos que não é tarefa exclusiva do produtor, mas ele tem trabalhado arduamente no combate, tanto em suas propriedades quanto nas reservas legais do estado”, destaca Bier.
Durante o período da estiagem, a Aprosoja MT intensifica ações de prevenção e combate aos incêndios, distribuindo cartilhas com instruções para que os produtores saibam como se preparar e agir durante os meses de seca. A entidade também participa do Comitê Estadual de Gestão do Fogo (CEGF), em parceria com diversos órgãos públicos e instituições que coordenam ações de enfrentamento aos incêndios.
A delegada do núcleo do Vale do Arinos, Jaqueline Piovezan, relata que, no ano passado, um incêndio atingiu sua propriedade no município de Juara, e ela contou com o apoio dos vizinhos para combater o fogo, já que o Corpo de Bombeiros mais próximo fica em Juína, a cerca de 200 km de distância. Segundo ela, a Cartilha de Prevenção e Combate a Incêndios elaborada pela Aprosoja MT é uma ferramenta valiosa que auxilia os produtores nesses momentos críticos.
“Por ser associada da Aprosoja MT e já ter tido contato com essa temática, além de buscar capacitação, eu estava previamente preparada. Então, é muito importante que a instituição leve essa orientação, para que possamos realizar um trabalho preventivo. As cartilhas orientam sobre o que buscar, quais equipamentos devem estar disponíveis na fazenda, como obter capacitação, entre outros pontos. É uma forma de executar essas ações de maneira programada, organizada, estruturada e, com certeza, mais eficiente”, afirma a produtora.
Prevenir e combater incêndios, para o delegado coordenador do núcleo de Sorriso, Rafael Krzyzanski, é uma das formas pelas quais o produtor rural pode preservar a natureza e proteger seu sustento.
“O produtor é um grande guardião contra queimadas. A primeira coisa que devemos considerar é que ele é um agente econômico e precisa proteger sua propriedade, pois qualquer ação acidental de fogo pode causar grandes prejuízos. Isso demonstra que o produtor é, na verdade, um agente de defesa do meio ambiente, já que seria contrário aos seus interesses econômicos não ter meios de controlar o fogo ou evitar esses tipos de incidentes”, explica Krzyzanski.
Neste Dia Nacional de Proteção às Florestas, a Aprosoja MT reconhece o protagonismo dos produtores rurais que, com responsabilidade e comprometimento, atuam na preservação ambiental. Suas ações demonstram que produção agrícola e conservação podem caminhar juntas, promovendo o desenvolvimento sustentável e protegendo nossas riquezas naturais para as futuras gerações.
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Exclusivo: “Reeleição de Lula pode trazer ainda mais insegurança para o agro”, avalia presidente da Aprosoja

Em entrevista exclusiva ao O LIVRE, o presidente da Aprosoja Brasil, Lucas Costa Beber, comentou as expectativas do setor para 2026, ano marcado pelas eleições presidenciais — um período considerado sensível para o agronegócio.
Segundo Beber, o cenário é desafiador para os produtores rurais, especialmente diante das incertezas econômicas e jurídicas que ainda persistem.
“Este é um ano desafiador. O maior problema continua sendo o preço das commodities. Além disso, temos outros assuntos que impactam diretamente o setor, como a ampliação das áreas indígenas. No fim do ano passado, após a COP, esse tema nos preocupou muito, pois trouxe insegurança jurídica.”
Oscilações devem marcar 2026
O presidente da Aprosoja destacou que períodos eleitorais costumam gerar instabilidade econômica, o que afeta diretamente o planejamento do produtor rural.
“As eleições são normais, mas é um ano com mais oscilações: câmbio, juros altos, entre outros fatores. Tudo isso acaba sendo impactado pelo processo eleitoral.”
Para Beber, o cenário de 2026 tende a ser ainda mais turbulento, independentemente do controle do setor produtivo.
“É claro que promete ser uma eleição muito turbulenta, com muita oscilação, mas isso é algo que foge do nosso controle.”
Insegurança jurídica preocupa o agro
Ele também alertou que o resultado das urnas pode trazer consequências diretas ao agronegócio.
“O produtor pode, sim, ser prejudicado, dependendo de quem for eleito ou reeleito para a Presidência.”
Ao comentar o atual governo, Beber foi direto ao avaliar os impactos para o setor.
“O atual governo (Lula) tem trazido bastante insegurança jurídica para o agronegócio.”
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Colheita de soja avança mais rápido que no ano passado, aponta Imea

A colheita da safra de soja 2025/26 no Mato Grosso avançou de forma expressiva e alcançou 6,69% da área cultivada, segundo boletim divulgado pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), com dados atualizados até esta quinta-feira (15).
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Na semana anterior, em 9 de janeiro, o índice de área colhida era de 1,98%, o que mostra clara aceleração dos trabalhos nas lavouras.
Já no mesmo período do ano passado, o percentual era ainda menor, de 1,41%.
O avanço mais rápido reflete condições climáticas favoráveis em grande parte do estado e o início mais antecipado das operações em regiões produtoras estratégicas.
Com informações da Safras & Mercado.
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Centro científico da Aprosoja mostra que sustentabilidade também dá lucro

A ciência aplicada ao campo deixou de ser discurso e virou número na lavoura de Mato Grosso. Com uma década de atuação, o Centro de Pesquisas Científicas (CTECNO) da Aprosoja, instalado em Campo Novo do Parecis, acumula resultados que comprovam o impacto direto da pesquisa na produtividade agrícola. Um dos exemplos mais expressivos é o salto médio da produção de soja, que com as pesquisas da Aprosoja pode produzir até 30 sacas a mais por hectar plantado, conforme os experimentos conduzidos ao longo dos anos.
O LiVRE acompanhou de perto o evento que marcou os 10 anos do CTECNO, reunindo produtores rurais, agrônomos, consultores e lideranças do setor em um dia de palestras técnicas, troca de experiências e apresentação dos principais avanços obtidos pelo centro.
Ciência no agro
Instalado em uma área de 86 hectares, o CTECNO Parecis funciona como uma estação experimental permanente, onde são realizados entre 35 e 40 experimentos por ano, muitos deles de longa duração. O foco está na avaliação de manejos de solo, rotação de culturas e sistemas produtivos capazes de aumentar a eficiência da lavoura sem abrir mão da sustentabilidade.
O centro mantém dois pesquisadores em dedicação integral, responsáveis por planejar, executar e acompanhar todos os experimentos. Entre eles está a pesquisadora Danila Facco, especialista em solos, que destaca que os ganhos observados hoje são fruto de persistência e visão de longo prazo.
“Os resultados não aparecem de um ano para o outro. Muitas práticas precisam de tempo para mostrar efeito, principalmente quando falamos de solo. O produtor que entende isso colhe benefícios maiores lá na frente”, explica.
Diferentes solos, mesma solução: técnologia
As pesquisas desenvolvidas no CTECNO avaliam diferentes tipos de solo, incluindo áreas de textura média e arenosa, comuns em Mato Grosso. Os estudos mostram que, com correções químicas adequadas, uso de plantas de cobertura e sistemas de rotação bem ajustados, é possível reduzir perdas de nutrientes e melhorar o aproveitamento do ambiente produtivo.
Entre os sistemas que mais se destacaram ao longo da década está a rotação soja-braquiária, apontada como uma das mais eficientes tanto do ponto de vista econômico quanto ambiental. O modelo contribui para o aumento do carbono no solo, melhora a estrutura física da terra e ajuda no controle de pragas como nematoides.

O presidente da Aprosoja, Lucas Costa Beber, reforçou que o papel dos centros de pesquisa é transformar ciência em ferramenta prática para o produtor. “Aqui não é pesquisa de laboratório isolado. Tudo o que é testado precisa fazer sentido dentro da porteira”, afirmou.
Ao completar 10 anos, o CTECNO se consolida como uma vitrine de soluções para o agronegócio mato-grossense, mostrando que investimento em ciência, mesmo com equipes reduzidas, pode gerar ganhos reais de produtividade, sustentabilidade e segurança para quem vive da terra.
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